Você liga a TV, lê os jornais e navega na internet. Assunto: a tragédia aérea do Chapecoense. A pauta é quase monotemática. O País está e...


Você liga a TV, lê os jornais e navega na internet. Assunto: a tragédia aérea do Chapecoense. A pauta é quase monotemática. O País está em choque. Enquanto isso, o parlamento brasileiro debate a Lei Anticorrupção. Uma reunião de espertos com imprudentes.

Para os deputados, havia um evento comovente cuja função distrativa abria uma janela de oportunidades para passar por cima de um tema que mobiliza milhões de pessoas e que, sorrateiramente, daria até para passar a perna na sociedade, deformando a legislação para atender interesses pontuais e pluripartidários da classe política brasileira. 

Para piorar ainda mais o quadro, o presidente do Senado Renan Calheiros arrisca uma manobra para dar urgência à votação do projeto "Frankstein", com claro propósito de criar um fato que pudesse constranger o judiciário brasileiro a livrar-lhe a cara no julgamento que pode transformá-lo em réu por causa de denúncias de que recebia dinheiro de empreiteiras para pagar pensão alimentícia de um filho fora do casamento. 

No paralelo, os comentaristas bufavam com razão: quando se trata de projetos para criar um ambiente para salvaguardar os interesses econômicos e sociais do País abrem-se as portas para todo tipo de barganha, o Congresso se divide no jogo de interesses entre situação e oposição, cada grupelho tenta tirar sua lasquinha, enfim, turbina-se o velho e manjado jogo da criação das dificuldades para a venda cínica das facilidades. 

Mas quando se trata da sobrevivência política de finórios malandros da Pátria Amada há uma formidável união de propósitos, acelerando-se a tramitação de projetos, varando-se madrugada adentro, numa encenação teatral que daria inveja a Puccini na famosa a apresentação de Tosca na Basílica de Sant'Andrea della Valle.

Essa gente não percebeu que os tempos são outros. Eles estão vendo que os últimos três anos a sociedade está com a faca entre os dentes ? Quais são os deuses que enlouquecera para que eles continuem insistindo no mesmo modelo político e na mesma forma canhestra de atuação? 

Ontem os panelaços voltaram. Programam-se novas séries de manifestações em todo o País. O caldo vai engrossar . Haverá o momento fatal do esgarçamento das forças difusas em ação. E o Congresso finge-se de Maria Antonieta com o pescoço no cadafalso: se não há pão, comam-se brioches, dizem.

Nesses momentos tensos, sempre costuma surgir um maluco dizendo que salvará a Pátria. Não há dúvida, o caos está sendo construído a cada dia e parece que a marcha da insensatez seguirá em frente.

Oremos.

PS- Eu não gostaria de entrar em detalhes sobre o assunto, mas dentro da série "eles não aprenderam nada" sou obrigado a chamar a atenção do governador Reinaldo Azambuja pelo erro político grosseiro em autorizar a veiculação de farto material publicitário na imprensa, divulgando os feitos de seu governo, nesse momento dramaticamente inadequado. As redes sociais estão fervilhando de indignação. Trata-se de uma questão lógica: se vivemos tempos de austeridade não se pode chamar de outra coisa que não seja asnice esse tipo de iniciativa que tanto deu o que falar na última campanha eleitoral. Isso tem cheiro, cara e jeito de irresponsabilidade, senhor governador. Pra não dizer outra coisa. 

O exercício do poder numa democracia é mediado pela formulação de contratos sociais permanentes que a sociedade faz com aqueles que repre...


O exercício do poder numa democracia é mediado pela formulação de contratos sociais permanentes que a sociedade faz com aqueles que representam suas instituições. Ontem no Congresso Nacional tivemos um exemplo dessa pactuação. 

Certamente, o resultado foi insatisfatório para aqueles que desejam extirpar com certa rapidez a chaga da corrupção. O mesmo não se pode dizer para aqueles que torcem para "estancar a sangria" da Lava Jato. 

A maioria dos deputados quer sobreviver ao processo de transformação que vem ocorrendo em todas as partes do mundo, buscando salvaguardas nas frinchas das leis que eles mesmos devem debater, alterar e aprovar. 

Ninguém em sã consciência fabrica a corda com que vai se enforcar.

Seria ingênuo demais imaginar que, por bondade e altruísmo, parlamentares tarimbados aceitem ir para o cadafalso sem dar no mínimo um berrinho de revolta ou fazer biquinho de contrariedade. 

Como nossos contratos sociais - estou sendo bem Rousseauniano aqui - visam sempre o bem maior, é de se esperar que o processo em tramitação, com seus pesos e contrapesos, sejam concluídos por um consenso em que todos saiam de certa maneira ganhando. 

Mesmo porque, o projeto da Lei Anticorrupção que foi aprovado ontem na Câmara dos Deputados - com todas as iniquidades aparentes e submersas - ainda traz algum avanço, devendo certamente ser melhorado no Senado e, em último caso, no Supremo Tribunal Federal (STF), dado que há ali farta matéria de direito constitucional em jogo. 

O mundo não vai acabar por causa disso. A natureza humana, de fato, tem suas perversidades e os nobres deputados fazem parte do mesmo barro com que fomos criados e formados. 

O parlamento brasileiro - como a totalidade dos parlamentos - padece de um retardamento na aprendizagem de transformações notáveis que galvanizam as sociedades, tentando resistir e manter a força do conservadorismo, independentemente de seus integrantes se situarem à esquerda ou à direita. 

Eles só entendem uma linguagem: a opinião pública organizada, seja lá o que isso signifique. Quando deputados, senadores, vereadores etc., começam a ficar com medo de circular alegremente pelas ruas, temendo ser reconhecidos e admoestados, aí eles começam a andar, ou melhor, a correr. 

Mesmo que seja contra si mesmos. 

Recente reunião do Secretário Carlos Alberto Assis com servidores que integram o núcleo duro de sua assessoria, na secretaria de Administ...


Recente reunião do Secretário Carlos Alberto Assis com servidores que integram o núcleo duro de sua assessoria, na secretaria de Administração, está causando intenso constrangimento entre o corpo de secretariado do governo Azambuja. 

Durante o encontro - revestido de caráter oficial - Assis resolveu fazer um desabafo sobre a participação na campanha de Rose Modesto, respondendo indiretamente acusações feitas de que ele não teria sido "competente" no processo de coordenação da campanha. 

Irritado, ele afirmou que enquanto "lutava pelo partido, os secretários cruzaram os braços e optaram por ficar nos gabinetes desfrutando do ar condicionado". 

As declarações de Carlos Alberto vazaram chegando aos ouvidos de outros secretários, principalmente para quem havia sido endereçado o recado: Eduardo Riedel, Secretário de Governo. 

Outro fato que tem chamado a atenção da assessoria de Assis tem sido no tocante à forma que ele mantém conversas ao telefone: a partir de agora, quem liga para ele tem imediatamente sua conversa compartilhada no viva-voz para ser ouvida por todos aqueles que estão na proximidade. 

Assis quer com isso dar total transparência às suas conversas oficiais, desviando de fofocas e maledicências. Está correto.

Artigo publicado originalmente no Topmídianews : Provavelmente, a grande maioria dos leitores que me honram com a participação nesta co...


Artigo publicado originalmente no Topmídianews:

Provavelmente, a grande maioria dos leitores que me honram com a participação nesta coluna não é bacharel em Direito, razão por que não haverá “juridiquês” neste artigo jurídico destinado às pessoas formadas ou não em ciências jurídicas.

Duas recentíssimas decisões proferidas pelos tribunais superiores (STJ e STF) dão a dica de como os rumos ganham novos contornos no pensamento jurídico brasileiro.

A primeira decisão é do Superior Tribunal de Justiça. Vejam o que foi decidido: “Ser réu primário, ter bons antecedentes, residência fixa e confessar o crime são características que permitem que um acusado de crime hediondo possa aguardar o julgamento em prisão domiciliar.” (Revista Conjur – www.conjur.com.br).

O caso reporta-se a situação de uma mulher acusada de crime de tortura. Ela é mãe e a única responsável pela guarda, criação e orientação de seus filhos.
A segunda decisão provém do Supremo Tribunal Federal, especialmente a sua 1ª Turma, igualmente impactante, que, a rigor, diz o seguinte : “A proibição ao aborto é clara no Código Penal brasileiro, mas deve ser relativizada pelo contexto social e pelas nuances de cada caso.” (Revista Conjur – www.conjur.com.br).

