Bolsonaro decidiu por Riedel demonstrando uma sensatez inusual Dante filho**** Muita gente que não conhece Mato Grosso do Sul volta e m...

Porque Bolsonaro prefere Riedel

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   Bolsonaro decidiu por Riedel demonstrando uma sensatez inusual


Dante filho****


Muita gente que não conhece Mato Grosso do Sul volta e meia me pergunta: por que o Bolsonarismo é tão forte no Estado? Sempre respondo que é muito provável que haja, neste caso, uma identificação com o anti-petismo do que propriamente com os aspectos ideológicos que Bolsonaro representa.

É bom lembrar que nunca um candidato do PT à presidência venceu por aqui. Sim, Zeca do PT foi governador por duas vezes, mas isso se deveu a uma questão circunstancial: por causa do rompimento de um pacto das elites oligárquicas entre Wilsismo e Pedrossianismo. Ademais, Zeca governou como um bom tucano, abraçado a FHC, fazendo-lhe o tempo todo juras de amor.

Os tempos mudaram. A extrema- direita cresceu e, em 2018, fechou com Bolsonaro, muito com base no avanço das esquerdas em cima dos conflitos fundiários e no sucesso do agronegócio como fator de crescimento econômico do Estado.

A passagem de Bolsonaro por Campo Grande nesta quinta feira (30/07) veio residualmente atravessado por esse dilema: quem melhor representa o atual momento de MS diante do cenário de crise mundial que se avizinha e dos embates ideológicos que estão postos. 

Havia dois atores em cena buscando extrair do potencial de votos do bolsonarismo sua preferência: Riedel(PSDB) e Capitão Contar (PRTB). 

Contar representa o chamado segmento Bolsonarismo-raiz, predominantemente formado por bolhas da extrema-direita. Ele tem força política localizada, mas não consegue ser abrangente o suficiente apara fazer uma campanha de sucesso para todo Mato Grosso do Sul. 

Riedel, por outro lado, representa a centro-direita mais organizada, sem radicalismos, de perfil conciliador, com amplo apoio do agronegócio, com maior sensibilidade social e, mais importante, não se sente constrangido em dialogar com todas as correntes políticas, sem discriminar ideologicamente partidos ou preferências. 

Obviamente, Bolsonaro, no seu campo ideológico, não pode fazer política excludente, mas deu todos os sinais de que prefere Riedel  em vez do Capitão Contar. 

Se este for esperto, desiste da candidatura e põe em execução o plano B. Ganhará em grandeza e sairá fortalecido. Caso contrário, será um político de nicho, sem conseguir atingir a maioridade.

Depurando todos os sinais e declarações, gestos e simbolismos ficou mais do que evidente que Bolsonaro abraçou a candidatura de Riedel. Talvez essa tenha sido uma das poucas vezes que o presidente decidiu pelo caminho da sensatez.




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