O Presidente do Senado, Renan Calheiros,apresentou hoje a chamada "pauta bandida". Dois assuntos prometem dar o que falar. O pr...


O Presidente do Senado, Renan Calheiros,apresentou hoje a chamada "pauta bandida". Dois assuntos prometem dar o que falar. O primeiro é o da regulamentação e exploração do jogo de azar. Deve ser uma homenagem que ele presta a Carlinhos Cachoeira que foi preso hoje na Operação Saqueador.

Outra proposta é a da regulamentação da constituição para punir abuso de autoridades. Traduzindo: ele pretende criar mecanismos de controle de agentes da procuradoria de ministério público.

Trata-se da primeira tentativa ousada de limitar a Operação Lava Jato. Renan cinicamente diz que está atendendo pleitos dos ministros do STF.

Vamos acompanhar o assunto. Renan quer salvar a própria pele e de centenas de parlamentares, ministros etc, etc, etc, envolvidos com corrupção. Notícia péssima.

Newley diz que tudo que índio toca torna-se sagrado “A lei deveria ser igual para todos. Infelizmente, não é isso que acontece. Assisti...

Newley diz que tudo que índio toca torna-se sagrado


“A lei deveria ser igual para todos. Infelizmente, não é isso que acontece. Assistimos indígenas invadirem fazendas produtivas e, quando são expulsos dessas mesmas terras, saem na condição de vítima e o proprietário da terra fica como vilão. Parece que ter uma propriedade rural no país passou a ser um crime”, afirmou o advogado criminalista Newley Amarilla, durante sua participação na mesa em que o tema foi debatido na Escola de Magistrados da Justiça Federal da 3ª Região (EMAG) , durante o  “I Congresso Direito Ambiental Agrário, Portuário e Minerário”, realizado no auditório do TRF3 na semana passada .

“Em  1905, Marechal Rondon constatou que o tamanho das terras indígenas em MS correspondia a 6 mil hectares. Hoje, laudos apontam que a área destinada aos índios esta em torno de 100 mil hectares. Um verdadeiro disparate. Fica a impressão de que o índio consagra tudo aquilo que toca, tornando coisa sagrada. Isso só demonstra que essas análises técnicas da perícia são equivocadas e só olham o lado do índio. O prejuízo fica sempre para os produtores”, disparou Amarilla.

Para o advogado, existe ainda uma cultura no eixo Rio-São Paulo amplamente chancelada por setores da imprensa, que defendem a tese do índio como vítima e o fazendeiro como algoz.

Comento: Newley está correto. A grande imprensa brasileira, com raras exceções, não consegue compreender os conflitos indígenas de Mato Grosso do Sul fora das perspectivas dos filmes de bang-bang. É a desinformação misturada com a ignorância. Recentemente, em Caarapó, grupos indígenas banharam três policiais militares com gasolina e só não atearam fogo porque um pastor evangélico pediu desesperadamente que eles não cometessem esse crime. Nenhuma linha na imprensa. Nenhum comentário da esquerda. Nenhum artigo em jornal. A cegueira é total.


Poeta e tradutora é atualmente considerada um dos principais nomes da geração mimeógrafo da década de 1970 e ao movimento de Poesia Margi...


Poeta e tradutora é atualmente considerada um dos principais nomes da geração mimeógrafo da década de 1970 e ao movimento de Poesia Marginal.
Nascimento: 2 de junho de 1952,

Falecimento: 29 de outubro de 1983.



Obras:

Poesia

Cenas de abril (1979)
Correspondência completa (1979)
Luvas de pelica (1980)
A Teus Pés (1982)
Inéditos e Dispersos (1985)
Novas Seletas (póstumo, organizado por Armando Freitas Filho)
Poética (obra completa, 2015)

Crítica

Literatura não é documento (1980)
Crítica e Tradução (1999)

Millor Fernandes: 1923-2012. Frase definitiva


Millor Fernandes: 1923-2012.

Frase definitiva




No começo de minha carreira de jornalista, no interior de São Paulo, todas as semanas viajava até a cidade de São José do Rio Preto para...



No começo de minha carreira de jornalista, no interior de São Paulo, todas as semanas viajava até a cidade de São José do Rio Preto para fazer o fechamento do jornal em que trabalhava.

Naquele tempo o processo industrial para diagramar e imprimir um hebdomadário (urgh!!!) era feito à base de chumbo derretido. As fotos eram aplicadas sobre uma base de alumínio e madeira chamada clichê.

A coisa funcionava mais ou menos assim: a redação produzia as reportagens, notas, colunas em máquina de escrever. Depois, com o calhamaço de papel numa pasta, levávamos tudo para a gráfica em São José.

Lá os técnicos redigitavam os textos numa máquina que soltava lâminas de chumbo em relevo, que depois alinhávamos e diagramávamos num quadro de madeira retangular.

Ali era uma espécie de segunda redação. Jornalistas, gráficos e fotógrafos de vários municípios da região atuavam no mesmo lugar, onde cada grupo fazia seu jornal local.

Era o que a economia da época permitia que se fizesse: impressão barata e "rápida", o que garantia a existência de veículos locais.

Foi nesse ambiente que conheci Nárcio Rodrigues, jornalista, tempos atrás presidente do PSDB de Minas Gerais, hoje preso pela Polícia Federal.

Naquela época, Nárcio era um sujeito magrinho, circunspecto, concentrado.

Sua entrada no noticiário da corrupção me surpreendeu. Naqueles tempos, ele um sujeito com um rigor moral impressionante. Qual será que foi seu ponto fora da curva?

Começamos a ter afinidades em conversas na hora do lanche porque ambos fazíamos oposição à Arena, vinculados ao MDB de nossas cidades, com certo pendor à esquerda.

Conversávamos sempre sobre política,não havia outro assunto, imaginando estratégias para combater a ditadura de então.

No final do dia, antes de carregar os exemplares impressos do jornais nos nossos carros para levá-los para nossas cidades, trocávamos as edições. Foi assim que me tornei leitor do Folha de Frutal, o jornal do Nárcio.

Tinha uma coisa interessante: todas - literalmente todas - as matérias do jornal levavam a assinatura de Nárcio. Era uma coisa curiosa: mesmo notícias chupadas de outros veículos o cara fazia questão de assiná-las.

Um dia, Nárcio me ligou e me pediu um favor. Se eu podia montar em Rio Preto o Folha de Frutal. Ele tinha um problema particular que o impedia de comparecer ao local. Mandaria os textos por um amigo para me entregar.

Concordei e assim foi. Montei seu jornal, com todas aquelas matérias assinadas por ele. No final da noite, exausto, fiz a última revisão do jornal. Dei ok. e mandei tudo para Frutal.

Na semana seguinte, Nárcio não me olhou na cara. Estava magoado. Fiquei na minha. Pensei: esse cara deve estar com um problemão na vida. No fim do dia, não aguentei e fui perguntar para ele: pô, o que está acontecendo?

Ele me fuzilou com o olhar, pegou o exemplar da Folha de Frutal e me esfregou na cara.

- Você viu o que você publicou? Estou tendo que aguentar piadinhas na minha cidade.

Peguei o jornal, olhei e não vi nada. Disse: não tô entendendo?

- Olha a assinatura da matéria principal!

E lá estava assinado: NARCISO RODRIGUES.

O cara nunca mais conversou comigo. Derrapei na revisão e no subconsciente e, com isso, perdi o amigo.

Mas agora ele está preso. Deixa pra lá...

O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS lançou ontem o novo livro com informações sobre saúde nos municípios de Mat...



O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS lançou ontem o novo livro com informações sobre saúde nos municípios de Mato Grosso do Sul. A publicação faz parte da série Transparência.

O trabalho foi elaborado pela equipe da Coordenadoria do Núcleo de Pesquisa da ESCOEX.

Trata-se de um trabalho importante. Com o título “Indicadores de Saúde – Informações sobre saúde dos municípios sul-mato-grossenses”, a pesquisa percorre todo o Mato Grosso do Sul apresentando números comparativos, gráficos e textos explicativos. (veja o livro).

O material merece estudo e análise detalhada por parte dos gestores públicos e privados para que possam compreender aspectos da realidade de um setor vital para a qualidade de vida da sociedade.

