"Você pode ter defeitos, ser ansioso, e viver alguma vez irritado, mas não esqueça que a sua vida é a maior empresa do mundo. Só vo...


"Você pode ter defeitos, ser ansioso, e viver alguma vez irritado, mas não esqueça que a sua vida é a maior empresa do mundo. Só você pode impedir que vá em declínio. Muitos lhe apreciam, lhe admiram e o amam. Gostaria que lembrasse que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, uma estrada sem acidentes, trabalho sem cansaço, relações sem decepções. 

Ser feliz é achar a força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor na discórdia. Ser feliz não é só apreciar o sorriso, mas também refletir sobre a tristeza. Não é só celebrar os sucessos, mas aprender lições dos fracassos. Não é só sentir-se feliz com os aplausos, mas ser feliz no anonimato. 

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões, períodos de crise. Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista para aqueles que conseguem viajar para dentro de si mesmo. Ser feliz é parar de sentir-se vítima dos problemas e se tornar autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas conseguir achar um oásis no fundo da nossa alma. É agradecer a Deus por cada manhã, pelo milagre da vida. Ser feliz, não é ter medo dos próprios sentimentos. 

É saber falar de si. É ter coragem de ouvir um "não". É sentir-se seguro ao receber uma crítica, mesmo que injusta. É beijar os filhos, mimar os pais, viver momentos poéticos com os amigos, mesmo quando nos magoam. Ser feliz é deixar viver a criatura que vive em cada um de nós, livre, alegre e simples. É ter maturidade para poder dizer: "errei". É ter a coragem de dizer:"perdão". É ter a sensibilidade para dizer: "eu preciso de você". É ter a capacidade de dizer: "te amo". 

Que a tua vida se torne um jardim de oportunidades para ser feliz... Que nas suas primaveras seja amante da alegria. Que nos seus invernos seja amante da sabedoria. E que quando errar, recomece tudo do início. Pois somente assim será apaixonado pela vida. 

Descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita. Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Utilizar as perdas para treinar a paciência. Usar os erros para esculpir a serenidade. Utilizar a dor para lapidar o prazer. Utilizar os obstáculos para abrir janelas de inteligência.  Nunca desista....Nunca renuncie às pessoas que lhes ama. Nunca renuncie à felicidade, pois a vida é um espetáculo incrível". 

Homilia pronunciada em 30 de julho/2016

As manifestações deste domingo foram borocoxo. Contra Dilma, elas foram maiores. A favor, bem, melhor nem comentar. Acho que o PT e sua...


As manifestações deste domingo foram borocoxo. Contra Dilma, elas foram maiores. A favor, bem, melhor nem comentar.

Acho que o PT e suas bandeiras perderam o jogo depois que Eduardo Cunha foi embora e os deputados elegeram Rodrigo Maia para a presidência da Câmara.

Nesse momento, o Governo Temer tornou-se irreversível.

A sociedade pode ficar confusa com movimentos políticos, mas há um consenso social que clarifica a ideia de que uma etapa foi vencida e agora é tudo questão de tempo.

Se Dilma não fosse maluca, já teria renunciado. Só uma pessoa dominada por extrema crueldade faz o que ela está fazendo. O País esboroa, a economia derrete, a insegurança permanece, mas a "presidenta" continua cavando o abismo com seus próprios pés.

Quem perde com isso é o PT: não consegue passar de fase nesse jogo, percebendo que o discurso do "golpe" e do "fora Temer" está com prazo de validade vencido.

Pior: percebe que o seu líder máximo está na bica para ser preso. Lula segue para o cadafalso sem conseguir engendrar uma fantasia retórica que convença parte do público de que ele é vítima de uma injustiça.

Esse ambiente todo é altamente desmobilizador. Principalmente porque o lado vencedor está saboreando a vitória. As ruas estão calmas por causa disso.

Texto escrito em 1999 e publicado no Jornal da Noite, extinto depois da vigésima edição.  1 Você acaba de assistir “De Olhos Bem F...




Texto escrito em 1999 e publicado no Jornal da Noite, extinto depois da vigésima edição. 

1

Você acaba de assistir “De Olhos Bem Fechados”, o último suspiro cinematográfico do Stanley Kubrick, e está meio impactado com as  lembranças daquela suruba magnífica que acaba de  acontecer na tela. Diante disso, só consegue enxergar uma saída: tomar uns drinks no Madalena. Você tem esperança de voltar ao normal -  e parar de tremer o maxilar.

Você chega meio pálido e senta sozinho numa mesa lá no fundo do bar.  Começa a pensar melhor sobre  o filme. Está convencido de que só a solidão fará com que tudo retome o seu equilíbrio natural. Quem sabe – eis a grande pergunta -,  depois de uma reflexão profunda e uns 8 uísques, crie-se novamente o espaço necessário para que o mundo volte a girar no eixo cronológico de seu próprio umbigo?

Mas aquela cena em que a Nicole Kidman ,depois de fumar um baseado com o Tom Cruise, confessa -  numa performance magistral -  o tesão incontrolável que sentiu  certa vez por um marinheiro, não lhe sai da cabeça. A cena mexe profundamente com suas expectativas masculinas. Ainda mais porque Nicole deixa no limbo entre a fantasia e a realidade a dúvida se, de fato, concretizou a chifrada no maridão.

Você nesse momento olha para o lado e vê as mulheres que estão sentadas pelas mesas. Você começa a acreditar que aquela aparente inocência feminina é uma máscara florentina. E que por trás daqueles risinhos ferve um caldeirão de lascívia  e devassidão. Basta um teco para que se rompa os limites da sanidade  - e um desejo incontrolável comece a virar tudo de cabeça para o ar. O Dr.  Freud está  bem ali tocando as trombetas do apocalipse junto com o Marques de Sade...

Nessa hora você suspira e dá graças a deus por alguém ter inventado o sentimento de culpa e a repressão sexual. Melhor ainda: sente-se aliviado por Kubrick ter sido mandado desta para  a outra, pois imagine só o que viria depois?

2

Você, então, resolve dar uma voltas. Precisa de ar. Começa pela Afonso Pena, ali pelos lados do Bem Brasil, e zune em direção ao Parque dos Poderes. Vai passando por todos aqueles bares não sem antes atropelar uns dois ou três incautos, que teimam em cruzar a avenida praticando o famoso esporte de carregamento de latinhas de cerveja nas mãos. Uau!!!

Lá em cima, em frente ao Parque das Nações, você pára para contemplar a brava gente brasileira nos seus anseios de confraternização pagodeira, num momento raro de perda de autenticidade regional. Ali a cidade se conflui e se dilui. As diferenças culturais somam zero. É uma mania de   footing  que permanece arraigado entre todos.

Passados esses momentos de sentimento de província, você atravessa com o nariz tapado pelo Parque dos Poderes, e desce a Mato Grosso , até passar novamente pelo  Madalena. Depois continua adiante. O mundo é pequeno. E atrás vem gente...

3
Terminado o passeio, chegou a hora e a vez do cosmopolitismo. Você agora se prepara para ir ao Tango. Passa em frente e vê aquela irritante fila infinita  que atravessa várias ruas e avenidas, com pessoas esperando sua vez para entrar. Não seria o caso de distribuir cobertores e sopinhas para esse pessoal que fica ali durante toda a madrugada? Claro, você desiste. Mas , finalmente, tem uma grande idéia para a próxima semana: chegará ao Tango abraçado com Carlos Menen e assobiando uma musiquinha  de Gardel. Aguardem...
4

Você , então, vai ao Parks.  Precisa de um referencial de realidade de como o mundo e as pessoas se transformaram rapidamente sem que a cidade desse conta. Felizmente, tudo está calmo. Tem mesas sobrando. Claro, o Governador está viajando...

O tilintar das algemas começa a soar na direção do ex-senador Delcídio Amaral. Reportagem do jornal O Globo diz que o Ministério Público ...


O tilintar das algemas começa a soar na direção do ex-senador Delcídio Amaral. Reportagem do jornal O Globo diz que o Ministério Público Federal "avalia" que ele poderá ser preso novamente por não cumprimento das regras estabelecidas pelo STF para sua soltura. Os advogados de Delcídio negam que isso esteja acontecendo.

Reportagem aqui

Artigo de Mário Sérgio Lorenzetto publicado originalmente no site campograndenews: Joseph Goebbels, ministro de Propaganda de Adolf Hit...


Artigo de Mário Sérgio Lorenzetto publicado originalmente no site campograndenews:

Joseph Goebbels, ministro de Propaganda de Adolf Hitler, dispensa apresentações.

Pouco ou muito, é conhecido de todos. Seu papel, fundamental, para a chegada e manutenção de Hitler ao poder vem sendo esmiuçado há décadas em todos os meios de comunicação.

