O assunto Uber ganhou grande repercussão nesse carnaval em Campo Grande. Na última sexta-feira, o prefeito Marquinhos Trad publicou decr...

Uber: o que precisamos saber antes de gritar

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O assunto Uber ganhou grande repercussão nesse carnaval em Campo Grande. Na última sexta-feira, o prefeito Marquinhos Trad publicou decreto regulamentando o uso dessa modalidade de transporte na cidade. Como em todos os lugares do mundo em que isso foi feito, a grita está sendo geral. Bom para o debate público e para esclarecer as coisas. 

Há poucos números amparando essa quase histeria nas redes sociais. 

Aqueles que nunca andaram de taxi nem de Uber estão agora achando chic defender o aplicativo que gerencia um negócio de U$ 70 bilhões em todo o planeta. 

Ontem o Uber ganhou as páginas policiais da imprensa internacional. A Waymo, unidade de carros autônomos da holding do Google, acusou o Uber de usar propriedade intelectual roubada por um dos antigos líderes de projeto do Google, em um processo aberto na Justiça federal dos Estados Unidos.

O mundo corporativo tem dessas coisas...também

Por trás de toda essa discussão debate-se o problema da mobilidade urbana. 

Na década de 90,  Campo Grande transportava anualmente 90 milhões de usuários. Em 2012 houve um redução de 28%, ou seja 70 milhões. Atualmente, esse número caiu ainda mais. 

Estima-se que diariamente 200 mil usuários (50 mil pessoas) utilizem ônibus para se locomover numa cidade com mais de 800 mil habitantes. 

Em função da política de crédito fácil dos anos pré-crise muitos adquiriram veículos próprios e motos para se locomover. 

Há muita gente optando inclusive por bicicletas, seguindo a moda da sustentabilidade.

Uma quantidade imensa de pessoas passaram a utilizar de outros meios para andar pela cidade. Isso é fato.

Nesse plano, não se sabe quantas pessoas, numericamente falando, utilizam táxis e Uber para se deslocar no espaço urbano. 

Digamos que esse número não ultrapasse 5% da população? Ou 10%? Ou menos? Quem informa?

É importante saber esses dados. Somente assim é que se poderá avaliar o contexto de imensa grita que está se fazendo por causa do Uber. 

Pergunto: qual a capacidade estratégica de uso das redes sociais de um aplicativo como o Uber quando se trata de ganhar mercado? Não é fácil criar uma onda de fumaça transformando um tema de relativa importância numa coisa grandiosa? 

Onde falta informação detalhada perdemos capacidade de avaliar a real dimensão das coisas, tudo vira emoção, ou seja, a pós-verdade. 





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