O discurso de posse do prefeito de Campo Grande bate em duas teclas: reorganizar a cidade nos próximos 6 meses para dar condições de ope...

Marquinhos promete reorganizar prefeitura e pede confiança

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O discurso de posse do prefeito de Campo Grande bate em duas teclas: reorganizar a cidade nos próximos 6 meses para dar condições de operacionalidades urbana ao município e confiança da sociedade para garantir a efetiva aplicação de seu plano de governo. 

A íntegra do discurso vai abaixo:

"Vou trabalhar com preceitos éticos, democráticos e republicanos. Não haverá privilégios para A ou B. Tenho batido nessa tecla: vou trabalhar com transparência, parcerias, diálogo, senso de justiça e firmeza nas decisões".



Senhores e senhoras, 

Ao tomar posse hoje como prefeito eleito de Campo Grande olho para a nossa história e vejo as transformações de nossa cidade. 

Vejo meus tempos de meninice e meus tempos de juventude.  

Vejo as mudanças rápidas que aqui se deram. 

Vejo como deixamos de ser uma cidade pacata do interior para se transformar nessa potência da atualidade, uma das Capitais mais pujantes do Centro-Oeste Brasileiro. 

Pertenço com muito orgulho a uma família que participou e participa da construção de nossa cidade. 

Meu pai, Nelson Trad, meus irmão Nelsinho e Fábio Trad tiveram papéis preponderantes na vida de Campo Grande. Minha mãe foi a argamassa que nos deu apoio e lastro.
Há muitas décadas venho me preparando para esse momento. 

Ser prefeito de minha cidade, nessa hora crucial, representa a vontade popular emanada na grandeza da obra de Deus. 

Recebo humildemente essa missão e juro que darei o melhor de meu coração para honrar os compromissos feitos com a coletividade. 

Aproveito para agradecer minha esposa e filhas. Quero homenagear minha vice-prefeita Adriana Lopes, companheira e amiga de todas as horas.

SENHORAS E SENHORES, 

Há coisas que precisam ser ditas:

Muitos dizem que o povo não quer mais que os políticos exerçam o poder da maneira que vem fazendo.

Dizem que os novos tempos não são para aqueles que se consideram “políticos profissionais”. 
São os chamados “velhos políticos”.

Os tempos estão diferentes. 

 Escândalos e denúncias todos os dias machucam a nossa cidadania, transformando nosso cotidiano num cenário de incertezas e desesperança. 

Os eleitores desejam que os candidatos a cargos do executivo e legislativo estejam vinculados com a imagem de gestores. 

Ou seja: pessoas com perfil técnico e empresarial.  A sociedade crê que pessoas com essa imagem não carregam os vícios da política e podem tirar o serviço público do marasmo em que se encontra.

Essa é a tendência da atualidade.

Mas digo que uma coisa não exclui a outra. Podemos combinar aspectos positivos dos dois modelos e colocar a serviço do povo - e em seu benefício.

Nesse aspecto, escolhi uma equipe altamente competente do ponto de vista técnico para fazer a virada em Campo Grande. 

Conheço profundamente o Executivo e o Legislativo. Posso dizer que me formei para ser um agente público moderno que tem dois olhos: um para a administração e outro para a política.

Recentemente, promovemos um inédito e importante encontro com ex-prefeitos de nossa cidade para compartilharmos informações sobre experiências administrativas. 

Chamamos isso de “imersão gerencial”. Mas na verdade foi mais: foi uma lição de vida que jamais vamos esquecer. Ali percebi que a junção do administrador com o político é possível e viável.

Ouvimos o ex-prefeito Levy Dias, Juvêncio Cesar da Fonseca, Nelson Trad Filho e André Puccinelli. 

Todos eles homens com experiência. Homens que uniram, despretensiosamente, para ajudar a cidade. 

Concluímos que nunca, em toda a sua história, a cidade viveu um caos tão dramático. 

Uma confluência de erros e equívocos, fruto de avaliações políticas pouco racionais, que foram se somando, levando-nos hoje ao quadro que se apresenta: uma cidade destruída, desaparelhada, falida financeira e economicamente. 

Mas justiça se faça. Reconheço, ao mesmo tempo, que o fenômeno parece ser geral: o Governo Federal quebrou, os estados faliram e os municípios afundaram. Uma obra de poucos, que teve alerta prudente de poucos, mas com a omissão da maioria. 

Só que Campo Grande parece ser um caso especial, principalmente porque essa é a cidade onde vivemos e trabalhamos.