No aspecto geral, fazendo comparativos, entre os anos 2014 e 2015 nosso sistema de atendimento começou a entrar em decadência. É grave e triste. Mas quem liga pra isso?

Resumindo a opereta, a saúde em Mato Grosso do Sul é péssima. E está piorando. Os prefeitos estão reduzindo gastos no setor nos últimos anos, apesar de haver aumentos graduais nas despesas por habitante. Em alguns municípios há melhorias e avanços, mas o quadro não é bonito.

A base de informação do livro é formada por dados enviados pelas prefeituras a órgãos do Ministério da Saúde. Há números desatualizados e omitidos. Fica claro a precarização técnica de maior parte dos nossos municípios.

O Governador Reinaldo Azambuja e o secretário de saúde Nelson Tavares deviam dar uma folheada neste trabalho do TCE. Aí talvez eles compreendessem o equívoco estrutural do  “Caravanas da Picaretagem”.

Sei que isso é pedir demais, pois essa gente detesta ler. Mesmo assim, há alguma esperança.





A edição do Correio do Estado de hoje publica uma nova pesquisa de opinião do IPEMS. Não dá para levá-la a sério. Ela quase provoca ri...



A edição do Correio do Estado de hoje publica uma nova pesquisa de opinião do IPEMS.

Não dá para levá-la a sério. Ela quase provoca risos. O Dr. Sandim sabe a razão.

Na verdade ela ridiculariza o governador Reinaldo Azambuja e deve causar alegria comedida em Alcides Bernal.


O universo de entrevistados é de 400 pessoas. Até aí tudo bem. Para o tamanho da população da Capital é possível aferir indicadores razoavelmente consistentes com esse número. O que causa espanto é a margem de erro: 4,9%.

Quem conversa com especialistas no assunto sabe que uma margem tão larga assim carrega um imenso viés (termo usado quando o improvável soma-se ao impossível, o Dr. Sandim sabe).

Os números extraídos da caixa mágica do Instituto são os seguintes: Reinaldo Azambuja tem 59,6% de aprovação; 9,2% de desaprovação; e 31,1% de indiferença (ninguém explica o que isso significa; na minha opinião é o tal gosto de sorvete de braquiária que tanto falam).

Alcides Bernal tem 27,8% de aprovação; 33,8% de desaprovação; e 38,2% de indiferença. Ou seja: para o CE o prefeito está mal das pernas e o governador está bombando. Azambuja deve estar com problemas de autoestima.

Olhando esses números com atenção - sem achar que a reportagem de Adilson Trindade (sempre ele) é maliciosa - o prefeito pode ser considerado quase um herói: mesmo com a cidade em estado caótico ele mantém fidelizado 30% dos eleitores e pode avançar sobre os 38% que estão indiferentes. Desse jeito, ganha a próxima eleição.

E o governador Reinaldo? Uai, ele não é candidato a prefeito, portanto não cabe a comparação com Bernal. Seus índices não servem para nada, a não ser que houvesse algum indicativo de potencial de transferência de votos.

Azambuja tá carente.


O ex-Ministro Paulo Bernardo saiu da prisão da PF de São Paulo às 22 horas e 30 minutos (horário de Brasília) e deu rápida entrevista à ...



O ex-Ministro Paulo Bernardo saiu da prisão da PF de São Paulo às 22 horas e 30 minutos (horário de Brasília) e deu rápida entrevista à imprensa. Ficou claro que a força tarefa que o prendeu tentou mantê-lo o máximo possível na carceragem, burocratizando a liberação.

Esse é o jogo. O que os telespectadores da Globonews viram na saída foi um Paulo Bernardo assustado, meio abatido, meio perdido. Antes de qualquer pergunta tratou de falar: "sou inocente".

Explicou que o Ministério do Planejamento nunca assinou contrato com a Consist e que os empréstimos consignados aos funcionários públicos foram fruto de acordo com as entidades representantes dos servidores e fundos de pensão.

A decisão do Ministro do STF Dias Tofolli de mandar soltar Bernardo provocou grandes controvérsias no mundo jurídico durante todo o dia.

A redes sociais registraram manifestação em larga escala contra o habeas corpus de ofício concedido por Tofolli.

Tudo leva a crer que Paulo Bernardo voltará dentro em breve a visitar a PF.

Veja nota dos procuradores da força tarefa da Operação Custo Brasil aqui

Um sujeito chamado Adolf Hitler surgiu na Alemanha nos anos 30 como um personagem caricato. Ninguém o levava a sério. Falava coisas ama...


Um sujeito chamado Adolf Hitler surgiu na Alemanha nos anos 30 como um personagem caricato. Ninguém o levava a sério. Falava coisas amalucadas, destilava preconceitos contra judeus e comunistas, fazia encenação histérica com temas periféricos, enfim, nada que fosse relevante para o universo.

O tempo passou. As coisas mudaram no País. A crise econômica alemã foi dramática. Hitler permaneceu o mesmo. Com uma diferença: ele começou a ser levado a sério. Ganhou as massas. O resto é história.

Sei que Bolsonaro não é Hitler. Falta-lhe o carisma dos psicopatas. Mas ele carrega alguns distúrbios messiânicos que não podem ser desprezados. E o mais grave: as instituições o estão levando a sério.

Esse será o grande erro. O Supremo e a Câmara dos Deputados estão, na verdade, turbinando uma importância que Bolsonaro não tem. Suas bravatas, seus gracejos, suas piadas tem que ser considerados o que são: gracejos, piadas e bravatas.

Mas gente tão maluca como Bolsonaro – a deputada Maria do Rosário, o deputado Jean Wyllys e toda a tropa de choque da esquerda no Congresso – compra suas performances pelo valor de face. Assim ele vai crescendo.

Pesquisas sucessivas de opinião sobre as perspectivas das próximas eleições presidenciais apresentam índices preocupantes em relação ao deputado carioca. Preocupantes para gente como eu que ainda nutre uma nesga de fé pela raça humana. Ele segue uma escala ascendente. Saiu do traço há dois anos e hoje tem cerca de 7%. No momento em que ele ultrapassar 10%, será tarde demais: mesmo que não tenha chance de se eleger ele imporá sua agenda no debate político.

Quem viver, verá. Mas o que se pergunta entre aquela camada que se julga detentora do pensamento correto é o seguinte: o que chama a atenção em Bolsonaro? Vejo jovens fissurados com seus vídeos, suas imprecações homofóbicas, falando com desassombro sobre estupro, achando uma graça aberta de tudo isso, enfim, dando sinais de aprovação desafiadora aos adultos em torno do comportamento do deputado.

Na verdade, o que talvez essa gente esteja nos colocando é que deseja um político que fale sinceramente as coisas como elas são, sem enfeites, sem salvaguardas, não se protegendo com a hipocrisia costumeira. É com se gritassem: Bolsonaro é o mundo real; o resto, apenas ilha da fantasia.

Só que tudo isso é falso. Bolsonaro é o retorno do recalcado do nosso primitivismo mais assustador.

Parece que, enfim, alguém começou a acordar no Governo do Estado. Ou melhor: parece que a Operação Lama asfáltica começou a mexer com a c...


Parece que, enfim, alguém começou a acordar no Governo do Estado. Ou melhor: parece que a Operação Lama asfáltica começou a mexer com a cabeça do centro nevrálgico da corrupção governamental: o setor de obras. Hoje o secretário de Infraestrutura, Marcelo Miglioli, anunciou que vai "jogar pesado" no controle de prazos e qualidade dos serviços das empreiteiras.

A medida tem grande potencial moralizador.

Se der certo, será uma verdadeira revolução num segmento extremamente viciado do governo estadual.

Espera-se que tudo não fique apenas na bravata. A reportagem publicada no Campograndenews (aqui) pela repórter Aline de Souza indica sinal positivo de como deve ser realizado um bom trabalho no setor público. Finalmente, alguém com cérebro desponta no Governo Azambuja.

O Ministro Dias Toffoli fez mal em mandar soltar Paulo Bernardo. Está certo, o ex-ministro não tinha mais condições de interferir no proc...


O Ministro Dias Toffoli fez mal em mandar soltar Paulo Bernardo. Está certo, o ex-ministro não tinha mais condições de interferir no processo de coleta de provas da Operação Custo Brasil.

A farta documentação já é suficiente para lhe dar dor de cabeça por um bom tempo. Mas privá-lo da cadeia por uns meses só fará mal ao próprio Paulinho.

