Um dos mais graves problemas de Campo Grande é falta de medicamentos – até os mais básicos – nas unidades de saúde. A questão vem sendo c...

Campo Grande: entrega de medicamentos será regularizada nesse semestre

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Um dos mais graves problemas de Campo Grande é falta de medicamentos – até os mais básicos – nas unidades de saúde. A questão vem sendo considerada por muitos médicos e enfermeiros como um caso de “calamidade pública”. 

Ontem o prefeito Marquinhos Trad bateu o martelo: quer ver o problema solucionado nesse primeiro semestre. A equipe da Saúde fez as contas e diz que com injeção de recursos e criatividade isso será possível.

Qual a origem desse drama que vem atingindo de maneira danosa grande parte da população?
Simples: no ano passado a prefeitura, vivendo uma crise de proporções manicomiais, transformou a gestão pública numa sucursal de hospício. 

Esmigalharam a lógica e distorceram as prioridades. 

Nessa festa, a saúde mergulhou no abismo. 

Primeira medida maluca: não pagou as empresas fornecedoras de medicamentos. No auge da crise, elas cortaram a entrega. O quadro permanece até hoje.

A dívida está estimada em R$ 20 milhões, sendo ainda necessário R$ 3 milhões mensais para equilibrar as contas. 

Mais grave: os fornecedores estão desconfiados e não querem negociar com a prefeitura a regularização da entrega. A prefeitura precisa restabelecer a confiança e acenar com medidas concretas. 

Mas a coisa é uma emaranhado de problemas,muitos dos quais está sob investigação no Ministério Público Estadual. 

Outra maluquice: por obra e graça do ex-secretário Ivandro Fonseca (gestão Bernal) gastou-se  dinheiro público de maneira errada e temerosa. 

Só em ataduras foi uma fortuna. 

Parece brincadeira, mas a cidade inteira pode ficar tranqüila com acidentes,quebras de ossos e luxações  porque tem material de sobra para os próximos 15 anos. 

Seria ótimo não fosse o problema de que material é perecível e, se não utilizado de alguma maneira, irá para o lixo.

Vejam o quadro: 

Atadura 08 cm

Estoque 11.582 caixas
Consumo médio 90 caixas por  mês
Previsão de consumo: 128  meses, ou seja, quase 11 anos

Atadura 12 cm

Estoque 6.170 caixas
Consumo médio 67 caixas por mês mês
Previsão de consumo 92 meses, quase 8 anos

Atadura 06 cm 

Estoque 2.970 caixas
Consumo médio 35 caixas por mês
Previsão de consumo 84 meses, quase 07 anos

Intracat cateter 

249 unidades
Consumo médio 05 por mês
Previsão de consumo 49 meses

Diante desse descalabro, o Superintendente de Compras da Secretaria da Saúde, Victor Eugênio Filho, e o atual secretário Marcelo Vilela, pediram de imediato uma força de tarefa para identificar outras barbaridades. 

É aquela história: puxa uma pena vem uma galinha. 

De acordo com Victor Eugênio ele proporá ao secretário a realização de permutas com  outros hospitais  de municípios vizinhos, tentando fazer a troca daquilo que Campo Grande tem excesso com medicamentos de primeira necessidade que, eventualmente, estejam sobrando em outros lugares. 

Enfim,  até colocar a casa em ordem a cidade padecerá por conta de um passado que parece insistir se manter presente. 



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