Pesquisas indicam que mais de 50% do eleitorado campo-grandense não aprova campanhas negativas no horário gratuito do TRE.  Diante ...

As desconstruções de Marquinhos e Rose

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Pesquisas indicam que mais de 50% do eleitorado campo-grandense não aprova campanhas negativas no horário gratuito do TRE. 

Diante disso, pergunta-se: por que os marqueteiros fazem a opção pelo ataque sistemático às candidaturas e não ficam restritos às apresentações de propostas administrativas? 

Os especialistas do setor respondem que isso faz parte do jogo. É aquela história: no amor e na guerra tudo vale. 

A questão é o conteúdo dos ataques. Existem as críticas inteligentes, que revelam aspectos dos candidatos que precisam ser levados à reflexão dos eleitores. Ou seja: desperta o eleitor de sua letargia e coloca elementos contraditórios em ação para a ajudar a pensar.

Mas existe a pancadaria abaixo da cintura, que mistura fantasias e delírios, que são inaceitáveis. Causam inconformismo e rejeição. 

Vou dar um exemplo: numa campanha pela prefeitura paulistana há alguns anos, no confronto entre Marta Suplicy e Gilberto Kassab, João Santana lançou um VT que ficou famoso. 

A pergunta era a seguinte: "Gilberto Kassab?, você conhece?, ele é casado, tem filhos?" A ideia era sugerir uma discussão sobre a suposta homossexualidade do adversário. 

Baixaria total. Não deu certo. Marta tirou o programa do ar. Perdeu a eleição.

Coisas assim são veiculadas na rede social. Deve ser repudiada porque transforma a política num parque de diversões para tarados e psicopatas. 

Outra coisa é o confronto de ideias, programas de gestão, formulações sobre os rumos que cada um tem para a cidade. Críticas pontuais bem dosadas e propostas bem formuladas são importantes numa campanha. 

Vejo, nesse aspecto, que os marqueteiros de Rose estão forçando a barra, querendo desviar o foco da campanha para um debate que não cabe no momento: o papel da família Trad no processo político. Fica a impressão de que Marquinhos carrega nas costas uma culpa moral  por pertencer a uma família.  

Ele deixa de ser uma pessoa e passa a ser um clã, um ente coletivo, como se carregasse um gene defeituoso só por esse fato. No nazismo isso se chamava eugenia. 

Fico imaginando se Marquinhos decidisse enveredar por esse caminho para dar o troco na mesma moeda . 

Não é preciso elucubrar muito para imaginar que a campanha desandaria para os tempos medievais, tirando o foco do principal: quem tem condições de fazer a virada em Campo Grande. 

Esse é o erro do marketing do PSDB. E isso parece ser a ruína da candidatura tucana. 

Outro tema: as relações funcionais de Marquinhos na Assembléia Legislativa. Ele devolveu a bola para os deputados e propôs a criação de uma CPI para apurar as relações funcionais na Casa desde 1986. Até o momento não se sabe o que fazer com essa batata quente. 

O Mato Grosso do Sul é o reino do patrimonialismo. Até que ponto vão querer mexer nesse vespeiro? 

Marquinhos também tem feito ataques à Rose Modesto, ora se defendendo, ora revelando as fragilidades da candidata. 

Não quero ser parcial nessa história, mas a balança - vis a vis - conta ponto para Marquinhos. Essa é a percepção corriqueira.

Até o governador Reinaldo Azambuja entrou nessa bagunça, quando deveria se comportar como um  magistrado, mostrando apenas apoio institucional à sua candidata e não fazendo ataque desmedidos a tudo e a todos. 

O resultado previsto é o de que se Rose perder ele será tributário dessa derrota. 

O ideal é que os eleitores - de ambos os lados - pedissem que os candidatos fizessem uma trégua e voltasse ao bom caminho do debate de idéias e propostas. As redes sociais ajudam muito nisso.

Os candidatos precisam entender que quem perde com discussões estéreis é a cidade. 

Dependendo do nível, as feridas criadas não se cicatrizarão tão facilmente. 





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