Lá ele teria toda a chance de refletir sobre a vida, seus erros, suas dores. Seria uma espécie de purgação pela via crucis da humildade.

Nada como uma cana dura para perceber que se é humano e que roubar pode ser um pecado capital.

Toffoli, infelizmente, não entendeu o espírito da coisa.

“O centro desta eleição vai ser gestão, capacidade gerencial e principalmente capacidade para gerenciar na crise, porque governar na fart...


“O centro desta eleição vai ser gestão, capacidade gerencial e principalmente capacidade para gerenciar na crise, porque governar na fartura e bonança é fácil. Quero ver governar em crise, com recessão, baixo crescimento e perda de receita. Isso eu acho que vai ser a lógica dessas eleições”. A frase do governador Reinaldo Azambuja, dita hoje num desses eventos de rotina administrativa, pode dar a impressão de certa solenidade analítica - e até ser repetida pelo cordão de áulicos que se servem no seu entorno.

Mas é uma rematada bobagem. Se tomada pelo valor de face, podemos concluir, então, que o eleitor campo-grandense deve reeleger Alcides Bernal, visto que o coitado está gerindo a cidade “na crise”.

Não gostaria de divergir in totum com o Governador. Só percebo que nessas eleições as questões éticas terão relevância acima do nível normal. Estamos vivendo tempos sombrios. Todos os dias há um escândalo novo na praça. A alma brasileira está intoxicada com a bandalha. E o nosso governador diz que o “centro da eleição vai ser gestão, capacidade gerencial”...

Estranho. Na sua campanha em 2014 o tema ético praticamente predominou para diferenciá-lo de Delcídio do Amaral. Agora, fica a impressão de que certos assuntos incomodam e não devem ser falados.

Se for isso, Azambuja está perdido em seu próprio centro.


Ciro Gomes é maluco. Ou melhor, narcisisticamente maluco. Para aparecer na mídia ele é capaz de incendiar-se em praça pública. A imprensa...


Ciro Gomes é maluco. Ou melhor, narcisisticamente maluco. Para aparecer na mídia ele é capaz de incendiar-se em praça pública. A imprensa hoje dá destaque hoje ao seu último surto delirante: sequestrar Lula, colocá-lo numa embaixada, criar uma junto de advogados para defendê-lo de Sérgio Moro. A proposta não é para ser levada a sério. Serve apenas para causar arrepios na lucidez.

Nessas ocasiões, Ciro está apenas fazendo o que sempre fez: chamar os holofotes pra si. Caso não dê certo, ele fará nova tentativa: quem sabe da próxima vez apareça fantasiado de Carmem Miranda pedindo o impeachment de Dilma.

Só para ilustração o jornalista Augusto Nunes publicou um bom artigo sobre o tema. Leia aqui.

O ex-presidente FHC não se encontra totalmente submerso porque tem publicado artigos na grande imprensa e tem participado de palestras ...


O ex-presidente FHC não se encontra totalmente submerso porque tem publicado artigos na grande imprensa e tem participado de palestras fechadas. A mais recente foi em Goiânia. Mas ele não tem feito aquelas grand entrances costumeiras, que costumam provocar calafrios em todos os partidos, principalmente no PT.

Essa submersão pode ser estratégica. FHC quer tirar do foco aquele assunto mal resolvido com a jornalista Mirian Dutra. Ou ainda não quer ficar dando entrevistas sendo obrigado a avalizar o governo Temer.

Pode ser que ele esteja apenas observando o cenário, esperando o impeachment de Dilma, para ficar mais à vontade para analisar a situação.


Seja o que for, ele está percebendo que o mar não está para peixe. 

Há mais ou menos duas semanas que Lula está submerso. No último dia 23, o noticiário conta que ele passou o dia na sede nacional do PT, d...


Há mais ou menos duas semanas que Lula está submerso. No último dia 23, o noticiário conta que ele passou o dia na sede nacional do PT, depois da batida da PF, por conta da Operação Custo Brasil, que prendeu o ex-ministro Paulo Bernardo.

Há três versões na praça para essa submersão: Lula está deprimido, com medo de ser preso, tentando avaliar a proposta do menino maluquinho, Ciro Gomes, acerca do autosequestro numa embaixada amiga.

Lula mantém-se em reuniões permanentes com advogados preparando exaustivamente sua defesa, por conta dos processos que está enfrentando. Ele nunca precisou ler tantos documentos na vida. Praticamente, o homem está sendo alfabetizado.

E, menos provável, Lula está recolhido no sítio de Atibaia, refrescando a cabeça, antes de receber um convite do juiz Sérgio Moro para dar um pulinho em Curitiba.

Seja qual for a hipótese, a água está batendo no nariz.


A Operação Boca Livre da Polícia Federal está mostrando apenas uma pontinha do iceberg das distorções provocadas pela Lei Rouanet. A frau...


A Operação Boca Livre da Polícia Federal está mostrando apenas uma pontinha do iceberg das distorções provocadas pela Lei Rouanet. A fraude estimada de R$ 180 milhões é troco se as nossas autoridades de controle forem descer para Estados e municípios investigando as leis de incentivo à cultura de modo geral e irrestrito.

A Lei Rouanet é apenas o porta-estandarte da carnavalização que o poder público fez - e faz - neste setor. Não adianta dizer que a legislação é meramente autorizativa. Nada disso: renúncia fiscal é dinheiro vivo e os percentuais de desconto de renda são uma janela aberta para todo o tipo de falcatrua. Todo artista sabe disso. A não ser que o cara esteja fumando muito.

Tem gente honesta no pedaço? Claro que tem. Mas o resultado na base da formação cultural da sociedade é quase nulo. Claro, bons projetos foram desenvolvidos, mas a relação custo-benefício deve ser melhor avaliada.

Com a vigência de leis de incentivo não tivemos nenhuma “revolução” cultural. Nenhum talento emergiu metendo a boca nas tetas do Estado.

Em muitos países existe legislação específica que destina verbas públicas para o setor cultural. Mas não é essa bagunça que vigora no Brasil. A grana paga principalmente aqueles segmentos que o mercado não dá sustentabilidade (orquestras sinfônicas, museus, arte de vanguarda altamente elaborada). E tudo é regrado, passando por comissões de altíssimo nível, com curadoria altamente especializada.

Aqui, pelo que está se vendo, a lei ajuda a promover até casamento de milionários em Jurerê Internacional.

Ah!, mas não se pode demonizar a Rouanet em sua totalidade por causa desses errinhos pontuais, dizem os inteligentinhos. Me poupe.
Aqui no Mato Grosso do Sul, caso os órgãos de controle decidam fazer uma consulta, descobri-se-á coisas do arco da velha. Tempos atrás, a Fundação de Cultura, pelas mãos desse personagem híbrido chamado Athayde Nery, financiou um cantor de música gospel com um mimo de R$ 300 mil e nenhum artista deu um pio real. “Foi uma ordem do governador”, limitou-se a dizer.
O Brasil precisa enterrar seus fantasmas. Começar tudo de novo. E principalmente com decência. Simples assim.






Mário Sérgio Lorenzetto, ex-secretário de Fazenda de MS e historiador ocasional publica hoje em sua coluna diária no Campograndenews   ar...


Mário Sérgio Lorenzetto, ex-secretário de Fazenda de MS e historiador ocasional publica hoje em sua coluna diária no Campograndenews  artigo de quem enxerga um pouco mais à frente do que a maioria dos jornalistas da praça. Em "A era do grande marketing político acabou" ele aponta alguns caminhos para que possamos percorrer durante campanha deste ano sem ficar com cara de bobo.

Cabeças velhas não vão conseguir mostrar que fazem a "nova política" porque isso será tão verdadeiro quanto uma nota de três reais. Quem tem antena já percebeu que há sinais diferentes sendo transmitidos no ar.

Leia o texto aqui.











O Marido da Ester Voltou do trabalho mais cedo, jogou o paletó no sofá, gritou "Ester", e a Ester não apareceu. Gritou de no...



