Tempos atrás, disseminou-se que os serviços de recapeamento de Campo Grande foram barateados no momento em que a prefeitura contratou o e...

Campo Grande: Recapeamento feito pelo exército é mais caro

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Tempos atrás, disseminou-se que os serviços de recapeamento de Campo Grande foram barateados no momento em que a prefeitura contratou o exército para executar obras de pavimentação.

Desde a semana passada, técnicos da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) começaram a revisão de alguns itens do orçamento entre prefeitura e exército para o recapeamento do corredor de transporte coletivo sudoeste . 

Conclusão: a obra executada pelos militares sairia 8,75% mais cara do que se fosse feita por uma empresa privada.  Ao calcular economia de R$ 4,5 milhões, a gestão anterior não levou em conta tudo o que envolve a montagem do canteiro de obras.

A prefeitura tem o objetivo de reduzir em até 10% os chamados custos indiretos para que haja a equiparação dessas despesas (basicamente o de instalação dos canteiros de obras e depreciação de equipamentos) com os de uma empresa privada. 

A revisão destes valores também é defendida pelos engenheiros da Caixa Econômica Federal, que discordaram de alguns itens que acabariam encarecendo o custo final da obra. 

Pela planilha do Exército, o valor final da obra sairia por R$ 24 milhões, sendo R$ 4,5 milhões com estes custos e R$ 19,5 milhões com o recapeamento propriamente dito.

Constatou custos indiretos de R$ 2,4 milhões. O secretário Rudi Fiorese explica que esta diferença existe porque o Exército tem trazer maquinários, equipamentos e até os profissionais de outras unidades da Federação. Isso acaba encarecendo o valor final das obras.

Com adoção deste formato de convênio para execução do recapeamento do corredor sudoeste, a prefeitura terá de antecipar os recursos para o Exército e depois ser ressarcida com o dinheiro de um financiamento de R$ 110 milhões, contratados  em 2013 junto à Caixa,  como parte do Projeto de Mobilidade Urbana. 

Este procedimento é diferente do aplicado quando a obra é executada por uma empresa privada.

No modelo privado, a empreiteira custeia a obra e faz medição. A Caixa Econômica avalia o serviço e libera o pagamento.

A gestão do prefeito Bernal vendeu uma falsa ideia à população de que os trabalhos do exército feriam mais eficientes e baratos para a cidade nessa área. Na ponta do lápis isso não acontece. 

A questão verdadeira era de que havia impedimento legal para algumas empresas privadas realizarem o trabalho em função de problemas judiciais, surgidos no âmbito da Operação Coffe Break.



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2 comentários:

  1. E desde quando prefeitura contrata o Exército? Matéria tendenciosa, mal escrita! Subliminarmente tenta passar a ideia de que o Exército superfaturam obras, o que é uma falácia!

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  2. Duvido que alguma empreiteira ligada a políticos faria essa obra com preço menor. A obra pode até começar com proposta de um menor preço, no final, saíra pelo triplo.

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