O que as duas decisões têm em comum?

Ambas se recusam a submeter-se incondicionalmente ao sentido literal da lei, de forma que buscam alternativas racionais dentro do arcabouço normativo.

Isto é bom?

É e não é. Direito tem dessas coisas.

É bom porque há situações em que a lei interpretada de forma isolada não consegue ser justa.
Não é bom porque a função da lei tem a ver com a ideia de limite, de maneira que se o julgador ultrapassar com frequência os limites da lei, o valor da segurança jurídica pode se enfraquecer.
Interessante notar que existem dois tempos: o tempo de modificação da lei e o tempo de modificação dos fatos sociais.

O tempo de modificação da lei é lento. O tempo de modificação dos fatos sociais é rápido.
Desta diferença de tempo, surge um déficit, chamado déficit legislativo, que, nos últimos tempos, vem sendo coberto pelas decisões judiciais.
Este déficit não pode ser atribuído aos magistrados porque eles não podem se negar a dar uma decisão.

As duas decisões dialogam com temas muito delicados do Direito e da Ciência Política.
Lei é lei; Direito é Direito; Justiça é Justiça: o caminho da busca de uma ordem utópica, mas inspiradora!

Advogado e ex-deputado federal

A emenda que prevê que integrantes do Ministério Público e do Judiciário possam ser denunciados por abuso de autoridade recebeu 313 votos...


A emenda que prevê que integrantes do Ministério Público e do Judiciário possam ser denunciados por abuso de autoridade recebeu 313 votos a favor e 132 contrários. Houve cinco abstenções. Procuradores e juízes criticam mudança e falam em retaliação à Lava Jato.

Considerada “intimidação” e “retaliação” por integrantes do Ministério Público e do Judiciário, a emenda que prevê o enquadramento em crime de abuso de autoridade para magistrados, promotores e procuradores teve amplo apoio dos deputados investigados na Operação Lava Jato. A mudança foi aprovada nesta madrugada pelo Plenário durante a votação do projeto de lei de combate à corrupção (PL 4850/16), idealizado pelo Ministério Público Federal e apoiado mais de 2,4 milhões de pessoas. (Congresso em Foco)


Mato Grosso do Sul (MS)

Carlos Marun PMDB Sim
Dagoberto PDT         Sim
Geraldo Resende PSDB Sim
Mandetta DEM         Não
Tereza CristinaPSB        Sim
Vander Loubet PT        Sim           (investigado Lava Jato)
Zeca do Pt PT               Sim          (investigado Lava Jato)

Elizeu Dionizio PSDB (ausente- Reunião Mercosul)

Total Mato Grosso do Sul: 7

Serviço de interesse público: aumentam as reclamações de consumidores em relação às vendas de produtos vencidos ou deteriorados em superm...


Serviço de interesse público: aumentam as reclamações de consumidores em relação às vendas de produtos vencidos ou deteriorados em supermercados de Campo Grande. Os órgãos fiscalizadores da vigilância sanitária tem sido negligentes. 

Carnes, queijos, embutidos e lácteos tem sido frequentemente vendidos sem os cuidados necessários com o padrão de qualidade para o consumo. 

Cortes de carnes embaladas que ficam expostas em geladeiras abertas (gôndolas) tem apresentado sinais de apodrecimento evidente. O consumidor compra confiando na etiqueta de validade e, quando chega em casa, percebe pelo cheiro e pela cor que o produto está estragado. 

Numa pesquisa informal conversei com funcionários de três supermercados. A resposta frequente tem a ver com a queda na demanda e com a necessidade de redução de custos fixos. 

Com isso, houve uma redução do pessoal de controle, demora na reposição do estoque (o que faz com que muitos produtos ultrapasse a data de validade), além de controle de temperatura ambiente e das geladeiras para economizar energia elétrica. 

Em muitos casos, a maioria dos compradores é pouco atenta a detalhes do produto, compra sem observar seus aspectos gerais (no caso das carnes, queijos e iogurtes) e só vai constatar o estrago quando chega em casa. 

A fiscalização parece que não está muito atenta ao que está acontecendo. 

Vamos por parte: o mundo está uma porcaria. O Brasil está afundando. O Mato Grosso do Sul sofre os efeitos residuais dessa barafunda. Cam...


Vamos por parte: o mundo está uma porcaria. O Brasil está afundando. O Mato Grosso do Sul sofre os efeitos residuais dessa barafunda. Campo Grande situa-se no microcosmo desse processo. 

Quem é conformista, defende a famosa tese do caminhão carregado de melões. Tem que haver algumas chacoalhadas para as frutas se ajustarem. Isso é histórico.

Quem é alarmista, antevê o caos logo ali na esquina e acha é preciso fazer alguma coisa para mudar o rumo. 

Quem é paranoico acredita na conspiração urdida nas coberturas da Trump Tower para transformar o planeta no inferno. 

Quem não está entendendo nada - como esse locutor que vos fala - a melhor solução é deitar e dormir pelos próximos dois anos, esperando acordar para descobrir se está vivendo num mundo melhor. 

Não tenho a mínima ideia do que pode acontecer. Não sei se a dita "onda conservadora" nos levará de volta aos costumes medievais. 

Não sei se o presidente Temer permanecerá no poder durante o ano de 2017. Não sei se Lula vai ser preso.

 Não tenho a mais pálida noção se a Operação Lava Jato será responsável pela transformação de nossas penitenciárias em resorts de luxo, como não tenho informações de cocheira que possa garantir que  Renan fará um novo implante capilar. 

Não antevejo a aprovação do ajuste fiscal, muito menos da lei anticorrupção. Não tenho bola de cristal para saber se vão anistiar o caixa 2. Não consigo vislumbrar alterações milagrosas na economia muito menos no comportamento dos políticos. 

Não tenho o mais remoto transe de que o Juiz Sérgio Moro possa invadir o Palácio do Planalto montado no cavalo branco de Napoleão. 

Não sei se Azambuja vai mandar embora seus capitães do mato e refundar a República de Maracaju. 

Não sei também quem será o secretariado de Marquinhos Trad, muito menos o que ele fará para tentar tirar a cidade do buraco lunar em que se encontra. 

Não pergunto nem respondo sobre questões que não me pertencem. Só questiono ou critico assuntos que me perscrutam e me assombram. 

O que está fora mexe com o que está dentro e assim por diante. O tempo segue por contra própria nas suas próprias vicissitudes. 

No fundo, no fundo, deixei de pensar o mundo em termos de problemas e soluções. 

Adotei como filosofia a ideia central de Parmênides de que "o que é, e também, não pode ser que não seja" e o que "não é, e também, é preciso que não seja". Ou seja: o que é é; e o que não é, não é. Simples assim.

Sigamos em frente...

O Editorial da Folha de S.Paulo de hoje é esclarecedor sobre o personagem que ora toma conta da mídia e das redes sociais. Os nervosinh...


O Editorial da Folha de S.Paulo de hoje é esclarecedor sobre o personagem que ora toma conta da mídia e das redes sociais. Os nervosinhos de plantão formaram uma espécie de brigada para defenderem com unhas e dentre o legado de um dos maiores ditadores e assassinos da história do século XX. Para engrossar o caldo publico o texto, mesmo porque se trata de um resumo bem acabado de tudo que penso: 

"Não se limitou aos setores mais dogmáticos da esquerda o fascínio que, durante décadas, cercou a figura de Fidel Castro na opinião pública latino-americana.

Estranhamente, mesmo entre grupos já desiludidos em definitivo pelo sistema soviético, o modelo de Cuba —nada mais que sua tradução em paisagem tropical— continuava e continua a provocar relativa simpatia.

Surgindo para o mundo numa aura de herói romântico, capaz de com um punhado de homens iniciar a derrubada da ditadura de Fulgêncio Batista, Fidel Castro assumiria posteriormente o papel de um símbolo anti-imperialista, liderando de sua pequena ilha uma impressionante resistência às investidas do poderio norte-americano.

Ignorava-se voluntariamente, com isso, a condição real de Cuba: a de, num imprevisto geopolítico, ter-se constituído em mero protetorado da União Soviética, mantido enquanto esta durou, sobrevivendo depois graças ao apoio da Venezuela, até que, por sua vez, o bolivarianismo entrasse também em crise terminal.