O Marido da Ester

Voltou do trabalho mais cedo, jogou o paletó no sofá, gritou "Ester", e a Ester não apareceu. Gritou de novo, nada. Mais uma vez e a Ester veio do quarto, vestia robe desarranjado, cabelos agitados, cheirava dúvidas e tinha alvoroço no olhar. Você não disse que ia voltar mais tarde, perguntou ela. Ele, estático no meio da sala e processando ideias. Demorou algum tempo pra responder. Dai disse: ô meu bem, desconsidere esta minha chegada. Pegou o paletó, vestiu, deu um beijinho rápido na mulher e saiu sem olhar pra trás. Se tinha alguma dúvida deve ter levado com ele.




Pensata

Meu olhar decide barbaridades, consciente de que o foco do que vejo, na maioria das vezes, está no que não consigo enxergar.

Passageiros da  Azul que embarcaram na manhã de hoje no aeroporto  Eurico Sales, Vitória, no voo AD 2861, com conexão em São Paulo, receb...


Passageiros da  Azul que embarcaram na manhã de hoje no aeroporto  Eurico Sales, Vitória, no voo AD 2861, com conexão em São Paulo, receberam nos primeiros minutos depois da decolagem a informação de que o Aeroporto de Guarulhos estava fechado devido a intenso nevoeiro  e que havia mais de 20 aeronaves aguardando ordem de aterrizagem.

Devido a esse problema haveria atraso na descida. Logo em seguida, o comandante voltou a falar e afirmou com a maior tranquilidade: "o problema é que estamos sem combustível e não sabemos se será possível esperar".

O pânico foi geral. Várias pessoas foram à cabine de comando aos gritos falar com o "responsável" pelo voo.

Em seguida, depois de muito tumulto, choros e rezas, foi anunciado a liberação da pista e o avião desceu. Dezenas de passageiros foram direto para o balcão da companhia denunciar o "sincericídio" do comandante.

 Os vereadores Otávio Trad (foto acima) e Edil Albuquerque, ambos do PTB, apresentaram requerimento solicitando explicações urgentes por ...


 Os vereadores Otávio Trad (foto acima) e Edil Albuquerque, ambos do PTB, apresentaram requerimento solicitando explicações urgentes por parte da Prefeitura Municipal de Campo Grande sobre a notícia veiculada pela imprensa local da compra de uniformes escolares no Paraguai, bem como qualidade das roupas que estão sendo distribuídas aos alunos. A denúncia provocou indignação da população nas redes sociais e colocou em dúvida a lisura do processo licitatório realizado pela administração municipal. O requerimento foi aprovado por unanimidade.
Bernal é o prefeito que imagina que a vida é um programa de rádio em que ele pode levar todo mundo no bico sem ter conseqüências.
“Vamos apurar com rigor da lei a denúncia das reportagens. Como integrante da Comissão da Constituição e Justiça esclareço que a Câmara vai exigir todas as explicações do Município sobre esse procedimento licitatório e pedir esclarecimentos das empresas envolvidas. Ficou claro que ocorreu uma subcontratação de empresa estrangeira e a péssima qualidade dos uniformes. Isso é muito grave”, afirmou Otávio Trad.
Vamos ver qual a resposta que o Dr. Alcides dará para a Câmara. Se ele for seguir o roteiro, vem mais maluquice por aí.

Olhe a foto acima. Não, não é uma miragem. Você está vendo o atual quadro político de Campo Grande. Os partidos estão se esforçando para ...


Olhe a foto acima. Não, não é uma miragem. Você está vendo o atual quadro político de Campo Grande. Os partidos estão se esforçando para oferecer candidatos a serem submetidos ao sufrágio universal neste ano. Os nomes postos fazem parte dessa paisagem. Você olha e não vê nada. Só vazio. É triste ver uma cidade com quase 1 milhão de habitantes transformando-se em pó. Até onde a vista alcança não há nada. Só mediocridade e malandragem. Como diz aquela musiquinha do Djavan: "amar é um deserto e seus temores". Parafraseando, digo que Campo Grande é um deserto e seus horrores.

Os editoriais do jornal O Estado de S. Paulo estão inscritos na tradição jornalística brasileira como os melhores do País. Não pelo conte...


Os editoriais do jornal O Estado de S. Paulo estão inscritos na tradição jornalística brasileira como os melhores do País. Não pelo conteúdo, considerados por muitos como defensor exacerbado de bandeiras liberais, mas pelo estilo, clareza e objetividade. Qualquer pessoa de bom senso lê os editoriais do Estadão sem medo de ser feliz. Tem informação e reflexão na exata medida.

O texto da edição de hoje é um primor. Quem pertenceu a um partido de esquerda - ou conviveu com ele - sabe como as coisas funcionam quando se trata de dinheiro: o militante pode roubar recursos públicos, desde que seja para o partido. Pegar para si é um grave desvio pequeno burguês. Muita gente enfrentou o pelotão de fuzilamento por isso. É a vida.

Em tempos de Lulopetismo esse conceito ficou mais do que evidente. Aqueles que se refestelaram no consumismo conspícuo são desprezados pelo partido. Aqueles que engordaram o caixa partidário são considerados verdadeiros heróis da resistência.

José Dirceu, por exemplo, está no limbo. João Vaccari Neto é celebrado.

Nesse aspecto, o editorial é esclarecedor.(aqui)

Ah, os segredos de família... esse patrimônio intangível guardado a sete chaves, sussurrado entre quatro paredes, escondido entre ranger...



Ah, os segredos de família... esse patrimônio intangível guardado a sete chaves, sussurrado entre quatro paredes, escondido entre ranger de dentes e espasmos soluçantes, revelados em tom fúnebre no confessionário sombrio de nossas vidas frágeis e pálidas.

"Segredos de família"... evocação misteriosa, reservada para momentos solenes, entre os quais sussurra um vento tépido e uma advertência soturna, com vozes do passado que ressuscitam os parentes mortos que habitam os cômodos da casa.

Ouçam: um zunido estranho assombra as paredes, arrombando as portas trancadas, dando lume às histórias que clamavam ser transformadas em peças arqueológicas.

Falemos baixinho: no desvario da carne estão os dramas que vieram para ficar e morar para sempre entre as louças trincadas, dentro do relógio de parede (que não funciona), dos cristais antigos, dos mimos sobre os aparadores da sala ou os objetos guardados nas caixas depositadas nos cantos mofados dos guarda-roupas.

Os fundos dos armários são os porões da existência de cada um. Neste espaço as histórias são paralisadas no recôndito silêncio familiar; os fatos clamam pelo desejo de gritar. Mas é tudo guardado para ser transmitido para a próxima geração, no baú das aventuras e das emoções duradouras, em momentos de assombro e transposição de desejos e heranças.

Assim é que ocorrem as revelações surpreendentes: há sempre um acontecimento antecipatório pronunciando o ciciar do imemorial e do intangível para o plano das coisas mundanas. É como se fosse o sopro de um vento frio e cruel a ferir corpos desprevenidos, espreitando as cortinas da sala, aguardando a hora certa para o bote final. O etéreo se transforma em pedra; o mental se transforma em mineral.

Assim esse mundo oculto revela-se de surpresa, diante da ocorrência de uma tragédia, de um ato falho, de um pedaço inaudível de conversas ouvidas pelas portas entreabertas, transmudando em desabafo novelesco a fúria ou o desespero - como se a dor retida no canto do peito precisasse ser extirpada para que não se transformasse em força demoníaca a destruir os alicerces da casa.

É sempre dessa maneira que tudo acontece. Os segredos ficam latentes esperando o momento crucial para ressurgir e transformar o antes no depois. A máquina mental entra em funcionamento, acionando engrenagens supostamente enferrujadas para vivificar a plenitude de histórias humanas esquisitas, os dramas pessoais inconversíveis, os amores frustrados, os desejos retidos, as taras e loucuras inimagináveis. Há choros, gritos, melancolia e olhos perdidos no vazio do tempo.

Depois da disrupção, tudo passa. Só permanece viva a memória incongruente das coisas dispersas pela brisa dos eventos. Aquela tia que fugiu com o padre. O avô argentário que negou à filha um reles dinheiro para o remédio essencial. As traições entre irmãos. Os amantes de mamãe. O primo que traficava drogas. A esquizofrenia hereditária da bisavó. As relações incestuosas de Zinha com Anho. O genro homossexual que se casou três vezes e que depois se tornou ermitão morando ao redor do rio Aquidauana. A corrupção na origem da fortuna. A herança que desapareceu no navio durante uma viagem entre a Espanha e o Brasil. O manuscrito secreto revelando que vovô era um assassino de meninas virgens.

