O grande destaque na imprensa desta terça-feira, 14, é a história de Marina Silva (Rede) entrar na delação premiada de Léo Pinheiro, OAS,...

A santa no mafuá

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O grande destaque na imprensa desta terça-feira, 14, é a história de Marina Silva (Rede) entrar na delação premiada de Léo Pinheiro, OAS, o qual diz que recebeu pedido de recursos de membros do partido no caixa 2 para não dar bandeira de envolvimento com empreiteiras.
Essas coisas acontecem com personagens que acreditam estar acima da “política miúda”, transcendendo o mundo terreno, fazendo-se acreditar uma santa no puteiro. Marina gosta de ser a encarnação do bem na terra. Ela tem uma fala esquisita, usa uma linguagem que transita entre o místico e a picaretagem, mas sempre está bem posicionada em pesquisas de opinião para a presidência da República porque ela se faz parecer “diferente”.
Uns dizem que ela é uma mulher lutadora, determinada; outros simplesmente afirmam que é maluca. Esse é um grande mistério.
O problema de uma campanha eleitoral – sem contar a manutenção de estrutura para se estar na mídia, envolvida no mundo das celebridades – é que sempre será necessário mexer com aquela coisa nojentinha chamada dinheiro. Marina tem que fazer isso sem querendo. Ela precisa vender a imagem de pura, sempre envolta em mitras e incensos, para dizer que representa a nova política (ninguém sabe o que é isso até hoje).
Com a delação de Leo Pinheiro nos termos que a imprensa está divulgando imagina-se que Marina diga que não sabia de nada. Isso ela aprendeu nos esquemas da velha política. Um argumento que está na ponta da língua de todos aqueles que lutam para sobreviver nestes tempos de Lava Jato a todo vapor.



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