"A história me absolverá", disse Fidel Castro numa ocasião famosa, quando condenado por sua primeira e frustrada insurreição contra o regime de Batista. A frase suscita as mais fundadas dúvidas.

Mesmo quem considera que o processo histórico tenha algum rumo predefinido, capaz de dar ou não razão "a posteriori" para os crimes, os abusos, as violências de um governante —e disso tudo se viu no caso de Fidel—, o fato é que nada, no modelo adotado em Cuba, teve o condão de assegurar perspectivas palpáveis de futuro.

As liberdades individuais, a alternância de poder, o curso desimpedido da informação constituem não apenas um valor humano inegociável no mundo moderno mas também a única salvaguarda que se possa ter contra a estagnação.

Um sistema feito à força, do qual centenas de milhares de pessoas são levadas a fugir, e no qual as que restam vivem sob censura e medo, não se flexibiliza nem evolui. Estaciona no tempo, ou cai definitivamente: é destino de toda ditadura não ter perspectiva de futuro.

Dessa ineficiência estrutural, os simpatizantes de Cuba não costumam se dar conta, preferindo defender o regime numa espécie particularmente desonesta de negociação: não há respeito aos direitos humanos, mas as conquistas na educação e na saúde valeriam a pena.

Cuba já era, entretanto, um dos países com menor taxa de analfabetismo da América Latina, e o de menor taxa de mortalidade infantil, sob a ditadura de Batista.

As carências gerais em itens básicos de consumo, e o gritante atraso tecnológico, condenam a ilha a viver no passado; de herói juvenil e inspirado, Fidel Castro transformou-se na derradeira múmia do século 20. Sobreviveu a tudo, mas já estava morto".

A cidadania é uma coisa legal porque revela que todos estão atentos a tudo. Se os governantes resolverem ouvir as pessoas a cidade muda p...


A cidadania é uma coisa legal porque revela que todos estão atentos a tudo. Se os governantes resolverem ouvir as pessoas a cidade muda porque tem vitalidade surpreendente. 

Vejam essa:

Um leitor (ele não me autorizou publicar seu nome) escreveu nessa manhã para o blog um seguinte recado para o futuro prefeito Marquinhos Trad: 

“Acorda Marquinhos! Essa Central de Monitoramento que você conheceu em Salvador e ficou 'maravilhado' existe em Campo Grande desde 2012.  

Ele inclusive é mais moderno do que o de Salvador. 

Ele monitora todo o transporte coletivos (velocidade dos ônibus, sistema de freios, quem é o motorista,velocidade do veiculo,filma em tempo real o coletivo e muito mais), o sistema de saneamento (monitora em tempo real 24 horas o nível dos reservatórios,vazão de todos poços e reservatórios, central de captação e distribuição e todo o sistema de tratamento de esgoto 24 horas todos dias da semana), o sistema de coleta de lixo (monitora todos os caminhões de coleta, ruas onde foi coletado a noite, nome do motorista que está dirigindo e toda a equipe coletora,velocidade dos caminhões e também todas as ruas onde coletou e as que deveriam,  e não coletou).

O mais grave disso tudo, Marquinhos, é que todos esses equipamentos foram instalados (hoje estão encaixotados) em dezembro de 2012, logo que começou a funcionar.

Depois veio o Bernal (lembra?)  e desativou tudo, um verdadeiro crime contra a  cidade . 

A pessoa que idealizou foi o ex-presidente da AGEREG, Marcelo Amaral.

O futuro prefeito não precisava viajar tão longe. Temos tudo aqui”.

Aqueles que amam Fidel Castro devem estar felizes com a Globonews. No vasto noticiário sobre a morte do comandante ele é denominado com...


Aqueles que amam Fidel Castro devem estar felizes com a Globonews. No vasto noticiário sobre a morte do comandante ele é denominado como "líder revolucionário", "presidente" ou "ex-presidente". A mídia impressa vai o mesmo tom. 

Ninguém o chama de "ditador", o que, de fato, ele foi na estrita acepção do termo. 

A reverência das redações com o personagem chega a ser abjeta. A idolatria da esquerda aos assassinos carismáticos não é coisa nova. 

Stálin mandou matar milhares e foi celebrado. 

Matou a tiros dentro de um quarto sua primeira mulher e depois mandou matar todas as testemunhas que podiam colocá-lo sob suspeita. Foi amado durante muito tempo. Até hoje tem gente com saudades...

Lenin, Trotsky, Mao, Che Guevara, todos assassinos, andam de mãos dadas com Hitler, Mussolini, Pinochet e tantos outros crápulas inomináveis.

Em combate, os homens se matam. Depois disso, em tempos de armistício, as pessoas devem tolerar umas às outras. É assim que se funda a civilização em substituição á barbárie.

Fidel podia ter assumido o poder e feito uma verdadeira revolução nas áreas da saúde, educação e, de quebra, ter rompido o circulo vicioso das desigualdades sociais em Cuba, mas - essa é a questão relevante de meu humanismo sincero - pelo simples fato de ter mandato matar por divergências político-ideológicas, sede de poder, vaidade e preconceito, sinceramente, o faz desmerecer que o mencionem como pertencente à raça humana. 

Estou me lixando para suas questões pragmáticas. Estou me rebolando para sua simbologia tosca. Até onde eu sei da vida e das coisas não é, nunca foi e nunca será proibido falar mal de Fidel. Quem não gostar, que se manifeste. elogie, formule sua idolatria, elabore seu raciocínio "inteligente". 

Todos tem o direito inalienável falar e escrever seus pensamentos e convicções. As palavras são armas perigosas.

Mas não se esqueçam que, antes disso, será preciso colocar a mão na merda.


A tentativa de agredir o jornalista responsável pelo Blog, denunciada no último dia 24, protagonizada pelo empresário Sérgio Murilo, o ba...


A tentativa de agredir o jornalista responsável pelo Blog, denunciada no último dia 24, protagonizada pelo empresário Sérgio Murilo, o baiano, foi comunicado hoje à terceira delegacia de polícia de Campo Grande. 

Murilo responderá pelo crime de injúria, previsto pelo artigo 140 do Código Penal brasileiro. Caso seja condenado, a pena prevista é de três meses a um ano de detenção. 

Na última quinta-feira, intempestivamente, o empresário abordou o jornalista na Padaria Pão e Tal e ameaçou a agredi-lo por conta da publicação de nota em que se registrava um encontro com o deputado Rinaldo Modesto na padaria Dicos, durante o período eleitoral. 

Murilo é engenheiro e tem várias empresas em seu nome, algumas delas com contratos expressivos com a prefeitura de Campo Grande e com o Governo do Estado. 

Nos meios políticos, especula-se que atualmente Sérgio seja o principal operador de interesses privados do governador Reinaldo Azambuja. 

Sua investida contra o jornalista teve por objetivo a intimidação. 

O registro do Boletim de Ocorrência é o primeiro passo para que se esclareça a natureza da iniciativa do empresário junto ao blog. 

Essa é uma história que está apenas começando. 



Leio no Campograndenews que o Tribunal de Contas do Estado está promovendo um Seminário - Os desafios do novo modelo na administração ...


Leio no Campograndenews que o Tribunal de Contas do Estado está promovendo um Seminário - Os desafios do novo modelo na administração municipal. E agora prefeito (a)? - para orientar os novos chefes de executivos municipais a gerir recursos públicos depois de tomarem posse.

As declarações do presidente Waldir Neves foram apenas protocolares. Não tem nenhum valor prático porque o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que quem julga as contas municipais são as Câmaras de Vereadores. 

Com isso, os TCEs praticamente se tornaram instituições inócuas. 

Atualmente, há uma luta de bastidores para reverter essa decisão do STF, mas enquanto isso não acontece, Conselheiros e a imensa burocracia que os cerca são fantasmas a vagar pelos corredores burocráticos do poder. 

Quem ler o breve receituário de Waldir para os prefeitos verá que as palavras não combinam com o personagem. 

Sua recomendação ao futuro prefeito Marquinhos Trad, por exemplo, para que faça "uma devassa" na prefeitura de Campo Grande deve ser uma nova modalidade de piada lançada nessa tempora de mau humor que grassa no País.. 

O presidente do TCE-MS deve ter mais recato com esse tipo de recomendação. 