Assim o mundo transborda. Na caixa de pandora de cada um os deuses enlouquecem. A dimensão humana se reduz a histórias estranhas e, mesmo assim, seguem-se as viagens, transpõem-se os universos, atiram-se as pedras nos rios que nunca banham os mesmos corpos. Os segredos de cada um voltam para seu lugar de origem: o silêncio sombrio das almas mortas.

No fim está sempre o começo de tudo. Depois, os dramas se dissipam. O que fica é a literatura. Fica a narrativa que ressoa o toque mágico das coisas que morreram embora permaneçam vivas nas palavras. "Todas as famílias felizes se parecem entre si; as infelizes são infelizes cada uma à sua maneira".


PS- Esse texto foi escrito na década de 80 depois que terminei de ler “Anna Karenina”, de Leon Tostói.  

O presidente do Tribunal de Contas do Estado, Waldir Neves Barbosa, tem publicada hoje uma entrevista no portal do jornal O Estado de Mat...


O presidente do Tribunal de Contas do Estado, Waldir Neves Barbosa, tem publicada hoje uma entrevista no portal do jornal O Estado de Mato Grosso do Sul, assinada pelo competente jornalista Humberto Marques.

Lógico, o material é chapa-branca. Mesmo porque jamais, em tempo algum, um personagem como Neves enfrentaria as perguntas que devem ser feitas.


Com aquela cara de anão moral que lhe é peculiar, Waldir deveria ser comediante. Ou ator de circo.


Se um ET chegasse hoje ao planeta Terra e lesse as declarações do presidente do TCE imaginaria se tratar do homem mais probo do Estado.


Se o alienígena fosse um psicólogo, depois de um tempo, sabendo mais da vida e das coisas, teria certeza de que Waldir era um pinguim sofrendo de dissociação de personalidade.


Se fosse um pai de santo acharia que uma entidade havia lhe surrupiado o corpo.


E assim vai...


Recomendo a leitura desse mui curioso e instrutivo material jornalístico
(aqui )

Por incrível que possa parecer, o assunto político mais comentado de Campo Grande nesta segunda-feira esquisita foi um almoço. Aparent...



Por incrível que possa parecer, o assunto político mais comentado de Campo Grande nesta segunda-feira esquisita foi um almoço.

Aparentemente, pessoas livres e conhecidas convidam quem bem entender para almoçar. Não existe nada na Constituição Federal que proíba um dono de jornal convidar três políticos conhecidos (a saber: Nelson Trad Filho, André Puccinelli e Edson Giroto) para compartilhar repastos numa mesma mesa.

O meio político e empresarial da cidade sabe que, volta e meia, o jornalista Antônio João Hugo Rodrigues promove este tipo de encontro, que, aliás, é uma espécie de tradição em todos os grandes jornais do Brasil e do mundo.

Mesmo assim, a história está mal contada. Imagine a seguinte hipótese: um sujeito convida Lula, Nestor Cerveró e Delcídio do Amaral para um almoço, esquecendo-se do "detalhe" de avisá-los a cada um sobre quem estaria participando do tal cafofo.

A imprensa descobre (tem sempre um espírito de porco para vazar essas coisas) e fica na porta do restaurante esperando eles chegarem, almoçarem e saírem. Seriam fotografados e entrevistados.

Com certeza, esse "fato" trivial se transformaria num filé suculento de especulações e fofocas. Todos teriam sua versão particular para o acontecimento. O Brasil entraria em delírio.

Foi mais ou menos isso que aconteceu, dentro das proporções vigentes. O ex-governador André Puccinelli concedeu entrevista na entrada do prédio do jornal, onde aconteceria o "almoço".

Quando lhe foi perguntado sobre o ex-deputado Edson Giroto (que estava preso desde a semana passada) e o ex-prefeito Nelson Trad , André reagiu contrariado: ali ele percebeu que havia caído numa armadilha, e que a comida lhe causaria indigestão.

Ele afirmou que não sabia que Nelsinho e Giroto estariam presentes ao encontro. "Eu fui convidado para almoçar com o Antonio João". Pareceu puto. Mas respirou fundo. Entrou e saiu rápido.

Pela surpresa, constrangimento, serenidade, as imagens da entrevista dão a impressão de um personagem que foi pego com as calças nos joelhos no meio do mato. Mesmo assim é crível o depoimento de André. Nem o melhor ator do mundo conseguiria deixar de revelar na fala e nos gestos o incômodo que estava sentindo.

Mas quem conseguirá convencer o público de que não havia  ali uma trama maquiavélica em curso? Ou seja: era um simples almoço. Um expert do nosso planeta político enviou-me uma mensagem: "Não fui convidado. E se fosse, não aceitaria. Tenho medo de estricnina".

Acho que alguém pisou feio na bola nessa história.

O Midiamax publicou hoje reportagem de autoria do jornalista Ludyney Moura revelando que o Governo do Estado autorizou aditivo contratual...


O Midiamax publicou hoje reportagem de autoria do jornalista Ludyney Moura revelando que o Governo do Estado autorizou aditivo contratual em favor da empresa 20/20 Serviços Médicos  no valor de pouco mais de R$ 3 milhões, conforme publicado no Diário Oficial de hoje.

De acordo com o site  “a  empresa em questão responde a uma ação civil pública proposta pelo MPF (Ministério Público Federal) do Tocantins, que apurou supostas irregularidades no cumprimento da legislação sanitária, falta de fiscalização do governo e ausência de diversos equipamentos obrigatórios nas intervenções médicas”.

Comento: o procedimento é aparentemente legal. Mesmo assim,  o governo do estado está devendo para o público um balanço completo dos gastos e benefícios com a “Caravana da Saúde”. 
Trata-se, na verdade, de um programa pontual, cujo objetivo oculto é ganhar votos, sem ampliar os atendimentos estruturais que devem ser feitos na área da saúde. 
O que se precisa saber é se esses recursos são compatíveis com os benefícios atingidos. 
Politicamente, o que o Governo está fazendo é reles populismo.  O programa, na verdade, é um evento de marqueting. Só com publicidade estima-se que foram gastos  R$ 10 milhões.
Tem-se a impressão de que há algo de podre no reino da Dinamarca. Os surtos de gripe, zica e dengue continuam, a falta de atendimento médico-hospitalar permanecem, as filas nos postos não se reduziram. 
Na Santa Casa de Campo Grande, por exemplo, o ambiente caótico não sofreu nenhum impacto com a realização desse programa.
O Governo precisa mostrar com números, gráficos e  relatórios abertos, se o “Caravanas” tem efetividade ou não. 

Veja íntegra da reportagem aqui

O presidente da OAB/MS, Mansour Karmouche, afirmou que os relatórios das Comissões da Ordem sobre os conflitos indígenas em Caarapó são p...


O presidente da OAB/MS, Mansour Karmouche, afirmou que os relatórios das Comissões da Ordem sobre os conflitos indígenas em Caarapó são preliminares e não foram discutidos pela Diretoria da entidade. Nos próximos dias eles serão analisados e votados. "Os conteúdos dos relatórios estão sendo discutidos por todos, queremos que eles sirvam de referência para nortear o debate, mostrando que tantos índios e produtores são vítimas", afirmou.

Segundo Mansour os relatórios publicados pelo Blog não podem "ser endossados como oficiais, porque precisa passar por ampla discussão dentro da Ordem. Nesse sentido, eles apenas fornecem linhas gerais para o debate interno que desejamos travar".

"É importante que fique claro que a OAB não tem lado nem está atrelado a partidos ou tendências ideológicas", ressaltou.

Membros das Comissões da OAB-MS que estiveram visitando a região de Caarapó voltaram “perplexos” com o nível de violência da comunidade i...


Membros das Comissões da OAB-MS que estiveram visitando a região de Caarapó voltaram “perplexos” com o nível de violência da comunidade indígena.

O relato mais dramático foi quando índios prenderam, amarraram e encharcaram com gasolina três policiais militares, que dirigiam ao centro do conflito para apaziguar a situação, juntamente com o Corpo de Bombeiros do Município. Foram pela intervenção de um pastor evangélico.

