Artigo publicado originalmente na Folha de S. Paulo: Dizem que estamos na era da pós-verdade. Trump é um exemplo. O "brexit"...


Artigo publicado originalmente na Folha de S. Paulo:

Dizem que estamos na era da pós-verdade. Trump é um exemplo. O "brexit", outro. A extrema direita, outro. Enfim, só mente quem não faz parte do pacote ideológico dos bonzinhos.

Era da pós-verdade é a era em que sites e pessoas inventam mentiras contra candidatos, ideias ou pessoas famosas (ou não) para atingir uma meta específica, além, claro, de ganhar dinheiro com publicidade à base de cliques. Reputações podem ser destruídas por canalhas produtores de mentiras veiculadas nas mídias sociais.

Mas existe uma fundamentação filosófica para isso: o relativismo sofista e seus descendentes. Mesmo que nenhum filósofo relativista tenha proposto a mentira como conclusão da negação da verdade absoluta (o relativismo em si), qualquer pessoa normal (inclusive alunos quando estudam relativismo) toma a autorização para mentir como conclusão evidente da postura relativista. No mundo das redes sociais, o relativismo se transformou em matéria paga.

É tudo verdade: as plataformas de redes sociais acabaram por pulverizar algo que Platão sabia. No mundo retórico das opiniões, ninguém sabe onde a verdade está. Nas redes sociais, com sua economia dos cliques, ganha mais quem é mais acessado. A sustentabilidade econômica deita raízes nessa economia dos cliques.

Há um deficit de verdade na democracia contemporânea. A economia dos cliques é esse fato tornado mercado. Mas há outro fator, mais invisível para quem não é do ramo, e que figuras como Trump sacaram. Muitos dos que criticam a era da pós-verdade nas mídias ("fake news" ou "notícias falsas") têm uma agenda ideológica escondida, e essa agenda os desqualifica como críticos para grande parte da população que não frequentou as escolas da zona oeste de São Paulo ou cursos de ciências humanas de universidades de gente rica (mesmo que públicas). Você quer saber qual é essa agenda escondida?

A agenda escondida é a associação direta entre ser de esquerda e dizer a verdade. É a crença de que se você for verdadeiro concordará com a pauta do "New York Times" para o mundo. Ou com a do "Guardian". Ou do "Libération" (a imprensa brasileira é bem melhor nessa vocação descaradamente ideológica, pelo menos em política, em cultura peca com mais frequência).

Não tenho dúvida de que "haters" (odiadores) mintam. E de que muitos sejam mesmo idiotas de extrema direita. E de que Trump possa ser um sério problema para mundo. E de que Hilary era melhor, justamente porque é um nada que faria um governo pró-establishment.

Mas, o que precisa ser dito é que grande parte do "fake news" também é gerado pela moçada do bem. Quero ver o dia em que os bonzinhos vão confessar que xingam, mentem, fazem bullying virtual e destroem eventos com os quais discordam. A esquerda é tão canalha quanto a direita em matéria de era da pós-verdade.

Vejamos um exemplo. A maioria esmagadora da classe de produtores culturais partilha dessa agenda escondida. Critica tudo que não combine com um governo que estimule a cultura (leia-se "dê grana pra eles"). Consideram óbvio que se alguém dá grana para eles é porque esse alguém é legal e faz o bem.

Ainda teremos que voltar à vaidade como categoria de análise moral e política neste século se quisermos pensar a sério esse comportamento de artistas que se vendem como arautos da verdade moral e política. Pois bem. Esses artistas apoiam governos conhecidos pela incompetência econômica que destrói vidas (mas se estiverem financiando seus filmes, ok!), pela perseguição ideológica (dar exemplos disso até dá sono, não?). Artista sempre foi um bicho fácil de convencer.

Outro exemplo: acadêmicos e "especialistas na verdade", normalmente todos, votariam na Hilary, ou seja, são de esquerda. A esquerda se sente tão confortável tendo o monopólio dos mecanismos de produção de conhecimento e cultura (por culpa mesmo da direita liberal que é tosca) que assume sem vergonha o lugar de oráculo da verdade.

Para quem conhece um pouquinho desse caminho da roça, tudo isso parece ópera-bufa. Você escuta as risadas dos palhaços? 

* Filósofo, escritor e ensaísta.

O prefeito Marquinhos Trad concedeu com exclusividade entrevista ao blog para comentar sua visão sobre aplicativos de carona paga em Camp...


O prefeito Marquinhos Trad concedeu com exclusividade entrevista ao blog para comentar sua visão sobre aplicativos de carona paga em Campo Grande. Aqui vão as principais trechos do depoimento: 

UBER

"Em primeiro lugar quero esclarecer que não somos contra o uber ou qualquer aplicativo de transporte individual e coletivo na cidade. Mesmo porque ser contra o uber seria o mesmo que ser contra a lei da gravidade. Essa é uma realidade que se impõe em todos os lugares.Não podemos ser contra nada que o mundo moderno nos oferece". 

ATIVIDADE PRIVADA

"Nossa obrigação, como setor público, não é de intervenção em atividade da iniciativa privada e, sim, de regulação para atender a lei e a comunidade. As coisas funcionam assim  aqui na cidade, no estado, no país e em quase todo mundo.O prefeito é apenas árbitro entre taxistas e motoristas empresas de aplicativos de carona remunerada". 

LEGALIZAÇÃO

"Jamais a população será prejudicada com isso. ao contrário. Decidi publicar o decreto de legalização desses aplicativos para evitar aquilo que ocorreu em outras capitais, onde taxistas e motoristas de aplicativos confrontaram-se com violência."
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CRIAÇÃO DO DECRETO

"Decidi criar esse decreto também para criar interlocução com os representantes do setor. Até então não sabíamos a quem nos reportar. como nos disseram, os aplicativos estão nas nuvens. como todos sabem, com nuvem ninguém conversa."

REGULAMENTAÇÃO

"Toda a atividade econômica deve ser regulamentada para que gere benefícios e recursos para o conjunto da população. A legalização das atividades dos aplicativos é importante para dar segurança ao usuário. a quem ele recorrerá em caso de acidentes?. "

GRUPOS DE PRESSÃO

"Não editamos o decreto para beneficiar taxistas nem prejudicar a população. Nós jamais faremos o jogo de cartéis ou monopólios. Temos responsabilidade com a coletividade não com grupos de pressão."

AUDIÊNCIA PÚBLICA

"Decidimos ampliar o debate sobre esse tema, visando dar segurança aos trabalhadores do setor  e à população. não vamos acabar com o uber nem com qualquer outro aplicativo."
Vamos realizar audiência publica para ouvir os setores da sociedade tendo por escopo o decreto editado na última sexta-feira."

MOBILIDADE URBANA

"Queremos afirmar que desejamos discutir com a sociedade o transporte público urbano de maneira ampla, profunda e adequada, sem ultrapassar os marcos legais nem os limites éticos exigidos pela nova cidadania que está se formando. Nosso compromisso é com o crescimento da cidade, sem que isso signifique onerar a população". 





O assunto Uber ganhou grande repercussão nesse carnaval em Campo Grande. Na última sexta-feira, o prefeito Marquinhos Trad publicou decr...


O assunto Uber ganhou grande repercussão nesse carnaval em Campo Grande. Na última sexta-feira, o prefeito Marquinhos Trad publicou decreto regulamentando o uso dessa modalidade de transporte na cidade. Como em todos os lugares do mundo em que isso foi feito, a grita está sendo geral. Bom para o debate público e para esclarecer as coisas. 

Há poucos números amparando essa quase histeria nas redes sociais. 

Aqueles que nunca andaram de taxi nem de Uber estão agora achando chic defender o aplicativo que gerencia um negócio de U$ 70 bilhões em todo o planeta. 

Ontem o Uber ganhou as páginas policiais da imprensa internacional. A Waymo, unidade de carros autônomos da holding do Google, acusou o Uber de usar propriedade intelectual roubada por um dos antigos líderes de projeto do Google, em um processo aberto na Justiça federal dos Estados Unidos.

O mundo corporativo tem dessas coisas...também

Por trás de toda essa discussão debate-se o problema da mobilidade urbana. 

Na década de 90,  Campo Grande transportava anualmente 90 milhões de usuários. Em 2012 houve um redução de 28%, ou seja 70 milhões. Atualmente, esse número caiu ainda mais. 

Estima-se que diariamente 200 mil usuários (50 mil pessoas) utilizem ônibus para se locomover numa cidade com mais de 800 mil habitantes. 

Em função da política de crédito fácil dos anos pré-crise muitos adquiriram veículos próprios e motos para se locomover. 

Há muita gente optando inclusive por bicicletas, seguindo a moda da sustentabilidade.

Uma quantidade imensa de pessoas passaram a utilizar de outros meios para andar pela cidade. Isso é fato.

