O Correio do Estado desta segunda-feira publica uma manchete arriscada, mas não ilógica: "A eleição acabou". Pela pesquisa IP...

Oposição à hegemonia vai derrotar PSDB

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O Correio do Estado desta segunda-feira publica uma manchete arriscada, mas não ilógica: "A eleição acabou". Pela pesquisa IPEMS, o candidato Marquinhos Trad vence com certa tranquilidade o próximo pleito. 

Os números são eloquentes: Marquinhos tem 62,57%; e Rose, por sua vez, pontua com 37,43% dos votos válidos. Uma diferença de mais de 25%. 

O problema, contudo, para a candidata do Governo é outro: de acordo com a pesquisa, enquanto Trad cresceu 15 pontos no intervalo de poucos dias, ela subiu 3 pontos. É improvável que ela consiga fazer uma virada vertiginosa e se tornar competitiva.

Mesmo assim, ainda há 20 dias de campanha pela frente. Ou seja: uma eternidade. 

De duas, uma: ou essa diferença se alarga, indicando derrota acachapante para Rose; ou a margem se estreita, fruto de uma reação vigorosa da candidata. 

Seja como for, o sentimento da sociedade está se clarificando: a tentativa hegemônica do tucanato de "mandar no Estado", como asseverou o candidato do PPS Athayde Nery no primeiro debate entre candidatos, está se esvaindo. 

Reinaldo e seus capitães do mato fizeram a leitura errada do processo eleitoral: em Campo Grande criou-se uma força tremenda contra o mandonismo que ultrapassa o poder da máquina e do dinheiro. 

Se Azambuja não compreender essa realidade do fundo de sua alma vai perder as eleições em 2018. 

A questão da chamada "nova" política não pode ser apenas retórica. Tem que ser efetiva. 

O governador tem uma péssima equipe de trabalho, é arrogante, às vezes obtuso, não suporta a liberdade de opinião, persegue jornalistas com a polícia, tem uma comunicação confusa, enfim, é um desastre ambulante. 

Mesmo no interior do Estado, no qual ele tem cantado em verso e prosa sua vitória, sabe-se que a realidade é outra, os interesses paroquiais prevalecem e nenhum partido ou grupo pode se considerar vitorioso. Na pequena política siglas partidárias não significam nada.

Com tudo isso, certamente as urnas não lhe sorrirão no dia das eleições na Capital - maior colégio eleitoral do Estado.  


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