By Edmilson Pontes* N uma entrevista imaginária exclusiva com o secretário de Administração do Governo estadual, Carlos Albert...





By Edmilson Pontes*


Numa entrevista imaginária exclusiva com o secretário de Administração do Governo estadual, Carlos Alberto Nazi Assis, fiquei sabendo, em primeira mão, que será lançada nos próximos dias uma licitação para a compra de 100 mil perucas para os servidores de Mato Grosso do Sul. 

“Esse será um dos maiores benefícios que vamos conceder aos funcionários para que possamos melhorar a qualidade de gestão, sem precisar inclusive de conceder um tostão de reajuste salarial”, afirmou orgulhoso o dinâmico e vibrante secretário.

Ele ressaltou que depois do controle de pontos, da implantação das horas-bundas e das tornozeleiras eletrônicas, o governo vai baixar decreto determinando que todo servidor raspe a cabeleira para usar as perucas que desejarem, menos aqueles que já fazem parte do grupo "E´dos carecas que elas gostam Mais”. 

“O funcionalismo receberá um kit-peruca gratuitamente e isso será fundamental para melhorar a auto-estima e a imagem do nosso maravilhoso governo”, ufanou-se.

“Isso é democracia – explicou sempre sorridente Carlos Nazi - porque todos terão oportunidade de variar o visual de acordo com as emoções do dia a dia de trabalho”. 

O custo da concorrência não foi revelado, mas imagina-se que ultrapasse R$ 3 milhões, “um pouco a mais do valor que o Aécio Neves pediu para Joesley Batista para pagar seus advogados”, revelou o simpático e prestativo secretário. 

Esse jornalista está ansioso: não vê a hora das maravilhosas perucas serem vistas enfeitando as cabeças coroadas do nosso eficiente governo estadual.


*Edmilson Pontes (idade indefinida, passado misterioso e endereço incerto e não sabido) é o único correspondente do blog autorizado a escrever reportagens exclusivas no Jornal A Verdade Imaginária, mostrando ao público leitor como o nosso jornalismo é um farol a iluminar as mentiras mais delirantes, elaboradas pelas mentes mais idiotas de todos os tempos.

E-mail- edimilsonpontes02@gmail.com

Agostinho Gonçalves da Mota é uma das poucas unanimidades em nossa cidade. Com 92 anos de idade, uma alegria contagiante e uma gargalhada...


Agostinho Gonçalves da Mota é uma das poucas unanimidades em nossa cidade. Com 92 anos de idade, uma alegria contagiante e uma gargalhada que se ouve à distância, é recebido com reverência em todos os recantos do nosso estado.

Oficial do Exército com o posto de tenente expedicionário, combateu na Itália durante a Segunda Guerra Mundial.  A Força Expedicionária Brasileira foi constituída no dia 9 de agosto de 1943 para lutar na Europa ao lado dos países aliados, com um contingente formado por 25.334 brasileiros carinhosamente chamados de “pracinhas”, oriundos dos mais diversos rincões do Brasil e de todas as classes sociais. No dia 8 de maio passado, transcorreram 72 anos da rendição da Alemanha e do fim do conflito.

Agostinho é o presidente da Associação Nacional dos Veteranos da FEB-MS, que congrega os ex-pracinhas que combateram na Itália.  "Escolhi guardar as coisas boas, e não as ruins, porque aprendemos muito com a guerra", afirma sempre o ex-combatente Agostinho Gonçalves da Mota.

Com o peito ornado de medalhas recebidas ao longo de sua vida, ele raramente as ostenta por sua simplicidade e pelo próprio peso das mesmas. Não se faz de rogado, onde é convidado se apresenta e se deixarem o microfone por perto, toma conta e dá o seu recado.

A influência do nome de cada um se manifesta na vida e no comportamento das pessoas. No caso do Agostinho, seu nome tem origem no italiano Agostino, do latim Augustinus, uma forma relativa de Augusto, que significa “sagrado, consagrado, venerável, elevado”. Nada mais adequado à personalidade do Agostinho.

Na homenagem ao dia da Saúde no Exército, 27 de maio, comemorado no último dia 26  no Hospital Militar de Campo Grande, considero que o ponto alto da cerimônia foi quando a tropa e todos os oficiais presentes, sob o comando do general José Carlos Braga de Avellar, chefe do Estado Maior do Comando Militar do Oeste, com a presença do general-de-exército João Francisco Ferreira e do general Eduardo Paiva Maurmann, postaram-se em continência ao Agostinho Gonçalves da Mota. Acredito que o Agostinho já tenha sido homenageado dessa forma em outras ocasiões, mas foi a primeira a que eu assisti. E foi realmente emocionante, de arrepiar

O Agostinho ilustra também o quadro de associados eméritos do Instituto Histórico e Geográfico do Estado de Mato Grosso do Sul, onde tenho o prazer e a honra de conviver com ele. Ele nunca falta às reuniões; é presença assídua.

O quadro de associados eméritos do IHGMS é composto pelas seguintes personalidades, em ordem alfabética: Agostinho Gonçalves Mota, ex-pracinha e presidente da Associação dos Veteranos da FEB; Francisco Leal de Queiróz, ex-prefeito de Três Lagoas, ex-deputado estadual, ex-secretário de estado e ex-procurador geral do Tribunal de Contas; João Francisco Ferreira, general-de-exército e ex-comandante do Comando Militar do Oeste; João Pereira da Rosa, médico, primeiro reitor da nossa Universidade; José Couto Vieira Pontes (fundador do Instituto), juiz de direito aposentado; Pedro Chaves dos Santos Filho, senador da República;  Renato Alves Ribeiro, empresário, ex-presidente do Sanatório São Julião por longos anos e também da Santa Casa; Rosário Congro Neto, empresário; Ruben Figueiró de Oliveira, ex-deputado estadual, ex-deputado federal e ex-senador da República; e Wilson Barbosa Martins, ex-prefeito de Campo Grande, ex-deputado federal, ex-governador e ex-senador. Ilustrou o quadro, por muitos anos, a saudosa e querida professora Maria da Glória Sá Rosa.

Enfim, gente da nossa história que conosco convive para nossa grande alegria.


Membro do Instituto Histórico e Geográfico de MS


A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Mato Grosso do Sul (OAB/MS), por sua diretoria, após tomar conhecimento das denúncias revela...

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Mato Grosso do Sul (OAB/MS), por sua diretoria, após tomar conhecimento das denúncias reveladas pelo Programa Fantástico, da Rede Globo deste domingo (28), vem a público esclarecer à sociedade, o seguinte:

1) as denúncias são gravíssimas envolvendo o ex-Chefe da Casa Civil do Governo do Estado, com afirmações de empresários de que pagam propinas para concessão de incentivos fiscais e como tal merecem ser investigadas;

2) a OAB/MS cobrará imediatas providências das autoridades competentes visando elucidar os fatos e punir os culpados, com total transparência, já que dizem respeito a personalidades públicas;

3) no âmbito de competência da Ordem, esses novos fatos serão examinados pela Comissão Especial designada para avaliar o pedido de impedimento por crime de responsabilidade do Governador do Estado, e;

4) a OAB/MS reafirma seu compromisso institucional pela garantia do Estado Democrático de Direito e incessante combate à corrupção, garantindo a todos os acusados o direito à ampla defesa e ao contraditório.

E leições diretas-já é um slogan tentador. Quem resiste a uma proposta que aparentemente zera o jogo, coloca ordem nas coisas e estabele...


Eleições diretas-já é um slogan tentador. Quem resiste a uma proposta que aparentemente zera o jogo, coloca ordem nas coisas e estabelece um critério de recomeço?. Qualquer cidadão que acompanha a bagunça nacional imagina que realizar de imediato uma eleição para presidente da República, para um mandato tampão, garante uma espécie de reorganização mental e indica que existe no fim da linha uma nesga de luz no horizonte. 

Vários especialistas têm publicado e comentado que diretas-já embute uma espécie de populismo no ingrediente indigesto da realidade nacional. O custo financeiro do processo é elevado, o tempo do exercício do cargo do eleito será curtíssimo e a probabilidade do mafuá continuar é grande. 

Essas obviedades do mundo real não interessa a quem precisa se agarrar a uma tábua solitária no meio de um oceano revolto para se salvar. Qualquer maluquice serve. Mesmo que seja para que se tenha uma distração ou algo para defender quando está difícil sair em defesa de qualquer outra coisa. 

Por exemplo: tem gente acreditando que intervenção militar é uma coisa bacana, tamanha a ânsia que o atual quadro político acaba gerando nas mentes mais persecutórias do pedaço. O perigo do fascismo é sempre algo que devemos considerar nessa difícil equação em torno de soluções fáceis, cirúrgicas e rápidas.