Nesse plano, não se sabe quantas pessoas, numericamente falando, utilizam táxis e Uber para se deslocar no espaço urbano. 

Digamos que esse número não ultrapasse 5% da população? Ou 10%? Ou menos? Quem informa?

É importante saber esses dados. Somente assim é que se poderá avaliar o contexto de imensa grita que está se fazendo por causa do Uber. 

Pergunto: qual a capacidade estratégica de uso das redes sociais de um aplicativo como o Uber quando se trata de ganhar mercado? Não é fácil criar uma onda de fumaça transformando um tema de relativa importância numa coisa grandiosa? 

Onde falta informação detalhada perdemos capacidade de avaliar a real dimensão das coisas, tudo vira emoção, ou seja, a pós-verdade. 



Os Estados Unidos, lar do Uber, são o país em que mais lugares criaram mecanismos legais para o Uber atuar: 70.  Alguns municípios cria...


Os Estados Unidos, lar do Uber, são o país em que mais lugares criaram mecanismos legais para o Uber atuar: 70. 

Alguns municípios criaram leis para enquadrar o Uber mas pertencem a estados que elaboraram legislações próprios. 

É o caso de Little Rock, no Arkansas,  Chicago (Illinois) e Chattanooga (Tennessee). Ao todo, são 27 estados e 44 cidades.

Filipinas

As Filipinas foram o único país em que o Uber foi completamente liberado, o que ocorreu em 2015. Lá, os motoristas são obrigados a dar informações sobre tarifas e recibos eletrônicos antes de iniciar as viagens, além de ter de aceitar pagamentos em dinheiro.
Índia

Na Ásia, a Índia é o outro país da região em que já há leis favoráveis ao serviço de transporte alternativo. Após enfrentar críticas logo na estreia, quando uma mulher foi estuprada por um motorista com outros crimes no histórico, o Uber passou a ser regulamentado em três estados e em uma cidade.

Lituânia e Austrália

A primeira, e até agora a única cidade europeia a criar uma legislação pró-Uber, é Vilnius, capital da Lituânia. Na Oceania, a capital australiana foi a primeira a enquadrar a empresa.




Com informações do G1

Um dos mais graves problemas de Campo Grande é falta de medicamentos – até os mais básicos – nas unidades de saúde. A questão vem sendo c...


Um dos mais graves problemas de Campo Grande é falta de medicamentos – até os mais básicos – nas unidades de saúde. A questão vem sendo considerada por muitos médicos e enfermeiros como um caso de “calamidade pública”. 

Ontem o prefeito Marquinhos Trad bateu o martelo: quer ver o problema solucionado nesse primeiro semestre. A equipe da Saúde fez as contas e diz que com injeção de recursos e criatividade isso será possível.

Qual a origem desse drama que vem atingindo de maneira danosa grande parte da população?
Simples: no ano passado a prefeitura, vivendo uma crise de proporções manicomiais, transformou a gestão pública numa sucursal de hospício. 

Esmigalharam a lógica e distorceram as prioridades. 

Nessa festa, a saúde mergulhou no abismo. 

Primeira medida maluca: não pagou as empresas fornecedoras de medicamentos. No auge da crise, elas cortaram a entrega. O quadro permanece até hoje.

A dívida está estimada em R$ 20 milhões, sendo ainda necessário R$ 3 milhões mensais para equilibrar as contas. 

Mais grave: os fornecedores estão desconfiados e não querem negociar com a prefeitura a regularização da entrega. A prefeitura precisa restabelecer a confiança e acenar com medidas concretas. 

Mas a coisa é uma emaranhado de problemas,muitos dos quais está sob investigação no Ministério Público Estadual. 

Outra maluquice: por obra e graça do ex-secretário Ivandro Fonseca (gestão Bernal) gastou-se  dinheiro público de maneira errada e temerosa. 

Só em ataduras foi uma fortuna. 

Parece brincadeira, mas a cidade inteira pode ficar tranqüila com acidentes,quebras de ossos e luxações  porque tem material de sobra para os próximos 15 anos. 

Seria ótimo não fosse o problema de que material é perecível e, se não utilizado de alguma maneira, irá para o lixo.

Vejam o quadro: 

Atadura 08 cm

Estoque 11.582 caixas
Consumo médio 90 caixas por  mês
Previsão de consumo: 128  meses, ou seja, quase 11 anos

Atadura 12 cm

Estoque 6.170 caixas
Consumo médio 67 caixas por mês mês
Previsão de consumo 92 meses, quase 8 anos

Atadura 06 cm 

Estoque 2.970 caixas
Consumo médio 35 caixas por mês
Previsão de consumo 84 meses, quase 07 anos

Intracat cateter 

249 unidades
Consumo médio 05 por mês
Previsão de consumo 49 meses

Diante desse descalabro, o Superintendente de Compras da Secretaria da Saúde, Victor Eugênio Filho, e o atual secretário Marcelo Vilela, pediram de imediato uma força de tarefa para identificar outras barbaridades. 

É aquela história: puxa uma pena vem uma galinha. 

De acordo com Victor Eugênio ele proporá ao secretário a realização de permutas com  outros hospitais  de municípios vizinhos, tentando fazer a troca daquilo que Campo Grande tem excesso com medicamentos de primeira necessidade que, eventualmente, estejam sobrando em outros lugares. 

Enfim,  até colocar a casa em ordem a cidade padecerá por conta de um passado que parece insistir se manter presente. 

O Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico (Codecon) realizou reunião para analisar 17 (dezessete) cartas consultas de empresas que...

O Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico (Codecon) realizou reunião para analisar 17 (dezessete) cartas consultas de empresas que somam investimentos de R$ 76 milhões na cidade. 

Essa foi a primeira reunião do Conselho após quase um ano parado. A reunião contou com os representantes de 13 entidades que compõem o Codecon.

Os estímulos oferecidos pelo município por meio do Programa de Incentivos para o Desenvolvimento Econômico e Social de Campo Grande (Prodes) somam a geração de 452 novos postos de trabalho na Capital.

O prefeito Marquinhos Trad destacou a importante missão desse grupo de pessoas, cuja decisão permite o desenvolvimento econômico e social da Capital.

“A decisão de cada um de vocês influencia um milhão de pessoas. São vocês quem avaliam a viabilidade das concessões de benefícios para a instalação dessas empresas e, com isso, estão permitindo que novas famílias tenham emprego e renda, além de fomentar a economia local, já que a cidade recebe investimento. Desejo muito sucesso para este conselho, e que Deus possa orientá-los para dar as respostas que a sociedade espera”, disse Marquinhos aos conselheiros.

O presidente do Codecon, secretário Luiz Fernando Buainain, informou que ao assumir a Sedesc encontrou 36 projetos dos anos de 2015 e 2016 já aprovados, mas que estavam parados. 

“Isso significa 3.409 novos empregos que deixaram de existir, sem falar no valor estimado de R$ 227 milhões em investimentos que viriam para Campo Grande. Não podemos deixar tudo isso represado”, afirmou o titular da pasta.

Artigo publicado originalmente na edição de hoje da Folha de S.Paulo: Prezados taxistas, Apoiem o Uber, vocês se darão bem. Antes de m...

Artigo publicado originalmente na edição de hoje da Folha de S.Paulo:

Prezados taxistas,

Apoiem o Uber, vocês se darão bem. Antes de mais nada, gostaria de dizer que uso táxi há muito tempo. Em várias horas do dia, ou do destino, ele sempre foi para mim a melhor forma de transporte.

Recentemente tivemos a febre do Uber, e até eu tive de aderir. As comodidades são muitas -você visualiza onde o carro está, quem irá te levar, consegue monitorar o veículo que transporta sua família.

Por outro lado, vocês, taxistas, conhecem a cidade como ninguém. Posso assegurar que muitas pessoas já se deram conta disso -hoje preferem voltar ao tradicional táxi. Além do mais, vocês contam com outra vantagem -têm direito a usar faixas e corredores de ônibus, o que não é pouco.

De fato, a concorrência melhora o serviço. Hoje, quando pego um táxi normal em São Paulo, pergunto: "O senhor possui ar-condicionado?". E em 100% das vezes escuto: "Já está ligado". Isso não ocorria há três anos.

O Uber trouxe rapidamente outro padrão, e essa briga fez com que vocês melhorassem muito em tão pouco tempo. Além disso, vocês nos trazem uma confiança ímpar por conhecerem realmente a cidade.

Recentemente, em Londres, chamei um Uber - eu não, meu filho, que tem apenas 10 anos e sabe muito mais do que eu sobre aplicativos.

O carro que chegou, um tal de Uber Premium, era inacreditável. Mesmo assim, senti-me de certa maneira um idiota. Quando lá morei, meu sonho era andar único e exclusivamente de Black Cabs (táxi preto), por conta do charme e da educação dos motoristas.

