Como a seleção de Tite ficará na memória coletiva das gerações de brasileiros? Essa é uma pergunta cuja resposta fica para o fim de julh...

Alexsandro Nogueira: Um olhar sobre Tite

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Como a seleção de Tite ficará na memória coletiva das gerações de brasileiros? Essa é uma pergunta cuja resposta fica para o fim de julho. 

Ontem, o treinador deu pistas de que pretende habitar a lembrança dos torcedores com boas recordações. E o primeiro passo para isso acontecer foi a convocação de 23 atletas que representam a vontade da maioria dos brasileiros. 

Tudo bem que ele errou ao não levar Luan e Arthur do Grêmio, mas o cara tem crédito e histórico para comandar o Brasil na Copa da Rússia.

Os números de Tite como técnico da nossa seleção impressionam. Não sei falar de planilhas, me atropelo com contas decimais e estatísticas, mas a prancheta do comandante da amarelinha vem funcionando na conquista de resultados. 

Pelos relatórios apresentados, há muito tempo não assistíamos um elenco tão eficiente em marcar gols e disciplinado taticamente. Uma equipe aplicada dentro das quatro linhas e que sabe jogar com e sem a bola nos pés. 

 É claro que os jogadores têm uma grande parcela de contribuição nesses resultados. Não discuto isso, mas o mérito mesmo dessa campanha tem nome e sobrenome: Adenor Leonardo Bachi, ou melhor, Tite. 

E quando o assunto é motivação de atletas e planejamento de resultados, ele mostra que sabe do riscado. Pelo menos no Brasil. Só pelo Corinthians conquistou dois Brasileiros, uma Libertadores, um Mundial e um Paulistão.

Depois dos 7x1 para Alemanha, o brasileiro viu sua estima definhar nos gramados. Primeiro pelo resultado avassalador no Mineirão, depois quando a diretoria da CBF resolveu ressuscitar a confusa ‘Era Dunga’ no comando técnico. Foi um vexame.

O que já não tava bom passou a ser motivo de desgosto e a seleção virou chacota na imprensa internacional com sucessivos resultados negativos em jogos no exterior.

Com a seleção também andava mal das pernas nas eliminatórias para a Copa, a CBF não  teve outro jeito a não ser defenestrar Dunga e render-se à eficiência de Tite. Era isso ou ficaríamos fora do Mundial de 2018. A aposta deu certo e de lá pra cá assistimos um namoro entre torcedores e a seleção. 

Perto de completar dois anos à frente da Seleção, Tite tem um retrospecto positivo com 83,3% de aproveitamento no comando da equipe brasileira e diminuiu o abismo de talento que separa o treinador brasileiro do europeu. Mais do que isso, desde Telê Santanna não tínhamos um técnico com tamanho prestígio com os torcedores, que ao invés de nominarem nossa equipe como o time de Neymar e companhia, preferem mencioná-la como a Seleção de Tite.

*jornalista e escritor



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