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Dante Filho: Diário do Exílio - O Brasil em Chamas

 

Ministro Alexandre de Moraes

1-) Por que a esquerda é tão corrupta quanto a direita, mas tem o grave defeito de roubar e apontar o dedo na direção de inocentes úteis? Sempre me faço esta pergunta quanto assisto a reação de militantes quando pego em flagrante delito assaltando o erário. Uma vez meu amigo Ben Hur Ferreira (ex-petista) me disse uma frase que nunca esqueci: o PT é mestre em criar uma demanda pública legítima em qualquer área (social, cultural, educacional etc) para, depois, faturar no privado. A prática (se ela for mesmo o critério da verdade, como dizia Marx) comprova este axioma de maneira clara e insofismável).

2-) Xandão e a máfia de Gilmar Mendes - Vejo que os Ministros do STF que criaram um sistema inédito de blindagem na corte de Justiça brasileira (Xandão, Dino, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e, no papel de lacaio, Paulo Gonet). Eles estão com a reputação no esgoto. Aquela do Gilmar que até a máfia obriga-se a defender seus pares ficará nos anais da história do STF. Mas, o mais grave, é ler seus defensores nas redes sociais. 

Acho que não se trata apenas de ablepsia e sim de um problema de caráter. Leio no Facebook uma postagem de uma senhora, professora universitária aposentada, dona de títulos e subtítulos acadêmicos, enaltecendo a figura de Dino naquela famosa sessão do dia 15 de setembro. Para ela, o homem é brlhante, um semi-deus. Sua retórica com volteios poéticos, ditos numa voz com tonalidade sedutora o credencia para ser o próximo presidente da República. 

Lembro a ela que Dino governou durante 8 anos o Maranhão e não conseguiu fazer o estado mover um milímetro de seus indicadores sociais. Ao contrário. O Centro-Sul Maranhense, por exemplo, tem milhares de nordestinos passando fome. Dino e seus coronéis não estão (nem nunca estiveram) nem aí. Conclusão: a nossa senhora da universidade federal devia fazer algum tratamento mental. Sua agnosia é uma doença grave.

João Henrique Catan, candidato ao Governo (Novo)

3-) João Henrique Catan e seus apoiadres do PT deviam fazer uma honesta autocrítica - O bolsonarista dissidente e rejeitado pelo próprio Jair Bolsonaro decidiu de fazer de sua campanha eleitoral um monumento à barbárie da anti-política. Direito dele. Só que ele não aceita a opinião contrária de que sua estratégia está dando errado. Os fatos gritam, mas ele está completamente surdo. Em vez de mudar de rumo, Catan insiste na mesma burrice, criando inimigos imaginários, inventando narrativas voadoras, produzindo fake news, transformando sua campanha num picadeirro de circo misturada com manifestações explícitas de ressentimento e mágoas pessoais. 

No começo da disputa ele me ligou algumas vezes para reclamar de Riedel e do deputado Paulo Correa. Não vou entrar em detalhes sobre o teor de suas insatisfações. Não gosto de divulgar conversas privadas. Percebi, contudo, muita bilis, muita contrariedade de ordem pessoal, enfim, o homem estava dasarvorado. Ouvi-o, aconselhei-o de que ele estava trilhando um péssimo caminho, mas, pelo que vejo de nada adiantou. Agora, ele está forjando um pseudo-escândado na undécima hora da campanha, num gesto de claro desespero, atacando preferencialmente (reverberado por Fabinho Trad, vejam só!) o secretário de Governo, Rodrigo Perez, pelo simples fato deste estar passando próximo de uma aeronave, segurando uma maleta nas mãos, que Catan jura pertencer ao grupo JBS dos irmãos Joesley e Wesley Batista. A divulgação da imagem tem intenção maliciosa: Rodrigo estava carregando uma mala de dinheiro, algo que, nos dias atuais, com tantos mecanismos do mundo digital, poucos se arriscariam a fazer uma bobagem destas.

Mas Catan criou sua narrativa vingadora e insiste e manter a fumaça no ar. A insinuação vai certamente gerar um processo criminal, criando um cenário que visa apenas criar um quadro emocional de reversão de expectativas eleitorais. Eu aposto que eleitoralmente isso não move uma formiga.
 
Rodrigo Perez, Secretário de Governo de MS

Conheço superficialmente Rodrigo. Até onde sei ele é um administrador correto, que se mantém discreto no Governo, longe de articulações de coisas que podem sugerir submundo. Claro que não se exerce um cargo estratégico na administração estadual sem ser objeto de fofocas e maledicências. Faz parte do ofício. E mesmo neste quesito, Rodrigo tem passado batido, contrário inclusive de seus antecessores em governos passado.

4-) O erro de Dino ao citar Aristóteles - O Ministro Flávio Dino teve seu momento de prima donna na sessão que "decidiu-não-decidir" da última terça-feira ao citar erroneamente Aristóteles sobre o conceito de ironia. Não vou entrar em detalhes. Pegue sua fala e consulte o google, compare, e morra de rir. O homem é um farsante intelectual. Talvez seja excesso de banha no cérebro. O estagirita deve estar se batendo no túmulo. Só no Brasil.

Flávio Dino, Ministro do STF