Defendo qualquer ideia desde que ela não seja populista, autoritária ou surrealista. Não sou daqueles que defende qualquer maluquice só porque "muita gente" está pedindo. As massas geralmente são ignorantes e não medem consequências quando se trata de agir por impulso. 

Quando, na década de 80, entrei de cabeça pela campanha homônima pela aprovação da emenda Dante de Oliveira, sabia de antemão que ela não seria aprovada; mas sabíamos (as cúpulas partidárias e a imprensa) que tudo era uma tática política de médio prazo para fazer a extrema unção do regime militar. 

Sem aquela ideia-força é provável que o ideário do golpe de 64 durasse mais uns 10 anos, mesmo exaurido pelas sucessivas crises da ocasião. 

A campanha das diretas-já do atual momento ocorre dentro de um regime democrático, com um governo nos estertores, com a lama no pescoço dos poderes e uma base parlamentar fragmentada (mas que fechou por enquanto questão em torno da rejeição dessa proposta pelas razões mais variadas). 

Tudo pode ser possível quando depende da vontade dos homens, mas o tempo de Governo é tão exíguo, sem contar que há saídas constitucionais para a emergência do problema, que sinto que o caminho de transitoriedade, com eleições indiretas e a escolha de alguém que possa atravessar a pinguela, contem um componente de racionalidade irresistível. 

Mas política não é razão. É acima de tudo paixão. Quem resiste ao chamado das ruas, principalmente quando oportunistas e sacripantas se unem para nos levar às lágrimas com apelos de soluções fáceis nesse mundo louco de fantasias, ao som de Alegria, Alegria de Caetano Veloso?

No fim, tudo é tática e estratégia. Não existe coisa mais linda do que saber que estamos caminhando contra o vento, sem lenço e sem documento. 

Só que tudo termina ali na esquina, nas dobras do tempo, nas conveniências do Poder e na força das instituições.

Vai vendo...

Acredito na ideia de presunção da inocência. Os fatos são difusos demais para que se condene alguém sem julgamento legal, sem que o ato...



Acredito na ideia de presunção da inocência. Os fatos são difusos demais para que se condene alguém sem julgamento legal, sem que o ato criminoso esteja corroborado por provas materiais e imateriais. Aliás, esse conceito ( de que todos são inocentes até que se prove o contrário) separa a barbárie da civilização. 

Mesmo que alguém seja preso em flagrante cometendo um crime horripilante, ele precisa ser julgado e condenado à luz das leis vigentes, até para que a sociedade tenha garantias de que, em outras circunstâncias, a justiça seja cumprida sob o critério do igualitarismo, avessa ao arbítrio e à tirania. 

Sabemos que na vida real as coisas não funcionam rigorosamente como escrito nos códigos. Existe a margem cinzenta da lei, existe um campo especulativo que nos assegura certa noção de culpa e inocência em casos dos mais complexos ao mais triviais. 

Em casos de repercussão pública, julgamos de pronto os envolvidos em denúncias, municiados pelo instrumental cultural que possuímos. Se "todos os políticos são corruptos" por que vou perder tempo elaborando teorias que podem inocentá-lo?. Claro, é mais fácil e menos dispendioso mentalmente que façamos nosso julgamento sumário no tribunal interno de nossa consciência.

Nos casos da Lava Jato e tantas outras operações da Polícia Federal, com suas prisões espetaculares, declarações bombásticas e "provas" contundentes ficamos reféns das imagens e do fluxo monocromático de informações, remoendo nossas mágoas vingativas, querendo que "esses caras que ficaram ricos facilmente" sejam encaminhados às masmorras mais próximas. 

Concordo com os advogados de defesa de que é preciso obedecer os ritos processuais para avaliar os níveis de culpabilidade pelos crimes "supostamente" cometidos.

Ao mesmo tempo reparo que, coligindo as informações oficiais divulgadas, os vídeos dos depoimentos, as caras nervosas e irritadas dos acusados, sou instado a concordar que existem coisas que ultrapassam a razoabilidade dos remédios jurídicos e patenteiam com clareza absurda o crime e os criminosos, mesmo porque muitas vezes a verdade (culpa ou inocência) encontra-se na movimentação fugidia dos corpos, no sutil desvio do olhar, nos atos falhos dos inquiridos quando precisam responder a alguma pergunta incômoda dos jornalistas. 

Não gosto de prejulgar. Mas somando tudo o que estou vendo temo ser considerado idiota (ou ingênuo, apesar de não saber exatamente qual a diferença entre as duas coisas), caso não tenha um sentimento e fortes impressões em relação a toda essa bandalha. 

Muitas coisas que estão vindo a lume confirmam coisas que vi e sei ao longo da vida profissional. Outras que apenas reforçam meu julgamento pessoal em torno do caráter e os vícios de personagens conhecidos. Outras ainda me surpreendem pela audácia dos jogadores em questão. 

No fim, para não ser cruel e obtuso, digo a velha frase Nelson Rodrigues por puro exibicionismo estético: Em Brasília, não há culpados ou inocentes; todos são vítimas.

By Edmilson Pontes* "Assim que soube da delação premiada de Joesley Batista, o famoso jeca milionário da JBS (Temer que o...




By Edmilson Pontes*

"Assim que soube da delação premiada de Joesley Batista, o famoso jeca milionário da JBS (Temer que o diga), entregando o coitado do Aécio Neves para a Polícia Federal, peguei meu jatinho e voei apressadamente para Belo Horizonte para falar com ele tête-à-tête,mas eis que descobri que o senador mineiro estava enfurnado no Rio de Janeiro, feliz da vida, exultante, trincando de alegria, no seu maravilhoso apartamento do Leblon. 

"Esse filha da puta, caralho!, transformou minha carreira política em pó, mas eu juro que vou cheirar tudo!", jurava o mineiro, com toda a jactância que lhe é peculiar, com os olhos esbugalhados e balançando os ombros, como sói conhecido de todos os brasileiros. 


Perguntei o que, afinal, havia acontecido, pois todo mundo sabia que ele era amigo dos irmão Batista, mas Aecinho foi categórico: "nunca vi esse merdinha na vida, só dessa vez que precisei pedir emprestado R$ 2 milhões e o (caralho! Porra!)ainda quis parcelar tudo em quatro vezes!!!". 



O mineiro estava indignado, mas "absolutamente tranquilo" com toda essa novela que promete levar o Brasil para o buraco. 



Quis esse repórter saber então qual era o futuro que ele vislumbrava de agora em diante, já que todo mundo afirma que ele será chamado para confraternizar com o Juiz Sérgio Moro. E o neto de Tancredo não se fez de rogado: "vou fazer dessa carne de segunda um verdadeiro churrasco de picanha", prometeu aos seus amigos que estão hospedados em Curitiba".






*Edmilson Pontes (idade indefinida, passado misterioso e endereço incerto e não sabido) é o único correspondente do blog autorizado escrever reportagens exclusivas no Jornal A Verdade Imaginária, mostrando ao público leitor como o nosso jornalismo é um farol a iluminar as mentiras mais delirantes, elaboradas pelas mentes mais idiotas de todos os tempos.






comentários para : edmilsonpontes02@gmail.com



Estamos hoje emitindo um decreto de ajuste das contas da prefeitura de Campo Grande pensando no nosso futuro e melhorando a nossa capacid...


Estamos hoje emitindo um decreto de ajuste das contas da prefeitura de Campo Grande pensando no nosso futuro e melhorando a nossa capacidade de gestão. 

Nosso principal objetivo será consolidar nossa capacidade de investimento para ampliar e melhorar o atendimento à população.

Somos visceralmente comprometidos com o reequilíbrio das contas, com a redução dos custos e com a transparência de conduta. 

Para isso, planejamos nos primeiros 5 meses de administração uma série de procedimentos para aumentar a arrecadação e otimizar a gestão de recursos. 

Renegociamos contratos, enxugamos despesas supérfluas, retomamos o controle das finanças. Nosso trabalho é o de garantir que a administração municipal seja fortalecida para continuar prestando bons serviços à população. 

Saúde e educação são nossas prioridades. O aumento da qualidade de vida é o nosso sonho.  A fé e a esperança são as forças que nos impulsionam.

Até a semana passada, imaginávamos que a economia brasileira abria-se para a retomada de crescimento, com a queda da inflação, aumento das exportações, redução na taxa de juros e criação de novos empregos.

Mas voltamos a viver o pior dos mundos: a crise política – com as delações da JBS – assumiu graves proporções, mantendo o País num processo de incerteza que, certamente, resultará em mais desemprego, mais recessão, mais desconfiança e insegurança dos investidores.