Sergei Tchakhotine, o "Goebbels Vermelho", é o oposto. Militava no campo oposto e detinha uma erudição nunca vista. Ao contrário de Goebbels, seus estudos foram publicados em um livro: "A violação das massas pela propaganda política". Livro que, devido a sua importância, chegou a ser proibido na França - um país onde não existe proibição para a publicação de livros.

Tchakhotine é um ilustre desconhecido para a quase totalidade dos brasileiros.

Seus estudos mostram a importância de Pavlov para o domínio das massas. A ideia central é o reflexo condicionado. Discorre exaustivamente sobre como Goebbels e Hitler chegaram ao poder sem nada saber sobre propaganda, mas intuitivos, criaram uma vasta máquina de dominação das mentes alemãs e de parcela importante das populações de todos os países. A grande tarefa que Tchakhotine se impõe é a de criar um sistema para dominar as populações. Ele é o grande precursor dos atuais marqueteiros.

Não é possível entender como somos manipulados por eles sem a leitura de Tchakhotine.
Pela primeira vez um marqueteiro brasileiro "confessa" a origem de sua "arte enganatória". João Santana, o marqueteiro de Lula e Dilma, acaba de afirmar ao juiz Moro que admira Sergei Tchakhotine. Goebbels e Tchakhotine são os pais dos marqueteiros. "A violação das massas pela propaganda política" é a leitura ideal para todos os candidatos e, principalmente, para os eleitores que não desejam ser ludibriados.

A deputada Tereza Cristina, presidente regional do PSB, disse hoje durante a convenção do partido que decidiu fechar "alian$a" ...


A deputada Tereza Cristina, presidente regional do PSB, disse hoje durante a convenção do partido que decidiu fechar "alian$a" com o PSDB de Reinaldo Azambuja, colocando na roda a seguinte frase:“Se o André fosse candidato nós o apoiaríamos, mas não foi. A relação entre nós segue tranquila, já conversamos e política é assim mesmo”, afirmou a socialista.

Tanta convicção assim impressiona até as perobas mais antigas da floresta política de Mato Grosso do Sul. Esse tipo de pragmatismo sem pejo está levando o País a esse labirinto sombrio onde a palavra de um parlamentar, de uma liderança partidária ou mesmo de um candidato, não tenha valor de face, ou melhor, seja sempre considerada uma hipocrisia inominável.

A sorte do eleitor sul-mato-grossense é que Tereca está fazendo de tudo para ser uma deputada de um mandato só.

Acompanhe reportagem do Midiamax.

Considero convenções partidárias uma versão piorada de programas de auditório. Não quero ofender os produtores e apresentadores desse t...


Considero convenções partidárias uma versão piorada de programas de auditório. Não quero ofender os produtores e apresentadores desse tipo de entretenimento, mas quando partidos políticos se reúnem para referendar candidaturas eles atuam no mesmo parâmetro para transformar esses eventos em algo que possa encantar as massas, como num show de variedades.

Digo isso por experiência própria. Já participei de mais de uma centena de convenções. Se existir recursos, aparato midiático, profissionais contratados e gente facilmente coagida a figurar como participante ativo, é possível colocar um macaco no centro do palco e fazer com que seus grunhidos se pareçam com discurso, suas imagens o transforme em alguém respeitável, fazendo o público rejubilar-se com aplausos, gritos e uivos.

Se não houver dinheiro, mesmo assim é possível que se faça alguma coisa, sobretudo no caso de pequenos partidos políticos: basta reunir dez pessoas agitando bandeiras, um candidato com meia dúzia de papagaios de piratas, imagens produzidas em planos fechados, dois ou três jornalistas criativos para produzir releases fantasiosos - e pronto: tá lá o cara falando que vai vencer as eleições.

Vejam as convenções dos partidos e Republicano e Democrata nos Estados Unidos. São eventos altamente profissionais, que transformam a escolha de candidaturas num acontecimento de massa, misturando o espetáculo do poder com a exibição de celebridades, num processo que faz da democracia uma vertente do show business.

Agrego aqui um breve reparo sobre as convenções aparentemente eletrizantes nos EUA: lá o voto não é obrigatório, o que leva os partidos a potencializarem o evento para fazer o eleitor ir às urnas pela emoção.

Outro fator particularmente importante: nada vitaliza mais a democracia quando a mídia estimula o medo apontando um candidato (Trump) que pode ameaçá-la.

As convenções municipais por aqui são mais modestas, mesmo as realizadas ontem em Campo Grande, porque padecem de dinheiro grosso.

A convenção do PSDB, que aparentou shows do PT dos velhos tempos, com todos os cacoetes e esquemas submersos soçobrando pelas beiradas, não conseguiu eletrizar eleitores, transformando-se, afinal, apenas num templo de conversão para convertidos.

Enfim, acabou servindo para o autoengano do tucanato (além de massagens no ego já carente do governador Azambuja), visto que, sinceramente, nunca vi tantas críticas nas redes sociais contra uma candidatura em fase de lançamento como pude constatar em relação à ex-governadora Rose Modesto.

(Abro um parêntese: não quero citar muito Rose porque pode parecer implicância pessoal, mas prometo que essa semana escrevo um artigo explicando a minha relação tumultuosa com o PSDB).

Claro que os partidos fazem suas festas particulares para gravar cenas para os programas eleitorais gratuitos. O público entra como figurante. Tanto faz a quantidade de gente porque, como disse, é possível mostrar uma "multidão" de dez, cem ou mil pessoas, graças aos efeitos especiais das mídias eletrônicas.

O único problema dos candidatos é atrair eleitores para as urnas este ano. Mesmo que o voto seja obrigatório tem muita gente em dúvida se vale a pena votar com esse quadro local de candidatos muito parecidos entre si. Trocar Bernal por Rose, por exemplo, é o mesmo que transformar seis em meia dúzia. O mesmo pode se dizer em relação aos demais.

Não temos o "inimigo" nem o "candidato" fundamental". Infelizmente. A cidade está perdida de qualquer jeito. Ninguém que se apresentou até o momento poderá tirá-la do buraco.

E ontem Rose disse que fará na prefeitura o que Reinaldo está realizando no Governo do Estado: isso é quase uma confissão de culpa.








A justiça é como degraus. Às vezes você desce, noutras você sobe. Subindo: primeiro vem a investigação; depois, o indiciamento, por fim. ...


A justiça é como degraus. Às vezes você desce, noutras você sobe. Subindo: primeiro vem a investigação; depois, o indiciamento, por fim. você vira réu. Descendo: você é investigado e não se descobre nada. Arquive-se.

Reparem: Lula está subindo a escada. Hoje virou réu junto com  Delcídio do Amaral e outros personagens.

Ele deve estar ouvindo – ainda bem longe – o tilintar das algemas. Todos envolvidos em obstrução de justiça no rumoroso caso que envolvia a soltura e fuga de Nestor Cerveró . Não é fácil.

Lula se enreda numa vasta teia de denúncias.

Todas com comprovações contundentes.

Ele deve ter percebido que o stablishment o está expulsando para fora da zona de conforto.

Lula está indo para o topo da cadeia de alimentos. Será engolido mais cedo ou mais tarde.

Hoje ele avançou dois degraus.

Deve estar gritando: ONU, ONU, ONU!!!!!!

 Reportagem completa da Folha S. Paulo

O Diretor presidente da RTVE, jornalista Bosco Martins, integra hoje, mesmo no Governo do PSDB, grupo de apoio Lulista, participando com...


O Diretor presidente da RTVE, jornalista Bosco Martins, integra hoje, mesmo no Governo do PSDB, grupo de apoio Lulista, participando como membro ativo do site Mobilização BR, acompanhando outra militante petista conhecida no Estado, ex-secretária de Comunicação do Governo Zeca do PT, ex-assessora de José Dirceu, Sandra Recalde. 

Bosco Martins é filiado ao Solidariedade. Até então ele estava no PSD de Gilberto Kassab. 

Quem visitar o Mobilização BR encontrará o texto abaixo, um primor para aqueles que estão indo às ruas contra Dilma, Lula e o PT. 

Se o Governador Azambuja ainda não leu o site deveria fazê-lo para tentar compreender o que significa aparelhamento partidário, algo que ele tanto combateu na última campanha eleitoral. Coitado, agora está sendo vitima (talvez involuntária) do próprio discurso.

Ninguém está cobrando coerência; só um pouco mais de decência. 


