O eleitor campo-grandense enfrentará um dilema eleitoral este ano: terá que fazer uma escolha não pelo melhor candidato, mas pelo menos d...

O dilema eleitoral campo-grandense

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O eleitor campo-grandense enfrentará um dilema eleitoral este ano: terá que fazer uma escolha não pelo melhor candidato, mas pelo menos danoso para a cidade.

Como se viu, teremos três candidatos reais na disputa: Bernal, Rose Modesto e Marquinhos Trad. Os demais - são tantos e tão variados - formam um imenso laranjal a serviço de alguma das três candidaturas do topo.

Prefiro não descer a detalhes.

As ultimas pesquisas mostram o seguinte cenário: em primeiro, Marquinho; em segundo , Bernal; em terceiro, Rose. Os números variam conforme o gosto do instituto.

Os três mantém índices preferência mais ou menos estacionário; ou seja, será necessário esperar a campanha para ver a dinâmica do processo.

Dos três, o menos rejeitado é Marquinhos Trad. Explica-se: ele nunca foi testado em cargo executivo, portanto, tem a seu favor a expectativa do eleitor.

Isso também pode significar fragilidade, visto que, se ele tropeçar em algum momento da campanha, a decepção também será maior.

Bernal todos sabem quem é: o dono do caos em que se transformou Campo Grande. Mas ele tem 1/3 do eleitorado fidelizado, preso a uma ideia fixa: vítima das elites e da classe política tradicional, não deixaram o coitado administrar.

Tudo isso é mentira, mas quem consegue alterar mistificações consolidadas?

Rose Modesto começou a campanha cometendo um erro bobo: mostrou que é Azambuja-dependente; ou seja, não tem autonomia para gerir a cidade. Ademais, o governador não está com essa bola toda.

No discurso de abertura de campanha, no último sábado, Rose disse que fará em Campo Grande o que o governador está fazendo no Estado. Ou seja: zero multiplicado por zero dá um resultado conhecido.

E Azambuja - do alto de sua estupidez - afirmou que a cidade "não aceita mais aventura".

Se sua candidata não for uma "aventura" quem será? Ou melhor: ela é o aventureirismo de corpo e alma.

Essa talvez seja uma das campanhas mais difíceis de ser avaliada. Na anterior, quando todos os jornalistas e analistas amadores de nossa política acreditavam na máquina peemedebista, achando que Edson Giroto está fadado a vencer, erraram feio. Deu Bernal folgado.

Tenho apenas um palpite: se o principal candidato ser tornar um tal de "Abstenção da Silva Pereira" a incógnita será maior, visto que com um baixo índice de participação nas urnas (somando votos nulos e brancos) a tendência será de manutenção do statos quo. Vai dai...




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