Cairia bem na boca de um político, mas na de um Conselheiro, francamente, soa estranho, principalmente quando se sabe que a Corte foi leniente ao analisar as contas do Governo do Estado. 

Quem está a merecer uma boa  fiscalização é a devassidão da República de Maracaju. 

Nesse caso, caberia, por parte de Alcides Bernal, fazer uma interpelação judicial para que Waldir esclarecesse o que, de fato, quis dizer com "devassa".  

Waldir Neves é impressionante: mesmo quando ele se autopromove como paladino da moral e dos bons costumes republicanos, deixa a impressão malcheirosa de que está sempre fazendo a coisa errada. 

Asmodeu explica.  

Artigo publicado originalmente na Folha de S.Paulo: H á um problema fiscal estrutural dos Estados que precisa ser enfrentado. A princip...


Artigo publicado originalmente na Folha de S.Paulo:

Há um problema fiscal estrutural dos Estados que precisa ser enfrentado. A principal fonte de desequilíbrio é o deficit dos regimes previdenciários estaduais.

O Rio Grande do Sul e Minas Gerais já gastam pouco menos de 30% da receita corrente líquida (RCL) com o deficit do sistema previdenciário.

Evidentemente o problema estrutural é agravado pela má gestão. Por exemplo, o gasto previdenciário de Minas Gerais subiu 34% em termos reais em 2015, comparando com 2014. Algo de muito errado ocorreu com a previdência mineira. Para o Rio de Janeiro, o aumento do deficit em 2015 foi de 97%.

No caso fluminense, o governo decidiu que as receitas petrolíferas custeariam a previdência. Com a queda do preço do petróleo e, portanto, das rendas petrolíferas, o sistema previdenciário perdeu receita e passou a conta para o Tesouro. Nesse caso, o erro é alocar receita muito volátil para um gasto permanente, cuja dinâmica é crescente.

Por outro lado, no Paraná, um Estado que está apertando o cinto há um bom tempo, os gastos previdenciários caíram em termos reais de 2012 até 2015 em 6,3%.

Tanto no Paraná quanto no Espírito Santo o gasto com pessoal tem crescido pouco, pois os governadores não deram aumento desde o ano passado.

Os servidores estão aprendendo a dura lição de que é melhor não receber aumento, mas ter o salário em dia, do que ter aumento e o Tesouro estadual ficar sem recursos para os salários.

No Rio Grande do Sul, de 2012 até 2014 os gastos com pessoal cresceram 15% em termos reais. Já em 2015 esse ritmo desacelerou-se para 2%. A situação se impôs. O governador anunciou na terça-feira (22) corajoso programa de ajuste fiscal para o Estado. Eliminará nove fundações, uma autarquia, privatizará quatro empresas (o que vai requerer aprovação de uma emenda à Constituição estadual).

Na área de pessoal, o Rio Grande do Sul fará diversos ajustes finos que fazem todo o sentido do ponto de vista de justiça distributiva e podem contribuir muito para melhorar as contas. Várias medidas vão exigir alterações na Constituição estadual.

Entre tantas medidas, vai se acabar com a licença classista, o que elimina a remuneração dos servidores que estejam servindo às entidades de classe; a licença-prêmio de três meses de férias a cada cinco anos não poderá ser acumulada na vida produtiva do servidor e contada para abater tempo de serviço ativo; acabam os adicionais por tempo de serviço; a contribuição previdenciária será elevada para 14%; o acúmulo de aposentadoria com pensão não pode ultrapassar o teto do serviço público; haverá medidas para aumentar o tempo de serviço efetivo dos policiais na ativa; etc.

Uma medida de suma importância é alterar a forma como o Poder Executivo transfere para os demais Poderes –Legislativo, Ministério Público, Defensoria Pública e TCE– recursos orçamentários ao longo do ano. O repasse do duodécimo da receita será de acordo com a receita efetiva, e não a orçada, permitindo compartilhar com esses Poderes (órgãos) do Estado surpresas negativas na receita.

Apesar de duras, é difícil achar que essas medidas sejam injustas. O oposto: surpreende que elas não tinham sido implantadas havia muito tempo!

É necessário que os governadores se movimentem. Aparentemente não será possível simplesmente passar a conta para a União.


Físico com doutorado em economia, ambos pela USP, sócio da consultoria Reliance e pesquisador associado do Ibre-FGV.

O mundo anda meio doido pra onde quer que se olhe . Abri o Facebook hoje e vi gente lamentando a morte do ditador cubano Fidel Castro. Não...

O mundo anda meio doido pra onde quer que se olhe. Abri o Facebook hoje e vi gente lamentando a morte do ditador cubano Fidel Castro. Não lamento, nem comemoro. 

Cada homem tem sua história marcada por sombras, luzes e ressentimentos. Fidel escolheu as trevas e mergulhou Cuba num mundo tenebroso por quase 60 anos. Vendeu o sonho de uma sociedade justa e igualitária, mas como toda utopia, não explicou como se chega lá. 

Criou o mito da eficiência cubana na medicina e educação. Tudo bravata. Cuba é um país pobre, miserável, onde uma dama é capaz de se prostituir pra conseguir comprar um sabonete ou pasta de dente. 

Nas décadas que esteve no poder, Castro difundiu o mantra de que o sofrimento material dos cubanos estaria ligado ao embargo econômico que o governo americano impôs à Ilha. Conversa fiada. 

O que Cuba quer comprar dos Estados Unidos que não podia comprar da União Europeia? 

Em relação a essa polêmica é preciso esclarecer as coisas.  A restrição comercial entre EUA e Cuba veio a partir de 1961, em represália a desapropriação de 900 empresas americanas na Ilha, sem pagamento de indenização aos proprietários. 

Mesmo assim, a América negocia remédios e alimentos com Cuba.  É hora de prestar minha homenagem. Não a Fidel, mas às famílias dos 27 mil corpos que estão no fundo do Golfo do México porque tentaram fugir da tal “felicidade” imposta pelo comandante à Ilha. 

Adiós, companheiro. Ya escucho tus gritos en las trevas.

" N ão aprenderam nada. Não querem saber de nada. Não se importam com coisa nenhuma." Editorial da Folha de S.Paulo de hoje:...


"Não aprenderam nada. Não querem saber de nada. Não se importam com coisa nenhuma."

Editorial da Folha de S.Paulo de hoje:

Depois de figuras como o senador Romero Jucá (PMDB-RR), flagrado em entendimentos para "estancar a sangria" da Operação Lava Jato, e o ex-ministro Henrique Alves (PMDB-RN), citado em delação como beneficiário de R$ 1,6 milhão em propinas, mais um ministro do governo Michel Temer se vê forçado a pedir demissão devido à falta de mínimas condições éticas para permanecer no cargo.

O caso de Geddel Vieira Lima, que deixa a Secretaria de Governo depois da entrevista concedida à Folha pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero, só não se inclui numa rotina de oportunismo e de suspeita porque expressa de maneira vulgar, desassombrada e tosca o nível de degradação atingido pelos costumes políticos no país.

Em meio a uma crise econômica de extrema gravidade, o responsável pela articulação do governo Temer no Congresso encontrou tempo para se dedicar a um "lobby minúsculo" em favor de que se liberassem as obras de um edifício embargado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

O desavergonhado episódio de indiferenciação entre interesse público e conveniência privada (o peemedebista adquiriu um apartamento no prédio em questão) mobilizou o próprio presidente da República, que indevidamente recomendou intervenção da Advocacia Geral da União num impasse em que se defrontava a prepotência de uma autoridade contra o parecer de um órgão técnico.

Culminou-se, com isso, uma semana em que todo tipo de gestões suspeitas, de evidências de crime, de manifestações de cinismo e de aberta provocação foi lançado à face da opinião pública.

Dos favores supostamente recebidos pelo ex-governador Sérgio Cabral de uma empreiteira, incluindo joias e mobiliário, dos quais afirmou à Polícia Federal "não se recordar", às contínuas articulações por anistia ao crime de caixa dois na Câmara dos Deputados.

Recorde-se, ainda, o abrangente coral de apoios a Geddel Vieira Lima, entoado por senadores tucanos como Aloysio Nunes e Aécio Neves. O que se viu de parte dos políticos nos últimos dias impõe uma dura conclusão.