Quando contei ao meu filho que qualquer motorista, para obter uma licença de táxi em Londres, deveria ter trabalhado como carteiro por um longo período, para que conhecesse a cidade como ninguém, ele ficou bastante tocado.

Lá você não precisa pedir nada ao concierge de um hotel, nem necessita do Google. Basta dizer ao motorista o nome do restaurante, bar ou museu que gostaria de conhecer e ele saberá levá-lo até lá.

Taxistas, finalmente está havendo uma grande mudança nos hábitos das pessoas. A tal febre do Uber incentivou um monte de gente a deixar o carro em casa -esse é o ponto principal. Em curtíssimo prazo vocês terão muito mais clientes.

Caros taxistas, continuem a melhorar suas frotas e seus aplicativos, tenham carros mais modernos e seguros. O resultado será fantástico.

Até porque conversar com qualquer motorista de Uber não tem a menor graça -e vocês taxistas são o barman do transporte público, sempre com um papo muito prazeroso.

Adoro puxar conversa quando estou em um táxi. Quero saber em quem vocês votam, para qual time torcem e como está a "praça".

Comigo vocês podem contar. Prefiro um taxista de verdade, dos que gostam do que fazem, a um motorista do Uber que desconhece a cidade.

Quando peguei meu último Uber, pretendia ir a um estádio de futebol. Usava minha camisa verde, e ainda assim o motorista me deixou no meio da torcida adversária.

Afinal, GPS nenhum distingue um palmeirense de um corintiano.

Empresário e sócio do grupo Fasano

Vejo que ainda existem pessoas que não compreenderam com clareza o mundo em que estamos vivendo. Sempre digo que parte da sociedade não ...


Vejo que ainda existem pessoas que não compreenderam com clareza o mundo em que estamos vivendo. Sempre digo que parte da sociedade não codificou perfeitamente a ideia de que a vida privada está se esboroando. 

O espaço público tomou conta do cenário. Milhares de pessoas se expõem voluntariamente nas redes sociais e outras tantas correm o risco de ver sua vida pessoal correndo por todos os cantos por causa de algum ato impensado naqueles famosos cinco minutos de bobeira. 

Quem não gosta do rumo que as coisas estão tomando sugiro que penetre o bosque profundo, longe de qualquer resquício civilizatório e viva feliz para sempre. Caso contrário, fique atento. Se você for um sujeito famoso, pior ainda, mantenha-se sob vigília até mesmo para ir ao banheiro. 

Não vou citar os casos antigos e recentes de quem foi vítima de exposição pública viralizada, por ações criminosas de hackers ou não, mas digo que as pessoas não devem se surpreender quando flagradas de maneira imprópria, ou ainda, quando se expõe por conta e risco num frenesi maluco de pura ostentação. 

Como observador contumaz da raça humana, tenho acompanhado amigos e amigas pisando na bola, expondo a si mesmo (a) à execração pública, sem nenhum cuidado em manter a discrição necessária sobre a intimidade de sua vidinha torpe, acreditando ingenuamente que o nosso mundo é feito de “amigos”. 

Claro, todos tem a liberdade de dar visibilidade (arght!) à sua própria toalete, mas não vale reclamar depois que teve a intimidade devassada por psicopatas de todas as ordens e seitas. 

Muita gente ainda não conseguiu compreender a extensão desse processo, apesar das centenas de estudos e análises que estão sendo publicadas sobre o tema. Elas parecem habitar uma outra esfera existencial, inocentes como cordeirinhos seguindo para a toca do lobo. 

Viver é muito perigoso, escreveu Guimarães Rosa. Garantir certos padrões de privacidade devia fazer parte do manual moderno de sobrevivência. Na verdade, a sabedoria é saber controlar o espaço público e privado de modo que você possa ampliar o campo de ação pessoal nos processos de exposição coletiva. 

Não é fácil porque isso gera uma tensão permanente no jeito que nos relacionamos, mas a única maneira de evitar isso é desplugando temporária ou indefinidamente, esquecendo que existe a palavra internet

Mesmo assim há o risco de ser invadido com a divulgação de fotos, imagens e conversas, involuntariamente, numa rua, aeroporto, escritório, bar ou restaurante, enfim, em qualquer lugar onde existam pessoas com aparelhinhos nas mãos. 

Recentemente, nosso imaginário social foi tomado pela ideia de que existem imagens de autoridades locais em atos impróprios, o que tem gerado comentários de que esse tem sido o verdadeiro fato gerador de mudanças políticas e econômicas na estrutura do atual governo do Estado. 

Trata-se, aparentemente, de um exagero. Mais um lance da pós-verdade. Se essas imagens existem ou não agora não importa mais. O fato é que elas se encontram no pior lugar onde poderiam estar: na imaginação das pessoas. Se for verdade, mentira ou boato, pouco importa. Elas ganharam materialidade e estão vivas. Essa é a realidade. O resto é o mundo paralelo que muita gente teima ainda em habitar.



Dácio Corrêa Piedade conversou com o prefeito Marquinhos Trad e concluiu que, diante da repercussão do caso de sua viagem ao Rio de Janei...


Dácio Corrêa Piedade conversou com o prefeito Marquinhos Trad e concluiu que, diante da repercussão do caso de sua viagem ao Rio de Janeiro para se credenciar na Rio-Tur para participar do carnaval desse ano, seria melhor se afastar do Instituto Picolé.

Dácio divulgou o seguinte comunicado depois do encontro:

Comunicado ao público

senhor prefeito Marquinhos Trad,

Diante da repercussão decorrente de viagem que fiz na última terça-feira, 21, para confirmar minha participação no Carnaval 2017 na cidade do Rio de Janeiro me vejo, por dever moral e funcional, solicitar meu afastamento do cargo para o qual fui nomeado recentemente para administrar o Instituto Picolé, evitando maiores repercussões para a prefeitura municipal.

Tenho a esclarecer que, como profissional de imprensa, venho há mais de trinta e cinco anos desenvolvendo essa atividade, sempre com meus próprios recursos, ressaltando que sou o único representante oficial de Mato Grosso Sul neste grande evento mundial.

Desde janeiro deste ano, pela primeira vez, tenho atuado como servidor público, sempre de maneira digna e correta, auxiliando o prefeito Marquinhos Trad a fazer de Campo Grande um lugar melhor para se viver.

O meu deslocamento para o Rio de Janeiro deu-se de maneira repentina diante de um comunicado oficial da Rio-Tur, ao qual eu tinha prazo de 48 horas para fazer credenciamento pessoal e intransferível.

Reconheço que por ser uma figura pública deveria ter comunicado o fato aos meus superiores, não avaliando adequadamente as conseqüências políticas que poderiam advir com a divulgação de um gesto individual sem nenhuma correlação com qualquer tipo de ato ilícito em meu trabalho.

Diante disso, peço humildes desculpas a toda sociedade campo-grandense, com a certeza de que saio desse episódio de cabeça erguida e com a grandeza do dever cumprido.

Atenciosamente,

Dácio Corrêa 

Duas semanas sem escrever e alguns generosos leitores me interpelam cobrando explicações. Mas escrever sobre o quê? Sobre o vídeo bo...


Duas semanas sem escrever e alguns generosos leitores me interpelam cobrando explicações.

Mas escrever sobre o quê?

Sobre o vídeo bomba em que secretários ou ex-secretários do governo estadual teriam sido flagrados cobrando propinas? Não vale a pena incomodar os leitores com isso.

Sobre a nova modalidade discursiva do governo Reinaldo acusando a Petrobrás de “sacana” para justificar a sua gestão “eólica”? Chatíssimo o tema.

Sobre a reforma da previdência propagandeada como se fosse a redenção nacional tendo à frente os “vivas ufanistas” de Marun? Não cometeria essa indelicadeza com quem perde tempo em me ler.

Sobre os trancos que Donald Trump sofreu do Judiciário americano nos primeiros trinta dias de espetáculo, também me parece um assunto entediante.

Sobre a paixão esquizofrênica de Marquinhos pela microfísica do poder ao atender diariamente quase trezentas pessoas, não acho que valha a pena dissertar.

Sobre os efeitos do tamarindo no combate ao fígado gordo, certamente me internariam.
Sobre o assassinato do irmão do líder da Coréia do Norte, seria apenas um artigo a mais e “sem noção”.

Sobre a sabatina na CCJ do Senado com resultado pré-definido de Alexandre Moraes na véspera de carnaval, com razão os que me xingassem de babaca.

Sobre a crise econômica do país, não conseguiria terminar o primeiro parágrafo.

Sobre o que então devo escrever?

Tudo tão entediante, chato, repetitivo neste intercâmbio inflacionado de mensagens, posts, zaps, e-mail, SMS, Skype, instagran, face e outras nauseabundas formas de vida.

Uma ideia que me pareceu sensata: afagar a minha vira-lata Pituka, talvez assim ela me convença a crer que a inspiração pode surgir até mesmo quando não se tem nada a dizer.

