Analisar debate televisivo entre candidatos é subjetivo . Somos dominados por nossas preferências pessoais.  Isenção é quase imposs...

Debate Midiamax: Rose vai bem, mas não supera Marquinhos

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Analisar debate televisivo entre candidatos é subjetivo. Somos dominados por nossas preferências pessoais. 

Isenção é quase impossível. 

Reconhecer o erro de quem preferimos é difícil; afirmar que quem rejeitamos acertou é complicado. 

Vou tentar ficar no meio ao analisar esse debate do Midiamax. 

Rose e Marquinhos se saíram bem, dentro de suas limitações e das regras impostas pelo programa. 

Rose se saiu melhor no primeiro bloco. Mais assertiva, atacando na medida certa, respondendo os temas com propriedade. Gostei dela. 

Marquinhos manteve seu ritmo. No começo, na defensiva, tentando compreender o jogo e os argumentos da adversária. 

Parece que ele queria ver até onde ela avançada nos temas polêmicos.

Achei que Rose esgotou muito rápido seu repertório de denúncias contra Marquinhos tentando associá-lo à gestão do irmão, Nelsinho, e depois voltando à questão de sua relação com a Assembléia Legislativa, no rumoroso caso de sua contratação pelo pai, deputado, em 1986. 

Não conseguiu produzir uma frase de efeito que marcasse sua presença no debate. Foi trivial.

Marquinhos esclareceu que na época não havia concurso e retrucou mostrando que dois sobrinhos de Rose trabalharam no Tribunal de Contas de maneira enviesada, acrescendo um irmão que foi funcionário e ordenador de despesa da Secretaria Municipal de Educação como responsável por um desvio de R$ 7 milhões.

Rose afirmou que Marquinhos estava mentindo e que seu irmão nunca havia trabalhado na SEMED

No fim, tudo ficou o dito pelo não dito. As denúncias estão pairando no ar, com menos força a partir de agora, mas precisam ser confirmadas.

Rose pareceu mais solta, mais espontânea e liberada de seus marqueteiros em vários momentos. 

Marquinhos pareceu mais seguro, com domínio dos argumentos, aproveitando melhor o tempo, diferente dos debates no primeiro turno. 

Senti que Rose descambou após o segundo bloco. Ela cometeu erros cruciais: deu a entender que Marquinhos será o futuro prefeito. Reconheceu que suas chances são pequenas. Tudo nas entrelinhas. Mas está lá para conferir. 

Marquinhos aproveitou a chance e a levou Rose para as cordas, principalmente naquilo que sua adversária mostrou-se mais frágil:a defesa do Governo Azambuja. 

No fundo, no fundo, Marquinhos fez uma antecipação do debate de 2018. Mostrou todos os erros de Azambuja e o quanto o seu governo é errático. 

Bateu na questão dos impostos e na devolução da cobrança ilegal da inspeção veicular, que o Governo nega-se a devolver aos contribuintes que já pagaram.

Nisso, Rose deu de bandeja quando questionou qual será a relação dele com o governo em função das críticas feitas. Marquinhos fez de seu argumento a música que todos queriam ouvir: independência, autonomia, relacionamento institucional.

Rose não conseguiu fazer a defesa correta de Azambuja. Aceitou o jogo do adversário e cometeu muitos erros. 

Marquinhos dominou a cena. Mostrou que Rose é apenas uma fantoche de uma administração sem rumo. 

Rose encolheu e foi ficando pequena. Perdeu o brilho. 

Até onde a vista alcança, as críticas abertas de Marquinhos ao governo do Estado demarcaram, o terreno do que vem pela frente. Azambuja não terá vida fácil a partir de agora. Rose é tributária do desastre administrativo que acompanha Azambuja. 

O governador terá que mudar sua gestão e as pessoas que ocupam cargos estratégicos em seu Governo. Não sei se ele terá inteligência para isso. Não será fácil se livrar de seus capitães do mato.

Se Rose vencer a eleição, será um milagre. 

Se perder, ela e Reinaldo estão perdidos. 

Quem viver, verá.


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