Não aprenderam nada. Não querem saber de nada. Não se importam com coisa nenhuma.

O governo Michel Temer parece ter reunido a seu redor um amplo grupo de tarimbados especialistas em fisiologia, desconversa, autoritarismo e turpitude, orquestrando-se em harmonia com um Congresso que sobrenada a custo em meio a investigações criminais sem data para terminar.

Iludem-se se imaginam que, passado o impeachment, a sociedade está disposta a assistir acomodada ao espetáculo renovado do patrimonialismo, da impunidade e da corrupção. Quando a crise do Estado ameaça se aprofundar, é hora de reiterar que acabou a tolerância com os velhos hábitos da política.

A lguns amigos pedem que eu leia a entrevista concedida pelo Chefe da Casa Civil, Sérgio de Paula, publicada na edição de hoje do Corr...



Alguns amigos pedem que eu leia a entrevista concedida pelo Chefe da Casa Civil, Sérgio de Paula, publicada na edição de hoje do Correio do Estado (de autoria da jornalista Cristina Medeiros), e faça algum comentário para o blog. 


Juro que li o material (cansativo)  por obrigação de ofício e, no primeiro momento, fiquei com preguiça de escrever qualquer coisa sobre o assunto.



Claro que se trata de publicidade feita sob encomenda, com o máximo de controle, com perguntas brandas, com o fito exclusivo de divulgação. Faz parte do jogo. 



Sérgio de Paula está ali na versão chatonilda. Ele só fala o óbvio. A profundidade de seu pensamento tem a dimensão de m pires.



Na verdade verdadeira o objetivo da entrevista não é atingir o público externo, a sociedade inteligente, a comunidade esclarecida que lê e comenta jornais. 



Se fosse, o chefe da Casa Civil seria motivo de piada. O homem não consegue expressar uma ideia, um conceito, uma formulação que sirva ao interesse geral. Ele é vaidoso, inseguro, raso e, com gente assim, não gosto de perder tempo. 



A única função de sua aparição no mais importante jornal de nosso Estado é mostrar ao público interno que o famoso Capitão do Mato continua sendo o dono do governo. Ele manda e o resto ( obediente) é periferia. 



Fico imaginando a cara dos outros secretários mais "intelectualizados" da República de Maracaju lendo as platitudes de Sérginho. 



Alguns devem ter sentido engulhos. 


Publicado originalmente na Folha de S.Paulo: C omo se sabe, na próxima terça-feira (29) a Câmara dos Deputados poderá aprovar a seguin...


Publicado originalmente na Folha de S.Paulo:

Como se sabe, na próxima terça-feira (29) a Câmara dos Deputados poderá aprovar a seguinte pérola, enxertada no projeto de lei 4.850/2016, contra a corrupção (eu disse CONTRA A CORRUPÇÃO): "Inclua-se onde couber: Art. X. Não será punível nas esferas penal, civil e eleitoral, doação contabilizada, não contabilizada ou não declarada, omitida ou ocultada de bens, valores ou serviços, para financiamento de atividade político-partidária ou eleitoral realizada até a data da publicação desta lei."

O supracitado "Artigo X" não só anistiará o caixa 2 como ajudará a encobrir uma série de maracutaias sob o tapete mágico do "financiamento de atividade político partidária ou eleitoral". Será, usando as já clássicas palavras de Romero Jucá, um grande passo para "estancar a sangria" da Lava Jato.

Vossas Excelências querem anistia, deputados? Pois eu também quero. Ampla, geral e irrestrita. Já que é pra esculhambar, vamos esculhambar direito, pra todo mundo, não só pra vocês, vossas famílias e os empresários que deram dinheiro pra vocês e vossas famílias. Proponho abaixo, portanto, algumas outras emendas ao projeto.

Inclua-se onde couber: Art. Y. Não serão puníveis nas esferas penal e civil atrasos com impostos, aluguéis, condomínio, escola, celular, crediário ou quaisquer outras contas em aberto até a data da publicação desta lei.

Inclua-se onde couber: Art. Z. Não serão puníveis, nas esferas penal e civil, multas por excesso de velocidade, estacionamento proibido, desrespeito ao rodízio, racha, cavalo de pau ou atropelamento em série seguido de fuga realizados até a data da publicação desta lei.

Inclua-se onde couber: Art.. Não serão cobrados, nas bandeiras Visa, American Express, Diners ou Mastercard, os gastos efetuados com comida, bebida, vestuário, ouro, diamantes, passagens aéreas, carros de luxo, iates e pole dancers realizados até a data da publicação desta lei.

Inclua-se onde couber: Art. µ. Não serão puníveis, nas esferas moral e estética, trocadilhos com pavê, peru, pernil, piadas com pum, fezes, urina, pegadinhas tipo chubaba, toca-aqui-deixa-que-eu-toco-sozinho e baleias brancas realizadas até a data da publicação desta lei.

Inclua-se onde couber: Art. ß. Não serão contabilizadas nas esferas cardíaca, pulmonar, arterial ou hepática os excessos envolvendo churrasco, batata frita, leite condensado, cerveja, cigarro, sonho frito de doce de leite, Beyoncé na playlist "Corrida" do Spotify ou quaisquer outros entorpecentes consumidos até a data da publicação desta lei.

Inclua-se onde couber: Art. Ø. Não será punível nas esferas terrena, divina ou infernal, haver: desejado a mulher do próximo, invejado o próximo, abaixado a vista e fingido não ter visto um próximo não tão próximo assim vindo em sua direção, fechado rápido o elevador pra não ter que conversar com o próximo, saído da festa sem se despedir do próximo, insultado o próximo, chutado o próximo ou passado o próximo no multiprocessador até a data da publicação desta lei.

Ficam aqui minhas sugestões a todos os deputados que pretendem, na terça-feira, em nome de Deus, da ética e da família brasileira, votar a favor da anistia para o caixa 2. Espero que as ideias aqui contidas os ajudem a compreender o quão grotesca é essa emenda e os façam mudar de opinião –ou, então, que amassem esta crônica e a incluam onde couber. 

Escritor. Publicou livros de contos e crônicas, entre eles 'Meio Intelectual, Meio de Esquerda' (editora 34). 

Estrada I Essa estrada é o meu reverso.  É o lugar aonde não vou. É o caminho que não sigo. (são as palavras que me at...




Estrada


I
Essa estrada é o meu reverso. 
É o lugar aonde não vou.
É o caminho que não sigo.
(são as palavras que me atravessam)

II
Por essa estrada
Passa o meu rio.
Por esse rio
adentro meu mar;
Por esse mar
concluo meu tempo,
E o meu tempo
é nunca mais

III
O caminho que sigo
não tem volta,
não tem lugar,
os lugares são aqui:
ali é o meu ponto fixo.
Uns são;
Outros não

IV
Essa estrada tem o seu final.
Ela encerra o reverso do que sou.
Ela palmilha minhas palavras.
Ela converte minhas orações.
Ela constrói meus retornos.
Sigo o sinal; 
não vejo nada

V
Sigo a estrada
até chegar ao fim;
retorno ao começo
revolvendo ponto e vírgula;
recomeço e sigo
na direção do espaço aberto:
no lugar incerto dos passos que deixei.

VI
Olho ao longe aquela curva
Ela segue a linha reta do poema
 e depois embaraça o sentido turvo
das frases que não escrevo -
Ficam apenas os despojos tênues
do meu estilo,
o sentido de que nada faz sentido

VII
O reverso de minha estrada
conduz-me  ao adro de meu aguardo
Ali ajoelho-me à espera
de coisas que não sei 
e não vi

VIII
Depois da estrada, descortina-se o deserto;
Não há nada além de luz e escuridão:
O reverso do universo
Que existe entre dois mundos -
De um lado, estou eu;
Do outro, permanece o que sou 

IX
Vejo o céu fundido à minha terra.
Não existe nada: só eu e minhas retinas fatigadas,
Com o chão se desintegrando em vermelho
sob os meus pés

Quando tinha 12 anos, eu era inocente e besta . Morava numa pequena cidade do interior de São Paulo. Um dia, perguntei para o meu melhor ...


Quando tinha 12 anos, eu era inocente e besta. Morava numa pequena cidade do interior de São Paulo. Um dia, perguntei para o meu melhor amigo: "afinal, o que é esse negócio de ditadura militar que tanto falam?". 

