Todo sindicalismo autoritário emburrece a sociedade quando coloca o corporativismo cego como razão de sua existência. Hoje fui informado...

Sindicato de Jornalistas de MS publica nota de Repúdio contra o blog

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Todo sindicalismo autoritário emburrece a sociedade quando coloca o corporativismo cego como razão de sua existência. Hoje fui informado de que o Sindicato de Jornalistas de Mato Grosso do Sul publicou uma nota de repúdio contra esse blog (veja abaixo). 

Como não sou filiado à entidade e não professo a mesma fé dessa gente - eles falam em Código de Ética, mas defendem com unhas e dentes tantas imoralidades que se vê no exercício da profissão - a única reação que posso esborçar diante do "texto" é do riso e do bocejo. 

O jornalismo de MS pode ser considerado um dos mais corruptos do País, transações nebulosas acontecem nas redações todos os dias, negociatas entre mídia e poder acontecem a todos os momentos, mas o Sindicato (Oh! Glória!, oh! Senhor!) se comporta como a grande vestal numa casa de tolerância. Que coisa feia!

No final do texto farei comentários adicionais.


NOTA DE REPÚDIO

A diretoria do Sindicato dos jornalistas profissionais de Mato Grosso do Sul (Sindjor-MS) vem por meio desta manifestar seu repúdio ao texto“Lucimar Lescano: a face explícita do jornalismo chapa branca” publicado no dia 27 de outubro pelo jornalista Dante Filho, no veículo Blog do Dante Filho, ao mencionar a colega de profissão Lucimar Lescano, da TV Morena.

A diretoria, no uso de suas atribuições e responsabilidades, tomou a iniciativa de encaminhar pedido de análise do caso à Comissão de Ética deste sindicato. A mesma, também por meio de suas responsabilidades e deveres, quais sejam, analisar possíveis transgressões de jornalistas ao Código de Ética, deu parecer, autorizando a esta diretoria que se manifestasse sobre o caso.

A Comissão entendeu que o texto do jornalista em questão fere ao menos três pontos do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros: os itens III e IX do artigo 12, que estabelece, respectivamente, que o jornalista deve “o tratar com respeito a todas as pessoas mencionadas nas informações que divulgar” e “manter relações de respeito e solidariedade no ambiente de trabalho”; bem como o item XIV do artigo sexto, que explicita que “é dever do jornalista combater a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais, econômicos, políticos, religiosos, de gênero, raciais, de orientação sexual, condição física ou mental, ou de qualquer outra natureza”. Entende-se que pelo fato de ser mulher, a jornalista Lucimar Lescano teve sua honra atingida nas atribuições discriminatórias de “boca de aluguel” e de “boneca inflável”. 

Entenda o Caso

No entendimento desta diretoria e também no entendimento da Comissão de Ética, no que tange a crítica à cobertura da emissora no caso em questão, Dante Filho exerce seu papel de jornalista, usufruindo da liberdade de expressão garantida pela Constituição Brasileira. 

Todavia, considerando-se o artigo terceiro do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, que diz que “o exercício da profissão de jornalista é uma atividade de natureza social e de finalidade pública, subordinado ao presente Código de Ética”, entende-se que a cara premissa da liberdade de expressão não pode dar margem simultânea ao desrespeito, à discriminação e a discursos que contrariem os princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Ao final do artigo, o jornalista inclui o seguinte trecho: “Mais: que ela apenas empresta sua imagem, servindo de boca de aluguel para fazer as perguntas que a emissora deseja. E menos jornalista e mais apresentadora. Não é o que parece. Fico pensado: não seria melhor contratar uma boneca inflável para fazer esse papel?”. 

Pelos já motivos citados e pela defesa da igualdade de gênero, uma das premissas máximas desta diretoria, manifestamos nosso repúdio ao texto, que se refere de maneira desrespeitosa e misógina à jornalista supracitada.


A Diretoria.
Publicado por Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato

Comento: A jornalista Lucimar Lescano infringiu todos os códigos morais de cidadania e do bom jornalismo quando abandonou o critério de imparcialidade para favorecer a candidata Rose Modesto em detrimento do candidato Marquinhos Trad em entrevistas que realizou para a TV Morena. 

O Sindicato dos Jornalistas devia ver a compará-las. (Se me convidarem para dar explicações e desenhar cada detalhe desse cenário farei com muito gosto). Qualquer um pode ver que o material é enviezado (para dizer o mínimo) e peca por abjeta desonestidade. 

Se "aquilo" saiu da cabeça de Lescano é preciso que ela diga. A informação foi a de que ela obedece ordens superiores. 

Se o Sindicato compactua com esse tipo de jornalismo então devia ser a última entidade do mundo a se preocupar com o Código de Ética. A palavra "ética" serve, nesse caso, como um vitupério à verdade. 

Quanto às demais colocações - que dizem respeito a esse papinho furado acerca de questões de  gênero, postura "misógina" e desrespeitosa, direitos humanos etc, etc, etc - só posso dizer que, vindo da boca desse pessoal, são elogios aos quais guardarei para sempre em meu currículo profissional. 

Abraços cordiais.


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Um comentário:

  1. Caro Dante,

    Em primeiro lugar quero parabenizá-lo pela coragem em dizer o que não se diz, da luta pela liberdade de expressão e, sobretudo pela ousadia de sair da mesmice.
    Gosto muito do debate de ideias e do jornalismo que faz análises que vão além da superfície. Nesse sentido seu blog vem preencher um grande vazio na mídia sul-mato-grossense.
    As reações manifestadas pela grande mídia e pelo Sindjor-MS reforçam a tese de que uma verdade, mesmo dita debaixo da força de quem tem muito dinheiro e poder, vale mais que um milhão de mentiras. Como diz o ditado; "os cães latem, mas a carruagem segue".

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