Existem assuntos que ganham destaque no dia a dia, vão para as primeiras páginas, tornam-se, assim, alvo de debate público.  A mídia...

Governo Azambuja turbina publicidade com mais de meio bilhão de reais

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Existem assuntos que ganham destaque no dia a dia, vão para as primeiras páginas, tornam-se, assim, alvo de debate público. 

A mídia turbina essas pautas esperando que sua relevância informe e eduque a sociedade. 

O aprimoramento da democracia depende disso.

Existem assuntos, porém, que são ocultados dos olhos do público pagante de impostos. 

Eles podem ser relevantes, divulgados nos meios oficiais, mas, por acordos tácitos do famoso jogo de interesses entre o público e o privado, parte da imprensa prefere ignorar.

Vejam esse caso:

No dia 22 de agosto, 7 dias depois do início da corrida eleitoral, o Governo do Estado publicou no Diário Oficial (nº 9.233) um bloco de aditivos acrescendo em 25% o valor dos contratos com 12 empresas que fazem a publicidade institucional do governo do Estado. (Vejam tabela abaixo)



Os contratos e os aditivos são legais. (Vejam cópia do Diário Oficial no final desse artigo)

No começou do ano, a governadoria fechou contrato com 12 agências no valor de R$ 420 milhões. 

Passados 8 meses, aumentou a possibilidade de maiores gastos no setor e, reajustando todos os contratos, abriu espaço para se gastar R$ 525 milhões, ou seja, 25% a mais, concedendo a cada agência uma verba extra de R$ 8,7 milhões. 

Qual o motivo para o reajuste – principalmente num momento de crise de arrecadação? Esse é um assunto que interessa à sociedade. Deve ser amplamente discutido.

Dificilmente pode se imaginar que haverá novas campanhas publicitárias pela frente esse ano. Poderá até existir, mas certamente já estavam previstas no planejamento interno do governo, não é?

Há uma hipótese mais plausível: o Governo criou uma gordura para usar nas campanhas eleitorais de seus candidatos, burlando a legislação eleitoral, disfarçando gastos oficiais para turbinar apoios políticos?.

A ilegalidade desse ato é gritante. O cheiro de ralo incomoda. A malandragem transborda. Por isso, o Ministério Público deveria ser instando a investigar. 

Quem provocará a fera?

Outra hipótese: sabe-se que as agências de publicidade são usadas na intermediação entre governo e imprensa para que assuntos “inconvenientes” não sejam veiculados. 

Faz parte do jogo local. Daí, para turbinar o jornalismo chapa branca é um passinho pequeno. Olhem o entorno...

Membros do atual Governo justificam esse aumento de verbas para agências de publicidade como algo que “todo governo fez e faz”. Correto.

Mas quem foi mesmo que prometeu, em 2014, usar o dinheiro do contribuinte com parcimônia, evitando gastos supérfluos e garantindo investimentos nas áreas prioritárias para promover o real desenvolvimento do Estado?




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