SOBRE O MOBILIZAÇÃO BR

"Somos uma rede de militantes sem vínculos políticos ou partidários entre si, salvo a convicção de que a saída é pela esquerda progressista.
Acreditamos que o Governo Lula foi um marco divisor para a esquerda internacional e que seu legado vem sendo constantemente atacado com o fito de se desconstituir seu legado histórico e sua referência para uma governança mundial.
Temos a convicção de que o atual governo sofre um cerco jurídico-político-midiático promovido por setores corruptos e conservadores da sociedade, financiado principalmente por interesses internacionais que disputam  nossos empregos , nossas divisas , nosso futuro; parasitando nossa economia e nossa juventude.
Reiteramos nossa convicção de que nenhum partido, nenhum governo, nenhuma figura isoladamente pode ser mais poderosa que a mobilização popular.
Convocamos a todos os brasileiros que acreditam na utopia social a somarem-se a nossa rede.
O MobilizaçãoBR é mantido, como a maioria das redes progressistas, por colaboradores não recebendo qualquer verba  de natureza pública".



Duas informações que, de certa maneira podem ser relativizadas, mas que é importante para a lembrança de nossos leitores: o mais visível...


Duas informações que, de certa maneira podem ser relativizadas, mas que é importante para a lembrança de nossos leitores: o mais visível programa de saúde do Governo do Estado, o “Caravanas da Saúde”, tem um orçamento neste ano da ordem de R$ 77 milhões. 

O projeto de construção e instalação do hospital da CASSEMS custará R$ 60,4 milhões. 

O cidadão que compara esses valores percebe que tem alguma coisa errada nesse negócio. 
Um dos objetivos do “Caravanas” era acabar com filas e desafogar a Santa Casa de Campo Grande. Isso não está acontecendo.

Vejam as taxas de ocupação desta sexta-feira, 29 de julho:


TAXA DE OCUPAÇÃO SANTA CASA DE CAMPO GRANDE
Enfermaria : 93,4%
Pronto Socorro Pediátrico: 50%
Pronto Socorro Adulto
Vermelha: 350%
Verde: 366%
Ortopedia : 185%
Taxx de  ocupação UTI 1: 100%
Taxa ocupação UTI 2: 100%
Taxa ocupação UTI 3: 100%
Taxa ocupação UTI 4: 100%
Taxa ocupação UTI 5: 83,3%
Taxa ocupação UTI 6: 100
Taxa ocupação UCO: 125%
Taxa ocupação UTI NEO: 100%
Taxa ocupação UTI 7: 100
Pronto Socorro amarela: 100%
Taxa ocupação Unidade Cuidados Paliativos: 62%
Cirurgias nas últimas 24h:  111 procedimentos/ 74 pctes
Internações/ 24h: 95

O Ministério Público Federal de São Paulo ajuizou ação pedindo a retirada dos símbolos religiosos das repartições publicas. Escreveu o Fr...


O Ministério Público Federal de São Paulo ajuizou ação pedindo a retirada dos símbolos religiosos das repartições publicas. Escreveu o Frade Demetrius. Amém.

"Sou Padre católico e concordo plenamente com o Ministério Público de São Paulo, por querer retirar os símbolos religiosos das repartições públicas.

Nosso Estado é laico e não deve favorecer esta ou aquela religião.

A Cruz deve ser retirada!

Aliás, nunca gostei de ver a Cruz em Tribunais, onde os pobres têm menos direitos que os ricos e onde sentenças são barganhadas, vendidas e compradas.

Não quero mais ver a Cruz nas Câmaras legislativas, onde a corrupção é a moeda mais forte.

Não quero ver, também, a Cruz em delegacias, cadeias e quartéis, onde os pequenos são constrangidos e torturados.

Não quero ver, muito menos, a Cruz em prontos-socorros e hospitais, onde pessoas pobres morrem sem atendimento.

É preciso retirar a Cruz das repartições públicas, porque Cristo não abençoa a sórdida política brasileira, causa das desgraças, das misérias e sofrimentos dos pequenos, dos pobres e dos menos favorecidos ".

Frade da cidade de São Paulo/SP

Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo (1899/ 1986). O labirinto de Borges é um deserto. Sua realidade é um delírio permanente. Suas...


Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo (1899/ 1986). O labirinto de Borges é um deserto. Sua realidade é um delírio permanente. Suas palavras misturam campo, cidades, ruas, que se embrenham por bibliotecas infinitas. Tudo nele se interpõe: doçura, drama, atrito, facas, olhares, tango e Gardel, milongas e gaúchos, Bueno Aires e o mundo. A poética de Borges fazem as palavras dançar. É uma mágica que mistura enigma, desejos, corredores que não levam a nada e se encontram na mesma interseção de todas as coisas: Aleph. Ausência e presença. O sangue borgiano.



O Presidente da OAB/MS, Mansour Karmouche, informou ao blog que a diretoria da entidade conseguiu sensibilizar o Ministério da Justiça p...


O Presidente da OAB/MS, Mansour Karmouche, informou ao blog que a diretoria da entidade conseguiu sensibilizar o Ministério da Justiça para cancelar a portaria número 04 , que impedia que os advogados dos suspeitos de atos terroristas ter contato com seus clientes.

“Foi uma vitória diálogo”, afirmou o presidente da Ordem, Mansour Karmouche, que no começo da semana reuniu-se com a direção do presídio de segurança máxima de MS e encaminhou o pleito ao Ministro da Justiça Alexandre Moraes, mobilizando a OAB nacional e outros órgãos do judiciário na reivindicação. 

“A portaria era exagerada, mesmo tendo sido editada uns dez antes das prisões dos acusados da
operação Hashtag”, disse Mansour. "Falou mais alto o bom senso", arrematou

Os advogados que representavam alguns dos membros do grupo protestaram no começo da semana por entender que o impedimento de contato com acusados fere a prerrogativa constitucional de ampla defesa. 

Memória. Ave, memória. Imagens. Imagens. Tudo é longe e perto ao mesmo tempo. Não me lembro a data nem a circunstância em que conhec...


Memória. Ave, memória. Imagens. Imagens. Tudo é longe e perto ao mesmo tempo.

Não me lembro a data nem a circunstância em que conheci a professora Maria da Glória Sá Rosa.  

Talvez tenha sido numa exposição de obras de arte, ou  numa sessão de cinema, ou num show musical, na saída de algum espetáculo teatral, ou na faculdade de direito da FUCMT,  em algum debate acadêmico, não sei,  faz tanto tempo que não me lembro. 

Tanto faz. Isso agora não interessa.  O que importa é que Glorinha esteve sempre presente em minha vida, de alguma maneira,  umas vezes mais próxima, outras mais distantes, mas sempre presente.

No tempo em que fomos mais próximos, fui seu aluno informal.  Ela vibrava com Guimarães Rosa, com escritores franceses, com a alma russa. 

Depois, nos correspondemos por e-mails. Trocávamos impressões sobre  assuntos variados: arte, cinema, literatura,  viagens. 

Depois, mais recentemente, nossos encontros tornaram-se episódicos.  

Mesmo assim, quando era possível, conversávamos e fofocávamos. Às vezes nos memoráveis almoços na casa de Abílio de Barros e Carolina, outras em lançamentos literários, restaurantes,  no seu apartamento.

Glorinha era mulher de finas ironias. Nada passava batido por aquele olhar sorridente com as pequenezes da vida. 

Nos seus textos, ela era sempre celebratória e elogiosa.  Nas conversas , era ácida e engraçada. 

Enfim, uma dama, uma luz, uma personalidade especial. 

Sua morte me dói.  Ela fazia parte de nossa paisagem. Nunca imaginei a ausência de Glorinha na nossa cena cultural.  

Lendo agora seu último texto publicado na imprensa, sinto frio na espinha.  Ele foi premonitório, publicado na última terça-feira. 

Ela  fechou o artigo com uma citação de Camões: “Clara manhã, obrigado. O essencial é viver”.

De nada, minha querida. Você não morrerá nunca.

(Dante Filho, 28 de julho de 2016)


O mar por onde navegamos*

No mar tanta tormenta e tanto dano
Na terra tanta guerra e tanto engano
Onde pode acolher-se um fraco humano
Onde terá segura a curta vida
Que não se arme e se indigne o céu sereno
Contra um bicho da terra tão pequeno?
Luís Vaz de Camões

É difícil não lembrar Camões, nos confusos dias em que forças da terra, do ar e do mar parecem ter perdido o controle e somos lançados por antecipação ao mundo do Apocalipse.
Além de tempestades, inundações, nevascas, incêndios, Oriente e Ocidente atravessam momentos de tensão com a perspectiva de atos terroristas, que transformam o medo no grande cúmplice da vidas de seres pequenos e frágeis, em sua contingência.

Basta abrir os jornais e ligar a TV para nos sentirmos participantes de uma guerra latente, eliminadora da tranquilidade interior. Por toda parte, escondem-se exércitos de mercenários com seu olhar cruel.

