Leio no site do Governo estadual que o "governador Reinaldo Azambuja assinou nesta terça-feira (26) um conjunto de leis que corrige...

O Governo e o funcionalismo

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Leio no site do Governo estadual que o "governador Reinaldo Azambuja assinou nesta terça-feira (26) um conjunto de leis que corrige distorções salariais de 31 carreiras, beneficiando 26.830 servidores públicos estaduais. São 12 leis e dois decretos de autoria do Governo Estadual, aprovados na Assembleia Legislativa e que serão publicados no Diário Oficial do Estado da quarta-feira (27)".

Vamos analisar em detalhes esse novo escopo legislativo que pretende atender os funcionários públicos estaduais na quinta-feira. Ninguém ouviu vozes contrárias. A máquina de propaganda governamental, nessa hora,  é hegemônica. 

Afinal, são quase 30 mil famílias que, direta e indiretamente, são impactadas pela notícia. Não vale ouvir a voz de sindicalistas baba-ovos.

Valorização funcional é uma boa música no ouvido da burocracia estatal. 

Se houver ganhos ao longo do tempo, de certa maneira, a economia se fortalece. Não sou adepto do Estado Mínimo nem favorável ao Estado Máximo. A máquina pública deve se situar num estágio de equilíbrio para não causar grandes déficits  no orçamento nem caotizar a sociedade com prestação de serviços ( educação, saúde, segurança pública etc) de péssima qualidade. 

Como o Governo Azambuja é ruim de comunicação, ele não explica nada e transforma tudo em propaganda eleitoral. 

No fundo acho que o PSDB de Mato Grosso do Sul é uma versão coronelista do populismo do PT. Mas isso é outra história. 

Tenho a impressão de que o Governo está fazendo uma gestão para fortalecer a tendência de ensimesmamento da burocracia. Ou seja: cisca para dentro e deixa os contribuintes na mão, abrindo espaço para a degradação da infraestrutura, não expandindo as taxas de investimento, abrindo cada vez mais um tremendo rombo nas contas públicas, agindo sempre no curto prazo, mais perdido do que cachorrinho caído de caminhão de mudança. 

Não sou só eu que digo isso. Gente experiente que trabalha dentro do Governo, muitos habitando os primeiros escalões, repetem há meses essa análise. Mas Azambuja só ouve sua turminha do tereré. 

Seja lá o que for esse plano de carreira do funcionalismo, é preciso explicar como isso vai refletir no dia a dia do cidadão. Vai melhorar a saúde? A educação vai andar pra frente? O policiamento será mais efetivo? A infraestrutura será mantida e melhorada? A economia vai se modernizar?

Se as melhorias funcionais tiverem objetivos em si mesmo, o governo não fez nada: só continua olhando para seu próprio umbigo,  autoelogiando e aplaudindo a si mesmo (como na foto oficial acima). 





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