O Correio do Estado de hoje abriu a página 07 da editoria de Economia com a seguinte manchete: “Governador espera equilibrar o déficit ...

Governo de MS tem déficit crescente, mas o autoengano prevalece

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O Correio do Estado de hoje abriu a página 07 da editoria de Economia com a seguinte manchete: “Governador espera equilibrar o déficit até o fim do ano”.

Ué, estamos acumulando déficit e ninguém nunca falou nada?

A reportagem, do jornalista Daniel Pedra, estranhamente, só foi publicada na edição impressa.  No jornal on line o CE publicou parte da reportagem, enfocando a questão da folha de pagamento.

Claro, o material jornalístico desmistifica um pouco essa ideia de que o Estado está tendo uma gestão eficiente. O Estado está tendo uma "gestão possível", em parte por causa da crise nacional, outra em decorrência das más escolhas que Azambuja no preenchimento de cargos de primeiro e segundo escalões.

De acordo com a reportagem, o Governo “estima” que até o fim do ano o déficit registrado no primeiro semestre deste ano , que totaliza R$ 179, 6 milhões será “equilibrado”.
Até o momento as despesas governamentais somam R$ 5, 8 bilhões, enquanto as receitas ficam em R$ 5, 6 bi.

O Governador Reinaldo Azambuja explica que esse resultado negativo tem como causa o fato de o Governo ter decidido realizar empenhos de despesa de uma só vez, mas que no decorrer do exercício financeiro e fiscal o déficit será reduzido.

O que se estranha é o motivo pelo qual o governador decidiu tomar esse caminho administrativo, mas certamente deve ter algum embasamento técnico ( ou político).

No Relatório Resumido do Exercício Orçamentário  registra-se gastos de R$ 3,7 bilhões com o funcionalismo, ou seja, 7,4% acima dos R$ 3,5 bi do mesmo período do ano passado. O compromisso da receita foi de 54,8%, abaixo do limite de 60% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

A inflação do período está estimada em 7,26%.

Comento: o Governo Azambuja tem no exemplo histórico de Dilma Rousseff de que não é prudente ser falsamente otimista com a economia. Ele devia falar com clareza sobre as dificuldades futuras do Estado no campo financeiro e fiscal. Ou seja: será preciso tributar mais para aumentar a receita e equilibrar o orçamento. Claro, não são medidas populares, mas é melhor falar a verdade do que praticar o autoengano para enrolar a platéia, principalmente em período eleitoral.





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