A reforma administrativa proposta pelo Governo do Estado na última segunda-feira (19/02) é um assunto que deve interessar a toda socieda...


A reforma administrativa proposta pelo Governo do Estado na última segunda-feira (19/02) é um assunto que deve interessar a toda sociedade. Portanto, deve ser debatido, criticado, analisado sobre os mais variados aspectos. 

O projeto será objeto de discussão entre os deputados e, nesse momento, seria conveniente que ele fosse esmiuçado para que os cidadãos compreendessem o que está em jogo nesse processo.

Muitos imaginam que os parlamentares vão simplesmente aprovar o pacote de medidas - de resto, há meses negociado - sem grandes explicações, aceitando passivamente o que o governo enviou. Não devia. Cabe ao Legislativo discutir e esclarecer. Isso acontecerá? Aguardemos.

Olhando pelo alto, tem-se a impressão de que a reforma tornou-se uma necessidade para que o Estado não padeça de inanição econômico-financeira no decorrer desse ano. 

A mídia diz que o setor público "economizará" R$ 234 milhões, o que é uma força de expressão, pois na contabilidade geral não se trata de reduzir gastos e sim de readequar o orçamento com base na redução brusca de receita. 

O Governo fará um esforço fiscal para ver se consegue fazer algum investimento, mostrar alguma obra, manter a infraestrutura do Estado nos mínimos padrões aceitáveis, sem causar grandes abalos no funcionalismo, que tentará obter reajustes salariais usando como referência a própria ideia errônea de que se estará fazendo "economia" de recursos.

Ainda não dá para afirmar que as medidas propostas serão um sucesso. Para que elas funcionem será preciso que os operadores da reforma tenham credibilidade e confiança da sociedade. 

Nesse caso, o governo não pode emitir informações contraditórias como, por exemplo, cortar pessoal e aumentar gastos com publicidade; reduzir o tamanho da máquina, mas manter a mesma mentalidade operacional ora em funcionamento. 

Uma reforma pra valer deve ser uma combinação multifatorial de medidas administrativas, econômicas e políticas. Se o Governo terá capacidade ou não de manobrar todas essas cordinhas ainda é uma questão em aberto. 

P.S - Sobre a saída do Chefe da Casa Civil, Sérgio de Paula, que se apresentava como fiador de um modelo de gestão, só tenho uma coisa a comentar: acho que o governo Azambuja ficará mais leve e amistoso. Se o ex-secretário vai permitir que isso aconteça dependerá do tamanho de seu ressentimento ao deixar o posto de "dono do governo". Quem viver, verá


No ano passado , a prefeitura de Campo Grande figurou no ranking da transparência em último lugar dentre todas as capitais do País. Para...



No ano passado, a prefeitura de Campo Grande figurou no ranking da transparência em último lugar dentre todas as capitais do País. Para mudar isso a Controladoria-Geral de Fiscalização e Transparência do município está se preparando para, até o mês de maio, subir vários degraus na avaliação do Ministério Público Federal (MPF), pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pela Rede de Controle do Estado de Mato Grosso do Sul.

A Controladoria está trabalhando em parceria com a Agência Municipal de Tecnologia da Informação e Inovação (Agetec), para fazer mudanças substanciais do Portal da Transparência do Município. 

O projeto pretende que os cidadãos tenham mais facilidades ao buscar informações e acesso completo a documentos, como contratos de licitação, valores e prazo estabelecidos entre as partes.

“Nosso propósito é que toda informação seja obtida em no máximo três clics, facilitando o acesso às informações, em vez de ficar percorrendo longos caminhos sem ter uma visualização clara daquilo que o cidadão pretende obter”, explica Evandro Bandeira, secretário da Controladoria.

Além disso, ele enfatiza que está em análise a possibilidade de implantar um sistema que seja capaz de fiscalizar e auditar os atos da Administração Municipal, estabelecendo uma nova sistemática de gestão da coisa pública.

O Secretário adjunto da Controladoria-Geral do Município, Luciano Silva Martins, complementa que o Portal já está em funcionamento, faltando apenas a disponibilização de algumas informações e melhorias pontuais.

“O Portal já existe. Ele comporta o que se pede na Lei de Acesso à Informação, os prazos são hábeis, nos falta apenas que seja aprimorado algumas ferramentas para que aumente o fluxo de informação das demais secretarias para nosso banco de dados”, enfatiza. 

“O cidadão não quer saber apenas que há uma licitação, ele quer o edital completo, os vencedores, o contrato e os valores. E é isso que estamos trabalhando para disponibilizar”, esclarece.

Ele ainda explica que anualmente todos os portais do País são é avaliados pelo Ministério Público Federal (MPF), pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pela Rede de Controle do Estado de Mato Grosso do Sul para a divulgação do posicionamento de cada ente federativo. Entre os meses de abril e maio haverá uma nova avaliação

Nesse sentido, a Coordenadoria de Transparência Fiscal – órgão da Controladoria responsável pelo Portal de Campo Grande – sob o comando do servidor Marco Aurélio Borges de Paula, já trabalha em busca do índice máximo de pontuação.

“A nossa meta é que já na próxima avaliação alcancemos nota máxima. As equipes da Controladoria-Geral do Município e da Agência Municipal de Tecnologia da Informação e Inovação (Agetec), estão trabalhando para que o cidadão tenha acesso completo aos atos da gestão pública, atendendo aos requisitos impostos pela Lei de Acesso à Informação, inclusive quanto aos prazos. E isso elevará sobremaneira a nossa nota junto aos órgãos de avaliação”, afirma. 


Raduan Nassar é um gênio da literatura brasileira. Autor de poucas obras, é impossível ler “Lavoura Arcaica” e sair ileso. O texto realm...


Raduan Nassar é um gênio da literatura brasileira. Autor de poucas obras, é impossível ler “Lavoura Arcaica” e sair ileso. O texto realmente é um dos mais belos de nossa língua, e a complexidade da trama coloca em relevo a estética em favor da vida. 

Como se trata de um romance curto, econômico, ao mesmo tempo extenso e profundo, torna-se possível lê-lo inúmeras vezes, com o benefício de novas revelações e novos aprendizados. 
Enfim, trata-se um livro para escritores, lingüistas, psicólogos, sociólogos, estudiosos da alma humana. 

Raduan sempre foi um homem discreto. Avesso a entrevistas e exposições midiáticas, suas aparições públicas são celebradas como fato raro. Sitiante, tempos atrás mandou avisar que havia parado de escrever. 

Ou seja: produziu pouco, mas cravou seu nome em nossa história. 

Não se sabe direito o que levou Raduan a ser um militante político pró-PT nos últimos tempos. Mas o fato é que ele – pelo que sua literatura representa – passou por um processo de canonização Lulista, participando de atos públicos, dando declarações defendendo Dilma Roussef, criticando Michel Temer, difundindo o mantra do “golpe”. 

Não se deve condenar escritores por seus posicionamentos políticos. O poeta Ezra Pound apoiou o fascismo e isso não maculou sua obra. O prêmio Nobel Günter Wilhelm Grass foi soldado Nazista e isso não diminuiu sua literatura. 

Claro, Nassar não é um caso extremo, no máximo um exemplo de deja vu atônito diante de uma realidade se tornou diferente, derrotando sonhos da esquerda que sempre lutou “por um mundo melhor”.

Raduan foi agraciado merecidamente com o prêmio Camões nesta sexta-feira, no  Museu Lasar Segall, em São Paulo, na presença do Ministro da Cultura, Roberto Freire, e outras autoridades. 

O público presente era a fina flor do petismo ressentido. Nassar recebeu cerca de R$ 300 mil pelo prêmio, concedido pelo Governo Temer. 

Mesmo assim, fez seu proselitismo, criticando os erros do atual governo, reiterando mais uma vez a surrada ideia que o impeachment de Dilma havia sido “um golpe”. 

Freire falou por último – numa suposta inversão protocolar – e apontou a contradição entre a crítica de Nassar e a concessão do prêmio. Um governo golpista, com pendores ditatoriais, não agracia adversários, ele afirmou. 

Imagino a mesma cena, só com ordem invertida: como seria se o escritor premiado fosse de oposição e estivéssemos em pleno Governo Dilma, sob os auspícios de um público tucano? 

Bem, não é preciso conjecturar. 

O evento em que se colocou em lados opostos um escritor notável e um Ministro com formação ideológica criada na estufa do PCB foi patético em todos os sentidos. 

Pro meu gosto, Raduan devia ter falado sobre sua arte, visto que o prêmio foi concedido ao artista e não ao militante partidário. 

Por outro, Freire devia ter trazido à solenidade a sua verdadeira razão de ser: a grandeza da literatura num País banguela e que atravessa um período de mediocrização de valores. 

Seria um tapa de luva de pelica. 