Além das barbaridades do Estado Islâmico, da violência das grandes nações, precisamos conviver com a proliferação das drogas, das traições, da fome, da corrupção nos órgãos públicos e dos preconceitos geradores de desprezo a raças e indivíduos que julgamos inferiores a nós. Que fazer, senão, levantar os olhos ao céu e pedir compaixão a Deus e todos os santos?

Ressoam em meus ouvidos as palavras do padre Manuel da Nóbrega: “Este mundo não é pátria nossa, é desterro./Não é morada, é estalagem./Não é porto, é mar por onde navegamos”. No mar de angústias em que nos perdemos, o bicho da terra pequeno e frágil, embora capaz de ir à Lua, de transformar desertos em cidades, não descobriu a fórmula mágica que dissolve ou ameniza as horas de desespero.

Ela repousa no próprio eu, onde ninguém soube detectá-la a contento. Uma amiga contou-me que sempre que, sentia vontade de chorar e abominava cada minuto da própria existência, abria uma janela e dizia com Manuel Bandeira: “Mas pra que tanto sofrimento se lá fora há o vento e um canto na noite?”.

Millôr Fernandes relatou certa vez que, longe de casa, desiludido da vida e dos homens, recuperou a vontade de viver lendo velhos jornais que descobriu no fundo de um quarto de hotel.

O remédio para as grandes dores é nunca perder a esperança, mesmo que ela esteja presa a fatores independentes de nossa frágil vontade; afinal, desde o tempo de Camões, o mundo já se tingia com as tintas da tragédia e, das trevas, a luz brotava, fruto da coragem dos homens de fé.

Há os que sobrevivem ao desaparecimento dos sonhos, à morte de seres amados, apelando para o consolo da religião.

Outros se embriagam com o licor do trabalho e não faltam os que ressurgem para uma vida melhor depois de curtir as agulhadas da dor. Num de seus mais belos poemas, Baudelaire nos aconselha a estar sempre ébrios: de vinho, do trabalho, da virtude.

Afinal, tudo passa, e cabe a nós, envolvidos nas teias do medo do desespero, do horror do dia de amanhã, levantar os olhos para o alto e dizer, como o poeta, que depois da noite vem o dia. Compete-nos armarmo-nos de coragem e dizer com toda a força dos pulmões: “Clara manhã, obrigado. O essencial é viver”.

*Crônica publica no dia 26 de julho no jornal Correio do Estado

Você que foi para as ruas gritar "Fora Dilma", pedindo aos deputados federais de Mato Grosso do Sul que votassem "sim"...


Você que foi para as ruas gritar "Fora Dilma", pedindo aos deputados federais de Mato Grosso do Sul que votassem "sim" no impeachment; você que passou horas nas redes sociais denunciando as falcatruas do PT; você que embarcou de cabeça na campanha eleitoral de Reinaldo Azambuja para impedir que Delcídio Amaral vencesse a eleição; você que sentiu amargor na boca quando Dilma derrotou Aécio Neves; você que brigou com amigos e familiares petistas durante a última campanha eleitoral; você que foi admoestado com o epiteto de "coxinha"; você que que foi obrigado aguentar malucos em passeatas pedindo a volta do regime militar; você que se enfurece com essa provocação barata de que é a favor do "golpe"; você que não suporta mais ouvir discursos de Lula & Companhia; você que sonhou com um Mato Grosso do Sul e um Brasil diferentes; você que está com a garganta seca de tanto falar sobre escândalos de corrupção; você que tem o peito travado de ver o País regredindo; você que está enojado com parcela da classe política e perdeu as esperanças de ver mudanças nos próximos anos; você que está inseguro com a crise econômica; você que percebe o oportunismo petista com esse papo de "Fora Temer"; sim, eu, você, nós todos, essa massa que no dia 31 estará de volta às ruas para comemorar a saída da "presidenta", me responda francamente: não se sente ludibriado vendo agora o deputado Dagoberto Nogueira fazendo alianças com os tucanos, de braços dados com Azambuja, negociando espaço no ônibus de Rose Falsiane Modesto? Esse acordo não tem cheiro de traição? Não parece uma palhaçada? Não estão chamando você de otário? Que País é esse? Qual o verdadeiro nome dessa canalhice? Não dá vontade de mandar esses caras....


O ex-presidente Lula entrou no modo desespero total. Enviou carta para o Comitê de Direitos Humanos na ONU denunciando o juiz Sérgio Moro...


O ex-presidente Lula entrou no modo desespero total. Enviou carta para o Comitê de Direitos Humanos na ONU denunciando o juiz Sérgio Moro de abuso de poder. Certamente, o tilintar das algemas está cada vez mais sonoro. Tá chegando a hora. As provas nas mãos do carcereiro de Curitiba são contundentes. Não há mais dúvidas: Lula saqueou o País se julgando inimputável. Vai ter que pagar o preço por ter ficado multimilionário só fazendo discurso de quinta categoria.

Veja aqui reportagem do jornal O Estado de São Paulo.

Reportagem publicada hoje no site Midiamax, do repórter Celso Bejarano, relata o seguinte: " A vice-governadora e pré-candid...



Reportagem publicada hoje no site Midiamax, do repórter Celso Bejarano, relata o seguinte:

"A vice-governadora e pré-candidata a prefeita de Campo Grande, Rose Modesto (PSDB) teve os sigilos bancário e fiscal quebrados por ordem judicial, informação confirmada pelo procurador-geral de Justiça de Mato Grosso do Sul, Paulo Cezar Passos. Rose é investigada por suspeita de ter integrado suposto esquema para tirar proveito político e econômico com a cassação de Alcides Bernal (PP) em março de 2014.

Rose era vereadora quando Bernal foi cassado pelos vereadores e a ausência do nome dela entre os 24 denunciados apresentados oficialmente pelo gabinete do procurador-geral durante coletiva de imprensa foi pivô de verdadeira crise institucional envolvendo a atuação do Ministério Público Estadual. 

Ao todo, 13 dos 29 vereadores da cidade foram denunciados por participarem na suposta trama contra Bernal.

Rose Modesto foi flagrada em escutas telefônicas interceptadas pela Polícia Federal conversando com Gilmar Olarte, que ficou com o cargo após a cassação de Bernal, e supostamente articulando até negociações com fornecedores da Prefeitura". 




Comento em negrito: O Procurador-Geral do Ministério Público Paulo Cezar Passos precisa dar uma explicação razoável à sociedade sobre as razões verdadeiras dessa omissão. Enquanto o MP tergiversar sobre o assunto a credibilidade da instituição continuará esboroando. Junto vai também a candidata Rose e o Governador Azambuja.


Custo acreditar que isso foi jogo combinado. Ninguém pode ser tão amador assim. 

A vice-governadora está comprometida até a medula com a Operação Coffee Break. Na segunda-feira recebi mais de 90 minutos de gravações interceptadas entre ela, o ex-prefeito Gilmar Olarte, o jornalista Edson Godoy e outra personagem chamada Débora. Junto, uma cópia de relatório do Gaeco ( veja abaixo).

Tem que ter estômago para ouvir as conversas. Fico em dúvida se devo disponibilizá-las por questões éticas. Expor diálogos íntimos é algo que eu não desejaria que fizessem comigo, portanto, evito fazer com os outros. 

Só o farei se avaliar que isso seja fundamental para que a opinião pública forme um conceito sobre a candidatura de Rose e a maneira republicana como trata a política e o poder. 

Sei que na vida ninguém é santo. Mas todo político deve saber que o que ele faz na vida privada pode ter reflexo no comportamento público. Conversas desarmadas e domésticas podem revelar a alma da personalidade. É assim que funciona.

Veja documento exclusivo do Gaeco aqui.

Ao ler as notícias de hoje nos jornais locais dando conta da trapalhada ação do Ministério Público do Estado (MPE) no caso coffee-break ...


Ao ler as notícias de hoje nos jornais locais dando conta da trapalhada ação do Ministério Público do Estado (MPE) no caso coffee-break ttive a sensação de haver voltado no tempo.Há exatos 16 anos mais, exatamente em 04 de janeiro de 2000,a imprensa dava destaque a uma declaração do então Governador Zeca do PT de que“o Ministério Público não pode viver debaixo de empurrão”.

O ex-governador manifestava sua insatisfação com a morosidade do MPE no caso rotulado por ele mesmo como “farra do dinheiro público” promovida pelo governo anterior. Na oportunidade ele vociferou que “um Ministério Público que tem de viver embaixo de empurrão com certeza não é um bom negócio”.

Passados 16 anos pouca coisa mudou. O jornalista Dante Filho, afirmou recentemente em seu blog de notícias que, com a falhas da operação coffee-break  “o Ministério Público do Estado (que nasceu Poder autônomo e independente por força da Constituição) paga agora o preço da fama de ser sempre cordato e submisso ao mando do governador de plantão¨.

