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DANTE FILHO: FABIO TRAD E CATAN PRECISAM DESCER DO PALANQUE


Divâ: Fábio Trad e Catan ainda 
remoem a derrota cada um a seu modo

Voces estão acompanhando pelas redes sociais o show de autoanálise do PT e seus congêneres depois dos resultados eleitorais. A multiplicidade de comportamentos expostos sem pudor de militantes, políticos e candidatos derrotados é deprimente.

Aparece de tudo: gente chorando, gritando, fazendo autocrítica, revendo posturas, contabilizando erros, procurando culpados, enfim, parece cenário de filme catástrofe de uma nau que foi pega de surpresa numa grande tempestade e começa a afundar na direção do mar profundo e, no meio do pânico, os tripulantes começam a discutir o que, afinal, aconteceu.

A derrota de Lula no primeiro turno está abalando muita gente. E qual a reação dessa gente: apontar o dedo em qualquer direção chamando toda e qualquer pessoa  de "extrema-direita". Não vai dar certo.

Vou deixar para amanhã a publicação de um artigo sobre o cenário nacional. Só sei de fonte limpa que as primeiras pesquisas não serão animadoras para a candidatura do PT. Uma diferença de quase 5 pontos entre um e outro.

Acompanhei a eleição em Mato Grosso do Sul mais de perto nas últimas semanas e até agora não entendi os comportamentos erráticos de Fábio Trad (PT) e João Henrique Catan (NOVO) durante o percurso de suas campanhas. Ambos foram muito amadores e demonstraram que não conseguiram captar os sinais emanados pela chamada "alma sul-mato-grossense".

Desde meados de 2025 estava escrito nas estrelas que o governador Eduardo Riedel venceria o pleito de 2026 no primeiro turno. Este Blog fez esta afirmativa várias vezes e analisou as variáveis que, mesmo que ele fizesse uma campanha ruim, o sentimento de estabilidade gerado pelo seu jeito de governar tornaria praticamente impossível a viabilidade de qualquer adversário. Fui motivo de piada.

Quando surgiram as pré-candidaduras de Trad e Catan imaginei que o primeiro estava jogando no longo prazo, visando a pavimentar seu nome para empreitadas futura. Ou seja: consolidaria seu potencial como político responsável, equilibrado, com pautas e críticas racionais, lastreadas em estudo críveis sobre a realidade estadual, ganhando respeitabilidade em vários segmentos sociais, sem cair na esparrela dos discursos malucos do PT.

O mesmo não posso dizer de Catan. Ele ainda tem o defeito do infantilismo, do voluntarismo e do bolsonarismo raivoso. Pessoalmente, João Henrique é um cara dócil, agradável, de ótima conversa, nada a ver com o ranço que ele exala nas redes sociais. 

Mas ele segue a risca os políticos da nova geração que misturam humor, lacração e argumentos inventivos para gerar likes, compartilhamento e engajamento de massa (principalmente gente jovem com alto teor de ressentimento). Se for preciso atear fogo no próprio corpo e pular de um prédio para gerar trending, ele o faz como se isso fosse uma diversão saudável. 

Sim, estou exagerando. Mas é como a coisa funciona nos dias de hoje. 

Ontem vi um vídeo de Catan parabenizando Riedel pela vitória, o que me pareceu algo de bom tom. Sinal de humildade? Não. Apenas estratégia de sobrevivência. 

Não vi, porém, gesto semelhante de Fábio, mesmo porque há uma regra de ouro para quem decidiu servir ao petismo: nunca fazer autocrítica, jamais reconhecer erro e manter-se sempre em cima do palanque. É assim que funciona se você quiser fortalecer sua adesão ao partido. Algo muito semelhante a uma seita.

Trad, nestes dias, depois de acreditar que estava forjando um segundo turno, mesmo com pesquisas pagas e fajutas, a campanha continua só que noutros termos. Ou melhor: a chama do dilema entre ricos e pobres,  patrão e empregado, rural e urbano, tem que continuar acesa, enquanto que, longe dos olhos do publico, figuras sagazes do PT se preparam para negociar cargos e bocas para seus familiares e companheiros. 

Claro que Fábio ainda é útil como disfarce para esta turma, até o momento que sua missão seja encerrada, e ele volte para seu leito natural. Se Lula perder esse processo será mais rápido do que se imagina. Se ganhar, a máquina pública é sempre generosa com aqueles que foram para o sacrifício em nome da luta pelos desvalidos dessa nossa terra generosa com os homens e mulheres coridiais.