As Comissões foram formadas pelos seguintes advogados: Gabriel Affonso de Barros Marinho (Coordenador das Comissões da OAB-MS), Christopher Pinho Scapinelli (Coordenador da Comissão dos Direitos Humanos – CDH/OAB-MS) e Rodrigo Koei Inouye, Gerson Dussel Oliveira e João Magno Nogueira Porto ( Comissão Permanente de Assuntos Indígenas - COPAI/OAB-MS).
Durante a visita as Comissões ouviram a Polícia Militar, Polícia Federal, Força Nacional, Ministério Público Federal, antropólogos, produtores rurais e lideranças indígenas.

Relatórios obtidos com exclusividade pelo blog reconhecem que a responsabilidade dos conflitos entre índios, produtores rurais e policiai...


Relatórios obtidos com exclusividade pelo blog reconhecem que a responsabilidade dos conflitos entre índios, produtores rurais e policiais militares, ocorridos em 12 de junho, no município de Caarapó, tiveram predominância da comunidade indígena.

Na ocasião, o confronto causou a morte do indígena Valdilio Garcia e ferimentos em Joziel Benites, Norival Mendes, Catalina Rodrigues de Souza Clodiode Aquileu Rodrigues, Jesus de Souza e Libersio Marques.

 O relatório da Comissão dos Direitos Humanos da OAB/MS é direto ao afirmar que “foram os indígenas que tomaram a iniciativa, por conta própria, sem comunicação ou autorização judicial, de invadir propriedades por força da publicação de uma portaria da Presidente da República Dilma Rousseff, sem, contudo, provocarem as autoridades constituídas (...) se tal entendimento fosse realmente favorável, haveria a adoção das determinações judiciais para que tais áreas lhe fossem restituídas”.

No relatório produzido pelo grupo da Comissão Permanente de Assuntos Indígenas (COPAI/OAB-MS) bate no mesmo ponto, afirmando que o líder indígena Tonico Benites, porta-voz da Atyguaçu, reconheceu também que os índios “agiram por conta própria”, não negando “atos de furto, vandalismo, incineração de viatura da polícia militar”.

Noutra parte do documento, lideranças indígenas ouvidas afirmaram que “nunca os produtores tinham utilizado armas para repelir ou tentar impedir as invasões, sempre usavam rojões, contudo, desta vez, além dos rojões, eles atiraram”.

O texto destacou que a aldeia de Caarapó tem aproximadamente 6,5 mil índios, dos quais 1,5 mil participaram do conflito.

No relato da Comissão de Direitos Humanos, os produtores foram uníssonos em confirmar que os “indígenas estavam municiados com armas de fogo (espingarda e revólveres), facões e arcos e flechas”, o que demonstra “o desejo de arriscar tanto a vida dos produtores rurais quanto de seu próprio grupo”.

A CDH da OAB-MS faz um repúdio às atitudes do representante do Ministério Público Federal, visto sua ação parcial no episódio. “Somente aos fazendeiros e produtores foi instaurado processo para apurar formação de milícia e homicídio, sendo que aos indígenas se dá um tratamento diferenciado quando estes também cometeram atrocidades”, afirma o documento.

Os relatórios publicados falam por si só (veja abaixo).

Relatório Questão Indígena Caarapó OAB MS

Relatório CDH Caarapó OAB MS

Relatório COPAI OAB MS


Em especial os relatos de três policiais que foram amarrados e espancados e encharcados com gasolina. Só não morreram queimados graças à intervenção de um pastor da igreja da região.

Seria útil que os membros do Governo Azambuja lessem o editorial da Folha de São Paulo do último sábado, 25. Não só porque o texto é p...



Seria útil que os membros do Governo Azambuja lessem o editorial da Folha de São Paulo do último sábado, 25.

Não só porque o texto é primoroso, mas pelo fato de embutir uma reflexão que precisa ser feita pelo tucanato acerca de um assunto sempre tangenciado por nossas autoridades: o que fazer com Empresa de Rádio e Televisão Educativa do Estado?

Será que vale a pena sustentar esse "aparelho" de militância partidária apenas para afagar o narcisismo de meia dúzia de caciques políticos?

Complicado. Qualquer gestão responsável teria que elaborar um planejamento de médio e longo prazos para encerrar as atividades desse saco sem fundo de gastos públicos, sem retorno para a sociedade.

Quem tiver curiosidade de ver no site transparência encontrará no campo das despesas uma empresa de limpeza que representa o maior gasto da instituição. E ficará surpreso ao constatar in loco que se trata de um dos lugares mais sujos (literalmente) do Parque dos Poderes.

Editorial da Folha aqui

Texto enviado por Mansour Karmouche pelo whatsapp: Assistindo aqui Alemanha 3 x 0 da Eslováquia, faço a seguinte reflexão: a melhor co...



Texto enviado por Mansour Karmouche pelo whatsapp:

Assistindo aqui Alemanha 3 x 0 da Eslováquia, faço a seguinte reflexão: a melhor coisa do mundo vai ser o Brasil nem ir para a Copa. 

Primeiro, porque com a saída da UK da União Européia a tendência é de a Alemanha se tornar a maior potência da Europa e polarizar com o EUA a administração do Mundo, ou seja, mais um exemplo da velha máxima "o poder não admite vácuo". 

Qual o sentido do Brasil ir para a Copa? Só para apanhar.

Aliás estamos afundados numa crise econômica somente vista nos anos 30, ou seja, com tudo que estamos assistindo é preciso primeiro reconstruir o Brasil para depois podermos voltar a ter alegrias. 

Então, a ida do Brasil para uma copa só trará mais tristeza e depressão ao Povo Brasileiro. 

Por isso, não vejo sentido na insistência dos dirigentes do futebol com a nossa seleção, inclusive com a troca do treinador, que vai abandonar um grande time para se expor numa seleção sem qualquer possibilidade de concorrer com as demais. 

Desde logo já faço uma aposta: Alemanha Penta.

Uma pergunta básica a todos os candidatos a prefeito e vereador de Mato Grosso do Sul: como serão financiadas suas respectivas campanhas ...


Uma pergunta básica a todos os candidatos a prefeito e vereador de Mato Grosso do Sul: como serão financiadas suas respectivas campanhas eleitorais com a proibição das doações empresariais?

Não vale mentir de que não vão se utilizar  recursos de caixa 2. Alguém imagina, por exemplo, candidatos como Alcides Bernal e Rose Modesto só fazendo campanha com voz e charme? Piada.

Alguém imagina candidatos do PT se valendo só da militância partidária para ganhar votos na rua?

Alguém acredita que não brotará das férteis terras de nossa malandragem política um imenso laranjal?

Operadores e sacripantas de todos os partidos estão trabalhando com essa equação de maneira sôfrega e desesperada.

O quadro é tão complexo que tem gente achando melhor "juntar" todos os partidos para lançarem candidato único. Só rindo.

"A verdadeira história é secreta", escreveu Jorge Luis Borges num de seus contos fantásticos. A revelação de informações confid...


"A verdadeira história é secreta", escreveu Jorge Luis Borges num de seus contos fantásticos. A revelação de informações confidenciais de governo sempre é positiva.

Por isso, a iniciativa do Governo Azambuja de propor a criação de comissão para avaliar e classificar documentos "secretos e ultrasecretos" segue o bom caminho da transparência. Ainda não se sabe o que os deputados estaduais estão realmente pensando, mas é correto imaginar que muita gente não gosta da luz do sol.

Certamente, muitos documentos vão fazer o gozo de historiadores. Há também questões políticas envolvidas. Muito se falou durante o Governo Zeca do PT do uso das chamadas "verbas secretas" pela governadoria. Eram recursos utilizados para garantir a segurança do governador e seus familiares. Quais eram os valores e como era usados até hoje é um mistério.

Mistério, aliás, que cerca todo o governo. Mas isso deve ser café pequeno diante de outros fatos mantidos em sigilo.

Espera-se que o governador consiga viabilizar seu projeto. Será um passo institucional importante. Mas espera-se também que ele e seus próceres façam uso equilibrado das informações. Toda a verdade é uma face que se projeta em muitos espelhos. Transparência é uma coisa séria demais e não deve ficar nas mãos de gente anti-republicana.

Leia texto do repórter Leonardo Rocha, do Campograndenews aqui

As pessoas são elas e suas circunstâncias, disse uma vez o filósofo Ortega Y Gasstet. Parece que a senadora Simone Tebet encontrou a ...