Mas o momento em que vivemos não permite que haja grandeza de nenhum lado. Tudo é luta política. Tudo é diferença de conceitos. Tudo é divisão entre nós e eles. O Brasil está emburrecendo demais.

Muitos jornalistas e acadêmicos de comunicação estão discutindo o fenômeno da pós-verdade. Trata-se de um conceito novo, que vem permean...


Muitos jornalistas e acadêmicos de comunicação estão discutindo o fenômeno da pós-verdade. Trata-se de um conceito novo, que vem permeando discussões que se intensificaram após a eleição de Donald Trump. 

Ontem, lendo um artigo na Folha de São Paulo, de autoria do procurador regional da República, Carlos Fernando dos Santos Lima, encontrei uma boa definição do fenômeno: "deturpações conscientes dos fatos em favor de crenças pessoais".

Desde ontem, a sociedade sul-mato-grossense vem se deparando com um surto de pós-verdade. As redes sociais, a troca de informação pelo WhatsApp, a conversa em bares e padarias, enfim a comunicação livre e informal, está destoando da maior parte do noticiário da imprensa. 

De acordo com o zum, zum, zum das ruas e das redes o Governo do Estado vem atravessando uma hectatombe, com a difusão de que os secretários da Casa Civil, Sérgio de Paula, e o de Receita, Márcio Monteiro, estão sendo defenestrados por práticas anti-republicanas. 

Há uma multiplicidade de informações sobrepostas que não se encontra nos jornais e nos sites. 

Do ponto de vista oficial, tudo se trata de "boatos"; nos bastidores políticos, porém, tudo é confirmado e ambos os secretários estão sob o constrangimento da demissão humilhante, vítimas de atos gravados que não abrilhantam a reputação de ninguém; no mercado de notícias informal, mais ampla e mais forte, há dezenas de versões sobre a queda dos dois personagens. 

Não há benevolência nesse meio. 

A imprensa de superfície ainda não encontrou a melhor maneira de tratar o assunto.

Há uma luta invisível para cravar a melhor "história" sobre a saída de De Paula e de Monteiro. 
Seja qual for a desculpa do Governo, a "verdade" já está consolidada. Seja qual for a desculpa que o governador venha a dar nos próximos dias, está claro que ele perdeu a guerra da comunicação. 

Junto com ele, os meios oficiais da mídia ( não todos, lógico) saem fragilizados do episódio. Por isso, quando começar lá na frente a campanha eleitoral, esses meios influenciarão muito pouco os sentimentos dos eleitores, fazendo com que prevaleça cada vez mais a informação difundida pelas redes.

Sob todos os pontos de vista, mesmo que o governador Reinaldo tente dar uma aparência de normalidade aos últimos acontecimentos, tratando as mudanças substanciais do secretariado como se fosse uma "reforma administrativa em curso", a chamada pós-verdade venceu mais uma vez a parada.

Em 31 dias de efetivo serviço, descontando domingos e dias de chuva, a Prefeitura de Campo Grande já tapou 28.922 crateras, que enfileira...


Em 31 dias de efetivo serviço, descontando domingos e dias de chuva, a Prefeitura de Campo Grande já tapou 28.922 crateras, que enfileiradas cobririam um trajeto de 14 quilômetros de vias pavimentadas.

Foram investidos R$ 7 milhões.

O período de chuvas e alguns gargalos pontuais, como problemas no funcionamento da usina fornecedora, acabou comprometendo o serviço.

Algumas vias estão com  o asfalto  tão comprometidos, que o serviço se estendeu por vários dias, porque teve de ser interrompido por causa da chuva, o que contribuiu para piorar as condições de manutenção. 

Há inúmeros exemplos desta situação, como na Avenida Manoel da Costa Lima, Minas Novas, Sergipe,  onde a enxurrada arrastou o asfalto por inteiro.

Mesmo assim, em janeiro, a média diária de buracos tapados foi de 947. Nas primeiras duas semanas de fevereiro caiu para pouco mais de 600, embora o número de equipes e o ritmo do serviço tenham sido mantidos.

Em fevereiro de 2015 escrevi vários artigos criticando a maneira como o Governo Azambuja estava sendo conduzido. Achava que como filiado ...


Em fevereiro de 2015 escrevi vários artigos criticando a maneira como o Governo Azambuja estava sendo conduzido. Achava que como filiado e militante do PSDB era minha obrigação. Na época eu era assessor do senador Ruben Figueiró e os meus reparos foram objeto de muita contrariedade de Reinaldo e Sérgio de Paula.

Para amenizar a situação Figueiró pediu-me que me retratasse e escrevesse um texto que pacificasse a situação. Foi o que fiz, à minha maneira. A situação piorou. Reinaldo e Sérgio ficaram mais revoltados ainda.

Hoje relendo o artigo, acho que em algumas coisas fui profético. A culpa não é minha. São os fatos que teimaram em me dar razão.

"Quais as chances de o Governo de Reinaldo Azambuja dar certo? Todas. Essa é a minha opinião. Ela é suspeita, lógico. Fui eleitor e apoiador de sua candidatura. Torço para que Reinaldo compreenda o que sua eleição representa neste momento histórico: ele será a encarnação de um processo de ruptura política do paradigma binário PMDB/ PT que prevalece há décadas em nosso Estado. 

Vejo em Reinaldo a oportunidade de se colocar em prática um modelo de gestão mais adequado às perspectivas de sociedades abertas como a que vivemos. Diante das forças em jogo no processo político sua margem de acerto terá que ser muito maior do que a de erro, pois caso fracasse (principalmente no primeiro ano) entraremos no círculo vicioso de retrocessos nos usos e costumes administrativos.

A tarefa de Azambuja não será fácil. Ele terá que caminhar no fio da navalha. Precisará se articular com um governo federal hostil que necessitará tomar “medidas impopulares” compartilhadas com os Estados. Junto com isso, Azambuja terá que atender as aspirações de um eleitorado que tem demonstrado ao longo dos anos preferência pelo PSDB. Não poderá haver grandes decepções.

Saber se movimentar entre estes dois polos será a prova de sua sabedoria. Não poderá haver dúvidas. Tomara que a humildade e o espírito democrático o iluminem. 
O sucesso de seu governo dependerá também de como ele se movimentará politicamente em meio às crises que se abaterão sobre o País no ano que vem. 

Sinto que Azambuja está tropeçando na fase de transição. Neste aspecto, ele terá que compreender que críticas públicas e abertas que vem sendo feitas são normais do novo jeito de se fazer militância política no PSDB. Não poderá haver ressentimentos.

Se prevalecer a prática de tudo ser tratado na esfera interna do partido, na base de resmungos pontuais, a militância (incipiente) corre o risco de ficar petrificada, confundindo partido e governo, como vem fazendo o PT. Não se areja a vida partidária com punhos de renda.

Tempo novo, nova política, ouvir pessoas, reformas estruturantes, isso não poderá ser apenas slogans eleitorais. Um partido no poder deve ser adulto o suficiente para fazer autocrítica e rechaçar a algaravia dos puxa-sacos de plantão. 

Antigamente, um governante eleito ganhava o bônus da lua de mel. Agora, nos tempos atuais, fechada as urnas, no dia seguinte ele começa a ser escrutinado pelas redes sociais, observado criticamente pela população, vitimado pelo zum-zum-zum da “Dona Candinha”. 

No momento em que se discutem nomes para o secretariado os níveis de tensão costumam se elevar. Mas é isso que define a estrutura de poder e a sua correlação de forças dentro da sociedade. Isso é natural. O governante sensível tem que saber que cada indicado pelas suas mãos perde sua “individualidade” passando a ser um símbolo que representa alguma coisa no imaginário social.

De nada adianta escolher um sujeito “experiente” se ele tem um conceito negativo. No mundo imagético em que vivemos quem deseja fazer um governo ético, responsável e tecnicamente correto deve ter ao lado parceiros cuja imagem tenha exatamente o conteúdo desse paradigma. 

Não dá para escorregar neste quesito. Por isso é importante que as figuras históricas dos partidos tenham voz (o chamado “conselho de anciões”), pois é normal que com o tempo os governantes percam a capacidade ouvir e enxergar o mundo como ele é.

As bases partidárias neste momento estão pressionando seus representantes por espaço e cargos. O jogo fisiológico é uma das esferas da democracia, pontuava Aristóteles. Não se governa com anjos – nem com demônios.

O assunto é relevante porque a máquina pública de Mato Grosso do Sul abriga expressiva força de trabalho e consumo. Ela termina sendo a condutora do processo de construção de quem somos. A realocação de cargos e interesses resultará no final desse processo na face exposta do governo. 

Ainda não se sabe qual será a feição da gestão de Reinaldo. Acho que a imagem “ruralista” que estão tentando imprimir ao seu governo é equivocada.