Na época a que me refiro, talvez indignado com o “empurrão” dado pelo Governador, o MPE veio a público clamar pela sua independência e é destaque na mídia em 21 de janeiro de 2000 ao informar que havia suspendido a investigação da farra com o dinheiro público “porque o atual governo não forneceu documentação para dar base ao processo”.

O promotor do caso bateu duro afirmando que o MP não iria fazer mais nada sem os documentos e arrematou: “o abacaxi não está mais com o Ministério Público, não seremos levianos apenas para nos promover fazendo acusações sem provas materiais”.

Revoltado com a “rebeldia” do MPE, o governador designou para o embate o seu sobrinho Vander Loubet, que ocupava a função estratégica de secretário de Governo, numa época que o PT não era contra o nepotismo. (Desnecessário lembrar que Loubet é alvo da Operação Lava Jato, por suposto recebimento de propinas que somaram R$ 1,028 milhão)

Já no dia seguinte à manifestação do MP, em 21 de janeiro, o sobrinho do governador ganha os holofotes da imprensa e garante que o MP está equivocado: “o governo não enviou os documentos porque o MP até então não tinha requisitado”.

O MP estranhamente ganha a agilidade cobrada pelo governador Zeca do PT e apenas um mês depois do “empurrão” convoca a imprensa para, em grande estilo, acusar 12 assessores do ex-governador Wilson Barbosa Martins de improbidade administrativa e pedem a devolução de R$ 155 milhões a título de ressarcimento pela farra com o dinheiro público.

Entre os acusados estava este jornalista que vos fala. Fiquei sabendo da ação pela imprensa. Não fui chamado antes para qualquer esclarecimento. Do dia pra noite estava respondendo processo que pedia, somente de minha pessoa, o ressarcimento de R$ 14,8 milhões.

Até hoje não sei bem qual a base da acusação, mas me senti como o personagem do romance “O processo” de Franz Kafka, meu escritor preferido. De qualquer forma o processo foi encerrado anos depois “por absoluta falta de provas”.

Hoje os advogados dos investigados na Coffee-Break desqualificam a denúncia do MPE apontando absoluta falta de provas. Eles ainda destacam a politização da denúncia quando o promotor de Justiça fez processo seletivo das pessoas para investigação e apresenta uma denúncia, sem pé nem cabeça, “tanto que o relatório não foi aceito pelo procurador-geral”.

“Um povo que não conhece a sua história está condenado a repeti-la”, disse Edmund Burke. Não sei por que, cargas d’água, essa frase não me sai da cabeça.

jornalista

Parte do arquivo sobre o caso disponibilizado pelo jornalista Flávio Teixeira:





Numa reportagem esclarecedora, de autoria do jornalista Danilo Galvão, do jornal O Estado de Mato Grosso do Sul, calcula-se que um candid...


Numa reportagem esclarecedora, de autoria do jornalista Danilo Galvão, do jornal O Estado de Mato Grosso do Sul, calcula-se que um candidato a vereador em Campo Grande terá que conquistar pelo menos 15 mil votos para ter chance de se eleger.

Poderá ser mais ou menos, dependendo das alianças e coligações proporcionais.

Também dependerá dos  índices de abstenção, votos nulos e brancos, que tendem a ser muito elevados nas eleições deste ano.

Além disso, candidatos dos mais variados partidos fazem a conta de quanto custará per capita  cada voto, com base inclusive em eleições passadas, aumento da inflação, custo de vida e de serviços (combustível, alugueis, energia elétrica, telefone, internet etc, etc).

Há várias estimativas, mas na média chegou-se a um valor de R$ 65,00 por voto, o que representaria gastos da ordem de R$ 975 mil, acima dos R$ 643.105,41 estabelecido como teto pela justiça eleitoral.

Veja  reportagem do jornal O Estado MS AQUI.

Reportagem da Folha de S. Paulo: Brasil e Estados Unidos celebram nesta quinta-feira (28) em Washington um acordo que libera a entrada...



Reportagem da Folha de S. Paulo:

Brasil e Estados Unidos celebram nesta quinta-feira (28) em Washington um acordo que libera a entrada de carne bovina "in natura" do Brasil no mercado americano, pondo fim a uma negociação que se arrastava desde 1999.

Leia Aqui

Curitiba não é apenas a terra do Juiz Sérgio Moro e da Operação Lava Jato. Nos meios publicitários e jornalísticos, a Capital do Paraná...


Curitiba não é apenas a terra do Juiz Sérgio Moro e da Operação Lava Jato.

Nos meios publicitários e jornalísticos, a Capital do Paraná, há mais de 4 décadas, é o laboratório-teste de tendências sociais.

Os marqueteiros sabem: a avaliação de qualquer produto passa primeiro por Curitiba, pois a cidade tem a diversidade ideal para revelar sinais que terminarão duplicando por todo País.

Levantamentos recentes na cidade identificam aquilo que está contaminando a maioria dos eleitores dos municípios brasileiros: raiva e ceticismo.

Reportagem da Folha de S. Paulo da última quarta-feira é reveladora desse quadro. Políticos já estimam que o índice de abstenção na cidade, somado a votos brancos e nulos, atinja um patamar recorde de 30% –a média histórica é de 15%.

O atual prefeito, Gustavo Fruet (PDT), diz enfrentar "uma batalha perdida" na comunicação, contra um nível de criticismo do cidadão e criminalização da política "sem precedentes".

"Nada presta, ninguém serve, todo mundo é bandido; é isso que se ouve", comenta o deputado estadual Tadeu Veneri (PT), também pré-candidato à prefeitura.

Na primeira pesquisa eleitoral, divulgada na semana passada pelo Ibope, os brancos e nulos chegaram a 20%. Na eleição de 2012, o índice era de 9% na mesma época.

Assim, de repente uma proposta está ganhando o coração das ruas: impedir uma nova candidatura de qualquer pessoa por pelo menos dez anos, após sua eleição.

Dessa forma, a renovação das lideranças políticas seria estimulada.
Foi criado na cidade o Partido da Inelegibilidade Automática (PINA) que prega que  "Política não deveria ser profissão".

Na opinião do cientista político Emerson Cervi, professor da UFPR, a falta de alternativas fortes em oposição aos candidatos tradicionais, num momento de desgaste da política, ajuda a aumentar os votos brancos e nulos.

"Nenhum dos candidatos empolgou até agora", avalia Murilo Hidalgo, diretor do Instituto Paraná Pesquisas. Para combater o ceticismo na cidade, os candidatos apostam na campanha corpo a corpo (que ajudaria a minar a desconfiança do eleitor), no debate de temas locais e no discurso da transparência e honestidade.

Uma avaliação: quem estiver fora de qualquer escândalo tem mais chance de se eleger. Hipoteticamente.

Reportagem da Folha de S.Paulo AQUI.

Os vizinhos de Lulinha Publicado originalmente no O Antagonista: "Dias atrás, O Antagonista revelou que Fábio Luis Lula da Silv...


Os vizinhos de Lulinha

Publicado originalmente no O Antagonista:

"Dias atrás, O Antagonista revelou que Fábio Luis Lula da Silva tem como vizinho no luxuoso condomínio Hemisphere, em Moema, o publicitário petista Giovane Favieri, dono da VBC (NDEC) e envolvido no caso do empréstimo dos R$ 12 milhões do Banco Schahin para José Carlos Bumlai.
Agora, descobrimos que Lulinha também tem como vizinhos o ex-presidente da TAM e da Apex David Barioni Neto, amicíssimo de João Doria, e José Carlos Grubisich Filho, ex-presidente da Braskem citado na Lava Jato."

Notícia publicada originalmente no jornal O Estado de S.Paulo: A Justiça Federal no Amazonas autorizou o bloqueio de R$ 38 milhões do F...


Notícia publicada originalmente no jornal O Estado de S.Paulo:

A Justiça Federal no Amazonas autorizou o bloqueio de R$ 38 milhões do Facebook em razão do descumprimento de uma decisão judicial que determinava a quebra de sigilo de mensagens trocadas por meio do Whatsapp para investigação criminal. As informações foram divulgadas pelo Ministério Público Federal. Tanto a investigação que motivou o pedido de informações ao Facebook como o processo no qual foi estabelecida a multa tramitam sob segredo de Justiça.

Leia AQUI.

Thomas Stearns Eliot ( setembro de 1888 / janeiro 1965). Um homem atormentado entre a religião e uma mulher maluca. Carola contumaz e poe...