As pessoas são elas e suas circunstâncias, disse uma vez o filósofo Ortega Y Gasstet. Parece que a senadora Simone Tebet encontrou a sua circunstância: as sessões da Comissão do Impeachment do senado. 

Dali ela mostra a que veio. Com um começo de mandato fraquíssimo, sem iniciativas relevantes e discursos bobos e desconexos, a sensação da classe política de Mato Grosso do Sul era que de a filha de Ramez Tebet não conseguiria seguir os passos do pai. Estava perdida e sem assessoria adequada.

Mas o debate travado no senado em torno da destituição definitiva da presidente Dilma parece ter tirado Simone da casca em que estava enclausurada e revelado uma mulher de combate. Reportagem de destaque de hoje da Folha de São Paulo (aqui), coloca a senadora sul-mato-grossense num papel de destaque da política nacional. 

Depois que passar o processo de impeachment, espera-se que Simone tenha clareza do patrimônio simbólico que está acumulando para ser usado em lutas relevantes para o País.

A passagem da tocha olímpica por Campo Grande trouxe protestos na avenida Afonso Pena. O boneco pixuleco teve destaque. Já se foi o temp...



A passagem da tocha olímpica por Campo Grande trouxe protestos na avenida Afonso Pena. O boneco pixuleco teve destaque. Já se foi o tempo em que se utilizava de eventos esportivos para distrair as pessoas dos reais problemas do País. Uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa, como disse aquele famoso filósofo do PT.


Tudo o que a vida não traz a tocha traz. A tocha traz alegria. A tocha traz esperança. A tocha traz sonhos. A tocha traz movimento. A to...



Tudo o que a vida não traz a tocha traz. A tocha traz alegria. A tocha traz esperança. A tocha traz sonhos. A tocha traz movimento. A tocha traz sorrisos. A tocha traz demagogia. A tocha traz gritinhos. A tocha traz obras superfaturadas. A tocha traz suores inúteis. A tocha traz oportunismos políticos. A tocha traz mentiras sinceras. A tocha traz promessas arfantes.  A tocha traz pedidos de votos.

Tudo o que se deseja a tocha traz. A tocha traz um Brasil diferente. A tocha traz sonhos desfeitos. A tocha traz esquecimento. A tocha traz lembranças perdidas. A tocha traz risadas irônicas. A tocha traz prazeres secretos. A tocha traz momentos de glória. A tocha traz nossos medos. A tocha traz revelações fugazes. A tocha traz fogo. A tocha traz dor. A tocha traz aflição.

Tudo o que queremos a tocha traz.

Esperem só o que vem pela frente.

Resultado de uma pesquisa de 15 anos, a obra “Por que as Nações Fracassam – as origens do poder, da prosperidade e da pobreza” (editora C...


Resultado de uma pesquisa de 15 anos, a obra “Por que as Nações Fracassam – as origens do poder, da prosperidade e da pobreza” (editora Campus, 400 páginas), dos professores do MIT e de Havard , Daron Acemoglu e James Robinson, desde 2012 vem se tornando leitura referencial em países como o Brasil.

Acemoglu e Robinson explicam a pobreza e a desigualdade relativizando as questões climáticas, culturais, geográficas etc., mostrando que o centro de todos os erros está na formação dos arcabouços institucionais que formam os países de todos os hemisférios.

Lendo este livro vamos compreender com clareza a importância de Operações como a Lava a Jato, no Brasil, e o que significa querer abafá-la no atual contexto.
Sem democracia e organismos que a defenda, não conseguiremos superar a pobreza (mental e material) que nos faz ser quem somos.

Depois de passar por essa obra, de linguagem simples e direta (apesar de tratar de questões extremamente complexas), o leitor enfim compreenderá as grandes vantagens da liberdade de expressão e do estímulo ao pensamento crítico no processo de desenvolvimento do País.

A decisão do Ministro Teori Zavascki de enviar para a Justiça de Brasília a denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ...


A decisão do Ministro Teori Zavascki de enviar para a Justiça de Brasília a denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por suposta (kkk) participação na tentativa de impedir a colaboração premiada do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró, mostra apenas que o Brasil é um País surreal.

O Ministro do STF não considerou esse fato conexo com os esquemas do Petrolão, portanto, nada a ver com a Operação Lava Jato, que está no âmbito da Justiça Federal do Paraná, nas mãos do juiz Sérgio Moro.

Na prática, Teori está ajudando Lula. Até as emas do Palácio da Alvorada sabem que tentar impedir Cerveró de falar tinha tudo a ver com as propinas da Petrobrás.

Mas sabe-se lá o passa na cabeça desses caras do Supremo. Deve ser o ar seco da Capital Federal.

O ministro considera que os fatos que ocorrem em Brasília devem ficar em Brasília. É como em LasVegas. Inacredtável. 

Como todos sabem, a política não é o reino da coerência. A realização de um pleito eleitoral dissolve todo tipo de interesse, ideologia, ...


Como todos sabem, a política não é o reino da coerência. A realização de um pleito eleitoral dissolve todo tipo de interesse, ideologia, letrinhas partidárias, ódios e amores pessoais no mesmo liquidificador.

Volto um pouco ao passado: no dia 27 de outubro de 2014, na comemoração da vitória eleitoral de Reinaldo Azambuja, junto com o revertério da derrota de Aécio Neves, encontramos, em meio àquele misto de euforia meia-boca, um Sérgio de Paula exultante, suado, vermelho e eufórico, abraçado ao futuro governador, gritando as seguintes palavras: “minha verdadeira alegria foi ter derrotado o Londres; esse está sendo meu grande prazer, o resto vocês comemoram aí, eu seio quanto custou para derrotar esse cara...”, lançando daí aqueles famosos impropérios proibidos para os ouvidos de moças ao longo de sua fala.

Reinaldo Azambuja não falava nada. Apenas fazia sinal de positivo e abraçava seus correligionários. Era um sinal.

Pois bem. Agora estamos em 2106. Vejo nos jornais Londres Machado, Reinaldo Azambuja e tantos outros abraçados, fazendo juras de amor em torno da candidatura de Rose Modesto. Os adversários de ontem convertem-se em amigos de hoje.

Como todos sabem, a política é o reino da hipocrisia, tudo passa pela escolha de alguém que faça o papel de mocinho contra o bandido. Sem a existência de um “inimigo”, nada funciona. Nas eleições passadas o grande êmulo demoníaco era o PT e a “velha política”, corporificado em Delcídio e Londres.

O tempo passou e tudo mudou. Londres foi repentinamente purificado. Agora talvez o bandidão do espetáculo seja Bernal. Mas com aquela voz suave, aquele papo insípido, aquele olhar manso, vai ser complicado transformá-lo em capeta. É risível o esforço que o Correio do Estado vem fazendo nesse sentido.

O fato concreto é que as candidaturas ora apresentadas (os partidos ainda estão na fase do blefe) são um deserto e seus temores. A cena é tétrica. Até o momento não surgiu um nome que não tem um podrezinho aqui e ali para ser explorado.

Tudo está a indicar que a vítima, mais uma vez, será o eleitor.

Reportagem publicada na edição de hoje da  Folha de São Paulo , do repórter Gustavo Patu, mapeia as fragilidades orçamentárias dos Estad...


Reportagem publicada na edição de hoje da Folha de São Paulo, do repórter Gustavo Patu, mapeia as fragilidades orçamentárias dos Estados brasileiros. Pra variar, Mato Grosso do Sul não está bem na foto. Na verdade, a imprensa local tem evitado esse assunto, ou por falta de interesse ou porque o Governo não gosta do assunto. 

Mesmo assim, uma ampla radiografia de nossas contas públicas é necessária ser feita para que a sociedade saiba se  o nosso dinheiro está sendo bem administrado. Parece que não. Os técnicos do Governo dizem que está tudo no site transparência. Quem consegue de maneira simples e direta manejar as informações ali contidas?  O Secretário de Fazenda Márcio Monteiro não é do ramo e parece personagem pouco adaptado às suas funções. Tudo  é truncado. Mas é que o que se tem. 

Leiam a reportagem da Folha aqui.