Por isso, digo: nada se resolverá com mágicas e pirotecnia publicitária. Nada será solucionado sem trabalho incansável e luta diária.

Nesse aspecto, vamos incrementar planos emergenciais em setores vitais da cidade para poder voltar a respirar.

Vamos primeiro arrumar a casa. 

Vamos tapar os buracos, limpar as ruas e as praças, resolver os problemas mais urgentes na área da saúde, não deixar que as criancinhas fiquem sem merenda e material escolar, regularizar a coleta de lixo, enfim, fazer o básico para dar condições operacionais à cidade. 

Vamos nos debruçar sobre a questão do transporte coletivo. Vamos melhorar as condições de tráfego. Vamos modernizar a frota. 

Ao mesmo tempo, vamos repactuar as dívidas, enxugar contratos, suspender despesas supérfluas e redimensionar o quadro de pessoal. 

Não pretendemos fazer isso autoritariamente. Vamos construir um novo ambiente de prosperidade com justiça e bom senso, usando a força do diálogo.

A folha salarial será regularizada. O servidor municipal será respeitado. 

A isso eu chamo de REORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL. 

Não vou perder tempo olhando pelo retrovisor. 

O passado deve ser trabalho dos órgãos do judiciário.

O erro deve ser avaliado, julgado e punido. Esse é o processo legal.  

O prefeito não pode se investir da figura da vítima e, ao mesmo tempo, do ser punitivo, acima de todos os poderes. O prefeito tem que cuidar da cidade. 

Numa democracia cada instituição tem o seu papel, sua função e obrigação para com a cidadania. 

Eu lutei para ser prefeito; por isso, não tenho o direito de reclamar nem de blasfemar. Vou à luta!

O quadro é altamente complexo. 

Não podemos promover aumentos de impostos. Não podemos mais onerar os cidadãos e as empresas. 

Temos que introduzir o método administrativo de fazer contas na ponta do lápis. Aquilo que é justo, vamos cobrar. Aquilo que está errado, vamos corrigir. 

Não vamos mais aceitar o critério de criação de dificuldades para venda de facilidades. O interesse público deve prevalecer sobre o individual.

Vou trabalhar com preceitos éticos, democráticos e republicanos. Não haverá privilégios para A ou B. 

Tenho batido nessa tecla: vou trabalhar com transparência, parcerias, diálogo, senso de justiça e firmeza nas decisões. 

Ao mesmo tempo, peço paciência. 

Não posso prometer resolver tudo em curto espaço de tempo. Seria insensato e imprudente.
Pelos nossos levantamentos estratégicos de nossa equipe serão necessários vários meses para que a cidade tenha condições organizacionais para se reerguer. 

Será fundamental um trabalho cooperativo, sem conflitos políticos, sem desavenças de fundo fisiológico ou clientelista. 

O Brasil está cansado disso.

Como gestor, darei prioridade à população de 830 mil habitantes, aos 6 mil quilômetros de malha viária asfaltada, à limpeza de mais de 70 praças, ao reaparelhamento das 843 unidades de saúde, às 449 escolas, aos nossos mananciais hídricos, às áreas degradadas e às 25 mil famílias desprotegidas.   

Como político, vou dialogar com a sociedade civil organizada, com os vereadores e com as lideranças empresariais. 

Meu lema será a palavra CONFIANÇA. 

CONFIANÇA para que o trabalhador tenha esperança num futuro melhor. 

CONFIANÇA do micro, médio e grande empresário para investir na cidade de maneira correta, aberta e, acima de tudo, honesta. 

Sem a volta dos investimentos não podemos crescer e melhorar de maneira sustentável e exuberante. 

Peço CONFIANÇA ao servidor municipal. 

Vamos trabalhar incansavelmente pela valorização e reconhecimento de seu trabalho para o bem público. 

Peço CONFIANÇA à população. Eu vou todos os votos recebidos.

Quero crer que os homens e mulheres de bem estão nos ouvindo com fé no coração. 
Vou precisar de todos nessa hora difícil de nossas vidas. 

Peço que Deus nos ajude." 







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Um comentário:

  1. as empresas da lama asfáltica já estão operando desde as primeiras horas desta segunda-feira. Prova do boicote é que nem houve liberação da suspensão liminar que está esperando ser dada desde agosto de 2016.
    As empresas do Amorim da lama asfáltica boicotaram o Bernal e agora estão querendo fazer o "milagre do$ Trad" tapando os buracos no asfalto do nelsinho

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