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Flávio de Britto: Obras congeladas

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Costumeiramente gestores das mais diversas regiões do nosso País, estados, municípios entregam obras não concluídas aos seus sucessores. Com vaidade à flor da pele, muitos desses (geralmente opositores) carecem do empenho e bom senso para conclusão destas ações. 

O ego inflado não lhes permite concluir obras que estejam iniciadas por outros gestores que não sejam eles próprios. O que é obrigação e dever da função dissolve-se numa atmosfera difusa de cálculo político.

A população perde. O Brasil tem abortado recursos que poderiam estar sendo úteis a outros setores da administração pública como saúde e educação atualmente em coma profundo. 

Épocas passadas hospitais eram setores de recuperação. Hoje perdemos a vida nestes ambientes como estivéssemos diante frigoríficos de pessoas. Sabemos o dia da entrada, mas, desconhecemos o momento da saída.

Gestores precisam se atentar que momentos políticos passam. Os atos de hoje refletirão em seus filhos/netos no amanhã. Nosso País está vivenciando um momento sublime de mudança comportamental extrema.

É nítida a nova concepção de política. Hoje temos um aquário do pantanal paralisado por “N” motivos em nosso estado. Não vem ao caso as razões pelas quais o gestor anterior não terminou a obra ou se o atual não a vê como prioridade. O momento é de concluir tal feito para não descartar ao lixo impostos pagos com o suor honesto do trabalhador, cidadãos sul-mato-grossenses.

No auge de uma crise que o País enfrenta - conseqüência de bandidos do colarinho branco - corrói os nervos assistir uma obra daquele quilate estagnada sem prazo para conclusão. 

A irresponsabilidade destes gestores precisa haver fim. Segue sugestão a Assembléia Legislativa/MS para que elaborem e apreciem projetos de responsabilização de gestores que deixarem obras inacabadas em nosso estado durante respectivo mandato. Dinheiro público é sagrado, advém das mais diversas histórias de sofrimento do nosso povo. 

Que Deus permita discernimentos aos homens públicos para que deixem a fatuidade de lado e façam seu dever de casa. Pouco importa o super-herói da façanha. Importante aos olhos íntegros é que verbas públicas não sejam descartadas como as fétidas “zorbas” destes gestores rechaçadas rotineiramente em suas vivendas.

Obras congeladas em nosso País precisam se tornar títulos de acórdãos em condenações judiciais. Gestores ao assumirem casos práticos como estes devem como obrigação concluí-los rigorosamente antes do encerramento do seu mandato. 

Parafraseando Guimarães Rosa: “Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende”. 

Sejamos mais sensatos. Menos vaidade, por favor.


Advogado 



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