Não queremos ser dominados por essa crise. Temos que reagir com medidas de austeridade e correção de rumo. Esse não é o momento de desesperança nem de desânimo. 

Ao contrário: esse é o melhor momento em que o País pode estar vivendo, exatamente porque estamos tendo a chance de mudar a história e os procedimentos administrativos que provocaram o caos em que vivemos. 

Mas temos que persistir em saídas pacíficas, sem violência e exacerbação de ânimos. Nosso trabalho deve ser o mais positivo possível: encontrar pontos de convergência para superar as dificuldades, criando marcos legais para fazer a cidade voltar a crescer com sustentabilidade. 

O decreto que estamos publicando visa, nesse aspecto, dar segurança ao funcionalismo e à população para garantir o pagamento em dia dos salários, melhorar a prestação de serviços e manter os investimentos fundamentais para avançar e se desenvolver. Saliento que estes ajustes foram amplamente discutidos com o secretariado. Ponto a ponto. Profundamente. Exaustivamente.

Não vamos demitir nem aumentar impostos. Temos responsabilidade ética, social e econômica nesse momento de extrema dificuldade do País.

Tentamos evitar medidas drásticas e polêmicas que pudessem gerar mais problemas do que soluções.Criamos um consenso. Todos concordaram com o que está aqui posto e firmado.
Houve inclusive um momento em que, diante dos sinais positivos da economia, pensamos que seria possível descartá-los, ganhando tempo e esperar que a roda da fortuna girasse a nosso favor.

Mas concluímos nesse final de semana que a cidade seria extremamente prejudicada caso não assumíssemos a responsabilidade de reduzir o déficit e manter o crescimento com a maior urgência possível. 

Tenho certeza que vamos superar as dificuldades e sair melhor do que entramos. Vamos seguir em frente mantendo o diálogo, o bom senso, as parcerias estratégicas e o otimismo. Essa é a lógica que nos move. Esse é o sentimento que nos embala. Esse é o propósito que nos encanta. 

Esse sempre será o espírito de nossa gestão: fazer de Campo Grande o melhor lugar do mundo para se viver e ser feliz.

Prefeito de Campo Grande

P ara quem lê o subtexto das notícias, causou espécie a posição adotada pela Rede Globo, em seus noticiários, no canal aberto e na Globo ...

Para quem lê o subtexto das notícias, causou espécie a posição adotada pela Rede Globo, em seus noticiários, no canal aberto e na Globo News, diante da delação de Wesley Batista, a qual, aliás, foi noticiada em primeira mão pelo jornal O Globo, por seu colunista Lauro Jardim, desencadeando a presente hecatombe política.

Em seu editorial “A Renúncia do Presidente” há pistas do que esteja por detrás da mudança de postura em relação ao atual Governo, rompendo com a lua-de-mel vivida até a véspera.

Além de, indiretamente, estimular a ida da população às ruas, seus comentaristas têm sido contundentes ao detonar o presidente Temer, construindo um texto explícito para dizer que ele já não dispõe de condições para manter-se no cargo. Sardenberg, comentarista de economia, em tom incomum, condenava o que chamou de “capitalismo sórdido”, ao referir-se às empresas que usam da corrupção para realizarem seus negócios com o Poder Público.

Na sequência, especulou sobre os cenários possíveis e os avaliou. Um, seria a saída do presidente, com a manutenção da equipe econômica, leia-se Henrique Meireles, segundo ele, a melhor solução entre todas. E por que essa seria a melhor solução? Seria removido um presidente, a essa altura frágil, incapaz de assegurar as medidas reclamadas pelo “deus mercado” e mantido o staff que daria continuidade às reformas, entendidas como imprescindíveis, apenas a trabalhista e a previdenciária.

O outro, seria a saída desse presidente enfraquecido com a troca da equipe econômica. Nesse caso, ele ponderou que traria insegurança aos investidores, pois, com um clima de mudanças, sem a certeza das reformas, haveria o risco da fuga de capitais. Por fim, o pior dos cenários, seria a permanência de Temer, porque, sem base parlamentar suficiente, as reformas, sobretudo a da previdência, acabariam natimortas.

A Globo aderiu ao “Fora Temer”. A análise do comentarista, evidentemente, reflete sua linha editorial, está a serviço de seus interesses, inequivocamente identificados com os do “deus mercado” e, em última instância, propõe um simulacro de mudança para manter tudo exatamente igual, aliás, prática muito frequente ao longo da História. 

Interessante também a conclusão do citado editorial, quando afirma “O caminho pela frente não será fácil. Se há um consolo, é que a Constituição Cidadã de 1988 tem o roteiro para percorrê-lo. O Brasil deve se manter integralmente fiel a ela”. Entenda-se, nada de eleições diretas, já que o preconizado é a eleição indireta, pelo Congresso Nacional, com os parlamentares que lá estão. Quem será o ungido da vez?

Curioso o empenho do grupo na defesa “do projeto de reformas de que o país necessita desesperadamente”, em detrimento de direitos dos trabalhadores e servidores públicos, seja com a reforma trabalhista, seja com a previdenciária e, absolutamente, nenhum movimento para pautar a Reforma Política, essa sim, pedra angular para sairmos desse pântano de fisiologismo em que se converteu o “governo parlamentar” de Temer.

É tempo de nós, cidadãos, exigirmos a convocação de uma Constituinte exclusiva, com cláusula de quarentena para impedir seus integrantes de concorrerem a qualquer cargo eletivo durante período razoável, a fim de se construir um novo arcabouço legal  para revitalizar a representação popular, para suprimir a ingerência do poder econômico e do poder religioso nos processos eleitorais, para sanear a Política, defendendo a Democracia e assim devolver a Esperança. Reforma Política Já!

*Sociólogo e professor


Composta pelos Conselheiros Estaduais da OAB/MS Tiago Bana Franco, Felipe Ramos Baseggio, Nancy Gomes de Carvalho, Fábio Nogueira Costa e...


Composta pelos Conselheiros Estaduais da OAB/MS Tiago Bana Franco, Felipe Ramos Baseggio, Nancy Gomes de Carvalho, Fábio Nogueira Costa e Heitor Miranda Guimarães foi criada hoje Comissão para analisar o envolvimento de políticos sul-mato-grossenses nas denúncias dos irmãos Batista, da JBS.

Ontem a OAB/MS requereu à Corte Suprema as cópias das delações premiadas da família Batista, acompanhadas dos respectivos documentos, especificamente dos agentes públicos de Mato Grosso do Sul.

A Comissão Especial analisará e apresentará um parecer ao Conselho Seccional da OAB/MS sobre o assunto na sessão ordinária subsequente ao recebimento da documentação.

A Ordem procurou esclarecer ainda que os fatos que embasaram a decisão da OAB nacional para requerer o impeachment do Presidente Temer são juridicamente diversos da situação estadual.

No cenário nacional, conforme explica a nota da OAB MS, “a situação foi deflagrada a partir de um áudio captado durante um encontro mantido pelo Presidente com o empresário Joesley Batista, com desdobramentos graves, resultantes em prisões e entrega de malas de dinheiro de um assessor direto do planalto”.

O conteúdo do diálogo gravado, em nenhum momento, foi contestado pela autoridade máxima da República, o que na visão da OAB faz prova direta do crime de responsabilidade.

Enquanto no cenário estadual, “o que se tem, por enquanto, é uma colaboração premiada envolvendo ex-Governadores e o atual Governador, bem como outros políticos do Estado”.

A OAB/MS, enquanto instituição, “tem o dever de cumprir à risca o princípio da legalidade, buscando elementos que permitam definir com clareza a situação, principalmente porque o direito positivo veda a utilização isolada das colaborações premiadas dissociadas de outros elementos de prova (Parágrafo 16, Artigo 4º da Lei 12.850/2013)”. 

T erminada a era Temer, ficará a impressão de que mais um capítulo negro da história política brasileira foi escrita na penumbra.  Houv...


Terminada a era Temer, ficará a impressão de que mais um capítulo negro da história política brasileira foi escrita na penumbra. 

Houve um breve momento de luz, mas insuficiente para causar empatia entre o governo e a população. 

Não vai deixar saudades. Estamos em trevas.

Nunca imaginei aquele homem astuto, sofisticado e com traquejo para grandes acordos e negociatas com políticos e empresários, caindo em um tipo de arapuca mequetrefe com uma gravação clandestina. 

Por ironia do destino, Temer caiu na mesma cilada que defenestrou Delcídio do Amaral da vida pública.