Thomas Stearns Eliot ( setembro de 1888 / janeiro 1965). Um homem atormentado entre a religião e uma mulher maluca. Carola contumaz e poeta genial. Talvez o maior poeta moderno de todos os tempos. Dramaturgo e ensaísta. Pensador do tempo e da natureza. Do homem e de seus dilemas morais. Depois de Eliot, nada, ou melhor, quase nada. Em seu princípio estava seu fim. Em sua lavra germinava lilases em terra morta. Ele foi definitivo: abril é realmente o mais cruel dos meses.

Abaixo, um de seus poemas mais enigmáticos, escrito para crianças, embora poucos adultos consigam alcançá-lo, a não ser que tenham gatos em casa.



                                   

Dar nome aos gatos é assunto complicado,
 Não é apenas um jogo que divirta adolescentes;
Podem pensar, à primeira vista, que sou doido desvairado
Quando eu digo, um gato deve ter TRÊS NOMES DIFERENTES.

Primeiro, temos o nome que a família usa diariamente,
   Como Pedro, Augusto, Alonso ou Zé Maria,
Como Vitor ou Jonas, Jorge ou Gui Clemente –
   Todos nomes sensíveis para o dia-a-dia.

Há nomes mais requintados se pensam que podem soar melhor,
   Alguns para os cavalheiros, outros para titia:
Como Platão, Demetrius, Electra ou Eleonor –
   Mas todos eles são sensíveis nomes de todo dia.

Mas eu digo, um gato precisa ter um nome que é particular,
   Um nome que lhe é peculiar, e que muito o dignifica,

De outro modo, como poderia manter sua cauda perpendicular,
Ou espreguiçar os bigodes, orgulhar-se de sua estica?
Dos nomes deste tipo, posso oferecer um quórum,
Como Munkustrap, Quaxo, ou Coricopato,
Como Bombalurina, ou mesmo Jellylorum –

   Nomes que nunca pertencem a mais de um gato.
Mas, acima e para além, ainda existe um nome a suprir,
   E este é o nome que você jamais cogitaria;

O nome que nenhuma investigação humana pode descobrir –
   Mas O GATO E SOMENTE ELE SABE, e nunca o confessaria.

Se um gato for surpreendido com um olhar de meditação,
   A razão, eu lhe digo, é sempre a mesma que o consome:
Sua mente está engajada em uma rápida contemplação
   De lembrar, de lembrar, de lembrar qual é o seu nome:
       Seu inefável afável
       Inefavefável

Oculto, inescrutável e singular Nome.




Tradução: Rodrigo Suzuki Cintra

Respirem , o texto é longo: É coisa do passado a relação reverencial entre advogados e instituições do judiciário. Antigamente, deci...



Respirem, o texto é longo:

É coisa do passado a relação reverencial entre advogados e instituições do judiciário.

Antigamente, decisão da magistratura não se discutia, se cumpria; pareceres do Ministério Público, adredemente, guardavam semelhança às tábuas dos mandamentos de Moisés nas montanhas do mar morto e, com exceções de praxe, era impensável debates públicos acalorados fora dos autos.

Tudo era resolvido nos cochichos dos gabinetes, na incansável tramitação burocrática dos processos, nos embargos auriculares propriamente ditos.

Esse era o mundo dos punhos de renda, da fala baixa, da linguagem impenetrável.

Ainda funciona assim, em muitos casos. O mundo jurídico é uma província, às vezes uma reunião entre amigos, às vezes um negócio entre partes, outras, simples jogo de interesse.

Mas essa realidade está mudando aos poucos.

É dentro deste contexto que vejo a batalha travada entre advogados de defesa, membros do ministério público e do Gaeco, os réus-celebridades e a imprensa nervosa por um furo, pela denúncia mais escandalosa, pelo documento secreto vazado das penumbras mais ocultas.

A chamada Operação Coffee Break (batizada assim por causa da senha entre seus participantes que era “vamos tomar um cafezinho”), pela sua relação simbólica com a famosa Operação Lava Jato, vem dessa maneira mobilizando intensa atenção da sociedade nesse ambiente judicativo de punir poderosos a qualquer preço.

Ademais, estamos em ano eleitoral, o que potencializa os famosos  "escândalos" no jogo do poder.

O Promotor de Justiça Marcos Alex Vera, coordenador do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), percebeu o potencial que existia no suposto (palavrinha obrigatória) esquema de compra de votos de vereadores pra cassar o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, e entrou de cabeça nessa história.

Para uns, Vera faz parte dessa nova geração de promotores que atuam no estilo do Procurador Federal Deltan Martinazzo Dallagnol, incorporando a imagem de justiceiro meio messiânico do povo contra políticos corruptos.

Para outros, um sujeito despreparado e carreirista que viu na Coffe Break a chance de ascensão funcional dentro do MP, tendo assim, com espírito arrivista, produzido uma peça investigatória que rende homenagem aos piores romances de gênero em torno de teorias conspiratórias.

Salvar o mandato de Bernal era o de menos, diziam os detratores, o importante era fazer sucesso, brilhar na ribalta, ganhar status de poderoso. Tudo vaidade.

Qual versão será a vencedora, o tempo dirá.

Enfim, comenta-se que a peça apresentada pelo MP ao Tribunal de Justiça (depois de muita confusão política e institucional) tem um volume impossível de ser lido por uma só pessoa no decorrer do ano. Uns falam em oito mil páginas, outros em 16 mil.

Quando os advogados de defesa se depararam com o instrumento acusatório frágil e desorganizado viram aí chance de melar o jogo, sobretudo quando Desembargador Luiz Cláudio Bonassini da Silva prolatou a decisão alegando a “ausência de várias mídias no processo”.

A defesa desassombrou-se e partiu para o ataque. Foi para a imprensa, convocou coletiva, vazou documentos.

O procurador-geral do MP, Paulo Passos, e o próprio Carlos Alex (promovido para a função de Secretário-Geral do Ministério Público, num movimento pra lá de esquisito), estão sendo acuados de todas as formas.

Olhando a cena de cima, não há dúvida de que tudo é muito suspeito nessa história de múltiplos interesses.

No fundo, no fundo, parte da revolta da banca de defesa dos réus surgiu quando foram selecionados os nomes para constar da lista dos 13 processados, deixando de fora alguns personagens cruciais desse processo, tais como a ex-vereadora Rose Modesto e o ex-vereador Elizeu Dionizio, hoje em posições de proeminência na estrutura de poder do Estado, no PSDB.

Ficou claro – pelo menos essa é a impressão geral - que a seletividade, principalmente em relação à vice-governadora e hoje candidata à prefeitura da Capital, Rose Modesto, teve forte influência do governador Reinaldo Azambuja.

Por mais que o Procurador Paulo Passos desminta esse fato, ele acaba entrando no mesmo rol de desconfiança que se tem sobre o quadro político geral.

No frigir dos ovos, o Ministério Público do Estado (que nasceu Poder autônomo e independente por força da Constituição) paga  agora o preço da fama de ser sempre cordato e submisso ao mando do governador de plantão.

Talvez o que a sociedade aspira – a exemplo do que está acontecendo na esfera federal – seja que o MP local transforme-se num instrumento moral e fiscalizador dos poderes em amplo sentido.

Isso jamais acontecerá caso permaneça o zum-zum-zum ventilando idéias em torno de “negociações escusas” entre Executivo e o Ministério Público. Desse jeito, avaliam advogados mais experientes, o avanço institucional será impossível de se tornar realidade.

Pelo sim e pelo não, o MP fez o seu jogo, aliás muito mal jogado.

Caberá agora ao Desembargador Bonassini restituir a ordem e a imagem destroçada do MP (vejam a ironia).

Fortes emoções vem pela frente.




O juiz Silvio C. Prado considerou improcedente ação impetrada pelo PSDB de Chapadão do Sul contra os pré-candidatos do PMDB Walter Schl...



O juiz Silvio C. Prado considerou improcedente ação impetrada pelo PSDB de Chapadão do Sul contra os pré-candidatos do PMDB Walter Schlatter e Claudiomar Bocalan por estarem fazendo campanha antecipada  de impulsionamento pelas redes socias, preferencialmente Facebook.

Mesmo com o Ministério Público tenha considerando propaganda ilegal, pedindo oficialmente ao juiz deferimento da ação, o pedido foi negado.

O MP entendeu que Schlatter e Bocalan  violaram o Artigo 23, § 3.º, da Resolução 23.457/2015 e Artigo 57-C, da Lei 9.504/97.

O magistrado que julgou a ação entendeu que não houve violação.

No início do mês o TRE do Estado de Pernambuco julgou processo semelhante e, por unanimidade, negou provimento de recurso da deputada Priscila Krause (DEM), candidata a prefeita de Recife. 

