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Rui Barbosa
Ministra Simone Tebet, perdida na selva escura do momento político
1-) Simone em busca de uma porta de saída - Olhando de longe, instalado em meu bunker no litoral catarinense (protegido de meus inimigos) percebo que a ministra Simone Tebet encontra-se em desarvorado desespero, andando pra lá e pra cá, não sabendo que rumo tomar em 2026.
Não é fácil correr atrás de emprego quando se torna uma pessoa indesejada. Mas existe aquela frase: você se torna suas escolhas, para o bem ou para o mal. Talvez seja o caso da filha de Ramez Tebet.
Por esses dias ela tem assombrado o mundo político com pesquisas fabricadas, tentando forçar a barra para ser candidata em São Paulo, única fresta que lhe sobrou por conta da relação que mantém com o deputado federal paulista Baleia Rossi, presidente nacional do MDB.
Ora ela diz que deseja ser candidata ao senado, ora ela aparece pleiteando o cargo de governadora de Estado. Por enquanto sua estragégia se reduz a isso: publicação de pesquisas encomendada por desconhecidos, sem origem comprovada. Na verdade, não se sabe se existe alguma verdade nestas informações, mas é um jogo que parece ser um blefe.
Simone diz que espera uma conversa com Lula para definir seu futuro. Enfim, está perdida. Talvez ela espera que o PT lhe dê um cheque ou passe um pix para ela ancorar sua campanha apostando no imprevisível e no improvável.
Mas Simone faz o tipo "quebra a perna mas não rasga a meia", mantendo aquela postura arrogante de nossa melhor aristocracia bovina.
Nos bastidores paulista o PT esfrega as mãos para o momento em que seja autorizado a rifar madame, enquanto Haddad, Márcio Fortes (PSB) e Alckmin preparam-se para o enfrentamento eleitoral que vier lá na frente. Pouca gente lembra, mas a adesão de
Simone a Lula nas eleições passadas não foi bem assimilado pelos eleitorado paulista, conforme mostrado em inúmeras pesquisas de campo.
Esses eleitores consideraram em sua maioria que Simone foi oportunista e traidora por ter se aliado ao Lulismo. Guardaram mágoa? . Não se sabe. O que foi diagnosticado (isso é demonstrável) é que aliar-se ao PT provoca de imediato um aumento de sua rejeição. Outra questão: o eleitor paulista está disposto a engolir uma candidatura forasteira que poderá lhe trair entregando pedaços significativos do governo ao PT, caso seja eleita?
2 - Vandico Loubet- O deputado Vander Loubet afirma que está enjoado de ser deputado federal. Quer agora ser senador. Meia verdade. Existe uma regra no estatuto do PT (não se sabe se ainda está valendo) que há um limite de exercício do mesmo cargo eletivo dentro do partido. Depois de exercer vários mandatos o sujeito tem que tentar subir a escada. Isso evita a calcificação do partido e a consequente formação de bases coronelísticas.
Diante disso, Vandico resolveu usar o degrau de Fábio Trad para tentar subir de fase. Não sei se Fábio é ingênuo ou está fingindo ser. Se ele for, de fato, candidato ao governo de Mato Grosso do Sul poderá repetir a performance de Marquinhos quando fez a desastrosa tentativa de chegar ao Parque dos Poderes.
De longe, acho que Fabinho entrou numa canoa furada. Ontem surgiu o tema de seu emprego na Embratur. Esse quadro pode piorar. Se eu estivesse perto do amigo e ex-deputado diria para ele repensar o contexto, pois tudo indica que ele está entrando numa canoa furada.
Ter Vandico como companhia numa campanha além de não se aprender nada, pode-se inclusive adquirir vícios nada republicanos. Mas o homem é ele e suas circunstâncias. Que deus ilumine Fabinho.
3 - Xandão e Toffolli e o escândalo do Master- Hoje ouvi Lula fazendo populismo barato com o escândalo do Banco Master. Quando estourou a crise reparem que ele ficou quieto. Esperou pra ver se não respingava nele, assegurou que está protegido, e agora trás o tema para seu palanque populista. Se fosse uma coisa verdadeira ele pediria que o senado afastasse Xandão e Toffoli. Mas Lula jamais chegará a tanto. Os super-ricos de estimação ( ministros do Supremo, os irmãos Batista etc) jamais serão mencionados. Nem Lulinha, que fez a festa com o careca do INSS, e hoje passeia na Espanha.
Eleições em MS - Desde meados do ano passado a classe política de MS dá a impressão de estar jogando parada. O governador Eduardo Riedel tem conseguido colocar o processo no seu ritmo. Aos poucos, com sutileza e discrição, tem formulado uma operação rumo à campanha sem dar pelota para rumores da oposição. Ele sabe que haverá questionamentos ao seu governo aqui e ali, principalmente em torno dos manejos orçamentários.
Mas o governador tem respostas na ponta da língua para todo "denuncismo" que aparecer. Uma coisa o eleitor já sabe: Riedel não é arrogante nem ufanista. Na verdade, seu realismo é enervante. Se houver debate ideológico, todo mundo sabe que a esquerda tem um estoque de cargos comissionados dentro da máquina, o que seria no mínimo esquisito ver essa gente criticar a direita mamando nos biquinhos públicos na maior tranquilidade. Complicado, né?
4 - O Brasil no Oscar - Gostei de ver o cinema brasileiro ter várias indicações para o Oscar, principalnente o título de melhor ator para Wagner Moura. Só achei uma tremenda bobagem a polítização do assunto nas redes sociais. Não que isso vá alterar um mísero milímetro nos rumos da humanidade, mas a burguesia progressista brasileira ( tem gente que até ostenta título de mestrado e doutorado pra dar provas cabais de jumentice) insiste em dar dimensões espetaculosas a um show das elites americanas - cuja função nada mais é do que mostrar ao mundo sua superioridade cultural.
Vou torcer por "O agente secreto", filme que ainda não assisti, mas tenho acompanhado pelas críticas na imprensa especializada. Como muitos amigos sabem, resido no cu do mundo, numa praia, e me deslocar até a um cinema no centro de Florianópolis me causa tédio e exasperação. Vou esperar para ver na telinha do celular.