A prática vem se tornando comum no ambiente político: investigados em apuros,  políticos dispostos a abrir o coração, gravadores disfarçados e pactos com juízes e promotores com pretensões artísticas. Pronto, o resultado é explosivo. Em seguida surge a imprensa, o povo nas ruas e ressurgem as palavras: Impeachment e Fora Temer!

Guardadas as devidas proporções, o que estamos vivendo aqui, neste momento, guarda alguma semelhança em matéria de artimanha, intrigas e sujeira com a série norte-americana da Netflix, “House of Cards”.

Em matéria de atuação, Temer está longe de impactar dramaticamente o público quanto o personagem Frank Underwood, interpretado pelo ator Kevin Spacey, mas em se tratando de jogadas podres e eticamente indefensáveis, ambos se equiparam.  

Fatos abordados na ficção americana, são práticas comuns na vida política brasileira. 

Por aqui, maquinações nos bastidores, chantagens e atitudes nada republicanas são comuns ao cotidiano da maioria dos nossos representantes em Brasília.

Enquanto Underwood enfrenta a desconfiança e o rigor investigativo do senado americano e a ambição política da mulher, Claire, Temer assiste o seu castelo de areia ruir depois de um diálogo promíscuo com um negociante inescrupuloso, dono do frigorífico JBS.

Joesley Batista, o empresário brega com panca de cantor sertanejo dos anos 80 é o artífice de uma trama da qual não sabemos o final. 

A única certeza que temos é que o enredo não terá um final feliz.

*Jornalista




Todos sabem o que significa pós-verdade. Trata-se de um fenômeno antigo, mas que foi amplamente turbinado na campanha eleitoral de Donal...



Todos sabem o que significa pós-verdade. Trata-se de um fenômeno antigo, mas que foi amplamente turbinado na campanha eleitoral de Donald Trump: pega-se uma notícia duvidosa, ou uma mentira deslavada, anexe a ela documentos esquisitos, coloque o nome da Polícia Federal, acrescente alguns ingredientes do escândalo do momento, e, pronto, tem-se a notícia "verdadeira"a ser espalhada pela rede.

Daí em diante é fácil: pegue-se um advogado, promotor, procurador ou juiz inescrupuloso e faça com que se dê uma aura oficial à denúncia, transformando uma notícia falsa em algo que ganha ares de verdade enquanto a imprensa séria não investigue e publique os fatos como eles verdadeiramente são.

Com o escândalo da JBS a famosa mídia do jabá de Campo Grande entrou no jogo para criar notícias falsas e embaralhar o jogo político. Trata-se de inventar realidades paralelas para atender interesses de grupos políticos localizados. Sempre corre dinheiro ilícito nas mãos desses personagens inescrupulosos.

 Veja o exemplo: 

No último fim de semana um dos blogs mais ligados ao movimento da pós-verdade de Campo Grande publicou com estardalhaço a seguinte notícia: “Policia Federal investiga repasse milionário feito por Marquinhos Trad a JBS”.

O jornalista, criador desse "fato alternativo", não teve sequer o trabalho de verificar dois dados elementares: 

- primeiro, o convênio, realizado por determinação do Ministério da Agricultura, com a empresa, existe desde o ano 2000; 

-segundo,  que não é a prefeitura quem faz repasses a JBS no âmbito do convênio, mas o contrário: é a JBS quem repassa dinheiro para prefeitura fazer ações de desenvolvimento econômico no âmbito da SEDESC.

Enfim: não há repasse da prefeitura para a JBS, nunca houve , mas a notícia inventada prospera na rede, aproveitando o clima de vendetta que se instalou na sociedade. 

O convênio foi assinado com a a anuência do Ministério Público do Trabalho há muitos anos em outra gestão. 

Há farta documentação registrando os fatos. Mas quem se interessa por eles quando há um clima emocional favorecendo a existência de mundos paralelos?
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A delação premiada dos irmãos Batistas da JBS mudou o desenho do cenário político brasileiro. Somadas às revelações anteriores (Odebrech...


A delação premiada dos irmãos Batistas da JBS mudou o desenho do cenário político brasileiro. Somadas às revelações anteriores (Odebrechet, OAS, João Santana etc, etc, etc) e as que estão por vir, imagino que poucos personagens de nossa política sobreviverão até as próximas eleições.

No plano nacional, já tem gente demais analisando o quadro. No plano estadual, tem gente de menos. O cipoal de interesses é imenso e é natural que os chamados “analistas” de nossa paróquia estejam olhando primeiros seus interesses pessoais para, depois (e só depois), se posicionarem. Isso é normal. 


Vivemos numa província. As relações jornalísticas por aqui se dão mais no plano pessoal do que institucional. Portanto, jornalistas e quejandos ficam cheios de dedos para tratar do assunto. 


Vejo que Wesley Batista jogou uma bomba no colo de Zeca do PT, de André Puccinelli e de Reinaldo Azambuja. Olhando o vídeo gravado pelo MPF, no qual ele conta as suas “histórias de Mato Grosso do Sul”, realmente o depoimento é crível, visto que o assunto circula há anos nos bastidores, ora como informação quente ora como delírio de boquirrotos. 


Pegando o fio condutor de todos os acontecimentos, realmente o operador  Ivanildo Miranda é a chave de tudo, principalmente para quem acompanha os rumores do nosso submundo. 


Eu ouvi inúmeras vezes relatos pessoais do ex-senador Antonio Russo, proprietário do Grupo Independência, que corroboram todas as informações de Weslei, mesmo porque que a quebra de sua empresa teve forte influência de manobras heterodoxas do JBS com o governo Lula. 


Ivanildo freqüentava o escritório de Russo e há mais de 10 anos esses esquemas funcionavam quase que abertamente. Só faltava mesmo quem se dispusesse a falar. 


Claro que os irmãos Batistas são figuras inescrupulosas num negócio (pecuária e frigoríficos) altamente inescrupuloso. Como dizem, lugar onde se ganha dinheiro com sangue, quando se mistura à política, vira uma coisa meio selvagem. 


Mesmo assim, acho que o impacto da delação terá efeito diferente sobre as imagens de Zeca, André e Reinaldo. Não vou entrar em detalhes agora porque o clima emocional da província não permite. Lá na frente farei meus comentários...


Do ponto de vista legal, Zeca se safa fácil, André será arrastado por longo período nesse processo (que lhe poderá ser benéfico politicamente, pois o reino da dúvida é a salvaguarda de toda defesa) e Azambuja terá que administrar sua carreira sob o impacto imediato de pedidos de impeachment, afastamento do cargo, demissão de colaboradores muito próximos etc. 


Imaginem que a disputa à governadoria se concentre em torno desses três nomes no ano que vem. É apenas uma hipótese, visto que estamos num momento de extrema volatilidade política. Mas apenas imaginemos, pois não resta outra coisa a fazer. 


Não é preciso ser um gênio para avaliar que Puccinelli sairá com extrema vantagem nesse jogo. As razões são simples: caso ele não encare uma medida drástica como prisão e seus advogados consigam habilmente contornar as decisões judiciais, o ex-governador terá tempo e espaço para fortalecer seu bunker sem o peso de ter que discutir governabilidade e sim o futuro. 


Zeca poderá vir em seguida: dirá que não há provas concretas contra ele, que leva uma vida modesta, recebeu doação legal das empresas, mesmo padecendo do desgaste em trazer o carimbo do PT na testa e no nome. 


Diferentemente, Reinaldo está no olho do furacão. Usará a máquina para se defender, manietando a imprensa com verbas publicitárias. Mas terá que mostrar serviço e entregar o que prometeu na última campanha. Conseguirá? Com a equipe de comedores de feno que vive em seu entorno será quase impossível.


Amo, amo de paixão o meu Brasil! E amo, como diz o Hino: "Mas, se ergues da justiça a clava forte, Verás que um filho teu não fog...


Amo, amo de paixão o meu Brasil! E amo, como diz o Hino:

"Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte."

Pois é, amo o meu País; mas sei que, infelizmente, a corrupção aportou em seu solo desde o seu nascimento. 

Ela veio para o Brasil como passageira clandestina nas caravelas de Cabral e, de lá para cá, tem sido protagonista nos momentos mais adversos de nossa história.

Sei, também, que o que estamos vivendo no Brasil, neste momento, é algo que pode possibilitar a extirpação desse câncer que assola a nossa Pátria desde o seu nascimento.

Os acontecimentos atuais norteiam nossas esperanças por um lugar melhor, sem corrupção.