Os magistrados fixaram a tese de que não é permitido ato de pré-campanha feita por redes sociais, reconhecendo que se trata de publicidade patrocinada. 

O Juiz eleitoral  Clicério Bezerra condenou a pré-candidata a pagar multa de R$ 5 mil.

De acordo as regras eleitorais previstas na resolução do TSE 23.457/2015, que regula a pré-campanha e propaganda eleitoral para esse ano, é proibido a veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga na internet, incluindo patrocínio em redes sociais. 

Conforme o parágrafo, do artigo 23, quem viola essa regra está sujeita a multa que varia de R$ 5 mil a R$ 30 mil.

O parágrafo terceiro do artigo 23 é bem claro: “A divulgação de propaganda e de mensagens relativas ao processo eleitoral, inclusive quando provenientes de eleitor, não pode ser impulsionada por mecanismos ou serviços que, mediante remuneração paga aos provedores de serviços, potencializem o alcance e a divulgação da informação para atingir usuários que, normalmente, não teriam acesso ao seu conteúdo”.

Comento: Seria conveniente que nossa Justiça Eleitoral adotasse procedimento único, pois a divergência poderá ferir o princípio de igualdade na disputa. 

Há inúmeros candidatos transgredindo a lei. 

O eleitor deve avaliar se alguém , antes da abertura oficial da campanha, contorma a legislação, imagine o que fará depois, caso seja eleito. 

As concepções morais dos candidatos devem ser avaliadas também por essas manifestações extemporâneas de transgressão voluntária da lei.

Mas o judiciário tem que ser claro.

Para aqueles acreditam na propaganda do Governo de que o programa “Caravana da Saúde” resolverá o problema da superlotação da Santa Casa ...


Para aqueles acreditam na propaganda do Governo de que o programa “Caravana da Saúde” resolverá o problema da superlotação da Santa Casa de Campo Grande e que isso é a saída para acabar com a “ambulancioterapia”, mostramos os dados atualizados das taxas de ocupação da instituição.
Essas taxas são praticamente constantes. O “gênios” que fazem propaganda governamental devem ter um pouco mais de compromisso com a verdade. É complicado fazer isso em ano eleitoral, mas deviam tentar, em respeito à população.

TAXAS DE OCUPAÇÃO REGISTRADA EM 28 DE JULHO DE 2016

Enfermaria : 97%
Pronto Socorro Pediátrico: 100%
Pronto Socorro Adulto: 100%
Vermelha: 266%
Verde: 455%
Ortopedia : 142%
UTI 1: 100%
UTI 2: 100%
UTI 3: 100%
UTI 4: 100%
UTI 5: 66,6%
UTI 6: 90%
Unidade Coronariana : 125%
UTI Neonatal: 100%
UTI 7: 100%
Pronto Socorro: 100%
Unidade de Cuidados Paliativos: 62%
Cirurgia nas últimas 24h:  109 procedimentos/ 73 pctes
Internações/ 24h:  108 procedimentos

Sandalinhas da humildade A única certeza consistente que tenho é que irei morrer sem poder voltar e pedir desculpas a cada uma das pe...



Sandalinhas da humildade

A única certeza consistente que tenho é que irei morrer sem poder voltar e pedir desculpas a cada uma das pessoas com quem cruzei farpas e crivei minha ignorância e pretensão. Porque não há um jeito digno de voltar no tempo e explicar a cada uma dessas pessoas que eu era um tonto, que usava minhas certezas como bandeira para realçar convicções burras. É, eu tinha orgulho de defender teses, embasar raciocínios e demonstrar sabedoria. Me achava especial. Não era. Me achava privilegiado. Não era. Me achava uma porrada de coisas e não era nenhuma das coisas que achava.


Pensata

Tem uns caras que levam a humanidade a sério e a empurram pra frente, enquanto eu e a maioria só fingimos que empurramos  e acabamos indo de carona no esforço dessa meia dúzia.

Alô, alô, Luciana Azambuja, subsecretária de Políticas Públicas para Mulheres, muito boa essa iniciativa do Governo do Estado. Você mer...


Alô, alô, Luciana Azambuja, subsecretária de Políticas Públicas para Mulheres, muito boa essa iniciativa do Governo do Estado.

Você merece todos os elogios. Só espero que você não convide o Nelson Cintra para o evento enquanto não for solucionado aquele caso da jornalista.

Lembra?

Mesmo assim, causa certa estranheza que a campanha seja desenvolvida “em conjunto” com a Fundação de Turismo.

Esse órgão está inabilitado para debater qualquer questão sobre mulheres enquanto Cintra não explicar o que aconteceu em passado recente.

Sei que é constrangedor, mas essa é a vida. Ser Governo tem o bônus e o ônus.

Mesmo assim, aqui vai o release do evento, conforme havia prometido publicar na nossa última conversa.

A divulgação de agenda positiva é importante para a sociedade sul-mato-grossense:

“Essa será uma primeira campanha, um projeto piloto. A partir de Bonito, outras ações virão, sempre acompanhando os grandes eventos desenvolvidos no Estado, em conjunto com a Fundação de Cultura e a Fundação de Turismo”, informa a Subsecretária Luciana Azambuja Roca, esclarecendo que a parceria com a Delegacia-Geral da Polícia Civil, a articulação com parceiros do sistema de justiça (TJMS, Ministério Público e Defensoria Pública) e o envolvimento da rede local (principalmente educação e assistência social) é essencial para o desenvolvimento das atividades e para atingir as comunidades mais vulneráveis.
A violência sexual contra crianças e adolescentes é a quarta violação de direito mais denunciada no Disque 100. Em 2015, foram registradas 17.583 denúncias, o que corresponde a quase 50 casos por dia – e as meninas são as maiores vítimas, conforme dados da Secretaria de Direitos Humanos do Governo Federal.
Por outro lado, os números de violência contra mulheres, divulgados pela Central de Atendimento à Mulher (Disque 180, Governo Federal) colocam o Estado de Mato Grosso do Sul em 4º lugar no relato de violências – sendo que as maiores denúncias são de violência física (49,82%) e psicológica (30,40%), seguidas de casos de violência moral (7,33%), cárcere privado (4,87%), sexual (4,86%), patrimonial (2,19%) e tráfico de mulheres (0,53%), o que significou 332 pessoas nesta situação nos primeiros dez meses de 2015.
E, apesar de todos os esforços e da sensibilidade do Governo do Estado às questões da mulher ao longo dos anos, Mato Grosso do Sul ocupa a 9ª posição no contexto dos 27 estados do País, no quesito de mortes violentas de mulheres (Mapa da Violência, 2015) [1] “O que mostra o quanto é necessário desenvolver campanhas que coloquem os temas em discussão na sociedade, incentivando as pessoas a disseminarem a informação do quanto é importante denunciar casos de violência e procurar órgãos de apoio existentes no município – como Delegacia de Polícia, CRAS e CREAS”, reforça Luciana.
As tratativas sobre violação de direitos de crianças e adolescentes ficará a cargo do delegado titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA Campo Grande), Paulo Sergio Lauretto – que falará sobre combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes para Policiais Civis dos municípios de Bonito, Nioaque, Jardim e Guia Lopes e para profissionais da educação e da assistência social de Bonito (Conselho Tutelar, CRAS e CREAS).
As ações de enfrentamento à violência contra mulheres, além das capacitações acima mencionadas, sob responsabilidade da Subsecretária Luciana Azambuja Roca e da técnica Elis Lima, serão realizadas também em escolas públicas, que receberão palestras do projeto “Maria da Penha vai à Escola” e orientação para mulheres usuárias do CRAS Vila Marambaia. Em parceria com a Polícia Militar e Patrulha Ambiental Mirim de Bonito, serão realizadas blitz educativas, com distribuição de material informativo, na sexta-feira (29) e sábado (30).
“ A violência contra mulheres e meninas não escolhe classe social, raça, etnia, nível educacional ou idade. Por isso, precisamos falar sobre o assunto de forma aberta, sensibilizando toda a sociedade e o Poder Público para que não aceitem casos de violência contra mulheres e meninas com naturalidade ou tolerância. Toda violência deve ser denunciada!”, finaliza a subsecretária Luciana Azambuja Roca.
Parceiros – A ação tem como parceiros as secretarias Municipal de Educação e de Assistência Social de Bonito; Polícia Civil do Estado de Mato Grosso do Sul; Polícia Militar do Estado de Mato Grosso do Sul / Patrulha Mirim Ambiental; Ministério Público Federal; Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul; Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul e trade turístico e comércio local.
ATIVIDADES:
– Capacitação em enfrentamento à violência contra mulheres e contra crianças e adolescentes para Policiais Civis dos municípios de Bonito, Jardim, Guia Lopes e Nioaque;
– Capacitação em enfrentamento à violência contra mulheres para profissionais da Educação, Saúde e Assistência Social;
– Palestras para alunos/as das escolas estaduais – projeto “Maria da Penha vai à Escola”;
– Distribuição de cartazes “Violência contra a mulher é crime. Denuncie. Ligue 180”;
– Blitz educativa com a Polícia Militar para distribuição de material informativo;
– Palestra e atendimento individual em bairro com maior vulnerabilidade;
AGENDA:
26/julho (3ª feira) – 10h
– Reunião com parceiros e autoridades locais
Local: CRAS – Rua Possidônio Monteiro, s/n, Vila Marambaia
26/julho (3ª feira) – 13h às 16h
– Capacitação em (I) enfrentamento à violência contra mulheres e (II) contra o abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes para Policiais Civis dos municípios de Bonito, Jardim, Guia Lopes e Nioaque;
Local: Centro de Convenções – Rodovia MS 178, KM 2.
26/julho (3ª feira) – 14h30


Reportagem publicada hoje pela Folha de São Paulo, de autoria do jornalista Rubens Valente, relata denúncia contra o senador Telmário Mot...