Ele me olhou assustado e achou que eu fosse louco. "Você quer mesmo saber o que é isso? Vá até a praça e comece a gritar bem alto: viva Cuba!, viva Fidel Castro!". 

Não entendi nada. Demorou para eu entender qual era o jogo de verdade. Perguntei para um e outro. Li uns livrinhos. Mais tarde caiu em minhas mãos "A ilha", do jornalista Fernando Morais, e foi daí que fui tomado de encantamento por Fidel. 

Mais tarde li duas biografias do "líder revolucionário". Assisti a uns documentários. Enfim, transformei o cara num dos meus heróis ocasionais. Enquanto havia ditadura no Brasil, Fidel era uma espécie de contraponto simbólico que me colocava do lado dos bons. 

A partir da década de 80, com o fim da censura e da maior circulação de informação, aos poucos foi aparecendo outro Fidel na praça: um cara sectário, ardiloso, meio promíscuo, corrupto e extremamente autoritário. 

Junto a isso, enfim, em vez do herói sem jaça, o Fidel humano, pragmático, histórico. 

Ou seja, era possível pesar tudo numa balança moral e tirar minhas próprias conclusões, da maneira que a minha formação intelectual permitia, pelo menos até aquela fase de minha vida. (Somos seres em permanente construção).

A democracia tem essa vantagem: o dualismo começa a se dissolver. O pensamento e suas formulações começam a se estilhaçar. A sociedade aberta é iconoclasta. Tudo que é sólido desmancha-se no ar. 

Dessa nova sopa, surgiram os vários Fidéis. Por mais esforço que fizesse, meu julgamento histórico pesou contra o ditador, o perseguidor feroz de seus inimigos ideológicos, a cara que mandou prender e matar, perseguiu jornalistas, escritores e homossexuais, o sujeito que fechou uma ilha como se fosse sua hacienda e tornou-se um dos maiores milionários do planeta. 

Tenho muitos amigos que veneram Fidel. Até hoje acreditam na sua picaretagem "revolucionária". O sujeito histórico pode ser até discutível, mas o ser humano que ele foi, sinceramente, é deplorável. 

Torço - apesar de que isso é apenas um sonho - que personagens como ele não voltem mais à cena. E que não inspirem tantos malucos como imagino que, por um momento, por conta do marketing fúnebre, possa inspirar.

Adeus, Fidel. Não sentirei saudades. Mesmo que você tenha feito parte de minha vida.

Artigo publicado hoje originalmente na Folha de S. Paulo: Mark Zuckerberg escolheu seu lado. Vários anos atrás, em visita à China, ele ...


Artigo publicado hoje originalmente na Folha de S. Paulo:

Mark Zuckerberg escolheu seu lado. Vários anos atrás, em visita à China, ele foi recepcionado pelo banner viral "Bem-vindo à China, fundador do site Erro 404", difundido por blogueiros anônimos em protesto contra a censura oficial à internet. Do episódio, o CEO do Facebook extraiu a conclusão de que os negócios vêm sempre em primeiro lugar –e decidiu aliar-se aos censores. O Facebook desenvolve um software destinado a bloquear regionalmente conteúdos "impróprios" nos news feed de usuários. A ferramenta, passaporte de retorno da empresa ao mercado chinês, é uma prova brutal de que estava errada a associação entre a emergência das redes sociais e a democratização da informação.

Há provas menos brutais, mas não menos preocupantes. Nas eleições americanas, como evidenciou o Buzzfeed, notícias falsas obtiveram audiência maior que notícias verdadeiras. A constrangedora revelação conduziu o Google e o Facebook a anunciarem projetos de bloqueio de anúncios para sites engajados na divulgação de inverdades, mas ninguém deveria acreditar nisso. Numa ponta, o negócio da mentira é mais barato que o da verdade. Na outra, a mentira converteu-se em poderoso instrumento político, manipulado por partidos e movimentos ideológicos diversos.

A imprensa moderna, baseada na notícia, nasceu junto com o telégrafo e a telefonia, fincando um pilar vital dos sistemas democráticos. O advento dos grandes jornais configurou a opinião pública –isto é, a parcela da população informada pelas publicações de referência. O jornalismo organizou-se em torno de redações profissionais, regras de apuração noticiosa e um conjunto de princípios éticos destinados a separar a verdade da mentira. Nessa era de declínio da imprensa, experimentamos o outono da antiga fronteira: verdade e mentira misturam-se no caldo indiferenciado das redes sociais.

Os grandes jornais consolidaram-se como focos da "praça do mercado" das democracias. Toda a opinião pública reunia-se num espaço comum de diálogo, no qual floresciam as divergências. A retração da imprensa e o concomitante avanço das redes sociais vai destruindo a velha praça, que é substituída por incontáveis coretos tribais. Um palanque em cada esquina –eis a regra da "nova mídia", fragmentada em blogs iracundos e milhões de páginas pessoais alimentadas por fábricas de novidades de origens misteriosas. A fragmentação da opinião pública numa miríade de correntes rivais implode o diálogo: cada um conversa exclusivamente com seus iguais.

"Você tem direito às suas próprias opiniões, não aos seus próprios fatos", reclamou certa vez o senador e sociólogo americano Daniel Patrick Moynihan. Na "praça do mercado", a opinião pública discutia, às vezes ferozmente, sobre o significado e as implicações de fatos compartilhados.

O estilhaçamento da praça comum provoca um deslizamento cognitivo: nos universos paralelos das redes sociais, cada um tem direito a seus próprios fatos. Sob a égide da pós-verdade, o debate público fenece, dando lugar a uma gritaria dissonante.

Obama é um muçulmano que não nasceu nos EUA. Hillary Clinton cometeu centenas de assassinatos. George Soros comanda uma rede mundial de associados "globalistas" que conspiram contra as nações e os povos. Sergio Moro é um agente secreto do governo americano consagrado à missão de provocar a falência das empresas nacionais de engenharia. Na velha "praça do mercado", a mentira factual era confrontada pela refutação de veículos de imprensa concorrentes. Na era das redes sociais, sob névoa espessa, instaura-se uma "guerrilha da informação".

Steve Bannon era o editor do Breitbart News, um site da "direita alternativa", dedicado à manufatura de "notícias" do movimento nacionalista e nativista americano. Trump nomeou-o chefe-estrategista da Casa Branca. Pra que censura, se temos o Facebook?

*Doutor em geografia humana e especialista em política internacional.

Leio aqui e ali que o Governo Azambuja vai alterar a política de comunicação do governo. Áulicos e gênios do setor divulgam que farão is...


Leio aqui e ali que o Governo Azambuja vai alterar a política de comunicação do governo. Áulicos e gênios do setor divulgam que farão isso e aquilo. Enfim, a ideia é criar novos mecanismos que possam "melhorar" a imagem do governador e da administração de modo geral. 



Como sou um sujeito colaborativo e torço para que tudo dê certo para a República de Maracaju, recomendo que os novos jornalistas, publicitários e comunicadores do pedaço leiam o livro "O Estado de Narciso - a comunicação pública a serviço da vaidade particular"
(Companhia das Letras, 2015, 247 páginas) do jornalista e professor da USP, ex-presidente da Radiobrás, Eugênio Bucci. 




Sei de antemão que leitura não é o forte da turma de Azambuja. Até porque ali, se aparecer alguém com esse perfil profissional, não dura três meses no emprego. Eles detestam gente "teórica"; eles gostam, na verdade, de pessoas que fazem "negócios". 




Mesmo assim, sou ingênuo e acredito na boa vontade entre os homens e tenho fé na humanidade.




Portanto, imagino que por mais esforço que fizerem para "mudar" a comunicação, nada vai acontecer. 

De nada adianta criar uma embalagem bonita se o defeito está no produto. Assim segue a vida...




Vamos à obra de Bucci. Ele abre o livro falando logo de cara que "a comunicação pública no Brasil virou um palanque partidário, um negócio lucrativo, uma passarela para a vaidade particular e, sem exagero nenhum, uma arma a serviço da guerra eleitoral". 




O texto segue em frente desvendando os meandros históricos sobre como chegamos a esse estágio da comunicação pública no Brasil, estimulando a picaretagem, valorizando a corrupção e desprezando a inteligência das pessoas. 