Grita em mim a vocação de advogado, a paixão pelo direito, a defesa de princípios que deveriam ser eternos, dentre os quais o da presunção de inocência e a garantia de que a prova há de ser produzida sob os olhos do direito; mas, infelizmente, para se alcançar esse nosso já velho e surrado sonho de termos um país melhor para nós e para nossos filhos, nossa Carta Suprema, nossa Constituição Republicana, vem sendo rasgada diariamente...

Peço mais reflexão nesse momento difícil.

*Advogado, secretário de Governo do município de Campo Grande

NOTA OFICIAL “Diante das recentes notícias e vídeos veiculados nos meios de comunicação nacional e estadual sobre a delação dos empre...


NOTA OFICIAL

“Diante das recentes notícias e vídeos veiculados nos meios de comunicação nacional e estadual sobre a delação dos empresários da JBS, Joesley Batista e Wesley Batista, envolvendo o atual Governo do Estado e os dois anteriores, a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS), protocolará nesta segunda-feira (22) perante o Ministro Edson Fachin do Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido de acesso integral aos documentos oficiais do processo, relativos ao Estado de Mato Grosso do Sul.

A OAB/MS reitera seu compromisso irrestrito de defender a Constituição e a ordem jurídica, tomando todas as medidas necessárias para atingir suas finalidades institucionais.”

Minha cabeça funciona tipo alfândega, faz triagem, scanner e executa controles naturais sobre o que passa por ali. E o que não passa, ta...

Minha cabeça funciona tipo alfândega, faz triagem, scanner e executa controles naturais sobre o que passa por ali. E o que não passa, também. Ela não tem horário de almoço, se mantém acordada enquanto durmo e transfere o plantão pro meu inconsciente. Com meu inconsciente mantenho distância, ele é tão pentelho quanto ela.

Odeio esse rigor porque sobrecarrega o armazém onde guardo a maioria das minhas lembranças. Confesso que não há um processo de seleção, até as pequenas tranqueiras, tralhas de várias espécies se acumulam sem nenhuma ordem nas prateleiras mantidas por ali. 

Dessa mixórdia exala uma classe indefinida de gases tóxicos, produzidos de acordo com a gravidade da memória, fluídos corrosivos, alguns letais e de alto risco ao ambiente cerebral. Minha cabeça é incapaz de produzir pensamentos românticos.

Pelo que você lê é possível concluir que a minha cabeça deve ser evitada. Pelo menos por pessoas normais. O que se passa dentro dela você pode deduzir lendo o que escrevo. 

Por uma questão de segurança, o setor onde são produzidas minhas ideias fica prudentemente localizado no ponto mais alto, próximo ao redemoinho de cabelo, no cocuruto da cabeça. Só que do lado de dentro. É uma linha de montagem específica para imaginar e, é ali que são produzidos meus maus pensamentos e as piores intenções. 

Já tentei mudar o local pra melhorar a qualidade da imaginação, mas fui vencido pelos fornecedores de matéria prima, eles acham que está dando certo e é o mercado que determina o nível da fabricação.

Do lado esquerdo da linha de montagem fica instalada minha consciência. Por razões estratégicas a consciência é o setor que conta com maior número de operários ativos, todos especializados em limpeza, lavagem e enxugamento. 

Por ser o setor com maior nível de poluição, a consciência exige turnos contínuos e trabalho sem interrupção. Não por acaso essa equipe é a melhor remunerada e se reveza para tentar mantê-la limpa e impecável, missão quase impossível. Afinal, a sacanagem é um produto que se renova com velocidade difícil de ser controlada.

Meu setor de agendamento mental perdeu totalmente seus objetivos iniciais, jamais lembrou ou me alertou sobre porra nenhuma, passando a produzir somente dores na cabeça. Meus clientes consumidores de dores de cabeça se rebelaram. 

Por outro lado, o terminal de memória, depois de um certo tempo, deixou de registrar eventos mínimos e isso acabou afetando minhas atitudes externas. Numa guerra, se você perde contato com o quartel general, você perde a guerra. Isso acabou acontecendo.

A sala da Diretoria não tem sofisticações, é simples e conta com uma eclética cadeira executiva onde eu nunca sento. Prefiro o sofá velho, ao lado, onde me deito o tempo todo. Meu eu gestor, manda, dali, missões fluídicas a todas as partes do meu corpo. 

O problema é que não leio os relatórios desses comandos, e fico sem retorno dos resultados, Mesmo assim permaneço lá recebendo e fingindo que leio os textos que chegam, consciente que não conheço nada sobre mim.

Minha cabeça é inexplicável. E descobri que alguns setores atuam independentes. Um deles emite ordens que não passam por mim. É uma saleta onde ninguém me deixa entrar e parece ser uma área confidencial. Numa plaqueta, do lado de fora, se lê: Libido Gerencial. Já tentei saber do que se trata, sem sucesso. Parece controlar setores específicos em mim ao qual não tenho acesso ou qualquer controle.

Se você me pegar de bom humor, dia desses levo você pra conhecer minha cabeça por dentro. Depois você me explica melhor o que se passa por lá.

*Escritor, publicitário e jornalista.

Vou publicar aqui a listagem das notas frias dadas ao grupo JBS conforme a delação premiada feita por Weslei Batista. O documento é públi...


Vou publicar aqui a listagem das notas frias dadas ao grupo JBS conforme a delação premiada feita por Weslei Batista. O documento é público. O blog tem compromisso com a informação. Por enquanto, o processo está em trâmite. 

Vejam aqui parte das relações das notas emitidas para disfarçar a propína.

Não é hora de julgar ninguém. Lógico que os fatos gritam em nossa cara. Quem conhece os bastidores da política sul-mato-grossense sabe quem é quem nesse processo. Não há santos. 

O grau elevado do escândalo fica por conta do cinismo do discurso de alguns. Quem sempre pregou ética e moralidade deve, no mínimo, se constranger e submergir em silêncio para alguns dias de iluminada reflexão. 

Lamento pela sociedade ter que ouvir discurso de quinta num momento como esse. Ninguém merece isso.  

Num País institucionalmente normal, com longeva tradição democrática, livre do vício do patrimonialismo, Temer estaria fora da presidên...


Num País institucionalmente normal, com longeva tradição democrática, livre do vício do patrimonialismo, Temer estaria fora da presidência da República nesta sexta-feira. 

Só seria possível manter-se no cargo se ele, no momento em que Joesley se insinuasse como fez em vários momentos, mostrando sua verdadeira natureza corrupta, interrompesse a conversa alegando que a mesma era inapropriada e o conduzisse de imediato para depor às autoridades competentes. 

Um presidente da República, verdadeiramente instituído, jamais poderia permitir-se ao desfrute de uma conversa como essa: repleta de insinuações lascivas, revelando a compra de juízes e de informantes dentro de uma força-tarefa da Polícia Federal, indicando compra de silencio e relações impróprias com personagens como Eduardo Cunha. 

No limite pela preservação da instituição da presidência, Temer poderia ali mesmo dar-lhe ordem de prisão. 

Mas o que se viu foi o presidente prevaricar, conciliar, aceitar a “normalidade” daquilo que, como disse uma vez Lula, “todo mundo faz”. 

Realisticamente, isso verdade. Mas isso não significa que as coisas possam mudar.

By Edmilson Pontes*: “D uas notícias me assombraram na semana passada.  Ambas combinadas, justapostas e cruzadas, me levaram ao mai...


By Edmilson Pontes*:

“Duas notícias me assombraram na semana passada. Ambas combinadas, justapostas e cruzadas, me levaram ao mais importante furo jornalístico do ano. Sigam-me.

A primeira notícia me fez voltar furiosamente ao jornalismo. Eu vivia escondido em meu suntuoso apartamento quando fiquei sabendo que o blog que ora me sustenta pagando-me milhares de dólares do caixa 2 da Odebrechet e da JBS havia sido proibido, a mando da nossa Divina Justiça, de citar de forma ‘pejorativa’ o nome do presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul. 

Esse fato macabro, horripilante e fantasmagórico de nossa melhor e mais evoluída democracia me despertou do sono letárgico em que eu vivia há quase 40 anos. Não havia outro caminho: sair da tumba e voltar para a ribalta.Voltei!

A segunda notícia foi ainda mais intrigante: o papa Francisco canonizou, no último sábado, no santuário de Fátima, em Portugal, os dois irmãos pastores Jacinta e Francisco, que, ao lado de sua prima Lúcia, presenciaram a aparição da Virgem Maria, no dia 13 de maio de 1917.

De imediato, percebi, como nenhum outro repórter na face da terra, que ambos os acontecimentos se conectavam numa esfera cósmica transcendental. 

Senti os eflúvios nos meus circuitos neurais.

