O Ministro Gilmar Mendes quer que o hackeamento das informações supostamente verdadeiras que estão sendo divulgadas a conta-gotas pelo si...


O Ministro Gilmar Mendes quer que o hackeamento das informações supostamente verdadeiras que estão sendo divulgadas a conta-gotas pelo site Intercept possam ser usadas como prova contra o Ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o Procurador Deltan Dallagnol, com o fito de anular inúmeras sentenças da Lava Jato.

É uma tese e tanto. Minha tendência é concordar com Mendes no atacado. Ele enxerga relevância naquelas conversas esquisitas e coloca em dúvida a imparcialidade de Moro quando juiz da causa. Caso tudo seja verdade, é irrefutável considerá-las como documentos válidos para julgamento.

O problema é convencer a maioria da Corte Suprema e parcelas ponderáveis da sociedade de que ele está correto.

O tempo dirá. Penso que Mendes vai perder. Porque o precedente poderá abrir as portas do inferno.

Minha opinião é de que não vivemos num mundo de santos e que o voluntarismo da turma da Lava Jato pode ter exacerbado o ânimo punitivo da pessoas (os procuradores de Curitiba e a PF) e as tenham levado a agir como uma matilha selvagem em busca de presas graúdas.

(Não vou estender aqui comentários sobre a grande picaretagem de Verdevaldo e do Intercept, deixando para outro momento as devidas considerações que hei de fazer).

Agora, vejam como são as coisas, hoje (dia 07 de outubro) ficamos sabendo que o auditor fiscal Marco Aurélio Canal, preso por estar envolvido com a prática de suborno dentro da própria operação Lava Jato, gravou documentos sigilosos da Receita Federal em vários HDs, dentre os quais envolvendo Gilmar Mendes, e repassou para várias pessoas com a recomendação de vazá-los caso algo aconteça com sua vida.

Digamos que esse papelório secreto venha à tona, repassado por uma fonte "anônima", e mostre para o Brasil e o mundo nebulosas transações que supostamente envolvam Mendes e amigos.

Será que valerá como prova nos tribunais? Será que o Ministro resistiria?

Aguardemos...

Antes não havia medo Antes havia o abraço das ruas  Antes éramos amantes dos Ventos Antes éramos os donos das palavras Antes os ...


Antes não havia medo
Antes havia o abraço das ruas 
Antes éramos amantes dos Ventos
Antes éramos os donos das palavras
Antes os nossos nomes voavam no tempo
Antes nossos corpos  lavravam o amor
Antes era outro mundo
Antes a superfície era o fundo
O raso era profuso
O plano era  espesso
Nós éramos de gesso
No espaço pleno
No desenho fino
Um esboço do rosto
No próprio espelho

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