"A cada ano o dinheiro público financia planos bilionários para tomar de assalto e adestrar a vontade dos cidadãos (...) Em suma, a engrenagem de promoção de autoridades é mais ou menos como um tanque de guerra fantasiado de carro alegórico esfuziante, em apoteose carnavalesca in interrupta. Ela não vê os brasileiros como foliões livres, mas como presas". 




E assim segue o jornalista, mostrando a dissociação entre o verdadeiro interesse público com o interesse político do governante de plantão, gastando um dinheirão para celebrar a vaidade e negando-se a criar mecanismos de esclarecimento e facilitação democrática da sociedade, de forma que ela compreenda como funciona o Estado e como pode ajudar a fiscalizar a máquina, reivindicar direitos e ter informações educativas para melhorar sua qualidade de vida. 




Vou citar um trecho do livro que considero relevante: "No Brasil, a estetização do Estado - e, particularmente, e estetização de sucessivos governos, que buscam escrever narrativas próprias - gerou uma indústria especializada de mídia (e de entretenimento) que terminou por fabricar a linguagem dominante da própria prática política. Essa linguagem, com seu léxico tipicamente de mercado, oriundo da publicidade comercial, conseguiu, além de desfigurar a política, retirar o discurso o discurso político de seu território histórico, o espaço público político, e recolocá-lo no território do consumo, algo como um espaço público mercadológico. Essa linguagem conseguiu redefinir a proeza de redefinir os elementos da política como mercadoria". 




Segundo o "Estado de Narciso", a comunicação pública no Brasil - tanto faz em qual esfera do poder ela aconteça - trata-se de um "empreendimento bélico". A chamada "política de comunicação" é assim "posta a serviço da vaidade dos políticos, subordinada ao apetite de um negócio de monta, conduzida pela ambição eleitoral dos partidos instalados no poder", fazendo com que a "supermáquina da comunicação oficial",atue 24 horas por dia como uma "força militar em guerra imaginária para conquistar mentes e corações da platéia". 




Enfim, a ideia é transformar a imprensa num instrumento de propaganda oficial e a propaganda oficial numa extensão da imprensa. A mídia tem que fingir que é isenta e que atua com liberdade os governos fingem que dissimulam esse jogo de cena pagando a conta do negócio. E assim  a roda gira. 




Até quando?

Nota do presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, sobre os movimentos de deputados que pretendem anistiar a prática de caixa 2: &quo...



Nota do presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, sobre os movimentos de deputados que pretendem anistiar a prática de caixa 2:

"É surreal a possibilidade de a Câmara dos Deputados atuar em desconformidade com o interesse público, aprovando uma anistia para a prática criminosa do caixa dois e outros desvios relacionados, como corrupção e lavagem de dinheiro.

O ordenamento jurídico atual já tem instrumentos para processar e punir esses crimes, por meio do Código Eleitoral e da legislação tributária. Uma nova lei teria como função recrudescer o combate ao crime e não anular o efeito das leis que já existem.

É impensável que detentores de função pública queiram usar a oportunidade ímpar de avançar no combate ao caixa dois para perdoar crimes do passado.

Os deputados federais, representantes da sociedade, devem respeitar os princípios constitucionais da moralidade e da impessoalidade em suas ações. Não podem legislar em causa própria.

Caso esse acordo seja real e venha a prosperar, a OAB usará suas prerrogativas para defender a Constituição e a sociedade desse atentado à democracia".


A semana que passou aconteceu um fenômeno curioso na imprensa sul-mato-grossense: uma sucessão de tentativas de intimidação do jornalist...


A semana que passou aconteceu um fenômeno curioso na imprensa sul-mato-grossense: uma sucessão de tentativas de intimidação do jornalista desse blog. Pode ser uma coincidência, mas sinto cheiro de atividade organizada, com dedo do governo do Estado. 

No dia 16 de novembro o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso do Sul (Sindjor-MS) emitiu nota de Repúdio contra o Blog por conta de uma matéria veiculada no período eleitoral em que criticava a postura da jornalista Lucimar Lescano durante duas entrevistas levadas ao ar com Rose Modesto e Marquinhos Trad. Tudo errado, autoritário e atabalhoado. Mas esse é o jogo.

No dia 23, a TV Morena e a Jornalista-apresentadora enviaram por meio de seus advogados interpelação extra-judicial pedindo esclarecimento sobre as motivações da publicação, ensaiando uma ação judicial no futuro. Foi enviado um questionário de perguntas para que eu tivesse a oportunidade de explicar as minhas razões. Tudo correto, legítimo e democrático.

Ontem, 24 de novembro, veio a cereja do bolo. O jornalista estava numa padaria da cidade comprando pão. Foi interpelado pelo empresário Sérgio Murilo, o Baiano, que se mostrava tenso e irritado. Perguntou-me se eu o conhecia. Não me lembrava. Perguntou-me se me lembrava de uma matéria que publiquei durante a campanha eleitoral em que o acusava. Também não tinha a mínima ideia do que se tratava. 

Diante disso, fez um movimento nervoso com corpo como se se fosse me dar um soco. Perguntei a ele se estava me pretendendo me agredir fisicamente. Ele disse que sim, ia fazer isso. Então, coloquei todas as minhas compras sobre o balcão, tirei o óculo e disse: pode começar. Ele ameaçou duas vezes com os olhos fumegando e não conseguiu. 

Quis então saber qual era, afinal, a matéria que o tinha ofendido. Ele, incrédulo, não dizia. Perguntei se o referido post tinha lhe trazido algum dano moral, financeiro ou empresarial. Ele disse que não. Então, qual era o problema? Ele me disse que o filho havia ficado aborrecido com aquilo. 

Perguntei por qual motivo ele não entrou em contato com o blog, mandando um carta ou desmentido, e ele respondeu que não era dessa área e não sabia como agir nesses casos. 

Sai da padaria, peguei o telefone e consultei nos meus arquivos a matéria em questão: tratava-se de um registro de um encontro entre Sérgio Murilo e o deputado Rinaldo Modesto numa padaria no bairro Cachoeira. Só isso. 

O empresário ficou incomodado com aquilo. Ele sabe os motivos. Ele tem contratos milionários com órgãos governamentais e transita hoje nas estruturas de poder como operador da República de Maracaju. Recentemente, ele tirou o empresário Ivanildo Miranda da jogada e hoje é o poderoso homem das mumunhas e tititis do governo. 

Tem feito muitas viagens para Campinas para fazer a transição desse poder paralelo, que há muito devia ser investigado pelo Ministério Público Federal e PF. 

Murilo anda por aí, num carrão bonito, pulando de festa em festa e agora ameaçando e tentando intimidar jornalistas. 

Brrrrrrr. Que medo!

Ilmo Senhor Arquiteto e Urbanista DIRCEU DE OLIVEIRA PETERS M.D. Diretor Presidente do PLANURB Prezado Senhor, Como é do seu...


Ilmo Senhor
Arquiteto e Urbanista DIRCEU DE OLIVEIRA PETERS
M.D. Diretor Presidente do PLANURB

Prezado Senhor,


Como é do seu conhecimento, há dias, o Grupo Gestor do Plano Diretor está debatendo, lendo, aprofundandoconhecimentos e, acima de tudo, contribuindo, voluntariamente, com o planejamento urbano de Campo Grande, analisando o documento encaminhado pela PLANURB/URBITEC, no caso em tela, da minuta do PL do Plano Diretor de Campo Grande. 

Nesses dias, dada importância da matéria e das inúmeras dúvidas e do complexo conteúdo ali existentes, temos tido notícias de colegas que de lá participam debruçados em alguns itens ou artigos e, na visão de alguns, que há uma demorana discussão. Como matéria delicada, a análise de cada pauta nova urbanística complexa se arrasta mais do que as expectativas da gestão pública.


Como está contido no Plano de Trabalho – Produto 1 da Consultoria- em seu cronograma às folhas 59 e 60, as reuniões desse GT deveriam ter acontecido entre 26 de agosto e 21 de setembro, para daí em diante, a proposta seguir seu rumo, chegando ao final conforme o Plano. 

