A reputação de Reinaldo Azambuja não está muito boa na cidade onde ele foi criado e vicejado (ele é campo-grandense de nascimento).  I...

Maracaju reage

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A reputação de Reinaldo Azambuja não está muito boa na cidade onde ele foi criado e vicejado (ele é campo-grandense de nascimento).

 Inúmeros leitores do município - ou que lá nasceram - estão enviando mensagens ao blog reclamando da terminologia que tenho usado aqui para criticar o Governo: "República de Maracaju".

Muitos tem feito reparos porque tenho usado a referência de maneira depreciativa, utilizando a arma do deboche para expandir um conceito negativo da cidade.

Eles dizem que o município é próspero, tem uma das principais economias do Estado e vem se modernizando a olhos vistos.

Portanto, utilizar o termo "República de Maracaju" numa estreita ligação com a ideia de atraso, prática do coronelismo e certa intolerância com a diversidade de pensamento é golpe baixo e pura desonestidade intelectual.

Ontem publiquei um artigo intitulado "O PSDB e a República de Maracaju" e a reação dos Maracajuenses foi forte. 

Precisei esclarecer que não se trata de uma localização geográfica, mas de um estado mental.

Não adiantou. Continuei a ser educadamente espancado.

Conclusão: os cidadãos sérios de Maracaju não estão querendo que o Governo Azambuja imponha, ao longo do tempo, uma marca negativa na cidade.

Se ele ainda estivesse fazendo um bom governo...

Por isso, toda a vez que a "República" for citada o tom de ironia estará colado à palavra e, com isso, impõe-se uma espécie de desapreço coletivo.

Concordo. Mas não é essa minha intenção. 

Primeiro, sozinho, não tenho poder para impor esse neologismo no dicionário regional. 

Segundo, há muitos e muitos anos fala-se na "República", tanto que no momento de se procurar um nome para o Estado no período de desmembramento territorial, 1977, sugeriram "Estado de Maracaju", por causa da serra homônima que nos circunda.

Quando decidi fazer a denominação pensei no fato de que o núcleo do poder que atualmente comanda o Estado originou-se na cidade.

 Todos sabem: a maioria das pessoas nos postos chaves do Estado tem esse perfil provinciano, mandonista, típico de pequeno mundo. 

Azambuja é vítima involuntária desse processo de formação e conhecimento da vida. 

Se a crítica embutida na perífrase se alastrar, a culpa não será minha, será de quem deu forma e conteúdo a ela. 



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