A vitória de Donald Trump nas eleições americanas nesse 9/11 desde já se transforma num fato histórico relevante.  A partir de hoj...

O impossível aconteceu: Donald Trump é o presidente dos EUA

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A vitória de Donald Trump nas eleições americanas nesse 9/11 desde já se transforma num fato histórico relevante. 

A partir de hoje muito papel e cuspe serão gastos para interpretar e analisar esse fenômeno surpreendente. 

A primeira explicação que deverá ser difundida volta-se para a ideia da influência da chamada da cultura do ressentimento, que vem tomando corpo nas grandes massas de muitos países, que rejeitam o establishment, o globalismo, os inteligentinhos de esquerda, enfim, o famoso discurso politicamente correto. 

Ontem mesmo, enquanto a apuração das eleições americanas transcorriam indicando a vitória de Trump, as redes sociais brasileiras eram coalhadas com mensagens aludindo a eleição de "Bolsonaro 2018", numa clara manifestação de que o discurso nacionalista e a pregação anti-política da direita estão em alta. 

Trump é tudo aquilo que a lógica do comportamento tradicional dos políticos contraria. 

Seu preconceito sem meias palavras, seu sexismo primitivo, seu populismo pedestre, tudo aquilo que os manuais até hoje mandavam que candidatos escondessem dos eleitores, o candidato Republicano evidenciou como qualidade a ser destacada e valorizada. 

O eleitor americano disse sim a esse modelo. Mais: sentiu-se identificado com o simbolismo que representa . 

Se ele vai inspirar outras lideranças a fazer o mesmo mundo afora é uma tese em aberto. 

Mas não há dúvida de que há um cansaço em torno de uma forma "tradicional" de se fazer política a partir de um formalismo que tangencia os problemas em vez de enfrentá-lo. 

Trump certamente deixará marcas. Há quem dirá que o mundo não será mais o mesmo. Talvez seja verdade. 

O homem é reflexo de seu tempo imediato. Toda força gera em seu eixo sua própria contraforça. 

Se o argumento serve de consolo, talvez o novo presidente americano, com seu isolacionismo desbocado e sua breguice espalhafatosa, seja necessário para ver até onde o conceito de democracia resiste. 

Uma coisa é certa: a mídia - que se notabilizou durante a campanha como feroz opositora de Trump - deverá ter sua influência relativizada cada vez mais, visto que seus pontos de vista não são encampados automaticamente pelos eleitores.

O fluxo de informação - com pesquisas que são cada vez mais furadas - tem novos contornos e o quadro de incertezas será um dado a ser considerado a cada eleição.

Não há dúvida de que o mundo será mais interessante para ser observado daqui pra frente.

Se será melhor ou pior, vamos esperar pra ver.


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