Mas isso não aconteceu e, nesse ambiente de fim de governo e de fim de ano, queremos a compreensão elevada de Vossa Senhoria para os seguintes aspectos:

CONSIDERANDO que, segundo o Plano de Trabalho, o trabalho deveria estar pronto dia 29 de novembro para entrega a PGM e depois ao CMDU para análise;

CONSIDERANDO que ainda está no debate de todos os pontos do documento, ainda os pontos essenciais do Macrozoneamento, coração conceitual do Plano Diretor;

CONSIDERANDO que, segundo a norma vigente, após encerrar essa discussão (que não tem data para tal), esse documento precisa ser revisado, juridicamente, para depois ser colocado no ar para consulta pública por, pelo menos 15 dias;

CONSIDERANDO que após a consulta pública será necessária realização obrigatória de uma Audiência Pública onde serão aprovados ou não, pela comunidade, os pontos centrais do trabalho;

CONSIDERANDO que após a Audiência Pública mister se faz um prazo para a revisão jurídica pela Procuradoria Geral do Município para posterior envio ao CMDU;

CONSIDERANDO que no Conselho CMDU há um rito de escolha de relatoria e debates e que, essa matéria não pode e não deve ser debatida nas pressas e no afogadilho;

CONSIDERANDO que levando em conta todos os prazos acima temos, pelo menos, 90 a 100 dias de tempo para finalizarmos essa tarefa;

CONSIDERANDO que o mandato do atual prefeito e demais autoridades, finda em 40 dias;

CONSIDERANDO que em 1 de janeiro de 2017, assume o mandato novo prefeito eleito democraticamente, assim como novos vereadores e novo presidente da Câmara de Vereadores e que, tem todo o direito de analisar esse documento pois, sua gestão de 4 anos vai ser pautada em cima das teorias desse documento;

CONSIDERANDO, por fim, que essa matéria Plano Diretor, define os destinos de nossa cidade e, certamente, precisamos de mais tempo para desenvolvermos o melhor trabalho possível,

Vimos solicitar que esse GT suspenda as atividades nesse momento, aguarde o novo gestor do PLANURB e das demais secretarias municipais e que essa decisão possa isentar o Senhor Prefeito Alcides Bernal de qualquer culpa por essa paralisação, para que ele não sofra processos de improbidade administrativa, previstos no Estatuto das Cidades – Lei federal 10.257/2001.

Atenciosamente.

Kelly Hokama

Presidente do Sindicado dos Arquitetos e Urbanistas de Campo Grande





Campo Grande, 24 de novembro de 2016.







Trecho do livro “O Campo e a Cidade na História e na Literatura” (Companhia das Letras, edição de 1989) do professor e crítico inglês Ray...


Trecho do livro “O Campo e a Cidade na História e na Literatura” (Companhia das Letras, edição de 1989) do professor e crítico inglês Raymond Willians. 

“De uma vivência das cidades nasceu uma vivência do futuro. Numa crise da experiência metropolitana, as histórias sobre o futuro sofreram uma mudança qualificativa. Havia modelos tradicionais para esse tipo de projeção. Em todas as literaturas conhecidas, sempre houve uma terra além da morte: um paraíso ou um inferno. Nos séculos de explorações e viagens, novas sociedades foram descobertas, vistas como promessas ou como alertas, em novas terras: em muitos casos, ilhas; muitas vezes, a ilha feliz, ela própria um elemento que dá forma ao mito. Mas, dentro da experiência metropolitana, esses modelos, ainda que muito utilizados, terminaram sendo transformados. O homem não atingia seu destino, nem descobria seu lugar ditoso: ele descobria, no orgulho ou no erro, sua própria capacidade de realizar uma transformação coletiva de si próprio e de seu mundo.”

Victor Eugênio Filho, conhecido entre os amigos por "Tatão" , respira política desde quando nasceu. Seu pai, Victor Eugênio, f...


Victor Eugênio Filho, conhecido entre os amigos por "Tatão", respira política desde quando nasceu. Seu pai, Victor Eugênio, foi durante muitos anos assessor e amigo de Jânio Quadros, Chefe de Gabinete do prefeito Levy Dias e vereador.


"Tatão" aprendeu vendo e ouvindo o pai fazendo política. 


Esse aprendizado produziu uma visão de mundo diferente, ultraespecializada numa matéria cujas ferramentas essenciais são sensibilidade, inteligência e vocação. 


Eugênio Filho tem o dom de enxergar movimentos em cadeia do cenário e é capaz de fazer projeções lógicas sobre o que pode acontecer no ambiente político em que vive. Ele nem sempre acerta. Mas erra muito pouco e consegue, como pouco, antever crises e avaliar corretamente os acontecimentos.



"Tatão" foi um dos quadros mais acurados do PSDB. Militou no partido por mais de 13 anos. Foi candidato e não logrou êxito.



Há pouco tempo desistiu do tucanato. Filiou-se ao PTB. Alegou que o partido ficou enfeixado nas mãos de Reinaldo Azambuja e Sérgio de Paula e, sem a benção desses dois, ninguém prospera. 


Sempre foi muito próximo da ex-senadora Marisa Serrano, mas acredita que "o tempo dela passou".


Mesmo num momento desfavorável, "Tatão"vislumbrou que Nelsinho Trad representa a perspectiva de modernização de nossa política, uma chance de superação do atraso. Trabalhou para que ele fosse candidato a prefeito de Campo Grande.



Com a mudança de rumo, entrou de cabeça na campanha de Marquinhos Trad. 


Discreto, habilidoso, bem articulado com o setor empresarial, "Tatão" foi peça fundamental para a vitória da candidatura do PSD. Agora corre o risco de ser chamado para atuar como um dos principais assessores do futuro prefeito.


Em recente encontro público no Mercadão Municipal Marquinhos apontou o dedo na direção de "Tatão" e afirmou que, doravante, alguns contatos políticos acontecerão com a ajuda de Victor Eugênio Filho.



"Tatão" deu apenas um leve sorriso e manteve-se em absoluta discrição. 



"A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS) vêm a público manifestar preocupação pela inobservância da g...


"A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS) vêm a público manifestar preocupação pela inobservância da gestão democrática através da participação da sociedade civil organizada na elaboração do ante-projeto de  Revisão do Plano Diretor de Campo Grande.

A instituição solicitou ainda a remessa do projeto de revisão do Plano Diretor que sintetiza a manifestação da sociedade civil para análise e posterior deliberação pela OAB, mas não houve qualquer resposta dos ofícios protocolados. “A OAB acredita que sem debate amplo e democrático, jamais será construído um projeto que atenda as expectativas da sociedade campo grandense”, disse o presidente da Seccional, Mansour Karmouche.  

O Secretário de Fazenda Márcio Monteiro está chegando quase dois anos atrasados à realidade das contas pública de Mato Grosso do Sul.  ...


O Secretário de Fazenda Márcio Monteiro está chegando quase dois anos atrasados à realidade das contas pública de Mato Grosso do Sul. 


Depois de não dar um pio real sobre a política econômica-financeira desastrosa de Azambuja e Sérgio de Paula, aproveitando a onda de contratações e gastos nababescos na administração estadual e outros poderes, agora - como se estivesse acordando de uma letargia motoqueira pelas planícies andinas - ele começa a compreender o significado da palavra "austeridade". 



No biênio 2014/2016, com a cabeça ligada nas eleições municipais, Monteiro permitiu que as contas públicas passassem por maquiagem intensa, cantando em verso e prosa que em Mato Grosso do Sul estavam operando o milagre da responsabilidade fiscal, da contenção de gastos e dos benefícios salariais, promovendo (sorrateiramente), no escurinho do cinema, manobras contábeis, aumentando a carga tributária, manejando o Fundersul, enfim, pedalando gostosamente achando que isso impactaria no processo eleitoral, principalmente em Campo Grande. 


Deu não, né?


Pra variar, Monteiro se fez de morto, dormiu a maior parte do tempo, fingiu que dominava o setor. É motivo de piada na Secretaria de Fazenda. Enfim, o homem "não se adaptou".



Ontem, pateticamente, declarou que seria uma "insanidade" conceder reajuste salariais ao funcionalismo, fazendo o jogo da barata-voa quando o assunto é demissão de comissionados e redução de custos. 



É impressionante: temos um secretário de Fazenda que não sabe de nada, não viu nada, não decidiu nada, enfim, passou dois anos viajando na maionese, dando tratos a bola para articular a eleição do filho no município de Jardim e armar sua saída para ser conselheiro do Tribunal de Contas. 



Eis um exemplo do homem público de Mato Grosso do Sul, prócer da República de Maracaju.
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