Uma das vantagens da campanha eleitoral é essa: o governismo sai da zona de conforto. Ontem, com o protesto dos produtores rurais em fr...

Produtores protestam e Governo Azambuja entra em pânico

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Uma das vantagens da campanha eleitoral é essa: o governismo sai da zona de conforto. Ontem, com o protesto dos produtores rurais em frente da governadoria - com participação de mais de mil pessoas - operou-se um milagre antes impensável: o secretário Eduardo Riedel escreveu um artigo para o Correio do Estado - "Protesto como instrumento de conveniência política" - tirando a cabeça do buraco, algo que até o momento nunca ousou fazer. Bravos! 

No subtexto da peça que produziu para a apreciação dos leitores transparece o pânico, visto que, pelas contas de Azambuja e seus capitães do mato, a manifestação seria um fracasso. Não foi. 

Nas entrelinhas, a pensata do secretário de Governo tem embutida ameaças sutis aqui e ali.

No fundo, essa manifestação pode até ser vista como uma provocação. Esses moços, pobres moços...

Sempre digo que o poder é uma bolha que tira desse pessoal a noção de mundo real. 

O artigo de Riedel é risível. Talvez fosse melhor um press-release. 

Só tem lorota. 

A primeira delas é sobre a questão das terras indígenas. 

Como há mais de 15 anos se fala, o governo está buscando soluções na esfera federal. Fácil, né?

Depois vem o problema com o programa novilho precoce. O secretário disse que está sendo remodelado. Chegou tarde a notícia. Ha controvérsias quanto a isso. 

Aí vem a conversa fiada do FUNDERSUL. 

Riedel diz que "o fundo mantem a direção da aplicação em melhorias para o escoamento da produção". 

Acho que ele não andou nas estradas vicinais do Estado. 

O quadro é caótico. E a maior parte dos recursos está sendo aplicada em obras urbanas. Os números do próprio governo mostram isso. 

No final, depois de celebrar o bom mocismo do governo, ele entra na propaganda deslavada, citando uma reportagem da revista Veja dessa semana, cuja pauta é o Ranking de Competitividade dos Estados. 

Segundo ele, Mato Grosso do Sul ocupa a quinta posição dentre as unidades mais competitivas do País, tendo ganho quatro posições desde 2014. 

A verdade é outra. Cito textualmente a revista: "Mato Grosso do Sul avançou graças ao salto dado em suas áreas fundamentais para o desempenho econômico: infraestrutura e capital humano. O estado atraiu investimentos importantes, como a Fibria na cidade de Três Lagoas, um projeto de 2,3 bilhões de dólares". 

Mas quando isso aconteceu? Em 2012, 2013 e 2014, quando o governador era André Puccinelli. 

Riedel esqueceu de registrar esse detalhe. 

É assim mesmo: o desespero muitas vezes leva-nos a fazer coisas apressadas, mandando os verdadeiros fatos às favas. 







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