Não tive dúvidas: peguei meu jatinho e parti alucinado para a terra de Cabral (não o santo homem que querem crucificar no Rio de Janeiro, mas aquele outro, que começou a nossa bagunça Pátria) com a determinação de descobrir qual era a ligação entre a motivação proibitiva de Waldir Neves e a decisão do Papa Francisco. 

Tinha umbu nessa cumbuca. 

Lá chegando, precisei subornar dois membros da Cúria para saber o que, afinal, estava acontecendo, quando, de repente, me veio a revelação surpreendente: Francisco Bergoglio, secretamente, havia tomado a decisão de realizar sua próxima canonização no Brasil, mais exatamente em Mato Grosso do Sul. 

O pontífice declarou:" vou santificá-lo pelos seus devaneios líricos e pela sabedoria de quem aprendeu com a vida que quem ajoelha tem que rezar".

O agraciado, nosso ínclito e benevolente Waldizinho Barbosa, foi finalmente escolhido por ser um homem santo, generoso, amante dos pobres e das criancinhas, pessoa da mais nobre estirpe, irretocável em todos os sentidos, ilibado em todos os aspectos terrenos e espirituais, bondoso, probo, piedoso, enfim, exemplo irretocável de ser humano beatificado com as mãos de Deus. 

Que todos os sul-mato-grossenses rejubilem-se com essa maravilhosa notícia! Viva o nosso novo Santo!" 


*Edmilson Pontes (idade indefinida, passado misterioso e endereço incerto e não sabido) é o único correspondente do blog autorizado escrever reportagens exclusivas no Jornal A Verdade Imaginária, mostrando ao público leitor como o nosso jornalismo é um farol a iluminar as mentiras mais delirantes, elaboradas pelas mentes mais idiotas de todos os tempos.

comentários para : edmilsonpontes02@gmail.com

O vazamento da delação dos donos do JBS, guarnecida com robusto conjunto probatório, envolvendo Michel Temer, Aécio Neves, Guido Mantega ...

O vazamento da delação dos donos do JBS, guarnecida com robusto conjunto probatório, envolvendo Michel Temer, Aécio Neves, Guido Mantega e sabe-se lá quem mais, além de abalar severamente a República, tornando insustentável a permanência do presidente, põe a nu o quão entranhada está a corrupção no aparelho de Estado brasileiro e na prática política dos detentores do poder. 

Os tentáculos da Lava-Jato, que examina só um pedacinho dela, relativo à Petrobrás, parece não intimidá-los; os mal feitos foram flagrados no último mês de abril, quando a Operação, em seus três anos de existência, encontra-se em sua quadragésima fase, e eles nem aí.

A corrupção é supra-partidária, transita por todos os espectros religiosos e ideológicos, é comum aos dois gêneros,  espraia-se pelos três poderes, atinge municípios, estados, união, bem como empresas. 

Por mais que se tente eliminá-la, resiste e permanece espalhando o mal. A convicção da impunidade é renitente e os corruptos (ativos e passivos) zombam dos cidadãos.

O texto do presidente do PSDB, na gravação revelada, conforme pontuou o insuspeito Merval Pereira, comentarista chapa branca da Globo News, é próprio de mafiosos. 

Eduardo Cunha, apesar de preso, prossegue atuando, em seu melhor estilo; chantagem é com ele mesmo.  A Chicago dos anos 20, quando Al Capone, o mais popular gangster americano, reinava absoluto, é nada diante do que se vive hoje. Aliás, a técnica da “operação controlada”, utilizada para chegar aos “tubarões”, foi desenvolvida pela Polícia Federal com o objetivo de combater o tráfico de drogas. Traficantes e políticos no mesmo balaio.A que ponto se chegou!

A gravidade da conjuntura política nacional é indiscutível. Nas bolsas de Nova York e Tóquio os papéis brasileiros despencaram em média 10%, na noite do anúncio, revelando o impacto da bomba política sobre o “deus mercado” e, provavelmente, o quadro deva piorar. Muitos dos “ratos” que até aqui se locupletavam do poder, já anunciam ou se movimentam para deixar o barco, afinal, conduta muito coerente nesse pântano de fisiologismo.

Como será o “afterday” ninguém arrisca especular. O Planalto blefa, tentando aparentar normalidade. Dá uma de Maria Antonieta que, às vésperas da Tomada da Bastilha, com o povo faminto a protestar nas ruas de Paris, teria dito “se não há pão, comam brioches”.

Independentemente das manobras que estejam sendo urdidas para se salvar os dedos, o futuro imediato é preocupante, pois, a luz no fim do túnel parece distante. O mais dramático é a profunda crise de liderança em que nos encontramos, e não venham dizer que João Dória reúne condições. Ele, como no passado Collor, é fruto de marketing político.

Nesse vácuo, florescem viçosos os discursos salvacionistas. A direita mais radicalconta com Bolsonaro 18. Menos espalhafatoso, mas tão direita quanto, Ronaldo Caiado ensaia aparições. Lula, a depender do desfecho judicial, estará no páreo, já que conserva razoável densidade eleitoral; Alckmin, da mesma forma, apesar da criatura por ele criada pretender voo próprio. Ciro Gomes e Marina Silva apenas coadjuvantes. Com isso, os militares são lembrados como a grande possibilidade para salvar a pátria (livre ou não).

Há de se lembrar, porém, que José Sarney, o imperador do Maranhão e Paulo Maluf, na mira da Interpol, foram líderes sustentados pela ditadura militar; que o rombo da previdência, tão decantado, tem sua origem quando Jarbas Passarinho, Ministro da Previdência, em 1967, unificou os Institutos de Aposentadoria e Pensão – IAPs, criando o INPS, (ele também foi padrinho político de Eurides Brito, aquela deputada distrital filmada colocando a propina na bolsa). 

E Mário Andreazza, Ministro dos Transportes que, ao deixar o governo, era dono de inúmeras jazidas no Amapá? E a primeira dama Yolanda Costa e Silva, que teria desviado dinheiro da Legião Brasileira de Assistência, obrigando o governo a afastá-la do comando e transformar o órgão em uma fundação? Quanto custaram a ponte Rio-Niterói e a Transamazônica, obras símbolo dos projetos faraônicos que permitiam a malversação dos dinheiros públicos, sem que se pudesse denunciar, porque a censura à imprensa impedia?

Acreditar que os militares sejam a salvação é, no mínimo, ingênuo ou equivocado. Papai-noel não existe! Não há soluções mágicas; é preciso lucidez e coragem para enfrentar esse mar de lama e defender a Democracia!

*Professor, Sociólogo, Presidente Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul 

Ontem o Brasil parou : a incrível notícia de que o presidente da holding JBS, Joesley Batista, havia entregue ao Ministro do Supremo Trib...


Ontem o Brasil parou: a incrível notícia de que o presidente da holding JBS, Joesley Batista, havia entregue ao Ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, denuncia de delação premiada, de livre e espontânea vontade, apresentando gravações comprometedoras envolvendo o presidente da República, Michel Temer, dissolveu o último fio de esperança que a Nação vinha depositando na transição política ora em curso, após o trauma do impeachment.

É inacreditável que estejamos presenciando o fechamento de um ciclo histórico da maneira mais lamentável que um dia pudéssemos imaginar. É com tristeza e indignação que assistimos a esses episódios de amoralidade explícita, nos envergonhando perante o mundo. 

Nossa única e verdadeira satisfação é de que esses fatos lamentáveis estejam ocorrendo sob a égide do fortalecimento de nossa democracia e da normalidade de funcionamento dos Poderes Republicanos.

Infelizmente, chegamos ao ápice da pior crise institucional brasileira, sem saber claramente o que acontecerá nas próximas 48 horas. Mesmo assim, acreditamos que a única saída é aquela oferecida pela Carta Constitucional, lastreada no Estado Democrático de Direito. 

Qualquer proposta fora dos ditames constitucionais poderá representar um flerte perigoso com medidas de exceção, abrindo-nos ao risco de um mergulho na direção de aventuras perigosas demais para serem concebidas e imaginadas. 

Não podemos nos esquecer que a experiência nacional, diante de quadros como esse, exacerba radicalismos, fomenta desequilíbrios e estimula flertes indeléveis com o autoritarismo. 

Não há como negar que o atual Governo esteja contaminado pelo descrédito, pelo opróbrio e pela ausência absoluta de manejo da governabilidade. Caberá à sociedade civil e às suas instituições representativas apontarem caminhos pautados pelo bom senso,  pela serenidade pelo consenso, sempre preservando o direito e as regras supremas da legislação. 

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Mato Grosso do Sul, por meio de sua atual diretoria, comunica que a partir de agora manterá extrema vigilância para dar apoio às verdadeiras aspirações nacionais, jamais descurando de seu papel primordial na defesa intransigente da legalidade e dos verdadeiros interesses nacionais.