Reportagem publicada hoje pela Folha de São Paulo, de autoria do jornalista Rubens Valente, relata denúncia contra o senador Telmário Mota, 58, “um dos homens mais poderosos de Roraima” por agressão violenta contra  a estudante universitária Maria Aparecida Nery de Melo, 19, motivada por ciúme.

O caso é consistente. O senador nega. Quase culpa a vítima. Veja Reportagem AQUI.
Maria Aparecida ainda tentou retirar a denúncia. A lei Maria da Penha não permite. Agressões contra a mulher são consideradas ações "incondicionadas", ou seja, independem da vontade da vítima.

Por falar no assunto, apesar de uma coisa ser uma coisa e outra coisa ser outra coisa, como anda o caso da jornalista Nilmara Caramalac que, recentemente, acusou o secretário Nelson Cintra de assédio sexual ?

Se depender da vontade de alguns ela logo, logo, será a principal culpada.

Sou insone. Leio jornais de madrugada. Primeiro, os locais; depois, os nacionais. E, finalmente, pra pegar no sono, alguns internacionai...


Sou insone. Leio jornais de madrugada. Primeiro, os locais; depois, os nacionais. E, finalmente, pra pegar no sono, alguns internacionais. 

Quase todos falam a mesma coisa, as notícias são unívocas. 

Mas de vez em quando tenho algumas surpresas. Na página 02 do Correio do Estado de hoje (que a maioria dos leitores lerá logo cedinho) tem um artigo do jornalista Antônio João Hugo Rodrigues (“Sócrates e as três peneiras”) que está um primor. Merece ser lido.

Ele passa uma carraspana no Ministério Público e chama a atenção da toxicidade da Operação Coffe Break na sua natural função de espargir o veneno da fofoca com as notáveis maledicências sem provas. 

AJ critica com toda a razão essa onda do diz-que-diz que contaminou o MP. 

Jovens promotores sonham em se tornar celebridades, lutando por miligramas de holofotes num mundo burocrático e sombrio, repleto de formalidades, algo que deve mexer com a testosterona de qualquer um.

No meio do texto, ensaia uma autocrítica. Gosto disso. Sim, nós jornalistas somos terríveis porque damos vazão a esse mundo de frivolidades, condenando por antecipação personagens de alta respeitabilidade nossa política. 

Fico feliz com o texto. Bem escrito, bem pensado, encerra uma lição importante sobre a divulgação da verdade baseada em Sócrates, o filósofo que tomou cicuta porque negou ser incoerente quando foi acusado de desvirtuar a juventude na antiga Atenas.

Assim, vou pulando as páginas, lendo distraidamente o noticiário já sabido, lido e relido nos sites durante o dia. 

Enfim, chego à Coluna Diálogo, da jornalista Ester Figueiredo. Boto o olho na nota da “Felpuda”. Incrível: o texto de poucas linhas desmente por completo o grandioso artigo de A.J. 

Uma pena. Achei que tudo era verdade. Socraticamente falando.


O passado tem uma dívida para com o presente. Antigamente, com relação aos escândalos de corrupção, havia incredulidade: "isso não ...


O passado tem uma dívida para com o presente. Antigamente, com relação aos escândalos de corrupção, havia incredulidade: "isso não vai dar em nada!", desprezavam. Agora, o papo é outro: o corrupto já fica de mala pronta todas as noites esperando a PF chegar. 

O Brasil está mudando.

Às 23 horas de terça-feira o jornal O Estado de São Paulo publicou a seguinte notícia:

"O Tribunal Regional Federal da 1ª Região, com sede em Brasília, confirmou, nesta terça-feira, a sentença de primeira instância e condenou o ex-deputado José Genoino (PT), o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza e outros quatro ex-dirigentes no BMG acusados de envolvimento no esquema chamado “mensalão do BMG”. Foram três votos a zero.
Com relação a Genoino, a pena foi reduzida de quatro anos para 2 anos, 10 meses e 20 dias a ser cumprida em regime aberto. Ele é acusado de falsidade ideológica por simular empréstimos com o BMG para esquentar dinheiro ilegal para o PT, que presidia à época". 

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Vladimir Vladimirovich Nabokov (Rússia, 22 de abril 1899/ julho 1977). “O melhor escritor americano foi um russo” (Paulo Francis). Roman...


Vladimir Vladimirovich Nabokov (Rússia, 22 de abril 1899/ julho 1977). “O melhor escritor americano foi um russo” (Paulo Francis). Romancista, contista, poeta bissexto, ensaísta, professor e intelectual. Quando ninguém dava nada por ele – diziam que era um escritor medíocre – ele publica “Lolita” (1955), romance de um pedófilo amador. Escândalo. O tempo o perdoou. Hoje ele é gênio. Deixou frases incríveis. Uma delas: “a solidão é o parque de diversões de Satã”. Abaixo o poema de abertura de seu romance “Fogo Pálido”. 



Leio no site do Governo estadual que o "governador Reinaldo Azambuja assinou nesta terça-feira (26) um conjunto de leis que corrige...


Leio no site do Governo estadual que o "governador Reinaldo Azambuja assinou nesta terça-feira (26) um conjunto de leis que corrige distorções salariais de 31 carreiras, beneficiando 26.830 servidores públicos estaduais. São 12 leis e dois decretos de autoria do Governo Estadual, aprovados na Assembleia Legislativa e que serão publicados no Diário Oficial do Estado da quarta-feira (27)".

Vamos analisar em detalhes esse novo escopo legislativo que pretende atender os funcionários públicos estaduais na quinta-feira. Ninguém ouviu vozes contrárias. A máquina de propaganda governamental, nessa hora,  é hegemônica. 

Afinal, são quase 30 mil famílias que, direta e indiretamente, são impactadas pela notícia. Não vale ouvir a voz de sindicalistas baba-ovos.

Valorização funcional é uma boa música no ouvido da burocracia estatal. 

Se houver ganhos ao longo do tempo, de certa maneira, a economia se fortalece. Não sou adepto do Estado Mínimo nem favorável ao Estado Máximo. A máquina pública deve se situar num estágio de equilíbrio para não causar grandes déficits  no orçamento nem caotizar a sociedade com prestação de serviços ( educação, saúde, segurança pública etc) de péssima qualidade. 

Como o Governo Azambuja é ruim de comunicação, ele não explica nada e transforma tudo em propaganda eleitoral. 

No fundo acho que o PSDB de Mato Grosso do Sul é uma versão coronelista do populismo do PT. Mas isso é outra história. 

Tenho a impressão de que o Governo está fazendo uma gestão para fortalecer a tendência de ensimesmamento da burocracia. Ou seja: cisca para dentro e deixa os contribuintes na mão, abrindo espaço para a degradação da infraestrutura, não expandindo as taxas de investimento, abrindo cada vez mais um tremendo rombo nas contas públicas, agindo sempre no curto prazo, mais perdido do que cachorrinho caído de caminhão de mudança. 

Não sou só eu que digo isso. Gente experiente que trabalha dentro do Governo, muitos habitando os primeiros escalões, repetem há meses essa análise. Mas Azambuja só ouve sua turminha do tereré. 

Seja lá o que for esse plano de carreira do funcionalismo, é preciso explicar como isso vai refletir no dia a dia do cidadão. Vai melhorar a saúde? A educação vai andar pra frente? O policiamento será mais efetivo? A infraestrutura será mantida e melhorada? A economia vai se modernizar?

Se as melhorias funcionais tiverem objetivos em si mesmo, o governo não fez nada: só continua olhando para seu próprio umbigo,  autoelogiando e aplaudindo a si mesmo (como na foto oficial acima). 



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