Há também um pessimismo disseminado com os nomes especulados até o momento para ocupar o secretariado. Sabe-se que nunca há unanimidade nestas indicações. 

Repito: é importante que o governador saiba que nas sociedades modernas símbolos e gestos midiáticos marcam mais do que ações concretas. A maior ou menor capacidade de manejar simbologias é o que separa o bom e o mau governo. Infelizmente, governar é mais complicado do que fazer campanhas eleitorais."

Há nas ciências sociais uma curiosa tendência. Criam-se "conceitos" e lhes atribuem vida, desejos e até atividade física. A id...


nas ciências sociais uma curiosa tendência. Criam-se "conceitos" e lhes atribuem vida, desejos e até atividade física. A ideia de "capitalismo" talvez seja das mais interessantes, porque se trata de um fenômeno extremamente complexo e multifário que mereceu, desde o século 19, a atenção de dezenas dos mais poderosos pensadores da organização da sociedade humana. A ele se atribuíram as mais excelsas virtudes e os mais terríveis vícios, como foi o caso de Karl Marx, que explorou a sua essência.

Quem leu o primeiro volume de "O Capital" (A Maquinaria e a Indústria Moderna) não pode deixar de ter sentido que foi o conhecimento da história que o levou ao entendimento de como foi fértil e revolucionário o intercurso entre o trabalho do homem e a natureza, quando sua inteligência lhe permitiu criar bens (instrumentos) intermediários de produção que lhe multiplicavam a produtividade. Sob esse aspecto, o avanço de Marx sobre os economistas "clássicos" (dos quais, suspeito, ele foi o último) é abissal!

Essas considerações me vieram à mente ao ouvir um debate radiofônico entre um cidadão que se supõe um "cientista" e, portanto, portador da "verdade", e um generoso mas desinformado cidadão que se pensa de "esquerda", mas que não consegue entender os problemas de coordenação econômica numa sociedade de liberdade individual.

A acusação básica era a seguinte: foi o "capitalismo" que produziu a desenfreada corrida para o crescimento econômico que está destruindo a própria natureza. O "cientista" não conseguiu responder.

O problema é que não se trata de uma questão teórica, mas prática, que só pode ser resolvida pelo conhecimento da história. Primeiro, é claro que qualquer atividade humana, não importa se organizada como "capitalismo" ou "socialismo", é consumidora da natureza (obviamente finita!) que criou nossa espécie que, por sua vez, a "consome" para sobreviver materialmente.

A exploração da natureza é um fato político. Não foi criado pela competição de "conceitos", mas pelos senhores que, na sociedade, detêm o poder. A competição começou quando Lênin, na Rússia, em 1917, sugeriu que uma organização alternativa ao "capitalismo" era possível, desde que ela imitasse os seus métodos de produção, mas não a sua organização social.

A situação piorou muito depois da Segunda Guerra Mundial e do evento da Guerra Fria entre EUA e URSS. A disputa era: quem vai "crescer mais depressa"? Sobreviveria quem ganhasse a corrida! O problema da China é apenas mais uma reprodução do mesmo fenômeno. Uma organização social híbrida: o mercadão como instrumento da tirania política e mais destruição da natureza. 

O  prefeito Marquinhos Trad e o Secretário de Finanças Pedro Pedrossian Neto apresentaram ontem para a imprensa uma série de gráficos (...


prefeito Marquinhos Trad e o Secretário de Finanças Pedro Pedrossian Neto apresentaram ontem para a imprensa uma série de gráficos (veja abaixo) demonstrativos que merecem ficar registrados e analisados por estudiosos em temas econômicos.

Numa visada geral a situação financeira do município é preocupante. Quem se debruçar sobre os números poderá compreender como a crise gerada nos últimos anos impactou as contas da Capital, criando uma situação de baixo crescimento, poucos investimentos e estagnação financeira.

Equacionar esse quadro deverá motivar esforços no sentido de reduzir custos, alongar e renegociar dívidas, cobrar passivos e rever o sistema de concessões e serviços.

A equipe do prefeito Marquinhos tem um imenso desafio pela frente. Certamente, haverá o momento de medidas racionais para adequar as contas ao real tamanho da economia da cidade. Os números são eloquentes.

A sociedade campo-grandense terá que ter clareza para compreender que o esforço a ser feito em 2017 terá reflexos positivos em 2018. Se a economia brasileira voltar a reagir - como se espera - isso poderá ser benéfico para a cidade.

No momento, a nova administração terá que manter as contas na ponta do lápis.






Os Granadeiros da imprensa estão aos bivaques alvoroçando as tropas sobre os acontecimentos políticos de 2018.  Uns vaticinam que Lula ...


Os Granadeiros da imprensa estão aos bivaques alvoroçando as tropas sobre os acontecimentos políticos de 2018. 

Uns vaticinam que Lula será o próximo presidente; outros cacarejam que Bolsonaro ronda perigosamente o País, na esteira da eleição de Donald Trump, nos EUA. E também existem aqueles que apostam que a coalizão PMDB/PSDB fundará uma hegemonia de centro-direita em torno de Serra, Aécio ou Alckmin. 

No plano estadual, especulam à larga sobre as candidaturas de Azambuja, Puccinelli ou uma terceira via (ainda indefinida), que terminará por ocupar o cenário dos corações e mentes dos mais amplos espectros de um eleitorado que deseja passar a régua em todos. Tudo muito esquisito.

Só que existe um grande problema: o futuro está muito distante. A longa ponte a ser atravessada até lá talvez balance um pouco atirando gente aparentemente consolidada nas profundezas do abismo eleitoral.

A pergunta correta não deve girar sobre “quem serão os candidatos”? E sim sobre quem sobreviverá politicamente até 2018?

Não desejo fulanizar nem especular, mas dependendo da conjuntura veremos atores políticos inimagináveis assumirem o protagonismo relevante, galvanizando uma massa que vem nos últimos tempos carregando a insígnia da raiva, negando inclusive o valor da democracia representativa como fórmula de resolução de problemas sociais. 

O PT – feliz ou infelizmente – faz uma leitura completamente errada dessa nova realidade, à medida que tem estimulado a transformação de adversários ocasionais das amplas camadas médias da sociedade em opositores fanáticos. 

Em vez de o partido apresentar uma nova versão de propostas moderadas para atrair o centro político, ele faz o oposto: retroage ao ideário da esquerda dos anos 50 sonhando que as pessoas comuns possam acreditar em fantasias do “engajamento alternativo” para transformar quimeras em um mundo melhor. Talvez nem consigam morrer na praia. 

Aqui no Estado há quem acredite que a classe política fará uma grande concertação em torno de um nome central para manter o status quo. Tem gente sonhando com a fórmula de que todos juntos (o centro e a direita, principalmente), numa só chapa,  possa levar à salvação pelo consenso. 

O raciocínio é o seguinte: Azambuja, Puccinelli, Nelsinho Trad, Mandetta, Londres Machado, Pedro Chaves, Simone Tebet, Moka etc, etc, etc, fazem um grande acordo, repartem cargos e mandatos e seguem em frente, ganhando as eleições, criando uma expectativa de poder para a próxima década. 

Seria fácil pensar assim. Esse é o sonho de todo mal intencionado de plantão. O problema é que ninguém seria capaz criar uma engenharia tão complexa como essa pelas costas da sociedade. 

O risco seria jogar o Poder nas mãos de um outsider (a sombra de Bernal ainda anda assombrando por aí). Nada mais atrai o eleitor do que um sujeito que represente a negação de “tudo isso que aí está”.

Outra questão: para a classe política está muito fácil tirar o poder das mãos do PSDB, pois Azambuja está claudicando, costeando o alambrado, como se diz. Em qualquer roda esclarecida, o governador já é considerado desde já uma carta fora do baralho político. 

Azambuja transformou-se no típico governante que, de tanta esperteza, será engolido pelo esperto. A derrota de Rose Modesto nas eleições passadas foram o primeiro sinal. E parece que Reinaldo até o momento não está conseguindo fazer leitura correta desse processo. 

Esse é o drama de quem governa com grupos fechados: é engolido pelos auto-elogios dos seus êxitos imaginários.

Com isso, os apetites do PMDB aumentam, vislumbrando a chance real de voltar ao poder com Puccinelli em 2018. Esse, na verdade, faz o jogo ambíguo das duplas mensagens, típico de quem pretende engolir os adversários num momento de espanto. 

Mesmo assim, não dá para inventar um 2018 de dentro de gabinetes como se fazia no passado. 
Cada vez mais, a política está nas ruas. Quem viver, verá.


A íntegra do discurso do prefeito Marquinhos Trad hoje às 10, 30 horas, feito na abertura do ano legislativo na Câmara Municipal de Campo...