Presidente da OAB/MS

A Juíza Monique Marchioli Leite, da 3ª Vara Federal de Campo Grande, que condenou recentemente o ex-governador André Puccinelli ao uso de...


A Juíza Monique Marchioli Leite, da 3ª Vara Federal de Campo Grande, que condenou recentemente o ex-governador André Puccinelli ao uso de tornozeleira e fiança de R$ 1 milhão é personagem discretíssima do judiciário local. 

Cuiabana, 42 anos, solteira, ela ingressou na magistratura em junho de 2011, e atualmente é vice-presidente da Associação dos Juízes Federais de Mato Grosso do Sul (AJUFEMS), biênio 2017-2019.

Marchiori faz parte da nova geração de juízes concursados que não foram contaminados pelos vícios políticos da chamada “velha magistratura”, adotando o garantismo como forma de julgar processos. 

Quem conhece de perto a Juíza afirma que é “uma mulher destemida e linha dura”. 

Pelo visto, Puccinelli vai sofrer em suas mãos. 

Me desculpem os leitores, mas vem textão por aí. Não tem jeito. O caso requer uma dose explicativa além da normal. Em primeiro lugar, di...


Me desculpem os leitores, mas vem textão por aí. Não tem jeito. O caso requer uma dose explicativa além da normal. Em primeiro lugar, digo que política é escolha e comparação. Não se trata de decidir entre postulantes do poder com aspectos racionais. 

O eleitor compara e decide com base no critério do “mal menor”. Ele (o eleitor) coloca Puccinelli ao lado de seus supostos adversários e faz sua escolha. Ama ou odeia.  Nessa hora, pode até sonhar com um candidato puro e santo, mas se tal figura não está na linha do horizonte tapa-se o nariz e vota-se pragmaticamente. 

Se tal realidade for colocada desde já na perspectiva de 2018, Puccinelli não pode ser considerado a priori carta fora do baralho.

Por essa razão – nem toda ela, claro – é que faz com que Lula ocupe o primeiro lugar nas pesquisas nacionais e Puccinelli, nas locais.

Quando o ex-governador recebeu na semana passada o mimo da PF no tornozelo, o primeiro a sair em sua defesa foi seu adversário histórico: Zeca do PT. Mesmo falando algo inapropriado – comparando o caso de Lula com o do ex-governador – suas palavras soaram como heresia, mas simbolicamente foram significativas.

Reconheço que o caso de Lula é diferente do de Puccinelli nos detalhes. Existe, por exemplo, a figura da delação premiada assombrando o petista, o que não existe, ainda, no processo contra o ex-governador. 

Mas Zeca mostrou-se mais digno do que muita gente que, durante 16 anos, nutriu-se de cargos e prestígio políticos no entorno de Puccinelli. 

Falou o que pensa e não moitou. Ponto para ele. 

Olhando a paisagem política de Mato Grosso do Sul, a partir do momento em que o ex-governador entrou na mira da PF e da juíza substituta Monique Marchioli Leite, da 3ª Vara Federal, a pauta folclorizou-se demais para o meu gosto: a imprensa vem dando maior destaque às prisões, ao pagamento de fiança, do que, por exemplo, ao conteúdo jurídico do processo que ora transcorre de maneira praticamente obscura. 

(Sinto falta, por exemplo, de mais informações sobre o perfil da Dra. Monique, de suas motivações e de casos julgados no seu histórico, mas a mídia local não fala sobre o assunto).

Tudo isso é normal nesse mundo de celebridades localizadas. Mas chega uma hora que se torna cansativo ficar brincando de esconde-esconde, paga-não-paga, vai-preso-não-vai. 

Mesmo assim, o dano à imagem de Puccinelli já foi creditado à sua conta. A pecha de ladrão e corrupto está colada indelevelmente ao personagem político. Se o caso vai encerrar sua carreira política isso, certamente, é outro departamento. 

Nesse aspecto, o comentário recente do prefeito Marquinhos Trad é correto: escândalos desse tipo parecem que não derrubam lideranças como Lula e Puccinelli. 

Por mais que eu deteste a forma como o ex-presidente petista atue no campo político – populismo rastaqüera, desprezo pela inteligência alheia, perfil autoritário etc – não posso negar o direito de seus admiradores de defendê-lo, desculpá-lo e até enaltecê-lo. 

Do ponto de vista comportamental, o PT, nesse caso, atua para fomentar a dúvida da inocência de seu líder porque está num mato sem cachorro: o partido não tem outro nome para se apresentar na disputa do ano que vem. 

Nesse sentido, guardada as diferenças, o mesmo ocorre com o PMDB de Puccinelli, tirando a questão de que aqui a militância de seu partido está ajoelhada, tremendo de medo da República de Maracaju, com a exceção do deputado Carlos Marun, que segue sua linha de destemor costumeiro. 

Conheço André Puccinelli desde 1982. Não sou ingênuo a ponto de inocentá-lo das mazelas políticas em que se meteu. Mas reconheço que o poder não o deslumbrou - e nem à sua família - a ponto dele ostentar a riqueza que dizem que possui. 

Fico pensando com meus botões que raios de personalidade é essa que, mesmo sendo-lhe atribuído milhões, leva o sujeito a aceitar viver num apartamento modesto, usando um carro particular modestíssimo, roupas de segunda linha, sapatos de quinta, quando poderia, nesta altura do campeonato, viver numa mansão paradisíaca, ter carrões importados, jatinho particular para viagens ao exterior, hospedando no melhor do melhor do mundo inteiro?

A questão não é trivial. Os principais assessores e colaboradores de Puccinelli – a exemplo de Edson Giroto, João Amorin, Osmar Gerônimo etc, - foram seduzidos pelo hedonismo consumista, esbaldando-se com os sinais exteriores de riqueza, numa demonstração de ganância desmedida. Por que o ex-governador não seguiu esse caminho?.

Muitos outros – que hoje retornam à base original do grupo político que nasceu no velho MDB na década de 80 – mantém-se discretos, vivendo espartanamente, dentro de padrões confortáveis da classe média, sem, contudo, exibir riqueza nem poder. 

Mesmo considerando o perfil de Puccinelli como um burguês liberal, seria de se imaginar – caso sua riqueza fosse conspícua – que seus filhos caíssem no deslumbramento novo-rico, visto que foram formados numa cultura em que o importante não é apenas ter riqueza nem poder, e sim mostrar-se, exibir-se, pavonear-se, esfregando na cara da massa idiota o que é ser esperto nesse Brasil patrimonialista e corrupto. 

O caso do ex-senador Delcídio é emblemático nesse sentido. O caso dos filhos de Lula também. Os de Sérgio Cabral idem. João Santana e Mônica Moura, Renato Duque nem é preciso comentar...E assim vai...Todos mergulharam na farra do boi misturando dinheiro, doleiros e chicletes.

Quem conhece de perto os filhos de Puccinelli sabe o modo de vida de cada um: trabalham em suas respectivas profissões, são contidos e discretos, não frequentam festas, não habitam colunas sociais, tudo muito irritantemente classe média.

Isso não significa, no entanto, que Puccinelli não tenha feito o jogo do pragmatismo político das últimas décadas, a qual ninguém – ninguém mesmo ! – poderá afirmar que conseguiu ter sucesso eleitoral sem meter a mão em propina, caixa 2, misturando recursos públicos e privados de maneira cínica e despudorada. 

A diferença entre Puccinelli e outros (a maioria) é que com ele é possível manter uma conversa republicana, esclarecida e elaborada em torno de projetos de poder e de desenvolvimento econômico do Estado. No limite, trata-se de um déspota esclarecido. 

De minha parte prefiro ele com três tornozeleiras a outros (não citarei nomes, mas todos sabem de quem estou falando) sem tornozeleira nenhuma. 

Uma questão de escolha e comparação.


Artigo publicado originalmente no Campograndenews: Roger Stone é o cérebro por trás da verborreia de Donald Trump. Ele milita no jogo ...


Artigo publicado originalmente no Campograndenews:

Roger Stone é o cérebro por trás da verborreia de Donald Trump. Ele milita no jogo sujo, e vitorioso, da política desde muito jovem. Cumpriu papéis fundamentais nas eleições de Nixon e de Reagan. 

Nos Estados Unidos não existe o conceito de marqueteiro, esse mesmo papel é denominado de agente provocador ou consultor. Foi Stone quem lançou a candidatura de Trump a presidente, ele percebeu a importância de um magnata com grande facilidade de comunicação. Stone entende que existe poucas diferenças entre o papel de um ator e o de um político. Basta ser um bom ator para galgar o sucesso eleitoral.