Foi uma decisão apertada: dos mais de 46 milhões de eleitores do Reino Unido (Inglaterra, Irlanda, Escócia, Irlanda do Norte e País de G...


Foi uma decisão apertada: dos mais de 46 milhões de eleitores do Reino Unido (Inglaterra, Irlanda, Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales) que votaram no plebiscito, o “brexit” ( saída) obteve 52% contra 48% daqueles que desejavam permanecer na EU. 

Logo de cara a economia da Europa sofrerá fortes solavancos. Mas o processo de saída total levará dois anos e terá que ter o aval do parlamento. Se os deputados negarem o resultado, votando contra a decisão popular, o tema voltará para referendo. 

Mesmo assim, haverá uma longa travessia a ser feita pelo continente europeu, podendo gerar conseqüências mundiais. 

O assunto vai render muitas palavras e muito papel.

À sociedade Sul-Mato-Grossense: A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Mato Grosso do Sul, apóia as históricas reivindicaçõe...



À sociedade Sul-Mato-Grossense:

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Mato Grosso do Sul, apóia as históricas reivindicações dos povos indígenas. Por isso, defende que as soluções para os graves conflitos resultantes das disputas por terra sejam encontradas dentro das normas constitucionais, pautadas pelo Estado Democrático de Direito, num ambiente de paz e diálogo entre as partes envolvidas. 
O papel da entidade, nesse momento, é o criar um ambiente de debate, possibilitando que todas as partes possam se manifestar livremente, com a finalidade construtiva de encontrar meios e caminhos que formem um espaço de consenso, contrário a qualquer radicalização.
Trata-se de um problema complexo, com imensa variedade de interpretações jurídicas, que vem se arrastando ao longo dos anos, que depende sobretudo de ações efetivas do Governo Federal e de mudanças efetivas da legislação vigente para atingir uma finalidade satisfatória. 
Sem harmonia não se chegará a lugar nenhum. O processo demarcatório não pode ficar refém dos surtos de violências episódicas que atingem índios e não índios, devendo ser parte de uma agenda permanente de trabalho dos entes envolvidos em soluções definitivas da questão. Como se diz, “as razões são muitas e a solução nenhuma”.
 Diante dos trágicos acontecimentos no município de Caarapó a OAB/MS formamos uma Comissão Especial, integrada por membros da Comissão de Direitos Humanos e Comissão Permanente de Assuntos Indígenas, enviando-a para verificar in loco os acontecimentos na área de conflito. 
Os integrantes da Comissão especial tiveram a oportunidade de dialogar com os envolvidos e, por ora, preparam relatório para ser analisado pela Diretoria da OAB/MS nos próximos dias. 
Preliminarmente, constatou-se que a disputa por terras na região deu-se em função de portaria da FUNAI, assinada pela presidente afastada Dilma Rousseff, no dia 12 de maio, ou seja, um dia antes da decisão da Câmara Federal de autorizar o prosseguimento do seu pedido de impeachment. Tal decisão criou um ambiente de açodamento nas regiões de conflito.
Com isso, gerou-se um fato jurídico que está sendo avaliado pelo Governo Interino de Michel Temer, no sentido para que se prossiga com os procedimentos demarcatórios. Estamos reivindicando urgência na decisão.
Tal situação tem produzido um quadro de tensão no município, cujo epicentro foi a morte do índio Clodiode Rodrigues de Souza. Além disso, registrou-se atos de violência contra 3 policiais militares, que foram torturados por membros das comunidades indígenas, em evidente flagrante de desrespeito à lei e à ordem. 
Diante de tais fatos, constatou-se que não fosse o bom senso e o equilíbrio de ambas as partes (índios, produtores rurais e policiais civis e militares) uma verdadeira guerra teria se desencadeado no local. 
A OAB/MS reconhece a morosidade da União para solucionar o problema. Apesar dos esforços de entidades representativas, administrações municipais e Governo Estadual, percebe-se grandes dificuldades para dar encaminhamento efetivo às soluções que atendam todos os lados e interesses. 
A OAB é uma entidade apartidária, que defende as prerrogativas de seus membros, e respeita todas as correntes de opiniões da sociedade brasileira. Suas posições estão em conformidade com que apregoa a lei. Por isso, não aceita e não concorda com atos de violência que venham ocorrer quando há divergências de posições. 
Nesse sentido, encaminhará o relatório produzido pela Comissão Especial aos órgãos estaduais e Federal e debaterá o problema com a OAB nacional no sentido de se criar uma Comissão Nacional de Direitos Indígenas e Agrários, como forma de concentrar o debate em instâncias superiores de decisão.

Sem mais para o momento, 

Diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso do Sul

A Escola de Magistrados da Justiça Federal da 3ª Região (EMAG) convidou o advogado Newley Amarilla para participar das mesas que discut...


A Escola de Magistrados da Justiça Federal da 3ª Região (EMAG) convidou o advogado Newley Amarilla para participar das mesas que discutem a questão indígena em Mato Grosso do Sul.

O conflito entre índios e produtores rurais é um dos temas que será abordado no “I Congresso Direito Ambiental Agrário, Portuário e Minerário” ,  a ser realizado hoje e amanhã no auditório do TRF3, em São Paulo.

Amarilla participará de três mesas. Na primeira, discute as perícias de avaliação nas desapropriações e demarcações de terras indígenas.

Posteriormente, debate sobre a reintegração de posse e a responsabilidade civil e criminal pelos danos à propriedade e encerra sua participação nos debates falando da polêmica atual nas UC’s, que são áreas naturais passíveis de proteção ambiental. Nas três frentes, discute com representantes do Incra, Ibama, Polícia Ambiental, antropólogos, membros da Funai e magistrados.

O evento tem a coordenação geral da Desembargadora Federal Consuelo Yoshida, membro da diretoria da EMAG.



Está vendo essa belezura aí acima. O nome dela é Virgínia Raggi, uma advogada de 37 anos,  que foi eleita no último domingo a primeira p...



Está vendo essa belezura aí acima. O nome dela é Virgínia Raggi, uma advogada de 37 anos,  que foi eleita no último domingo a primeira prefeita da história de Roma.

Além desse rostinho, ela é cria do pior populismo que há anos viceja na Itália. Raggi pertence ao Movimento 5 Estrelas (M5S) e teve o dobro de votos de Roberto Giachetti, seu principal adversário do Partido Democrático (PD).

Ela é cria do caricato Beppe Grillo (sem comentários).

Os analistas políticos italianos dizem que seu discurso para acabar com os velhos vícios da política italiana é considerado como parte da praga que veio combater. A decadência romana continua.

Ela lembra quem mesmo?

Compreende-se o constrangimento da senadora Gleisi Hoffmann, que hoje não deu o ar da graça na Comissão de Impeachment do Senado. No t...


Compreende-se o constrangimento da senadora Gleisi Hoffmann, que hoje não deu o ar da graça na Comissão de Impeachment do Senado. No translado entre Montevidéu e Brasília, depois de sair de uma reunião do Parlasul, ela veio saber da prisão de seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo. 

Desviou para Curitiba e  foi acolher os filhos e fazer seu “luto”. Talvez essa seja a hora de refletir um pouco sobre a vida. Seus colegas de partido afirmaram que a prisão de Paulo Bernardo foi para atingí-la, faze-la recuar, derrubá-la em pleno combate. 

A interpretação é maluca. Mas poderá causar esse efeito prático a partir de agora. É a vida.

Fazer o embate estridente que ela vem fazendo na Comissão do Senado, causando ojeriza na sociedade brasileira, tentando salvaguardar interesses escusos de seu partido, defendendo o indefensável, realmente não deve ser fácil. Esse é um caminho tortuoso que só a levará à solidão e ao isolamento político. 

Gleisi é jovem, bonita e inteligente. Mas parece que se deslocou do mundo real e, como os fanáticos de uma seita,  acredita que seu partido não fez nada para que o País chegasse onde chegou. 

Quando a vejo gritando na linha de frente da Comissão, tentando obscurecer e postergar as sessões, torcendo a lógica e ferindo de morte a sensatez, tento imaginar o que ela deve estar pensando agora quando o  lhe cai diante os olhos. 

Será que a partir de agora veremos uma Gleisi mais serena, envergonhada, humilde? Ou será que veremos uma mulher, em função das adversidades do momento, à beira de um ataque de nervos?

Vamos observar.
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