A íntegra do discurso do prefeito Marquinhos Trad hoje às 10, 30 horas, feito na abertura do ano legislativo na Câmara Municipal de Campo Grande:


"Devemos ser colaborativos; deixemos o combate político-eleitoral para o tempo certo; vamos nos unir pelo bem da cidade, sem perder a noção de que queremos o melhor para as maiorias e que temos o maior desafio de todos para superar: reduzir as imensas desigualdades sociais que nos aflige, evocadas pelo clamor de menos violência e mais justiça social."



Excelentíssimo Presidente e Excelentíssimos Vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande: 

Senhores e senhoras, 

Estamos aqui reunidos nessa Sessão Solene outorgados pelas bênçãos da democracia. Fomos escolhidos para dar vez e voz a cada cidadão que vive em Campo Grande. Trata-se de um ato que consideramos de extrema importância, pois simboliza o encontro entre dois Poderes – Executivo e Legislativo – que aqui estão materializados pela força que transforma o voto popular na vontade geral de nossa cidade.

Na abertura desse processo legislativo de 2017 sinto-me verdadeiramente honrado em participar, juntamente com representantes do Povo dessa Casa de Leis, do início dessa promissora jornada que ora nos embala.

Sinto-me em casa. A história de minha vida confunde-se com a do Legislativo de Mato Grosso do Sul. O diálogo permanente com aqueles que aqui chegam pela livre escolha da sociedade é a única forma de promover o encontro entre o corpo e o espírito de uma cidade, transformando sonhos em realidade. 

Somos uma só vontade. 

O Executivo é quem coloca as forças produtivas em ação; e o Legislativo é o poder que debate, pondera e arbitra. 

Juntos somos fatores fundamentais para se promover a felicidade coletiva em oposição aos interesses individuais. 

Sem a valorização e união dos poderes republicanos a cidade fenece, o arbítrio prospera e o caos se instaura.

Assim, reitero que cada agente político tem o compromisso de fazer o melhor por todos, visto que está aqui para exercer um mandato que ajude a garantir a construção de uma cidade desenvolvida sob os pressupostos da governabilidade, da responsabilidade e da igualdade de oportunidades.

Nesse aspecto, dando cumprimento ao art. 32, § 6º da Lei Orgânica Municipal, apresento a Vossas Excelências os dados referentes à execução orçamentária e financeira do Município no exercício de 2016, encontrados ao iniciar o nosso mandato à frente do Poder Executivo, bem como as linhas mestras do nosso programa de governo, além de um breve relato das medidas emergenciais implementadas nesses primeiros quarenta dias da nossa Administração.

Este gesto, não obstante ser uma imposição da Lei, torna-se obrigação moral que apraz a todo conhecedor e defensor da independência e a convivência harmônica entre os Poderes.
A eleição passou e agora somos todos responsáveis pela reconstrução de Campo Grande. 

Temos que resgatar as condições de mobilidade urbana e dos meios para elevar a qualidade de vida dos nossos cidadãos, além de reconstruir credibilidade da administração Municipal. 

A consciência cidadã e o bom senso nos orientam a não seguir os mesmos caminhos trilhados pela gestão passada. 

"Juntos somos fatores fundamentais para se promover a felicidade coletiva em oposição aos interesses individuais." 

Estamos convencidos de que os novos tempos exigem parcerias e relações institucionais lastreadas na transparência, na ética e na obediência resoluta às leis.

O passado é um fato que está dado. Ele será objeto de análise dos órgãos de fiscalização e controle. 

Nosso compromisso é com o futuro. A nossa missão, a partir de agora, será a de assumir com mãos firmes o processo administrativo, pautado pela responsabilidade fiscal, pelo equilíbrio das finanças e por rigorosos critérios de planejamento e boa gestão. 

Queremos fazer uma verdadeira virada em Campo Grande. Não transigiremos com os erros, não nos dobraremos com as desculpas da ineficiência, não permitiremos que gastos supérfluos façam girar a lógica permanente da irresponsabilidade. 

Assumimos com o grande desafio de corrigir distorções e devolver à sociedade a perspectiva do desenvolvimento sustentável. 

Temos o desafio de restabelecer a qualidade dos serviços públicos, de coibir de todas as formas a corrupção, de adotar critérios justos e realistas de valorização do funcionalismo, sem o qual nada poderemos fazer para promover as mudanças fundamentais que a nossa Capital tanto aspira.

Diante disso, queremos fortalecer as relações entre essa Casa Legislativa e o Poder Executivo. Ninguém pode jactar-se dono da verdade. Por essa razão, a convergência dos interesses públicos deve prevalecer sobre os demais.  

Temos a missão pessoal e institucional de defender e proteger as camadas populares acima de quaisquer outras. Somente assim, a cidade poderá expandir positivamente suas expectativas em relação aos representantes eleitos.

Enfim, nossa missão histórica será a de devolver a todos o orgulho de ser campo-grandense, vivendo numa cidade moderna, plural e pujante.

A conjuntura econômica do Município, encontrada neste início de mandato, somada à grave crise nacional, não permite euforia; porém, não podemos perder as esperanças. Não podemos perder a confiança em nós mesmos. Não podemos ceder ao conformismo diante da multiplicidade de problemas aparentemente sem solução.

Nosso lema diz que Campo Grande é a melhor cidade para viver e ser feliz. Esse será o nosso norte e objetivo.

"Assumimos com o grande desafio de corrigir distorções e devolver à sociedade a perspectiva do desenvolvimento sustentável."

Tênues sinais de recuperação econômica começam a despontar no horizonte. O Brasil começa a dar respostas – ainda que modestas – à inflação persistente, aos juros elevados, à estagnação produtiva. 

Há chance de começarmos a superar as dificuldades ainda este ano.

Se os indicadores da economia garantirem a superação da crise, vitalizando o setor de serviços, reduzindo o desemprego, estimulando a circulação de dinheiro, com certeza estaremos preparados para atrair novos investimentos em todos os segmentos produtivos.

Estamos nos reestruturando, administrativa e operacionalmente, para que nossa Capital volte a ser grandiosa.  Para isso, precisaremos do apoio dessa Casa Legislativa, com sua imprescindível sabedoria emanada da vontade das ruas, com suas demandas legítimas, suas críticas justas e construtivas, a nos auxiliar no apontamento dos caminhos e das soluções.

Devemos ser colaborativos; deixemos o combate político-eleitoral para o tempo certo; vamos nos unir pelo bem da cidade, sem perder a noção de que queremos o melhor para as maiorias e que temos o maior desafio de todos para superar: reduzir as imensas desigualdades sociais que nos aflige, evocadas pelo clamor de menos violência e mais justiça social.

É nesse ambiente democrático e participativo que os cidadãos e cidadãs tomarão conhecimento das potencialidades e das dificuldades vivenciadas pela administração municipal. Vamos estar nas ruas, nos bairros, no comércio, nas indústrias, conversando com a população. 

Não faremos uma administração de gabinete, fechados em pequenos grupos, infenso aos contatos com o povo. Queremos conversar olho no olho e saber como acontece a vida em seu cotidiano.

A boa governança requer humildade, paciência e perseverança.

Por isso, buscaremos renovar, em curto espaço de tempo, a esperança da população campo-grandense com ações políticas discutidas e  organizadas,  sempre visando o bem-comum.  

Agindo assim é que nos daremos o direito de antever uma cidade mais próspera e humana.
Nesse sentido, é importante que fique registrado nos anais dessa Casa  a verdade sobre o quadro econômico-financeiro encontrado até o momento. Essa será a base pela qual vamos nos lastrear nos próximos anos para avaliar a qualidade de nossa gestão. 

Em termos contábeis, Senhor Presidente e dignos Vereadores, encontramos restos a pagar e consignações, ou seja, dívida flutuante, na ordem de R$ 461.726.456,70 (quatrocentos e sessenta e um milhões, setecentos e vinte e seis mil, quatrocentos e cinquenta e seis reais e setenta centavos). 
As operações de créditos e parcelamentos, caracterizados como dívida fundada, estão na casa de R$ 453.279.177,87 (quatrocentos e cinqüenta e três milhões, duzentos e setenta e nove mil, cento e setenta e sete reais e oitenta e sete centavos).

Descontados os saldos de banco e caixa, nos deparamos com superávit financeiro, com recursos livres, caracterizados como “fonte zero”, na ordem de R$ 65,9 milhões , não obstante a informação do Prefeito anterior indicasse haver disponibilidade de caixa da ordem de R$ 247,1 milhões, no fechamento do mês de dezembro de 2016.  

"Queremos fazer uma verdadeira virada em Campo Grande. Não transigiremos com os erros, não nos dobraremos com as desculpas da ineficiência, não permitiremos que gastos supérfluos façam girar a lógica permanente da irresponsabilidade."