Pensando assim, Stone abandonou ainda muito jovem as pretensões de trabalhar em Hollywood, foi para Washington, onde se tornaria milionário pela prática de lobby. 

Essa é outra diferença dos Estados Unidos para o Brasil, a atividade de lobistas é legalizada na terra do Tio Sam. Ao longo da vida, Roger Stone envolveu em escândalos, um deles iria expulsá-lo de Washington. Nos EUA, não existem escândalos por caso de desvio de dinheiro, fingem que não percebem sua existência. 

Escândalos importantes nos EUA são os de caráter sexual. E Stone entrou de cabeça em um deles. Foi denunciado de frequentar casas de swing com sua esposa e saiu corrido do centro do poder. Além das batalhas e escândalos, Stone é um mito, endeusado pelos políticos norte-americanos e escreveu uma série de livros sobre a arte de fazer política. Criou uma série de regras demoníacas e pragmáticas, próprias de quem deseja vencer, custe o que custar:

1. É melhor ser infame do que nunca ser famoso.
2. Política não é moleza. Perdedores não legislam.
3. A única coisa pior que estar errado é ser chato.
4. Quando atacado: nunca, nunca, nunca admita a verdade.
5. Pense grande, seja grande.
6. O sistema político é uma latrina, esteja dentro, mas pareça estar fora do sistema.
7. A mídia é duas coisas: maligna ou preguiçosa. Ou ambas as coisas.
8. O ódio motiva mais que o amor.
9. O passado pode ferrar teu prólogo.
10. Candidato deve ter imponência, coragem e audácia.
11. Política deve ser agressiva e implacável. A política deve desmoralizar o oponente.
12. Tudo que está sendo feito em política já foi feito. Coloque apenas nova roupagem.

Em polvorosa, a semana cerra seu ciclo, vários foram os assuntos, reforma da previdência e trabalhista ocuparam seus lugares no cenário d...


Em polvorosa, a semana cerra seu ciclo, vários foram os assuntos, reforma da previdência e trabalhista ocuparam seus lugares no cenário deste amplo teatro, mas sem dúvidas, o facho de luz da república voltara-se para Curitiba. O tema é de todos e por todos conhecido.
A tão comentada oitiva rendeu, rende e rendará muitos comentários, sobretudo no campo jurídico. 

Contudo, daquela extensa “conversa”, se pudesse extrair uma única pergunta, aquela que lhe tenhasobressaltado aos olhos, qual seria? Diria sem dúvidas “O senhor ... entende que com esses fatos, ... o senhor entende que não tem nenhuma responsabilidade? - http://jornalggn.com.br/noticia/doutor-moro-o-senhor-se-sente-responsavel-por-destruir-empregos-perguntou-lula.

Calha ainda uma última recopilação: “entende que não tem nenhuma responsabilidade?”
A pretexto da construção textual que se propõe, não se ocupará aqui discutir os meandros e fatos que envolvem o caso em seu aspecto jurídico.

O vértice é outro. A pergunta retine de maneira entranhável, muito embora ali o sujeito seja determinado, ela traz consigo carga aparente de “sujeito indeterminado”.
Vamos adaptá-la, VOCÊ ENTENDE QUE NÃO TEM NENHUMA RESPONSABILIDADE?

O comportamento humano, amiúde, nos dá forte impressão de que o contexto social nos é imposto, inopinadamente, uma espécie de infortúnio.

Não está de todo errado, quem assim pensa. Esses, geralmente, não ajudam a escrever o contexto social do qual participam. Preferem responsabilizar o mundo.

A crítica construtiva é saudável, é democrática, a hipocrisia não.



Advogado e secretário adjunto da controladoria geral de Campo Grande

A partir de hoje ingressa no quadro de colaboradores do Blog o repórter Edmilson Pontes. Profissional experimentado, arguto analista polí...

A partir de hoje ingressa no quadro de colaboradores do Blog o repórter Edmilson Pontes. Profissional experimentado, arguto analista político, fuçador de pautas inescrutáveis, Pontes é o que se pode chamar de jornalista da velha cepa, capaz de furos de reportagens bombásticas, sem com isso perder o charme e a ternura. 

Há anos vivendo escondido em Campo Grande (MS), o famoso jornalista  decidiu sair da tumba para trazer à tona os GRANDES fatos, os quais ninguém até hoje ousou revelar. 

Diante da magnitude dessa aquisição, o conselho editorial do Blog decidiu conceder um espaço especial para que Edmilson mostre seu notável talento, sua capacidade de fazer jabás com incrível maestria técnica, sem com isso descurar daquilo que é o fundamental em nosso jornalismo: mentir com elegância, cara-de-pau e o mais absoluto cinismo. 

Poderosos, tremei! Edimilson Pontes está na área.


Jornalista (i) responsável: Edmilson Pontes (email: edmilsonpontes@gmail.com)

O Presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul, Waldir Neves, requereu à 3ª Vara Civil de Campo Grande pedido de decisão para q...


O Presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul, Waldir Neves, requereu à 3ª Vara Civil de Campo Grande pedido de decisão para que o jornalista Dante Filho “se abstenha de divulgar e/ou citar o nome do requerente em notícias pejorativas (...) seja de forma escrita ou falada, seja através de panfleto, jornais impresso ou virtuais, facebook ou outra rede social, Fanpage, informativo, vídeos, discursos ou qualquer outra veiculação do nome do requerente”.

Além disso, o presidente do TCE/MS solicitou que “se retire imediatamente notícias divulgadas” pelo Blog, sendo que, em caso de desobediência, todo o “site” seja retirado do ar. 

( O blog retirou a notícia nessa manhã por ordem judicial) 

Neves também reitera o pedido de indenização por danos morais de R$ 100 mil. 

A decisão da Juíza Vânia de Paula Arantes, em resposta, foi a de concessão de tutela de urgência para que seja retirada do ar “a notícia da p.19/21, no prazo de 48 horas, bem como se abstenha de divulgar e/ou citar o nome do requerente em notícias pejorativas, de forma escrita ou falada, em qualquer meio de comunicação, sob pena de imposição de multa diária por atraso ou adoção de qualquer outra medida de apoio necessário para o cumprimento efetivo da presente decisão”. 

A Juíza destacou no seu despacho que “é possível extrair elementos suficientes para evidenciar a probabilidade do direito alegado, onde se demonstra, em princípio, matéria veiculada no blog requerido que ultrapassam o mero direito de liberdade de expressão”. 

Noutro trecho da decisão, contudo, a magistrada reiterou não vislumbrar “motivos para determinar as notícias acostadas às páginas 22/24, pois em princípio, não constato abuso nestas a configurar excesso de linguagem jornalística, até mesmo porque incompletas e sem elementos suficientes a demonstrar a alegada perseguição com o fim de denegrir a imagem do requerente”. 

Nesse aspecto, a Juíza destaca que “o autor é pessoa pública, Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, devendo, por isso, suportar crítica ao seu trabalho”. 

O blog vai recorrer judicialmente da tutela de urgência.

A audiência de conciliação foi marcada para o dia 19 de junho, às 17 horas, momento em que o jornalista e o Presidente do TCE, juntamente com seus advogados, ficarão frente a frente.

O passado pertence aos fatos.  No dia 24 de maio do ano passado recebi inusitada intimação da Delegacia Especializada de Repressão a R...



O passado pertence aos fatos. 

No dia 24 de maio do ano passado recebi inusitada intimação da Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco e Resgate a Assaltos e Sequestros – GARRAS -, assinada pelo Delegado Fábio Peró Correa Paes, para prestar esclarecimentos, como testemunha, de investigação por conta de boletim de ocorrência aberto pelo presidente do Tribunal de Contas, Waldir Neves, e seu chefe de Gabinete, Nelson Luiz Brandão, acusando-me de ser responsável pela criação e viralização via WhatsZapp de uma postagem apócrifa intitulada “Operação Tucano do Pantanal”. 

Até hoje não me foi apresentado o resultado da investigação. Ela apenas causou-me constrangimento, denotando um verdadeiro assédio moral e intimidação política-policial, visto que o assunto foi amplamente divulgado pela imprensa, levantando suspeitas infundadas contra mim. Enfim, pergunto: o delegado Peró conseguiu chegar aos verdadeiros responsáveis pela viralização do post ? Há alguma conclusão das oitivas?  Há um relatório sobre o caso? Afinal, sou culpado ou inocente? Como faço para obter os laudos conclusivos? Preciso requerer judicialmente? Caso seja inocentado, caberá ação por danos morais? Contra quem? 

Respostas, por favor, respostas...

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