Os números aqui apresentados e os constantes dos relatórios anexos, sobre a execução orçamentária de 2016, demonstram que a arrecadação de impostos pelo Município, nos últimos exercícios, teve um incremento da ordem de6,61% , fruto da consciência ativa da população, como contribuinte, e que a receita Municipal cresceu, somente 12%   

Neste momento, em que essa egrégia Casa Legislativa inicia, oficialmente, os trabalhos da nova legislatura, convido os nobres Edis para que possamos compartilhar responsabilidades para gerir Campo Grande. 

Esta atuação conjunta foi praticada, com êxito, quando da apreciação do projeto de lei da reorganização administrativa do Poder Executivo.  Como Prefeito Municipal, ao lado da Vice-prefeita Adriane Lopes - e de toda a nossa equipe -, esperamos ser brindados com a parceria e a fiscalização responsável dos membros dessa Câmara Legislativa.

Nobres Vereadores, além dos dados e das informações referentes ao desempenho do Poder Executivo no ano de 2016, apresentamos, destacados do nosso Programa de Governo, aprovado pelo voto da maioria dos eleitores, alguns pontos cruciais, para dar a conhecer políticas e diretrizes governamentais para a nossa gestão, cuja implementação, certamente, terá o apoio e a parceria de Vossas Excelências.

Vamos enfrentar desafios, solidariamente, pois, somente assim, alcançaremos êxito. Temos consciência do nosso potencial frente às dificuldades presentes e as lutas futuras; por isso, vamos buscar apoio onde possamos encontrá-lo, para transformar frustrações em projetos e boas ideias em investimentos públicos e privados.

Como premissa básica, da qual não abrimos mão, garantimos aos senhores integrantes dessa Casa Legislativa que tudo faremos para colocar o nosso Município no lugar de destaque no cenário estadual e na vitrine nacional, provando que aqui o desenvolvimento assegura uma real e melhor qualidade de vida para toda a nossa gente.

Sabemos das dificuldades que nos reserva. Contudo, a consciência dos obstáculos que encontraremos não nos afastará dos nossos compromissos, principalmente com aqueles mais fragilizados socialmente.   

Vamos trabalhar com toda a intensidade e responsabilidade, executando o orçamento com diligência, transparência e honestidade.  Nossas prioridades estarão concentradas na saúde, na educação, na assistência social, na segurança e, principalmente, na defesa dos direitos humanos e dos menos favorecidos econômica e socialmente.

Deste modo, com a certeza de que esse Parlamento Municipal, atento às necessidades dos nossos cidadãos, caminhará junto com a nossa administração, aprovando e aprimorando as boas iniciativas, 

desejamos a todos muito sucesso e realizações. 

Respeitosamente.

MARCOS MARCELLO TRAD

Prefeito Municipal


“És um senhor tão bonito Quanto a cara do meu filho Tempo tempo tempo tempo ... Vou te fazer um pedido ... Compositor de de...



“És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
...
Vou te fazer um pedido
...
Compositor de destinos
Entro num acordo contigo
De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
E eu espalhe benefícios
...
Tempo tempo tempo tempo”
(Oração ao Tempo - Caetano Veloso)

“Oração ao Tempo” nos informa, em sublime poesia,
a medida necessária a se adotar em nossa jornada, e todos somos
cônscios disso, ocorre que o dia-a-dia com todas suas angústias
turvam a realidade, e isso, nos faz “premer o tempo”.
Tudo é para ontem!
Como assim!??
O ontem já foi.

A história é farta, entre embustes, ilusões e
vaidades, ele, o tempo, desfila sem se arranhar, sem o mínimo de
nódoa. Estrategicamente e sem açodamento, qual um jogo, a todos
consome sem esboçar o menor remordimento.

Não há se falar no tempo sem citar o fluxo de
informações que transitam na grande rede, tudo é instantâneo!!!
Fluidez, rapidez, quem chegará primeiro!!??? Vociferam, o tempo
sucumbiu, nós o dominamos!!!!!! 

Ledo engano, irritante e
pacientemente ele nos deixa jogar, sabe que a ampulheta não nos
pertence.

Assim, dia após dia o tempo lança suas investidas
das mais variadas formas. Como nos defender disso? Como nos
atinar a isso? Sensibilidade, acredito que seja isso.

Não faz muito, um irmão querido disse a seguinte
frase: “o tempo se encarrega de acomodar as abóboras na carroceria
do caminhão, de modo que uma não esmague a outra”.

Desse modo, adequando-nos ao modo que nos
permite sensitivamente ouvi-lo, curvo-me a ele, o Tempo, nesta luta
não há paridade de armas. Na mesma senda, conheço ao Senhor do
“chronus” e a Ele rendo graças.

Em síntese, em tudo o que se empenhar fazer, dê
tempo-ao-tempo, lembrando do intérprete e poeta, faz-se apenas
uma ressalva, se é que possível, receio de que o tempo não faz
acordos!

Força e Honra!

Na última segunda-feira, 13, o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) realizou operação Bolsão , em quatro ci...


Na última segunda-feira, 13, o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) realizou operação Bolsão , em quatro cidades do Estado na região do Bolsão: Cassilândia, Paranaíba, Chapadão, e Aparecida do Taboado.

Veja aqui matéria oficial.

O mafuá é imenso. Ramifica-se por vários setores administrativos de municípios e das esferas estaduais. 

De acordo com bastidores, tudo começou com um secretário de Estado (boquirroto por natureza), participando de uma festa em cidade supra- citada , com três ou quatro uísques acima da humanidade, relatando, num dos grupos, os "esquemas" montados com o escritório de um filho para a obtenção de facilidades no pagamento de ICMS. 
Essa conversa foi gravada e filmada. Está de posse do Gaeco. Daí foi só começar a seguir o dinheiro. 

Se não abafarem, vai dar rolo.

Não dá para ser contra o Uber. O serviço, na maioria das vezes, é bom e barato. Só não gosta dele quem tem táxi. É uma concorrência des...


Não dá para ser contra o Uber. O serviço, na maioria das vezes, é bom e barato. Só não gosta dele quem tem táxi. É uma concorrência desleal. 

O assunto, aliás, já rendeu polêmicas em quase todas as Capitais e cidades onde o aplicativo começou a funcionar, permitindo que os usuários fossem extensamente beneficiados, colocando uma faca no peito daqueles que cartelizaram o setor com frotas de táxis, explorando serviços caros, mão-de-obra barata e fortalecendo um corporativismo danoso quando se trata de interesses públicos versus privados. 

É compreensível os argumentos dos taxistas: eles pagam alvarás, impostos e taxas para atuar na cidade. Isso implica em tarifas elevadas por corrida. Mas tem benefícios como IPI reduzido e outras vantagens. Dá para apertar o torniquete.

O Uber é quase uma atividade clandestina, mas tem ajudado muita gente a driblar a crise crônica de emprego, cobrando barato para transportar pessoas, embora existam problemas vários que ocupam o atual cenário do debate: falta de segurança, ausência de regras legais de funcionamento, sem contar que não recolhem tributos específicos como qualquer atividade empresarial na cidade. 

Certamente, isso impacta nos preços cobrados dos usuários, que preferem pagar pouco para serem transportados pela cidade do que ter que andar de ônibus ou mototaxis, enfrentando os problemas de praxe. 

Outro dia fiz uma consulta formal de uma corrida de taxi até o aeroporto da cidade: de taxis pagaria cerca de R$ 58,00. De Uber, a corrida ficaria em R$ 20,00. Pergunte a qualquer pessoal por qual serviço ela optaria.

O Uber é um sucesso de público. Nos últimos dias tenho visto empregadas domésticas, lavadeiras, garçons, atendentes elogiando os serviços. É a modernidade em benefício do usuário. 

Tudo isso esbarra numa questão a ser pensada: os veículos do Uber usam a cidade como mercado. Usam a malha viária, a sinalização do trânsito, aproveitando-se das deficiências estruturais do transporte urbano. 

É um negócio como outro qualquer. Por isso, deve dispor de uma cota de funcionamento para garantir certo equilíbrio no mercado. Os táxis devem ter seu sistema de funcionamento repensado. Eles devem encontrar meios para baratear suas tarifas e serem competitivos. 

O Uber é uma realidade incontornável. Da mesma forma que o homem abandonou a máquina de escrever e passou a usar computador, o fenômeno da uberização segue o mesmo conceito. 

Mas para viver numa cidade e aceitar as regras civilizatórias deve-se pagar. Até para se ter um cachorrinho de estimação tem custos, imagine então ser transportado pelas ruas cidade. 

O prefeito Marquinhos Trad terá que enfrentar esse saudável dilema da modernidade: possibilitar a convivência harmônica com a multiplicidade de negócios que estão surgindo a partir das inovações tecnológicas. 

Discutir o assunto à exaustão é dever do setor público com as esferas privadas. Mas os motoristas do Uber devem compreender que não podem atuar na cidade sem que isso implique naquilo que é uma obrigação da cidadania: contribuir com sua cota parte para o bem coletivo. O resto é conversa fiada.
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